História Zoe - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abaddon, Azazyel, Lucifer, Succubus
Exibições 7
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey there!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Zoe - Capítulo 3 - Capítulo 3

Capítulo 3 - Se meu pai consegue passar no Candy Crush sem pagar, você consegue ficar com o crush !

Eu e Lucy ficamos nos encarando por um tempo. Ele tirou de algum lugar no Paletó um IPhone e, primeiro, tinha ido ver mensagens, mas depois foi jogar Candy Crush. Ele perdeu cinco vidas no primeiro nível do mundo da Coruja e comprou mais. O cramunhão(*) comprou vidas no Candy Crush! Ele me olhava de um jeito até que compreensivo enquanto eu só queria fugir. Em parte porque se ele fosse mesmo meu pai, eu tinha dito que transei antes do casamento. Você não pode dizer isso pro seu pai. Para deixar tudo pior, mainha abriu a porta e entrou feito um furacão. 

 — Zoe, Pedro veio pra aula? — assim que ela viu Lucy sentado no sofá, ficou com a maior cara de tacho do mundo — Ah, olá, Luiz! O qué(*) que você tá fazendo aqui? Lúcifer riu e foi abraçá-la. Foi um puta abraço. Nem eu abraçava o crush daquele jeito. Na verdade, eu nem abraçava o crush. A cauda dele ia de um lado para o outro em um balanço de leves, tão preguiçoso quanto um gato. Alice olhou do rabo de Lúcifer pra mim e pra ele de novo. 

— Você contou para ela, então? — ela perguntou com uma casualidade tão grande que eu quase tive um ataque. 

 — Eu tentei, Alice. Mas ela não me escuta! — mainha colocou a mão no ombro de, agora com toda certeza, painho e concordou, como se entendesse. 

 — Epa, epa! Que baixaria é essa, mãe? E a senhora tá sabendo dessa palhaçada também? — tentei me levantar do chão sozinha umas cinco vezes e depois de muito esforço, consegui e fui ficar frente a frente com meus pais — A senhora sabia dessa história de Lúcifer e tudo mais? — minha mãe revirou os olhos e me olhou quase com pena.

 — Claro que eu sabia, Zoe! Sabia desde que você nasceu! Mas nós — ela falou em um tom que o disafiava dizer o contrário — achamos melhor esperar um pouco para te dizer! 

 — Mainha! — fiz minha melhor cara de agora serei uma adolescente traumatizada por culpa de vocês e apontei o dedo indicador acusadoramente para eles — Vocês são uma patotinha(*) de trairagem! Como querem que eu seja uma adolescente normal agora?! 

— Ah, Zouzie! — mainha estava se segurando para não rir. Eles já eram acostumados com meu drama, mas painho era mais fácil de ludibriar. Ele passou o braço pelos meus ombros e me guiou para o sofá — Você sabe que não queríamos te deixar triste! Só estávamos pensando no seu bem! Ele olhou para mainha em busca de ajuda e ela foi o salvar:

 — Sua gravidez foi normal, mas foi na hora do parto que houve complicação. Você desde pequena era desastrada. Quando nasceu, veio em sua forma mais pura! — podem me julgar, mas eu me imaginei como um Jureg pequeno. Não foi nada puro — Não era nada estranho, era basicamente você só que com uma cauda; não como a de seu pai, uma cauda que na ponta tinha um chocalho de cascavel; e olhos completamente pretos.

 — E presas — Lúcifer completou. 

 — E presas. Quando você saiu, eu perdi muito sangue, por isso passei uma semana no hospital — olhei pra ela esperando mais alguma coisa — E só, Zoe. Não foi nada gigantesco!

 — Mas a senhora disse que teve complicações! — protestei. Lúcifer gargalhou, nada do mal, só uma gaitada(*) bem normal.

 — Você nasceu com um rabo, Zouzie! Isso é complicado de aceitar! — só não falei nada porque fazia sentido o que ele disse — Depois que eu me resolvi com sua mãe, vivemos feliz e tudo mais. E o resto você sabe. As minha viagens de trabalho eram viagens para o inferno, na maior parte do tempo; aquele lugar iria pra baixo sem mim! — ignorei a piadinha escrota e perguntei algo realmente importante: 

— Tá, mas por que me contar agora? 

Lúcifer abriu o sorriso mais amarelo do mundo e falou: 

— Porque você está em recesso e preciso ensinar alguém a dominar aquele lugar para eu poder tirar férias! 

 Eu fiquei sem reação. Luiz, que passou onze anos falando comigo pelo Skype e mandando presentes de todos os lugares do mundo, na verdade era Lúcifer, o rei do Inferno. E, pra piorar, queria MINHA ajuda para governar tudo. Eu simplesmente me sentei e esperei. Esperei mais um tico(*). Mais um tiquinho. Mais um poquititinho(*). E soltei o maior, mais sincero, mais harmônico "tás viçando, mizera?" da minha vida. Eu não tinha nascido pra isso! Mainha começou a rir e me mandou ir descansar no quarto, que ela falava com o Senhor meu pai. Reclamei? Não sou louca de reclamar com mainha. 

Assim que cheguei no quarto, coloquei Apocalipse pra tocar no Notebook, só de raiva. Okay, não era muito maduro colocar música gospel pro seu pai, REI DO INFERNO, escutar. Mas eu estava em um período triste! A culpa era minha? Não! Eu não fazia a mínima ideia do que eles conversavam na sala e nem queria saber. Estava cansada de tudo aquilo. Estava cansada de tudo isso! Deitei na cama e fechei os olhos por um momento. Não sei dizer se cochilei ou se fiquei pensando, mas abri os olhos apenas quando mainha entrou no quarto. Ela parecia preocupada. Os olhos continuavam espertos, mas olhavam o quarto de um jeito mais necessitado do que antes. Quase como se ela procurasse alguma coisa. 

— E então? — perguntou. Ela se sentou em cima da minha perna, por isso tive que tirá-la do lugar. Essas mães ousadas — Está com raiva do seu pai?

 Era uma pergunta bem simples, então nem pensei muito para responder: 

— Não. Por quê? 

— Só pra saber mesmo... — ela parou por um tempo e começou a balançar meu dedão do pé — Está com raiva de mim? — revirei meus olhos e sorri. 

— Não, mainha! Não tô com raiva de ninguém! Mas veja comigo, que tipo de curso profissionalizante é esse? Eu tenho seis meses livres, não tem como eu aprender qualquer coisa que Luiz, ou Lúcifer, queira em um semestre! 

 — Ai meu Deus, Elizabeth! Tu é preguiçosa, visse(*)? — ela se levantou e foi desligar Mamute Pequenino que, por algum motivo, tocava no Notebook — Tu tem seis meses pra aprender a mandar, criatura! Tu não passasse não sei quanto tempo assistindo aquela série de demônio? Então usa isso na tua vida, inseto! — okay, "que série de demônio, Zoe?". Eu assistia Supernatural na TV da sala, então mainha sabe da série. E, tudo bem, seis meses é muita coisa, mas é quase impossível que eu, eu, aprenda algo tão grande como comandar o Inferno de verdade em seis meses! Principalmente, com meu pai do meu lado! E sim, minha mãe quando tá com raiva me chama de inseto e de Elizabeth. Eca — Você recebeu bem a notícia. Digo, bem melhor do que eu esperava que recebesse.

 — Mãe, eu sou uma Hunter e sou leitora. Sempre quis receber uma notícia assim. Estava pronta para receber a notícia que meu pai era um deus grego. Por dentro, eu tô morrendo de alegria. Sem falar que, — Nesse momento, eu já tava sentada na cama — eu simplesmente adoro painho. Tô um poço de alegria! 

 — Então eu posso dizer a ele que você vai, Zoe? Ele vai ficar muito feliz! 

Eu pensei por mais um instante. Se eu aceitasse, minha vida ia mudar para sempre. Mas meu pai não ficaria comigo no Inferno durante o treino, ficaria? Porque se ele ficasse lá em cima, dona Alice e seu Lucy poderiam, quem sabe, voltar a se relacionar... Ideia arriscada? Sim. Eu queria fazê-la? Não. Sou boa com romance? Minha última namorada terminou comigo porque eu esqueci o nosso quinto aniversário seguido, ou seja: não. Ia dar errado? Provavelmente. Mas o que eu poderia perder? Exato, o começo do meu curso de jornalismo. Então minha missão passou a ser uma: juntar meus pais e aprender a governar o Inferno antes da greve geral acabar. Talvez seja mais que uma missão, mas foda-se, sou de humanas. — Eu tenho que levar roupa? 


Notas Finais


~Yuuup~
(*) Cramunhão: Diabo
(*) qué: verbo querer conjugado (quer) ou contração de "que" + "é". Nesse caso é a contração.
(*)Patotinha: grupinho
(*)Risada exagerada. Mais exagerada que uma gargalhada. É tipo um berro.
(*)Tico & poquititinho: pouco
(*)Visse: (forma contraída: vi) É, tipo, algo pra dar ênfase. Tipo: "tu é muito chata, vi?" Ou "não esquece a roupa limpa, visse?"

Well, beijinhos 😘


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