História Zaptoss e a Maldição do Leão - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 2.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


YEEEEYYYY :3
Aqui estou eu novamente com mais um cap desse fic que estou adorando escrever asuhaushuashau
Esse cap foi bem louco, eu mesmo achei que eu viajei bastante então se ficou muito confuso já me desculpe aushaushuahs
Enfim, espero que gostem e tenham uma boa leitura :3

Capítulo 8 - O conhecimento da dor...


P.O.V Belial (Sonho on)

- Hihihihi...

Abro meus olhos calmamente após escutar uma risada estranha, estava tudo branco, não importava para onde eu olhava, enxergava o branco e apenas ele.

- Aqui de novo? O que você quer agora? – Pergunto rodando o lugar com os olhos para ver se eu conseguia ver alguém. – O que você quer de mim? - Repito em um tom mais gritado.

- Eu quero te mostrar a nossa história. – Disse uma voz atrás de mim, uma voz um pouco familiar na qual fez com que eu me virasse rapidamente.

- Você de novo? O que você quer de mim? – Perguntei ao mesmo leão branco cego que havia sonhado outro dia.

- Eu sou você, mas sou seu passado venho aqui te perguntar... Você não quer saber por que é rejeitado? – Pergunta ele envolto de um manto negro carregando uma espécie de lamparina em sua mão direita, estranhamente a mesma tinha uma tatuagem e seus pelos, algo tribal.

- Eu quero saber sim. – Digo um pouco nervoso e voltando meu olhar a seus olhos brancos.

- Então deixe-me te mostrar o que somos e o que fizeram com que nos tornássemos. – Disse ele estendendo sua outra pata que também tinha algumas tatuagens. Hesito por um momento, mas logo seguro sua mão.

Ao mesmo momento que toco sua mão o branco começa a sumir. Tudo a nossa volta começa a se transformar como se estivesse derretendo. E então aquele mesmo santuário se formou a nossa volta, todo em dourado como da última vez que estive ali, mas algo estava estranho, o lugar parecia mais novo e mais alto que anteriormente, tão alto quanto às nuvens...

- Aqui estamos. – Diz o Leão me fazendo parar de observar o lugar e voltar minha atenção a ele.

- Aqui onde exatamente?

- No santuário... – Parou ele bruscamente de falar e se virou de costas pra mim.

- Que santuário?

- No santuário dele. – Disse o leão apontando para a imagem do grande leão metade negro e metade branca.

- Isso não era assim quando eu vi a última vez... – Disse com a voz um pouco assustada.

- Realmente, ele foi assim apenas ao início de sua vida em uma batalha entre a vida e a morte. A imagem daquele que você observa agora, é o primeiro de nossa linhagem. O primeiro anjo... – Escutando as suas últimas palavras dou um passo para trás.

- Anjo? – Perguntei assustado.

- Sim anjo. – Disse ele sem se virar para mim em nenhum momento. – Nós somos como uma balança, quando nascemos brancos somos o símbolo da luz da estrela mais brilhante. E quando nascemos negros, somos o símbolo da noite mais escura. Apenas o primeiro de nós conseguiu escurecer metade de seu corpo e ficar em total equilíbrio. Ele é nossa base, ele é nosso... – Diz ele parando por um segundo. – Pai...

- Nosso pai???? – Pergunto de olhos arregalados.

- Podemos dizer que sim... Ele foi o primeiro anjo. Apesar de sermos anjos ainda sim somos também mortais, pois perdemos a nossa imortalidade quando foram arrancadas de nós as asas de nosso Pai. Carregamos o fardo do poder de um anjo que sofreu de dor e a sentiu da pior forma possível, mas não nasce um de nós a todo o momento, apenas um a cada mil anos.

- Mas...

- Estranho não é? Quando era eu no seu lugar eu fiquei da mesma forma, sem saber o que dizer, sem saber o que fazer.

- Eu... Sou um anjo?? – Digo olhando para minhas mãos com os olhos arregalados.

- Sim Belial todos nós somos anjos... – Diz ele se virando para mim com um sorriso de lábios. – Mas não somos anjos apenas da paz... Somos os anjos enviados a guerra para trazer a paz. Também chamados de anjos da guerra...

- A-Anjos da guerra? O que você quer dizer com isso!!! – Falo um pouco mais alto por ficar desesperado.

- Isso mesmo que você ouviu, somos os anjos da guerra. Aqueles que vêm para trazer a paz ao mundo. Somos também os encarregados de matar tudo e todos os demônios que ficarem em nosso caminho para restaurar o equilíbrio, mas podemos perder o controle e nos tornarmos a causa da desgraça. – Disse ele me olhando nos olhos com um sorriso largo e logo se fechando com um pouco de ódio. – Eu sei Belial isso tudo parece uma grande besteira, mas não é uma. Somos os encarregados disso. Somos aqueles que devem sofrer para ganhar poder, aqueles que devem ser rejeitados mesmo sendo anjos, aqueles que devem ser desprezados... E mesmo que apareça alguém que não nos vê assim... Essa pessoa pode morrer a qualquer momento, apenas para nos enlouquecer e começarmos a destruição. – Diz ele colocando as mãos no rosto e logo desabando em lágrimas e também caído de joelhos ao chão. – Eu o amava tanto... – Resmungava ele em meio aos prantos.

- Aquele que nos ama... Morre para termos poder... – Após dizer isso minha mente cria uma imagem de Yuukino sorrindo... E logo desaparece em meio a chamas... Meus olhos se enchem de lágrimas. – Mas por que disso? – Pergunto me ajoelhando e segurando nos braços do leão, sacudindo um pouco o mesmo.

-Por que fomos amaldiçoados... E é isso que tem de acontecer é o que está prescrito a acontecer sempre... Nascemos para esse objetivo... Para sofrer e destruir, somos anjos que eu mesmo considero mais como demônios quando perdemos o controle... É por isso que todos nos odeiam... – Diz ele virando seu rosto para mim e logo expondo sua face cheia de pranto. – Mesmo que eles não saibam de nada. Hehehehe... Até hoje me pergunto por que de ter que sofrer assim mesmo após a minha morte... – Diz ele sorrindo enquanto chorava. – Somos tratados como a escória da terra Belial, por isso sempre nos é dado nomes de demônios... Somos realmente demônios com asas de anjo que foram arrancadas de nós... Mas não podemos chorar por isso... – Ele murmura sua última frase.

- Eu não... – Fico travado apenas escutando suas palavras sem ter nenhuma reação.

- A culpa não é nossa... – Diz ele parando de chorar e enxugando suas lágrimas. – A culpa não é de ninguém, apenas nascemos assim somos os enviados que foram rejeitados... – Diz ele se virando para a imagem do leão. – Você consegue ver?

- O que é para eu ver? – Pergunto ainda com a voz um pouco tremula.

- As palavras envoltas da juba de nosso Pai...

- Consigo ver, mas me falta duas ainda embaçadas. – Digo enquanto caminho para o lado dele, observando a imagem.

- O que você já consegue ler?

- Consigo ler... “ar, terra, fogo e água” – Digo a ele observando alguns detalhes na imagem que não notara antes. A cima das duas palavras embaçadas havia uma espada com asas de anjo.

- Oh... Então você ainda não sofreu tanto... Fico feliz por isso, afinal você é muito jovem ainda...

- Como assim muito jovem? Você parece bem jovem pra mim. – Digo me virando para ele.

- Hehehe obrigado, mas não tenho a idade que aparento ter... Apesar de sermos mortais, vivemos mais para ter tempo o bastante de cumprir nosso objetivo... Eu por exemplo tenho 86 anos mesmo aparentando ter 18. – Diz ele sorrindo e me fazendo ficar esbabacado.

- Você tem isso tudo?

- Para você ver como as aparências enganam.

- Mas até agora, depois de contar tudo isso você não me disse o nosso objetivo... – Pergunto um pouco preocupado.

- Ah... Você ainda não pode saber o real motivo ainda, primeiro você precisa enxergar as duas últimas palavras...

- Então por que me trousse aqui?

- Para te contar o que você é... E você é um anjo Belial... Mesmo que seja um anjo que pode se tornar um demônio e é odiado por todos... Você continua sendo um anjo. – Diz ele sorrindo.

- Eu sou um anjo...

- Isso você é um anjo, e esse santuário é a nossa casa... A casa da nossa linhagem... Mas antes de você ir eu preciso te contar mais uma história...

- Mais uma história?

- Sim mais uma história, a história do nosso pai, a história do por que fomos enviados até aqui, a história do por que somos vistos como demônios e por que somos tratados assim...

- Okay conte-me então. - Digo tentando não demonstrar nenhum sentimento.

- Há muito tempo nosso pai foi enviado para Zaptoss com o objetivo de combater um demônio que estava a destruir todo esse planeta. Tudo estava em guerra então um demônio criado pelos desejos de nós mesmos, tanto ódio e dor fizeram com que ele nascesse forte e poderoso. Ele era um dragão e entre suas escamas havia o caminho de lava até seus olhos carmesim. A culpa de seu nascimento como eu disse foi nossa, mas ainda havia esperança para todos, monges leões se reuniram em um novo santuário nas montanhas, e lá pediram aos céus por um anjo para proteger tudo e todos do demônio, e assim nosso Pai foi enviado e desceu dos céus, mas ele tinha asas negras e o corpo branco... Um anjo diferente, o anjo da guerra. Aquele que sempre é enviado para destruir o mal e a todos que ele domina, o fato de ele ser um anjo com asas negras fez com que os monges o julgassem como um anjo caído, um anjo que só causaria mais desgraça a Zaptoss... Foi isso que eles achavam de nosso Pai, mas mesmo ele sabendo disso nosso Pai foi à guerra e lutou bravamente empunhando uma espada sagrada chamada kusanagi... Com ela ele lutou bravamente contra o demônio, uma luta que duraram dias e fez Zaptoss tremer... Nosso Pai estava perdendo sem a força do querer do povo que o invocara, ele sozinho não conseguia derrotar o demônio que já estava muito forte e já sem esperanças se deixou ser derrotado e o mesmo demônio arrancou suas asas, fazendo nosso Pai perder a sua imortalidade e derrotando facilmente, mas em meio de tanta descrença de que um anjo de asas negras poderia nos salvar... Um! apenas um acreditou, um pantera negra acreditou em nosso Pai mesmo sabendo que ele tinha perdido o símbolo celestial de sua vinda para Zaptoss, o pantera não deixou de acreditar em nenhum momento, até que ele foi ao meio do campo de batalha e tentou proteger nosso Pai da morte... Ficando em frente às garras do demônio que pretendia matá-lo. E ele mesmo perdeu a sua vida com um sorriso no rosto enquanto observava nosso pai ao chão também o olhando. E disse as seguintes palavras... “Você é um anjo, o anjo mais belo que eu já vi. Eu acredito em você!”. Após essas palavras o mesmo faleceu diante ao nosso Pai, fazendo o mesmo sentir seu coração aquecido pelas palavras que escutara e logo quebrado por perder o único que acreditou nele. Pela primeira vez nosso Pai sentiu a dor da perda, a dor que o fez liberar a escuridão que havia dentro de si, escurecendo metade de seu corpo e deixando um de seus olhos em branco enquanto o lado branco de seu corpo fez seu outro olho se escurecerem em negro absoluto. Ele perdeu o equilíbrio entre o amor e a dor, fazendo um poder imenso ser despertado, e com esse poder ele derrotou o demônio como se o mesmo não fosse nada, retirando seu coração com apenas um golpe... Mas infelizmente esse poder não foi controlado, fazendo com que nosso Pai se tornasse o causador de mais e mais destruição até que o mesmo lutou contra si mesmo e perdeu a consciência, mas nesse meio tempo ele foi pego pelo povo de Zaptoss e morto queimado enquanto ainda estava adormecido... Nosso Pai salvou a todos, mas também causou aquilo que mais odiou... Dor... E é por sempre causarmos mais dor e sofrimento somos conhecidos como uma maldição dada pelos céus ao povo de Zaptoss ter dito que o anjo enviado a nos ajudar era o mesmo que um demônio... E assim ficamos conhecidos como a “Maldição do Leão”... Nossa marca como deve saber é nossa pelagem e olhos... Somos marcados pela natureza e odiados por todos. A maioria nos odeia sem ao menos saber de nossa história... Mas depois de tantas vezes que causamos desgraça e dor para eles não os culpo. Somos anjos amaldiçoados...

- Essa história...

- Sim essa é a história de nosso Pai... Espero que com você seja diferente e que você consiga despertar e controlar nossos poderes da maneira correta... Mas chega de falar, como eu não posso te contar tudo ainda, está na hora de você ir. Ahh... E eu não disse, mas meu nome é... Alastor o seu antecessor... – Diz ele sorrindo.

- Mas... Espera! Eu ainda preciso te perguntar uma coisa. – Digo esticando o braço para tocar em seu ombro, mas logo acordo.

(Sonho off)

Acordo com o braço esticado tentando alcançar Alastor, mas foi inútil... – Então é por isso... Por isso que eu tenho essa cor e esses olhos... É por isso que eles me odeiam... Tudo isso...


Notas Finais


Então seus lindos uwu
Esse foi mais um cap da fic
Me desculpem qualquer erro ou algo do tipo (como minhas viajadas lokíssimas)
Enfim. Obrigado a todos por ler, isso me deixa muito feliz mesmo :3 e nos vemos no próximo cap uwu


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