História Zero - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Baekyol, Chanbaek, Chanhun, Taohun
Exibições 112
Palavras 1.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Seinen, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - A lacuna deixada pelo dilema do ouriço.


Sehun nunca foi do tipo que deixa as emoções tomarem conta da razão.

Mesmo nos piores momentos ao lado de Chanyeol, quando ele subia em parapeitos e ameaçava acabar com algo que sequer chegou a ter, Sehun sempre se manteve calmo, inabalável. Ele sabia que sua utilidade era resumida em ser o pilar que Chanyeol deveria encostar a cabeça caso as coisas parecessem não ter mais jeito, mesmo que por dentro sua estrutura estivesse comprometida.

Mesmo que enfiasse uma das mãos na boca por medo de Chanyeol ouvir seu choro de madrugada.

Quando acatou àquele beijo do melhor amigo ainda na infância, achou que seria a pedra na vida de Chanyeol e Baekhyun. Achava que seria aquele que ajudaria a superar uma fase difícil. Sehun se achou superação quando ele mesmo ainda era fracasso. Por isso, ao ver aquele sorriso ainda meio infantil e até mórbido entre a escuridão e vultos de pessoas, a podridão do seu pilar foi para o lado de fora. De repente, tudo o que Sehun escondeu parecia sair de dentro como vômito, incontrolável.

Chanyeol o abraçou forte ainda no chão, e Sehun não conseguiu se lembrar de algum outro momento em que ele tenha sido tão carinhoso por vontade própria.

"Ele voltou, Hun. Ele voltou pra gente e tudo na nossa vida vai ficar bom agora." O ruivo disse como se até mesmo o consolasse, a voz calma feito brisa trazendo um cheiro de álcool que fazia tudo ganhar um certo ar de mentira vindo da parte dele.

"Não!" Sehun levantou e tropicou até a porta, segurando muito forte na mão de Chanyeol. Sentiu como se não o segurasse com toda a força que tinha no mundo, ele ia desaparecer assim como Baekhyun o fez. Empurrou a porta e quando o ar congelante se fez presente pareceu trazer um pouco mais de razão para a situação. "Não é ele Chanyeol. Não pode ser ele! É impossível que seja!"

"Tu viu com os teus olhos Sehun! Eu vi com os meus olhos!" O estrondo grave como trovão que era a voz de Chanyeol engoliu tudo por alguns segundos. Sehun sentia uma de suas pálpebras tremendo e se perguntou quais eram as possibilidades de estar realmente vivo e aquilo de fato acontecer. Baekhyun removeu a pedra. Ele era Jesus Cristo.

"A gente tá sendo castigado, Chanyeol. Isso não pode estar acontecendo." Sehun entrou em processo de negação enquanto tentava assimilar o acontecido com o maxilar batendo compulsivo por conta do frio.

"Chanyeol..." A sineta da porta tocou aguda por alguns segundos. A voz tão familiar que entrava queimando por baixo dos poros. Baekhyun estava agasalhado e parecia tão pequeno quanto na infância. Quanto quando o perderam. "Eu não queria causar isso Sehun, o seu problema..."

"Não chega perto de mim!" Sehun gritou. Chanyeol parecia hipnotizado pela presença de Baekhyun e sorria feito bobo para o agora homem a frente dos dois.

"Desculpa Sehun..." O olhar ainda era o mesmo. Sehun lembrava bem de como aquele maldito conseguia tudo o que queria olhando pra pessoas daquela maneira. A única coisa que ele nunca conseguiu foi a atenção de Chanyeol, e aquele parecia ser o seu novo objetivo. Sehun puxou Chanyeol com força, e ele estava bêbado o suficiente para ser arrastado até a casa deles sem conseguir tomar alguma atitude.

Quando chegaram no cortiço, Sehun se jogou na cama e ele parecia não respirar muito bem enquanto chorava compulsivamente. Mesmo que sua mente tenha imaginado milhares de vezes a possibilidade de um retorno de Baekhyun e como ele juntaria os pedaços quebrados de tudo, de repente era como se algo fosse arrancado de Sehun com tanta força que a dor chegava até mesmo a se manifestar fisicamente.

Do lado de fora do quarto, Chanyeol conseguia ouvir o chiado da respiração dele e foi um dos piors sons que conseguiu lembrar de já ter ouvido. Abriu a geladeira vendo uma garrafa de chá gelado que pegou entre as mãos meio úmidas a colocou no microondas, indo abrir todas as janelas da casa para que o ar entrasse e talvez acalmasse Sehun de alguma forma. Assim que abriu a segunda da sala, viu uma silhueta lá fora, olhando fixamente para o apartamento deles. Era Baekhyun. E ele sorria.

 

Naquela noite, Sehun demorou a dormir mesmo depois de ter tomado o chá e alguns remédios. Chanyeol deitou ao lado dele e o abraçou forte, quase como se suas costelas quebrassem.

"Eu sempre achei que tu queria se livrar de mim." Chanyeol sussurrou tão baixo que Sehun ponderou uma resposta já que ele parecia falar mais com si mesmo do que o contrário.

"Como assim?" A voz estava quebradiça e soou mais fraco do que deveria.

"Aquele cara. Tudo. Não sei, só que eu fico olhando pra ti e pra mim e nunca achei um motivo pra tu ficar aqui que não fosse pena de mim." Não era dia da vela, mas mesmo assim eles se sentiam derreter.

"Nunca senti pena de ti."

"E por que tu foi atrás daquele homem?"

Sehun levantou a cabeça e seu nariz descansou no queixo de Chanyeol, mas seus olhos encontraram os dele com força. Havia muito mais mágoa afogada do que eles conseguiam deixar transparecer.

"Porque eu tenho medo de ti."

"..."

"Desculpa."

"Medo de quê?"

"Tenho medo de ti. Sempre tive, mas não é só isso."

"Se tu quiser ir embora eu não te seguro mais."

"Eu te amo Chanyeol."

 

"Chanyeol...?"

 

Estava mais do que na cara de Chanyeol que ele estava de ressaca. A roupa amarrotada e o cheiro de álcool pela falta de banho fazia as pessoas atravessarem a rua enquanto ele se arrastava até a padaria. Não havia nada nos armários que Sehun pudesse comer quando acordasse. Ele gostava de chocolate e coisas quentes pelo que Chanyeol podia se lembrar. Baekhyun também gostava de doces.

Quando estava quase em casa, já se amaldiçoando por ter esquecido de comprar seus cigarros, viu a mesma silhueta da madrugada anterior encostada no muro do edifício. E ele ainda sorria.

"Chanyeol..." Baekhyun disse sorridente enquanto se aproximava. Chanyeol sentiu uma vontade imensa de tocá-lo. "Como você passou a noite? Me desculpa por ter aparecido daquele jeito ontem"

"Eu nem pude conversar com você direito ontem, desculpa eu. A bebida me deixa meio idiota." O ruivo sorriu meio forçado. "Ainda mais que o Sehun teve uma crise, não foi um bom encontro."

"Sehun né" Baekhyun sorriu e Chanyeol teve quase certeza de que ele estava sendo irônico. "Ele sempre exigiu mais atenção desde quando a gente era criança."

"Tu sabe que ele é meio doente." Chanyeol tentou manter a calma entre o turbilhão de sentimentos que transbordavam de dentro para fora.

"E como eu sei."

"Tu veio aqui só pra me falar mal dele?"

"Na verdade eu vim porque queria conversar com você sobre ele." Baekhyun adquiriu o mesmo tom sombrio de quando eles contavam histórias de terror um pro outro na infância. "O Seh-"

"Chanyeol?" Sehun apareceu meio bagunçado e seminu em uma das janelas. "Com quem tu está aí?"

"É um turista meio perdido. Eu já subo com teu café." Falou um pouco alto e ele entrou visivelmente convencido.

"Me encontra no mesmo bar hoje a noite. Toma cuidado com o Sehun." Baekhyun segurou o braço dele com certa força e o encarou. "Falo sério. Ele é perigoso. Ele é ruim e precisa ser combatido."

Chanyeol mal pôde acompanhar os passos rápidos de um Baekhyun que sumiu na primeira esquina.



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