História Z Nation - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
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Palavras 7.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Sister


 

Chapter 9– Sister

 

 

 

Fui para mais perto de Justin, encostando meu ombro no seu.

 

—Como será que estão todos?– perguntei olhando para o lugar onde eu sabia que todos estariam. Eu estava preocupada, principalmente com Angel. Todos os outros sabem se virar, ela ainda é pequena, não tem força suficiente para enfrentar três zumbis juntos como eu ou Justin teríamos. 

—Acho que estão bem, antes de eu vir pra cá, Claire tinha acabado de chegar, acho que deu para avisar todos.– sussurrou sem me olhar, seu olhar estava para o horizonte, focalizado e completamente concentrado. 

 

Ficamos dois minutos quietos, até ouvirmos um tiro. Fechei os olhos, recriminando mentalmente quem fosse que tinha acabado de atirar. Peguei meu binóculo vendo os zumbis irem para uma mini van azul desbotada. 

 

—Sabe de onde veio o tiro?– Justin perguntou baixinho 

—Não, mas os zumbis estão indo para uma míni van.– Justin me olhou assustado, agarrando mais forte seu facão, levando sua mão até sua cocha, pegando sua pistola 

—Tem certeza?– perguntou com a voz falhada

 

Olhei mais uma vez, vendo Pattie e Jeremy sairem da míni van, com armas em mãos, atirando mais e mais, chamando a atenção de todos os zumbis. Olhei de relance para o outro lado deles, pensando ter visto algo se movendo, e estava certa. Claire tinha Angel em seu ombro, deixando Angel de cabeça para baixo. Thomas, Chris e Lorena puxavam Jazzy. Alguém Havia amarrado suas mãos e pernas, assim como colocaram uma bandana em sua boca, a impedindo de gritar. Thomas e Lorena seguravam os braços de Jazzy, já Chris segurava suas pernas, ela se debatia, mas eles a seguravam forte. Já Maia, vinha atrás, atenta caso algum zumbi chegasse perto deles. 

 

—Sim.– respondi com a voz falha, olhando Justin com os olhos cheios d'agua. 

 

Justin se sentou, como se ele se preparasse para pular. Mas fui mais rápida e pulei em cima dele, enrolando minhas pernas e meus braços em seu tronco, o impedindo de sair.

 

—Saia de cima de mim caralho, são meus pais porra!– disse nervoso, tentando se livrar de meu corpo em cima do seu

—Não Justin, não posso deixar você ir, sinto muito, não.– disse segurando as lágrimas. Quando foi que pareceu que tudo parou, e só ouvíamos a voz de Pattie gritar, dizendo o quanto nos amava. Justin me apertou, mordendo meu ombro ao inves de gritar. Doeu, mas eu soube naquele momento, o que ele sentia. Ele queria gritar, dizendo o quanto estava doendo mas não podia. Ou ele gritava, ou ele morria. E eu o abraçei forte, enfiei minha cabeça na curvatura do seu pescoço, pois eu também sabia a dor que era da perda. Eu já passei por isso.

 

Quando os gritos se cessaram, eu pensei que Justin havia morrido, pois ele não se mexia, muito menos sentia sua respiração. Levantei minha cabeça, olhando seu rosto. Ele estava com oa olhos abertos, olhava para cima, para as estrelas. 

 

—Justin, ei!– disse batendo de leve em seu rosto. Ele desviou os olhos das estrelas e me olhou, com os olhos marejados 

—Eles morreram, Alessa, eles morreram.– disse desabando em chorar. Ele me abraçou, e eu o abraçei. Naquele momento só éramos duas pessoas cansadas de perder quem mais amávamos. 

—Eu sei Justin, já senti isso e olha só pra mim, eu sei que é difícil Justin, você vai ter que se reencontrar nessa caminhada sem eles, por que, não vou mentir, vai ser difícil, mas você vai conseguir, eu to aqui com você, ainda tem todos, eles estão bem, por favor, não desista de nós, nós não vamos desistir de você Justin, por favor, fique com a gente!– pedi segurando seu rosto com minhas mãos. Ele me olhou perdido por um tempo mas depois acentiu. 

 

O deixei sentado ali, vendo que daria para fugirmos dos zumbis, só havia alguns, daria para despista-los. 

 

—Vamos, temos que ir.– disse deslizando do teto do caminhão para o capô, pulando e sentindo o mesmo incômodo no calcanhar que senti antes. Olhei para cima vendo Justin fazer a mesma coisa. Olhamos pela borda do caminhão e vimos que os zumbis continuavam a ir em frente, nem se quer olharam para trás. Com calma e devagar fomos até o outro carro. Nos abaixamos e respiramos fundo antes de pularmos a barra de proteção que separava a estrada com a floresta e sairmos correndo. Eu corria arrastando meu pé, obviamente,mas Justin ja estava praticamente dentro da floresta e me cobria, olhando para trás de mim, vendo se algum zumbi me veria. 

 

Quando entramos na floresta, eu peguei minha lanterna e Justin a dele. Nós entre olhamos e fomos andando devagar. Meus ouvidos estavam apurados, eu olhava para todos os lados. Ouvi um barulho de um galho se quebrando a minha esquerda e virei a lanterna para a esquerda, vendo Claire apontar sua arma para mim, a baixando logo em seguida. Ela me deu um abraço rápido e se virou para Justin.

 

—Sinto muito cara!– disse o abraçando 

—Onde está minha irmã?– perguntou desanimado 

—La na frente, achamos um galpão desocupado. É só seguir reto. 

 

E foi o que Justin fez, seguiu reto sem nem ao menos nos esperar. Eu olhei Claire e ela me olhou. 

 

—Onde vocês estavam?– perguntou enquanto íamos ate o galpão 

—Estavamos no caminhão, Justin quando ouviu o tiro, iria lá, eu não deixei, sabia que ele iria morrer. E Jazzy?– disse olhando o chão, vendo onde eu pisava 

—Ficou louca, acho que você viu, tivermos que amarrar ela. Angel ficou nervosa também, deve ter visto que eu coloquei ela no meu ombro. 

—Eu vi, e esse galpão? Por que construíram um galpão no meio do nada?– disse já vendo luzes no meio da mata

—Era uma antiga base militar. Achamos um caminhão acredita? Chris disse que consegue o ligar até amanhã. Tem gasolina e comida, ja que deixamos tudo na estrada. 

—Podemos voltar amanhã e pegar as coisas que acharmos, pegar as gasolinas que deixamos no carro.

—Sim, quanto mais suprimentos, melhor. 

 

Claire empurrou a porta de ferro pesada para o lado, eu tive que lhe ajudar, ja que ficou um pouco emperrada. Entramos e fechamos a porta por inteira, não poderíamos correr o risco de deixar nem que seja uma frecha aberta e algum zumbi entrasse, além do mais, bem no alto das paredes havia algumas janelas.

 

Havia um caminhão bem grande com a estampa militar bem no meio do galpão. Ele era coberto por cima, mas com o fundo aberto. A cabine cabia umas quatro pessoas, contando com o motorista. Mais para o fundo do galpão, havia outra duas portas, uma que com certeza deveria ser o arsenal ja que todas as armas estavam ali, presas em suportes nas paredes. E a outra deveria ser a cozinha, já que tinha algumas mesas de ferro com rodinhas. Fui até a cozinha vendo uma porta no fundo da cozinha. Deveria ser a porta de saída, ja que estava trancada do lado de fora com tábuas. Voltei para o galpão, indo até o arsenal, onde, logo depois do arsenal, havia um quarto com duas beliches, Já sendo usadas por Jazzy que dormia agarrada com Thomas na cama de baixo, Justin dormia na cama de cima. Ja na outra, quem ocupava o espaço de baixo era Maia junto com Angel, e Lorena dormia na cama de cima.

 

—Onde está Chris? – perguntai baixo apagando a luz

—Arrumando o caminhão!– disse fechando a porta, voltando comigo até o galpão que o caminhão estava estacionado.

—Impressionante como ainda há luz nos postos militares.– comentei olhando para cima, onde a luz branca e forte da salinha em que ficava o arsenal fazia meus olhos doerem. 

—O governo é assim, eles não desligaram as coisas que tenham a ver com o próprio governo. As bases militares são importantes pra eles, eles querendo ou não. Eles sabiam que algum dia poderiam vir parar aqui e não queriam chegar aqui e as comidas estivesses estragadas ou o chuveiro no gelado.

—Aqui tem banheiro?– perguntei surpresa vendo ela apontar para o quarto onde praticamente todos dormiam

—Estava a sua esquerda, bem perto da porta!– disse indo até o capô do caminhão, o abrindo e mexendo em algumas coisas alí, Chris acabava de sair do baú do caminhão 

—É confortável lá dentro, os bancos são longos e compridos, descobri que tem como fazer eles se juntarem e virar como se fosse uma cama bem grande, o único problema é que não tem porta, é aberto, dá pra colocar um pano, impedindo de verem, mas se bater um vento, já era.– Chris disse indo até a cabine e subindo nela, procurando algumas coisas.

—É melhor deixar sem nada mesmo, vai ser melhor caso virmos alguém vindo em direção ao caminhão, quando formos dormir, deixamos alguém de plantão. 

—Vai ser foda ligar essa belezinha aqui. Você ja viu caminhões militares? São uma bosta, detesto esses modelos!– disse Claire, batendo o capô 

—O que foi?– disse chegando mais perto dela, Chris chegou logo depois, cruzando os braços 

—O motor arriou, vai demorar um tempo ate eu concertar, já que Chris não sabe sobre esses modelos!– disse apontando com o dedo para trás, onde o caminhão estava

—Quanto tempo?– perguntei olhando para o caminhão

—Pode ser hoje, por que sinceramente eu já acho que já são umas duas da manhã e talvez, o comecinho de amanhã, se eu for bem rápida.

—Tudo bem, pode começar!– Chris disse apontando com a mão para o caminhão

—Nada disso meu amor, eu vou dormir um pouco, você tá achando que eu sou de ferro? Acha que foi fácil pular em cima de um monte de carro? Pode fazer aquele negócio de juntar os bancos pra fazer uma cama que eu vou dormir.– Claire disse para Chris, mandona. Chris revirou os olhos fazendo eu rir

—Claire, temos que sair daqui o mais rápido possível e você quer ir dormir?

—Foda-se, eu quero dormir. Eles não estão dormindo? Então, eu também posso muito bem dormir.– disse apontando para o arsenal, onde ficava o quarto onde todos estavam

 

Chris não a respondeu, apenas fez o que ela pediu. 

 

—Pode ir dormir também se quiser Alessa!– Chris disse abrindo novamente o capô do caminhão, checando algo

—Não, eu lhe faço companhia!– respondi sorrindo, ouvido o bufo de Claire.

—Só não vão se comer, por favor.– ri, olhando para Chris vendo ele sorrir com vergonha

—Não vamos Claire, eu te garanto!– disse tendo como resposta um murmúrio seu

—E como está seu pé?– Chris disse concentrado nos objetos do carro a sua frente

—Acho que está melhorando, amanhã peço para Maia dar uma olhada!– disse olhando meu pé

—E a barriga? Sente alguma dor?

—Na verdade não, nem parece que uma estaca estava presa aqui, não dói.– disse levantando a camisa, mostrando os pontos para Chris

—Espero em Deus que isso não infeccione!– disse desviando o olhar com uma careta

—É, eu também espero muita coisa Chris, e de nada está adiantando eu esperar muita coisa de Deus.

—Alessa, Alessa. As palavras tem poder Alessa!– disse balançando a cabeça negativamente

—O que quer que eu diga? Perdemos Pattie e Jeremy, perdemos muitas pessoas Chris. Éramos em oitenta. Só sobraram nós, porra Chris, como pode não ficar decepcionado com Deus?

—Por que sei que ele me faz maior que qualquer problema, isso que aconteceu com a gente, poderia ser com qualquer outro. Todos aqui ja perdemos alguém Alessa, e infelizmente, não será a última vez que isso pode acontecer. – disse agora me olhando

—É, você ta certo. Todos já perdemos alguém. Mas então, por que deixar que uma coisa dessas acontecesse?

—Não foi Deus, Alessa. Foram nós. Seres humanos. Egoístas e hipócritas. Não nos importavamos com os outros, apenas o que interessava era o lucro, o quanto de dinheiro você tinha na sua conta bancária. Como você mesmo disse, foram a Umbrella. Então não foi Deus quem fez isso com a gente, foram nós mesmos.

 

 

***

 

Acordei, mexendo meu pescoço de uma lado para o outro. Minha nuca doía, culpa de ter dormido no chão encostada em uma parede. Me levantei passando as mãos na calça, indo até o caminhão, onde Claire já mexia em algumas coisas.

 

—Bom dia flor do dia!– disse com seu típico sarcasmo, sem me olhar. Suas mãos estavam bem sujas de graxa. Pelas janelas que havia no alto das paredes, entravam sol e pouco vento, refrescando o lugar. 

—Bom dia!– disse com a voz rouca – que horas são?

—Sete da manhã, acordou cedo. Só Justin acordou até agora!– disse batendo em alguma peça, como se fazendo isso o caminhão ligaria 

 

 

A deixei ali com seus problemas e fui até o arsenal, abrindo uma gaveta e pegando uma pistola, a encaixando no coldre em minha perna. Fui até a cozinha vendo Justin sentado em uma mesa de aço ao fundo da cozinha. Ela era em tons de azul, como em algumas salas de cirurgia. Ele tinha os olhos focados em algum ponto da parede em sua frente. 

—Bom dia!– disse atraindo sua atenção, passei as mãos nos olhos, os desembaçando pela luz forte da cozinha – dormiu bem?– perguntei me sentando no banco acoplado na mesa. 

—Na realidade sim, o colchão era confortável. Não dormi bem pelo o que aconteceu, você sabe o que!– disse triste

—Eu sei, olha, na realidade eu não tenho muito o que falar já que isso já aconteceu comigo então eu sei como é. Mas Justin, você não pode perder a cabeça por isso. Não estou querendo dizer para você apenas esquecer, não, nunca te pediria isso, eu sei como dói e acho que sempre vai haver um vazio em você por isso, mas você não pode simplesmente esquecer no mundo que estamos agora. Se você sair por essas portas, pode ser comido vivo a qualquer momento. E não esqueça que você ainda tem a Jazzy, ela te ama, vocês são irmãos. Tem que cuidar dela. Ela precisa de você, nós precisamos de você e...bem...eu preciso de você também!– disse o olhando, vendo que apenas nessa minha última frase seus olhos se desviaram em minha direção. 

 

Olhei envergonhada para a mesa, que de repente havia ficado muito interessante. O brilhante do aço me chamava a atenção. Sinto sua mão agarrar a minha, fazendo eu olhar nossas mãos entrelaçadas. Mordi o lábio, olhando para seu rosto que tinha um pequeno sorriso.

 

—Eu sei, não vou abandonar vocês, não vou abandonar você, mas preciso aceitar o luto entende?– disse sorrindo pequeno, com os olhos pequenos cheio d'agua 

—Sim eu sei, demorei a aceitar quando cheguei na casa dos meus pais e tudo estava revirado. Eu espero, só não quero que se perca nessa caminhada de luto!– disse vendo ele assentir. Me levantei, ainda de mãos dadas com ele – agora quero que fique forte!– disse o puxando para se levantar, o coloquei em minha frente – seja como você foi na primeira vez que te vi.– disse erguendo seus ombros para trás, o deixando com uma postura imponente. Bagunçei mais seus cabelos, o deixando sem sorrisos – isso, você estava assim!

—Gosta do que vê?– perguntou usando uma voz sexy, mas que na verdade parecia que ele estava com dor na garganta 

—Claro que sim!– respondi debochada vendo ele sorrir. Em um instante, sinto bater minha bunda no balcão do armário atrás de mim, Justin em minha frente, e seus labios nos meus. 

 

Ele agarrou minha cintura, apertando forte. Seu beijo era apressado, como se ele quisesse aquilo a muito tempo. Rodei minhas pernas em seu quadril o trazendo para mais perto. Passei minhas mãos por seus ombros, puxando os cabelos de sua nuca. Seus labios foram para meu pescoço, fazendo eu fechar os olhos e evitar um gemido assim que ele empurrou seu quadril contra o meu, fazendo sua ereção se esfregar em minha intimidade. Eu queria naquele momento, arrancar nossas roupas e deixar ele fazer comigo o que bem entendesse, mas tínhamos coisas a fazer, tínhamos que sair dalí. 

 

Apertei seus ombros com meus dedos, mordendo o lábio, contraindo um gemido assim que ele apertou meu seio por cima do sutiã, não havia nem ao menos reparado sua mão entrar por baixo da minha regata. Minhas mãos trabalhavam na fivela do seu cinto quando ouvimos um grito, assim como algo caindo no chão. 

 

Olhamos para a porta da cozinha, encontrando Claire parada ali, em choque nos olhando de boca aberta e olhos arregalados. Justin a xingou baixinho, a praguejando por ter entrado naquele momento.

 

—M-me d-desculpem, eu só vim aqui pegar alguma coisa pra comer!– disse ainda nos olhando assustada

—Tudo bem Claire!– disse compreensiva, assentindo. Justin não havia se movido um centímetro para longe de mim.

 

Claire pegou a primeira coisa que achou dentro do armário e saiu, fechando a portinha sanfonada branca que tinha ali.

 

Justin continuou a beijar meu pescoço, mas eu espalmei as mãos em seu peito o afastando

 

—O que foi?– perguntou confuso, seu cabelo estava ainda mais bagunçado, assim como sua boca inchada 

—Temos coisas mais importantes do que transar agora Justin!– disse o olhando séria 

—Por favor?– pediu fazendo cara de sofrido

—Não e não peça de novo, temos que sair daqui, quem sabe mais tarde!– disse descendo da bancada o olhando maliciosa.

—Tomare que o mais tarde chegue logo!– disse malicioso, sorrindo da mesma forma 

—Vou ajudar Claire, por que não vai acordar os outros? Precisamos ir ate a estrada novamente, pegar nossas coisas!– disse abrindo a geladeira, pegando um suco, abri o armário pegando dois copos, despejei o suco nos copos, guardando o suco de volta na geladeira, entregando um copo a Justin.

—Tudo bem!– disse tomando seu suco em uma golada só. 

—Fale com Thomas para ele e Jazzy irem para outro lugar, mande ele inventar alguma coisa, sei lá, diga que ele viu uma árvore de maçãs aqui e acha que eles deveriam ir lá, só não deixe ela voltar para a estrada.– disse vendo Justin assentir

—E eu?– perguntou como se eu não me importasse dele ver os pais aos pedaços

—Você pode ficar aqui!– disse maliciosa, o olhando por cima do copo. Terminei meu suco, colocando o copo na pia

—Gostei da idéia!– disse malicioso me abraçando por trás

—Então vá logo, quanto mais rápido todos forem, mais rápido acontece!– disse vendo ele assentir e me dar um beijo longo. 

—Eu ja volto!– disse sorrindo fazendo eu assentir. Ele saiu da cozinha e eu o acompanhei, fui até Claire vendo ele ir para o quarto depois do arsenal. 

—Precisa de ajuda?– perguntei para Claire vendo ela sorrir maliciosa

—Não, obrigada!– disse sorrindo, seu sorriso rasgaria seu rosto– eu sempre soube!– disse dando de ombros, rosquiando alguma coisa no motor

—Sempre soube o que?– perguntei me apoiando no caminhão

—Você e Justin, eu acho fofos vocês juntos!– disse e ouvimos Justin gritar todos para se levantarem. Eu e Claire nos olhamos e rimos– acho que já sei o porquê da pressa dele!– disse rindo olhando para o motor

—É, deve saber!– disse maliciosa vendo ela rir, negando com a cabeça– onde está Chris?

—Saiu, foi checar se depois daqui tinha alguma coisa importante que pudéssemos usar. Algo como uma mecânica para concertar essa merda!– disse chutando a carcaça do caminhão. Ela pegou um pano e limpou as mãos – eu dou um jeito para você e Justin ficarem sozinhos, pode deixar que eu mesmo fico de plantão aqui na frente para ninguém entrar!– disse bebendo água dentro de uma garrafinha

—Cala a boca Claire!– disse a empurrando de lado

—Ei, eu sei que você tem que tirar seu atraso amiga, conta comigo!– disse dando de ombros

—Como se você transasse todo dia!– disse debochada

—Pelo menos, quando você chamou todos por que os zumbis estavam invadindo, eu estava com James!– disse dando de ombros

—E agora ele morreu!– disse lamentando

—Sim, ele morreu, fazer o que né?– disse voltando a trabalhar no motor

—Claire, você transava com ele, tenha dó!

—Lessa, não é porque eu transo com ele que eu o amo, era só um passatempo!– disse me olhando sorrindo malandra, voltando a atenção para o motor

—Tudo bem então!

 

***

 

 

—Tomem cuidado!– gritei encostada na porta, vendo todos se virarem e sorrirem acenando, como se eu fosse uma mãe que se despede dos filhos que estão indo fazer uma excursão. Jazzy e Thomas foram para o caminho contrário onde todos estavam indo. Angel tinha as mãos dadas com Maia, eu não queria que ela fosse, mas ela bateu o pé no chão querendo ir, claro que eu fiz Maia prometer que não chegaria perto de onde provavelmente Pattie e Jeremy estavam.  Sinto mãos se fecharem em volta de minha cintura e um beijo ser depositado em meu ombro.

—Eles vão ficar bem!– Justin disse me apertando. Me virei, passando minhas mãos por seu pescoço 

—Eu sei!– murmurei antes de o beijar. 

 

 

Ele, pegou na fechadura da porta, a empurrando até se fechar por completo. Me empurrou para a parede, me apertando. Suas mãos apressadas, rasgaram minha regata, o que fez eu o olhar feio.

—Eu não tenho o que vestir idiota!– disse sentindo seus labios beijarem meu pescoço, sinto ele sorrir

—Você não vai precisar de roupa para o que vamos fazer!– disse pegando em minhas cochas, fazendo eu rodar minhas pernas em sua cintura. Ele, me beijando, foi ate o quarto. Esbarramos em várias armas, as deixando no chão. Bati a porta com meu pé, fechando a mesma com chave. Justin me jogou em uma beliche, ficando por cima de mim logo depois. 

 

Com os pés mesmo, tiro meu tênis e meias, enroscando minhas pernas em torno de Justin. Ele morde meu seio, o que faz eu soltar um gritinho assustada. Subo minhas mãos, tirando sua camisa preta. Arranho seu peitoral, deixando marcas vermelhas por onde minhas unhas passavam. Justin tira sua calça, assim como a minha. Estavamos impacientes para preliminares. 

 

 

Assim como fez com minha regata, ele rasga minha calcinha, antes de eu ter tempo de o reciminar, ele enfia dois dedos em mim, me fazendo gritar e pular de susto. Ele morde meu pescoço e seios, agora livres do sutiã, me fazendo revirar os olhos de tanto prazer. De repente, ele tira os dedos de mim e segundos depois, mete seu pau com força em mim, me fazendo arranhar seus ombros com força. Suas investidas eram fortes, rápidas e precisas. 

 

Ele me deu um beijo longo, antes de eu gozar. Depois de mais alguns minutos, sinto seu líquido me preencher por completo. Ele cai derrotado em cima de mim, deixando seu rosto na altura de meus seios, deita a cabeça naquela área e fica ali, apreciando o carinho que eu fazia em seus fios compridos e louros. 

 

 

Ele me olha, sorrindo. Me dá um beijo longo e lento, me deixando atordoada por alguns segundos. Então abre os olhos castanhos claros, e assim como seu sorriso em sua boca, seus olhos pareciam sorrir também. 

 

—Acho que estou me apaixonando!– disse perto de mim, fazendo eu sorrir continuando a passar minha mão em seu cabelo

—Vou te contar um segredo, eu também!– disse baixo como se fosse realmente um segredo, fazendo ele abrir o sorriso mais lindo que eu já havia visto em todas minha vida 

 

 

***

 

 

Abaixei o resto da camisa de Justin por meu corpo, vestindo a calça jeans rasgada logo depois. Penteei meus cabelos com os dedos mesmo, passando desodorante, um luxo que não tinha a tempos. Calçei meu tênis, vendo Justin acabar de sair do banho com uma toalha em volta da cintura. Suas tatuagens eram incríveis, e o deixavam ainda mais sexy. Eu também tinha algumas, mas com certeza acho que ele não deve ter reparado, estava mais desesperado que eu. 

 

 

Ele se virou, tirando a toalha me deixando ver sua bunda. Me levantei um pouco da cama, estapeando a mesma. Ele me olhou por cima do ombro sorrindo maldoso. 

 

—Safada!– Murmurou ouvido minha risada logo depois 

 

Quando terminei de amarrar os cadarços, me levantei, me abaixando pegando meu coldre com minha pistola e uma faca, a encaixando em volta de minha perna direita. Sinto minha bunda arder, e eu pular para frente com o susto, olhando Justin 

 

—Direitos iguais!– disse sorrindo malandro, vestindo a calça. Ele estava sem camisa, já que deu a sua para mim. Maia chegaria com as coisas de todos então eu trocaria de camisa. Balancei a cabeça, saindo dali, indo ate a cozinha. Abri um armário encontrando uma barrinha de cereal, a peguei, abrindo sua embalagem e comendo tudo em uma única mordida, peguei uma maçã e fui comendo até o caminhão, onde Claire acabava de fechar o capô com um sorriso triunfante. 

 

—Eu consegui, porra!– gritou sem me ver, erguendo as mãos para cima. 

—Parabens, quer um balão?– disse cínica mordendo minha maçã 

—Haha, muito engraçado. Mas se você tiver um eu quero sim!– disse sarcástica, me empurrando. Seu semblante carrancudo, se transformou em um sorriso e olhar malicioso – E aí? Foi bom?

—Me poupe Claire!– disse indiferente andando em volta do caminhão 

—Ahhh fala sério, não vai falar nada comigo? Poxa, eu não deixei ninguém ir lá, jazzy iria sabia? Eu fiz ela sair dali a base da paulada, daí ela cansou de brigar comigo e voltou a procurar maçãs!– disse na frente do caminhão, revirando os olhos, me olhando através do vidro, já que eu estava dentro da cabine

—Você bateu na Jazzy?– Justin perguntou acabando de sair da porta do arsenal. Claire o olhou assustada eu eu olhei para ela divertida 

—N-não Bieber, que isso. Eu nunca bateria na Bieber caçula, jamais!– disse fazendo eu rir 

—Bom mesmo Claire, caso contrário, eu cortaria todo esse seu cabelo de fogo. – disse vindo ate mim, entrando na cabine pelo lado do passageiro 

—Vai se foder Bieber!– Murmurou entrando na cozinha

—E então? Pega?– Justin perguntou curioso como uma verdadeira criança 

—É isso que vamos saber agora!– disse rodando a chave na ignição, quando o motor ligou, até mesmo Claire apareceu na porta da cozinha com a boca cheia de cereal, deixando boa parte cair de sua boca, já que ela gritava em comemoração. 

 

 

Então ela para, deixa o resto de cereal sair da boca e arregala os olhos pra trás do caminhão. Ela, numa fração de segundos, pega sua pistola na perna e começa a atirar em algo atras do caminhão. Olho pelo retrovisor e vejo zumbis entrando pela fresta da porta. Pulo para trás do caminhão, me espremendo no meio dos dois bancos da frente, indo até a ponta do caminhão e me agachando, atirando junto de Claire. Eram muitos, e nossas balas acabariam. 

 

 

Justin pensa rápido, e passa correndo ao meu lado no caminhão, pulando e dando uma cambalhota no chão. Tira seu facão e sua arma dos coldres, começando a atirar e cortar a cabeça dos zumbis. Ele vai até a porta e eu o cubro, atirando em todos os zumbis que chegam perto dele sem que ele veja. Ele empurra a porta até se fechar por completo, ela era pesada, não daria para ninguém entrar, a não ser que puxassem, mas nenhum zumbi sabe como puxar uma porta. 

 

 

Matamos o restante dentro do galpão, e nos olhamos desesperados. 

 

—Os outros!– digo em um suspiro, baixo, mas mesmo assim, escutam

 

Claire, pega algo em sua cintura nas costas, um rádio, e chama Chris. Segundos depois ele atende junto de uma gargalhada 

 

—O que foi Claire?– pergunta rindo, vou até ela e puxo o rádio de sua mão 

—Não voltem pra cá, ouviu Chris? Não voltem pra cá!– grito desesperada, com algumas lágrimas fluindo de meus olhos 

—O que foi que aconteceu?– pergunta preocupado

—Estamos cercados de zumbis, não sei como nos acharam, droga, onde vocês estão?– pergunto encaixando minha arma de volta no coldre

—Estavamos voltando, é, consigo os ouvir daqui!

—Você não me escutou caralho? Não voltem pra cá!– grito com raiva, apertando o rádio com força 

—Tudo bem, não estamos voltando, o que quer eu faça?

—Por enquanto, nada. Tente ficar aí com todos, vá atrás de Jazzy e Thomas eles foram para o outro lado de vocês, você sabe porque – o lembro vendo Justin acentir – tente ir só você, deixe Maia e Lorena aí, sei que elas ficarão bem, peça para cuidarem de Angel. Busque eles e os leve para a rodovia, fiquem lá, tenho um plano. – digo olhando Claire e Justin, eles concordam com a cabeça, como se confirmassem já estar dentro do plano

—O que vai fazer?– Chris pergunta aflito

—So nos espere em algum lugar seguro, te chamo no rádio assim que estivermos na rodovia, tente ficar o mais longe possível do galpão. – digo indo para o quarto, sendo seguida por Claire e Justin

—Ok

 

Jogo o rádio para Claire e me abaixo, olhando em baixo da cama. Quando acho o que procuro, a agarro, puxando para mim. 

 

—Como você sabia que tinha isso aí?– Justin pergunta após ver as duas bolsas grandes que eu tinha acabado de tirar de baixo da cama. Faço a mesma coisa com a outra, puxando mais duas malas

—Eu já estive em uma base como essa, eles não tem muita criatividade em esconder coisas. – digo abrindo uma bolsa, batendo ela no chão para tirar a poeira. – bem, temos quatro bolsas, acho que com duas conseguimos encher elas com as armas. – digo entregando uma para Justin e uma para Claire. – As outras duas vou encher com comida e o que mais eu encontrar pela frente que seja útil. Limpem tudo, não quero nenhuma bala sobrando, quero tudo dentro dessas bolsas. 

 

Vou até o banheiro ao lado da porta do quarto e abro todas as portas dos armários. Jogo todos os frascos laranjas de remédios que encontro, algumas pomadas, gazes e esparadrapos. Pego mais alguns utensílios e parto para a cozinha. Quando passo pelo arsenal, pego um pente de munição, trocando a minha vazia pela cheia. Justin e Claire se mexiam como fantasmas, correndo de um lado para o outro, tirando as armas dos suportes das paredes e jogando tudo dentro das bolsas. 

 

 

A porta de ferro se mexia constantemente, como se os zumbis se jogassem na porta pensando que assim abriria. Vou para a cozinha e jogo tudo dentro das bolsas. Pego alguns pães de forma nas embalagens e jogo na bolsa, assim como várias barrinhas de cereais e algumas besteiras. Quando estou prestes a abrir a geladeira, ouço o vidro da porta da cozinha ser quebrado. Olho para aquela direção, com alguns fios de cabelo grudando em minha testa, nuca e alguns fios em minha boca. 

 

Zumbis estão amontoados ali, um tinha o braço para dentro da porta, e as madeiras que tinham ali estavam quase cedendo. Arregalo os olhos e olho para o lado. Escorrego por cima da mesa até chegar do outro lado. Começo a arrastar um armário pesado de metal, o móvel range, mas não saí do lugar, faço força, mas mesmo assim, ele mal se move. 

 

—Justin!– grito assim que outro pedaço do vidro é estilhaçado perto de meu rosto, alguns cacos perfuram minha bochecha, por pouco meu olho. – Justin!– grito mais uma vez ao sentir o zumbi agarrar meu pulso, pelo susto, prendo minha mão entre o armário e a parede, grito ao sentir minha mão quase ser esmagada. Tento pegar meu facão na cintura, mas meu outro braço ainda está sendo segurado pelo zumbi. 

 

Justin aparece na porta, com o peitoral suado assim como seu rosto. Ele me olha assustado, assim que me vê com lágrimas escorrendo dos meus olhos vem até mim, olha para meu braço sendo puxado pelo zumbi e no mesmo momento ele saca sua faca e corta o punho do zumbi. Meu braço cai ao lado do corpo alguns segundos, ate que eu relembrasse da dor de minha mão entre a parede e o armário. 

 

—O que aconteceu?– grita me olhando desesperado 

—Minha mão!– digo fazendo força, tentando puxar meu braço de volta, mas isso faz a dor de alastrar por todo meu braço e a lateral de meu corpo – minha mão está presa. 

 

Justin olha para o armário alguns instantes, como se examinasse o inimigo em uma luta de MMA. Ele assente algumas vezes e se eu não estivesse tão preocupada, com uma mão sendo amassada e chorando, eu até daria risada das caras que ele fazia. 

 

—Vou puxar o armário, tente tirar a mão bem rápido okay?– pergunta colocando sua faca em um carrinho de inox, como aqueles que os hotéis usam para levar a comida ate o quarto do hóspede 

—Tudo bem!– digo rápido, balançando a cabeça pra cima e para baixo rapidamente. 

 

Ele flexiona os joelhos e pega no fundo do armário, empurra o armário para frente enquanto faz uma cara de dor, quando o aperto se afrocha um pouco, puxo minha mão, a espremendo no pequeno espaço. Seguro o grito, doeu, claro que doeu, mas eu tinha que salvar todos, vou ficar bem. Minha respiração está bem acelerada, Justin solta o armário e ele balança um pouco. Mais um pedaço de vidro quebra assim que o mesmo zumbi que me agarrou joga o outro braço para dentro. 

 

—Anda, me ajude!– ignoro a dor gritante em minha mão esquerda e chamo Justin. Ele fica do meu lado e empurramos a lateral do armário até ficar de frente a porta. O armário arranha no chão, deixando um barulho agudo que dói os ouvidos. Nos afastamos e olhamos o armário de frente a porta

—Nos dará tempo!– Justin diz antes de voltar ate o arsenal, Claire grita alguma coisa, como se pedisse para ele pegar algo no quarto. 

 

Continuo à fazer o que fazia antes, abro a geladeira e jogo tudo o que tem dentro, dentro da bolsa. O armário zangava para frente e para trás. Abro as gavetas procurando algo que fosse útil, acho facas de todos os tamanhos e as coloco dentro da bolsa. Algumas latas de feijão ou salada de frutas estavam dentro do armário de cima. Estico meu corpo para poder alcançar, as coloco dentro da bolsa, e quando olho em volta, vendo todas as portas de todos os armários abertos, me certifico que ja peguei tudo, se juntarmos as coisas que pegamos hoje com as que estavam na rodovia, vamos ter suprimentos durante uns três meses. 

 

Agarro as duas bolsas e as jogo no ombro, minha mão dói pra caralho, mas ignoro a dor. Jogo as bolsas na parte de trás do caminhão, vendo os colchões das beliches ali, encostados, assim como os travesseiros e os cobertores. Justin aparece na porta do arsenal, trazendo as duas bolsas pesadas e cheias, uma de cada lado dos ombros, seus rosto estava vermelho, suas veias saltavam. 

 

Ele joga as bolsas ao lado das minhas e eu as empurro mais para trás, para que não caía na hora que arracarmos com o caminhão. Claire aparece ao meu lado carregando sua nove milímetros, ela termina de colocar outro pente de munição no coldre, e me olha, me entregando outro pente. Pego com a mão direita e a encaixo no coldre. 

 

—Como vamos sair daqui?– Claire pergunta olhando a porta que ainda chacoalhava. 

—Pegaram tudo?– pergunto indo para a frente do caminhão, abrindo a porta, o motor já estava quente o suficiente

—Sim, como vamos sair daqui?– Claire volta a repetir, vindo atrás de mim

—Justin, consegue abrir a porta?– pergunto tomando meu assento no banco do motorista, deixando meus pés para fora do caminhão, meu tornozelo começava a incomodar, pelo efeito do remédio estar passando 

—Se eu consegui fechar acho que consigo abrir!– diz indo para o portão

—Mas não é apenas uma frecha, sabe que é tudo!– digo vendo ele sorrir cansado

—Sabe que consigo!– diz malandro e dou risada olhando para os meus pés. Coloco meus pés para dentro do caminhão e os posiciono nos pedais, minha mão direita no câmbio e a esquerda no volante, doía como nunca, mas não é a pior delas, nem a pior que já senti.

 

Justin se posiciona, e Claire fica na ponta da parte de trás do caminhão, ela irá cobrir Justin até ele subir. Ponho a marcha na ré, e me reenclino no banco, olhando para trás, vendo Justin contar com Claire. Claire grita e Justin puxa o portão para trás o máximo que pode, até o portão bater na parede. Ele corre, deixando uma multidão o seguir, no mesmo momento em que ele pula e entra no caminhão, acelero, indo para trás, zumbis saiam da porta da cozinha, já que devem ter conseguido quebrar a porta e tirar o armário da frente. Claire e Justin ficaram atrás de mim no banco, pois sangue apodrecido de zumbis espirrava para todo lado. O caminhão balançava conforme ia passando por cima de alguns, dois conseguiram (de um jeito que não sei) entrar no caminhão atrás, onde Claire e Justin estão. Eles atiraram no crânio dos dois mortos vivos. 

 

 

Viro o volante e tiro o caminhão da marcha de ré, começo a ir em direção a rodovia, limpo o vidro com um pouco de água esguichada e olho para frente, rezo para que a faixa de metal que separa a floresta da rodovia ceda ao eu passar com o caminhão por ela. E meu pedido é realizado, um pedaço do metal se desfaz, e eu passo reto, batendo em alguns carros quando tento retomar o controle. Quando estou perto de onde sei que estávamos acampados, peço para Claire chamar Chris no rádio. Um chiado e depois sua voz 

 

—Conseguiram?– pergunta preocupado 

—Claro que sim, diga que conseguiu buscar Jazzy e Thomas!– digo ainda focada na estrada, é Claire quem coloca o rádio perto de meu rosto e boca, ela se espreme entre os bancos e passa para frente, se sentando ao meu lado. 

—Claro que sim, eles estavam em cima de uma árvore, tinha alguns zumbis e eles esqueceram de pegar algumas armas, estão aqui do meu lado, onde vocês estão?

—Na verdade onde você está?– pergunto andando um pouco mais devagar, caso o resto dos zumbis queram nos seguir, vão demorar um pouco ate chegarem, e se chegarem, já vamos estar bem longe 

—Perto da carreta onde você e Claire estavam de vigia antes!– estávamos próximos 

—Estou quase chegando, estão todos bem?

—Sim, Lorena, Maia e Angel estão bem. Jazzy e Thomas se arranharam um pouco quando desceram da árvore

—Pelo menos ainda estão vivos, estou aqui!– digo vendo o caminhão vermelho em minha frente. Chris aparece saindo da cabine do motorista, assim como os outros, era um bom esconderijo na verdade. É alto, caso vissem algum zumbi era só se abaixar, raramente os zumbis ficam olhando para cima. 

 

Desço do caminhão, pulando para atingir o chão, meu tornozelo dói mas ignoro a dor. Justin e Claire descem logo depois de mim. Justin se apressa para abraçar Jazzy, que quase rolam no chão de tanto se abraçar. Vou até Maia e Angel. Abraço Angel e olho para Maia

 

—Pode cuidar disso depois?– pergunto erguendo a mão, deixando ela ver o grande hematoma em cores de roxo, amarelo e vermelho. Ela faz uma careta feia de dor, dou risada

—Como você conseguiu isso?– pergunta desacreditada

—Minha mão ficou presa entre um armário e a parede – digo olhando para minha mão, dou de ombros como se não estivesse doendo – não foi a pior dor que já senti

—Mas deve estar incomodando!– diz com um sorrisinho cínico

—Você sabe que sim!– digo também cínica, revirando os olhos

—Tudo bem, vejo isso daqui a pouco.– diz se afastando. Vou ate Chris e ele me olha e sorri

—Conseguiram resgatar nossas coisas?– pergunto me apoiando ao seu lado em um carro velho e enferrujado

—Sim, misteriosamente ninguém tocou nas nossas coisas!

—Não demoramos tanto tempo para voltar, também, isso conta!– respondo sorrindo malandra, ele me olha e me empurra devagar com o ombro

—E o que aconteceu agora?– diz pegando minha mão, a analisando, mexendo de um lado para o outro– vejamos, você deve ter deixado ela presa em algum lugar

—Como sabe?– pergunto risonha

—Minha mãe era enfermeira, sei tudo sobre qualquer coisa relacionada a doenças e coisas de médicos que você possa imaginar!

—Não sabia disso

—Você não sabe muita coisa sobre mim, Alessa!– diz, tentando ser misterioso, mas caio na risada

—Tudo bem senhor mistério, por que não contou isso para Maia? Acho que ela ficaria feliz em saber que temos mais um médico aqui!

—Não sou médico, minha mãe apenas me ensinou como cuidar de coisas supérfluas, como algum inchaço, como esse na sua mão!– diz apontando para meu braço – mas Maia fazia faculdade, ela sabe saturar alguém, acho que se eu fizesse isso, iria costurar o rim da pessoa junto do fígado, sei lá, não sou bom pra isso, sou bom em matar.

—Nossa, profundo!– tiro sarro, caindo na gargalhada logo depois, ele ri comigo. Vejo alguns zumbis saindo da mata – acho que já está na hora de ir.

 

Depois de todos entrarem rapidamente no caminhão, jogando as coisas dentro do caminhão, dessa vez é Justin quem dirige e eu fico ao seu lado, com os pés em seu colo, deitada aproveitando a brisa fresca que refrescava meu rosto. 

 

 

 

Estou quase dormindo quando sinto Justin ir parando o caminhão, abro os olhos e me apoio nos cotovelos, Justin tem os olhos fixos na estrada. Levo minha mão para meu coldre mas ele balança a cabeça, continuando a olhar para frente. Sem paciência, me ergo de uma vez, olhando para frente. 

 

Uma criança balançava os braços magros e quase desnutridos em nossa direção, como se pedisse para pararmos, chamando nossa atenção. Ela tinha os cabelos castanhos e compridos na frente do rosto, batendo um pouco acima da cintura, usava uma calça leggin preta e uma blusa comprida listrada preta e branca, com um casaco fino por cima, tinha uma garrafa de água em mãos, já no final. Assim como uma mochila lilás que, pelo fato de estar afundada para dentro, eu sabia que não tinha nada ali. 

 

—Vamos cuidar dela?– Justin pergunta ainda olhando a garota. Ela era familiar, o formato do rosto, a pele era parecida com a minha, os cabelos, mais claros que o meu, os olhos com certeza eram claros

—E se for uma emboscada?– digo ainda olhando a figura magra e indefesa

—E o que quer que eu faça? Que eu a deixe aqui? Assim? Ela está esquelética!– diz sensato 

—Pode ser uma armadilha.– volto a repetir, ignorando a voz em meu subconsciente, não posso piscar, não quero acreditar nisso, me recuso a acreditar nisso, não posso me dar falsas esperanças 

—Acho que eles já teriam aparecido!– Justin me olha pela primeira vez

—Por que paramos?– Claire aparece entre os bancos, e olha para a mesma figura que eu e Justin, a garota não sabia por que não fomos ainda até ela, e não sabia se viria até aqui ou não. – não acha que pode ser uma emboscada?

—Como eu disse,– Justin olha para mim, abrindo a porta – já teriam aparecido!– diz pulando para fora. Reviro os olhos e o sigo. 

 

 

Quando estou cada vez mais próxima da garota, mais meu coração se aperta. Coloco à mão na arma, pronta para usá-la caso fosse necessário, olho para os lados, me certificando que ninguém apareceria. Quando volto meu olhar para a garota, Justin está abaixado de frente ela, meu coração salta, meus braços caem ao lado do corpo e ondas de emoção tomam meu corpo, deixando lágrimas incontroláveis rolarem por meu rosto. 

 

—Como você se chama princesa?– pergunta afastando o cabelo liso, porém, embaraçados do rosto da garota. Quando ela me olha com seus olhos verdes, um soluço alto escapa de meus lábios 

—Mariela!– eu e ela falamos juntas, nos olhando de olhos arregalados



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