História Zero Falls _ New Season - Capítulo 1


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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Candy Chiu, Dipper Pines, Gideon Gleeful, Grenda, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Personagens Originais, Soos Ramirez, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Billdip, Gravity Falls, Mabelcifica, Zero Gravity
Visualizações 235
Palavras 1.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa história é só minha visão sobre a AU de Tanosan96, beeem do meu jeito mesmo.
V:

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Zero Falls _ New Season - Capítulo 1 - Prólogo

◢ Bill On ◣

Sinceramente não espero muito da minha vida. Algumas pessoas tem vidas legais, estão sempre no alto. Mas para mim e Will ela sempre está embaixo e procurando um jeito de afundar mais.

Como agora, nesse exato momento.

Já que meus pais são um imbecis, não nos deram o dinheiro para o lanche do intervalo. E cá estou eu e Will com fome, esperando o sinal tocar. Estamos afastados dos outros alunos, sentados em uma árvore, pois todos nos acham estranhos e problemáticos.

- Bill, o que você tem? - Will me pergunta, deitado no meu colo, me encarando.

- Só estava pensando em nada.

- Hum...

Ele para de me encarar e olha pra frente, na direção de uma rodinha de amigos que conversa animadamente. Eu sei como ele se sente, também gostaria de ter amigos. O problema é que somos os garotos mais pobres do colégio, somos estranhos e ninguém gosta de nós por que onde vamos acontecem coisas estranhas.

Isso só acontece por causa dos nossos poderes, pois quando éramos mais novos não sabiamos como controlar e sempre dava em acidente.

Nunca contamos aos nossos pais e a ninguém, isso é um segredo nosso.

O sinal bate e Will levanta, estendendo a mão para mim. Me levanto e limpo as folhas da minha roupa enquanto ando, em direção ao prédio da escola.

As últimas aulas são exaustivas, mas tento prestar o máximo de atenção no que o professor diz, por que tenho dificuldade em aprender. Já Will não precisa disso, é um "nerd", e sempre consegue tirar notas boas em tudo. Ele sempre me ajuda, mesmo eu sendo um cabeça oca. É muito bom termos um ao outro.

A aula acaba, e saimos da escola indo em direção para o nosso ponto de "trabalho". Nossos pais nos dão a tarefa de roubar depois das aulas, já que eles não tem emprego fixo. E se não fazemos nada, ou conseguimos pouco dinheiro eles nos espancam. Da última vez meu pai nos bateu com a chave de grifo, e depois nos trancou no guarda-roupa durante o resto da noite. Lembro que não consigui me mover direito, ele me acertou tanto que tinha hematomas coloridos e Will estava pior por que tinha sido acertado no olho e ficado cego por três dias. Desde então fizemos de tudo pra não apanhar mais.

Jogamos nossa mochilas em um beco, e andamos até a próxima quadra para achar algum alvo. Saímos correndo e cada um pega uma bolsa. Continuamos correndo e a velha de quem roubei solta um grito. Corremos lado á lado por um tempo, mas como sempre nada acontece do melhor jeito e um um carro da polícia aparece bem na nossa frente. Saem dois policiais, e já que a multidão avia nos cercado foi fácil nos capturar.

- Entrem logo ai, pivetes - um deles nos empurra, e sentamos algemados no banco de trás.

O carro começa a se movimentar, e só agora posso perceber a encrenca em que estamos. Will fica tenso, seu corpo começa a tremer e fica com lágrimas nos olhos. Nos olhamos, e já entendemos o fim que vamos ter. Não acredito, tanto tempo roubando e só agora eles nos pegam? O pior nem é por mim, é pelo Will. Ele é bem mais frágil do que eu, sempre fica machucado e doente por mais tempo. E se nos baterem muito, podem até matá-lo.

Não posso deixar isso acontecer.

Seguro sua mão e tento sorrir de uma forma amigável, para que ele se acalme. Deu certo, e ele me retribui o sorriso.

Pouco tempo depois o carro para, e entramos na delegacia. Como não estamos com os nossos documentos eles só pedem pra ligar pros nossos pais pra nos liberar, Will fala o número do meu pai e somos levados a uma pequena sala para esperar.

Ela é de cor cinza, e possui ar nobre e assustador, esperar aqui me dá calafrios. Odeio lugares pequenos e apertados, e por isso Will se aproxima de mim, ficando bem perto. Logo depois um homem de terno entra na sala, e senta de frente pra nós que estamos no sofá.

- Boa tarde, garotos - ele começa falando em tom gentil e cordial, mas posso perceber raiva e estresse em sua voz - meu nome é Saturn O'wl, e vou conversar um pouco com vocês. Espero que possamos nos entender...

- Temos objetivos diferentes então - digo, e Will belisca minha mão.

- Para com isso Bill, já temos problemas demais.

Aff, odeio ser o errado.

- Bom, na sua ficha consta que vocês foram vistos em vários lugares da cidade cometendo vários delitos pequenos, isso é verdade?

- N... - começo a falar mas Will tapa minha boca.

- Sim... - mordo sua mão, e o encaro com raiva - ai!

- Já que vocês ainda são menores vamos conversar com seus pais, e vocês vão ter acompanhamento psicológico - ele fala aquilo como se já soubesse de cor, como se tivesse decorado ao longo dos anos de trabalho - não poderam faltar as consultas, concordam?

- N...

- Sim! - ele fala mais rápido que eu, e afundo no sofá de raiva.

De súbito escutamos duas batidas na porta, mas ninguém entra e o promotor fala.

- Seus pais chegaram - ele diz e começo a suar frio. Considerando tudo, só minha mãe poderia chegar mais cedo, pois ela trabalha como prostituta, perto daqui - enquanto converso com eles, podem descansar um pouco.

Ele sai da sala, nos deixando sozinhos em uma sala pequena e escura... Will me puxa, e me faz ficar de costas pra ele enquanto abre as pernas e me acolhe em um abraço. A sala já não parece tão grande, e espero ele dizer algo.

- Por que você tentou mentir? Isso só iria piorar a situação aqui - ele diz com a voz fraca, está com medo mas mesmo assim tenta me confortar.

- Tentei arrumar algo para nos encobrir, não quero ver você apanhando de novo.

- Não fale como se você fosse descartável.

- Mas eu sou - digo indiferente, odeio quando ele me faz sentir assim. Sempre me preocupo mais com Will, e ele tem antipatia dessa minha ação.

- Não, não é! - ele tapa meu olho direito com a mão e faço o mesmo com ele, só que tapando seu olho esquerdo - precisamos ficar juntos, e sem mim você só faz burrada.

- Até, parece.

A porta abre, e endireito o corpo num susto. E a figura que aparece é do Sr. O'wl.

- Sua mãe está aqui, ela veio buscar vocês - ele diz e logo sai, deixando espaço para o seguirmos.

Andamos um pouco e vejo a silhueta de uma mulher depravada, que comumente chamo de mãe. Ela está fumando um cigarro, e usa uma maquiagem bem pesada.

- Vamos logo - ela diz, e nós dois a seguimos.

Durante o caminho não falamos nada um pro outro, e podemos ver que ela está muito irritada. Pegamos um ônibus e andamos mais um pouco, até chegar em uma cabana perto de trilhos de trem abandonados. Chegamos em casa.

Já na porta ela nos empurra, e Will cai em cima de mim. Ele se levanta rápido e me ajuda enquanto ela começa a gritar.

- Seus inúteis! Vocês só fazem isso e ainda nem fazem direito, vão logo para o quarto.

Nós seguimos a sua ordem, e vamos para um quarto estreito da casa. Onde tem roupas dobradas em cima de uma mesa, e dois colchões no chão, nada mais. Ela entra atrás de nós, já com uma chave de boca na mão.

- Onde está o seu material escolar, Will? - ela pergunta, apontando a chave pra ele.

- Esquecemos em um beco quando os policiais... - ela não espera ele terminar de falar e dá um golpe no rosto dele, tão forte que ele cai no chão. Sangue roja do nariz e da boca de Will, e eu corro para ajudá-lo.

- Saia de perto Bill, estou conversando com seu irmão!

- Saia você sua vadia estúpida! Não bata ne... - sinto uma dor no peito e no ombro, e caio de joelhos. Ela aproveita a chance e começa a me golpear no tórax e peito, me deixando sem ar e me fazendo cuspir sangue.

- Para, não faz isso! - Will grita, e corre em minha direção mas ela o empurra.

Ele cai em um dos colchões e bate a cabeça na parede, soltando um grito fino e agudo. Quando tento levantar ela puxa meu cabelo e volta a me jogar no chão. Ela chuta o meu peito várias vezes, e sinto que vou explodir. Não consigo respirar direito e minha visão se torna embasada, meu peito doi e sinto o espaço diminuir. Não escuto mais nada, só consegui ver Will chutando minha mãe e pulando em cima dela tentando dar alguns socos. Ela consegue desviar, e bate no pescoço dele. Will cai no chão como se fosse uma boneca de pano, isso me desperta e consigo levantar com dificuldade. Agora ela tenta sufoca-lo, cravando as unhas de tal forma que saem sangue dos lugares. Wil começa a chorar e a engasgar, me desespero e vejo a chave de boca jogada no chão. Não penso direito, pego a chave e acerto com força na cabeça da minha mãe fazendo com que ela desmorone no chão sem fazer nenhum ruído. Will corre pro meu lado e me abraça.

- O que vamos fazer agora? - ele pergunta ainda chorando.

- Vamos fugir daqui - digo decidido, e começo a tirar as roupas sujas e cobertas de sangue e Will faz o mesmo. Ele pega uma mochila e coloca algumas coisas dentro dela, como roupas, alguns biscoitos e duas caixinhas de suco.

Procuro a bolsa da minha mãe e a encontro no sofá da sala, pego o dinheiro e conto... só temos 70 dólares e uns quebrados, deve ser suficiente para uma passagem de ônibus. Faço sinal pra Will, e saímos correndo nos trilhos de trem abandonados.

Estou assustado, não sei o que fazer mas não posso voltar atrás agora. Preciso proteger Will de qualquer modo, e não posso fazer isso nessa cidade. Logo chegamos na rodoviária que fica ao final dos trilhos, e vou direto ao caixa.

- Qual ônibus vai sair agora? - pergunto apressado.

- Só o ônibus para Zero Gravity, que parte em 5 minutos.

- Ótimo vamos ir!

- São 30$, senhor - ele diz de forma relaxada e cansanda, mas entrega as passagens rápido e nós corremos para o ônibus. Entrego as passagens ao motorista, e sentamos nas últimas poltronas mesmo não havendo mais ninguém no ônibus. A dor começa a voltar aos poucos, mas tento ignorar. Will já está dormindo, e então faço o mesmo.

◢ Bill Off ◣ 


Notas Finais


Bye, bye...


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