História Zoe - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abaddon, Azazyel, Lucifer, Succubus
Exibições 11
Palavras 1.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hi there!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Capítulo 4 - "Ah, então você vai enlouquecer no Inferno? Então escreva para Demônios de diários! (Enquanto eu jogo Pet Rescue!)"

 Os olhos de Lúcifer brilharam quando mainha disse que eu ia pro meu curso profissionalizante. Ele disse que eu não precisava levar muitas roupas, porque, qualquer coisa, eu poderia comprar mais lá, então fiz minha bagagem só com coisas importantes. Coloquei na mala meu notebook, o carregador de notebook, carregador de telefone, fone reserva, coleção de livros prediletos, batons e brincos que nunca usei, colares e meus sapatos. E algumas roupas aleatórias que peguei no guarda-roupa. Fiquei triste por não poder dar tchau pra Adrein, mas mainha disse que fazia isso por mim. Dei um puta abraço nela e disse que não faria nada de errado. Pensei em mandar uma mensagem de despedida pros amigos, mas seria muito exagerado. Mandei uma selfie com "Indo pro Inferno com o papai" e tudo de boas. Primeiro eu pensei que íamos de carro, porque não tava querendo ir andando, mas, depois de ficar dez minutos esperando painho descer, desisti dessa ideia. Quando Lúcifer desceu, eu estava jogando Pet Rescue. A minha mochila estava jogada no chão, me servindo como banquinho, por isso eu tive que olhar pra cima quando ele chegou.  

— Então, como está se sentindo, Zouzie? — como ele não sentou, interpretei como se já estivesse a hora de irmos, então me levantei e bati a poeria do bumbum. 

 — A gente vai levando, né? Quer dizer, é feito eu disse pra mainha, lá no fundo eu sempre tive essa vontade de ser ligada ao sobrenatural, mas agora que eu sei que sou, alguma coisa tá me dizendo pra fugir enquanto é cedo. Sem falar que, de todas as pessoas da família, o senhor era o último na minha lista de possíveis seres de outro mundo — Ele assentiu e suspirou. 

Okay, talvez eu estivesse soado rude, mas não era minha intenção. É só que eu tava em choque! Não, não diria em choque, mas em estado de negação. Eu ainda esperava ser levada para Olinda e descobrir que era tudo uma brincadeira e que, na verdade, meu pai ia me levar pra subir aquelas ladeiras que me dão dor nas pernas só de pensar. 

 — Okay... Mas mudando de assunto, você quer ir de quê? Ônibus, carro ou a pé? — antes que eu pudesse pensar em responder, Lúcifer se baixou e pegou minha mochila — É melhor a pé, pra você aprender como chegar lá sozinha!


 {...} 


 Andamos por alguns minutos até chegarmos perto da rua do Shopping. Eu pensava que o caminho até lá seria totalmente silencioso, ambos absortos naquele silêncio desconfortável, mas pelo contrário: nós não paramos de falar por um minuto. Lúcifer disse que me contaria sobre o Inferno quando estivéssemos mais próximos da entrada, por isso o caminho todo foi sobre minha vida, e depois falamos sobre séries e filmes. Se a gente ignorasse o nosso destino, aquela poderia ter sido uma das melhores viagens da minha vida. 

 Quando chegamos quase na frente do Shopping Recife, eu virei e perguntei para ele: 

— Então, pra onde a gente vai agora, painho? — ele olhou do Shopping pra mim e começou a rir. 

— Vamos entrar, Zouzie! Eu tenho que comprar uma coisa pra você e a entrada pro Inferno fica no estacionamento! 

 Eu gostaria de dizer que reagi muito bem, mas não seria verdade. A minha cara passou do choque à felicidade em dez segundos. Vou ganhar presentinhos! Entramos e lá dentro tudo era o mesmo. Dezenas de pessoas iam e vinham na maior calma, andando preguiçosamente com amigos e familiares. Eu e Lúcifer fizemos o ritual e compramos cada um uma casquinha de baunilha no McDonalds e marcamos na nossa memória que, de certeza, podemos dizer que fomos ao Shopping.

 — Vê só, Zoe, o Inferno tem várias entradas e, para nós, várias saídas. Cada entrada é localizada no pontos mais movimentados de almas: cemitérios, hospitais, teatros... Não importa se as almas são de mortos ou vivos, só precisa ter uma grande quantidade. Você pode imaginar como um grande trânsito. Lá embaixo é um lugar populoso e sempre vive chegando mais gente, por isso não podemos ter só uma ou duas portas. Seria um congestionamento gigantesco e nós não queremos isso, queremos? — neguei com um rápido movimento de pescoço e continuei prestando atenção — As portas podem ser escolhidas ao acaso, podem surgir do nada, ou podem ser escolhidas a dedo, feito essa daqui. Sempre é bom ter uma saída que dá no Shopping — Lúcifer deu de ombros e, por algum motivo, estalou a língua — E é justamente por causa desse pessoal todo chegando lá que eu preciso de uma folga. Já estou ficando maluco! Mas os demônios são muito competitivos, se eu saísse por um ou dois meses e deixasse um deles no comando, não daria dois dias sem que uma guerra começasse! Veja, eu vou contar pra você toda minha história. Sem mudanças.

 'Quando eu "nasci", só existia ele. Eu, Lúcifer, nasci antes que tudo, fui o anjo pioneiro, por isso Deus não estava preparado com o que poderia acontecer. Quando abri os olhos, a escuridão do Universo foi iluminada, e ele teve a ideia de fazer algo que iluminasse tudo: uma estrela. Por isso ganhei esse nome, Estrela da manhã. Eu criei o Sol e só ganhei um nome em homenagem! — Lúcifer falava de um jeito que me fez entender o porquê dele ser tão perigoso. Algo em sua voz exalava amargura e dor. Eu sentia o que ele sentiu, eu via o que ela via. Algo me dizia que ele não era culpado, ele foi injustiçado. Vendi minha empatia, ele deu uma risada seca e continuou: — De mim, os outro arcanjos vieram. Todos com uma missão, uma dádiva, mas nem um conseguia me alcançar. Fui escalado como maestro do coral. Quando me comparam com Gabriel, por exemplo, sempre pensam que é pouca coisa, mas o problema é: mesmo naquela época, nem um anjo ou arcanjo tinha contato direto com ele. Nenhum, menos eu. Eu era o maestro, Deus me procurava todo dia para me dizer o que tocar, ele me procurava para me dizer o que fazer com os problemas. Não era só o maestro, era o organizador, o administrador do céu. Então ele criou os humanos. 

'Na época em que fui expulso, a ideia de ter vocês — ele apontou para todos que passavam por nós, mas eu senti que Eu não estava inclusa no "vocês" que ele falou — era só um esboço. Estavam lá, na mesa dele, os papéis com os desenhos. Mas era tudo tão erradiço. Os humanos não tinham feiçam, eles eram só corpos luminosos com um formato humanóide. E foi por isso que me julgaram. Ele tinha se baseado em mim de novo. Mas não era pra criar anjos ou criaturas do tipo, era só pra ter mais bichinhos para adular e ser adulado por. O grande e misericordioso Deus não queira filhos, queria súditos e me usou como base! Vocês eram mais angelicais que os próprios anjos, que o próprio Deus! E eu mudei os desenhos; fiz os modelos de rostos, desenhei até os últimos detalhes!

 'Quando ele descobriu, não tinha por onde eu sair. Era o único que sabia da sala, era o único que tinha contato com ele. Ganhei um esporro e fui afastado dele. Quando vi, eu estava com os outros anjos; eles me perguntavam "por que você está aqui, Lúcifer?" e eu não sabia responder, não tinha feito nada de errado! Por isso eu falei tudo! Falei sobre a adoração forçada, sobre as novas criaturas, falei sobre tudo! Os anjos começaram a enlouquecer. Naquele momento, o Céu ruiu — o rosto dele se moldava em um sorriso maldosos. Algo em lembrar do caos que se instaurou no Céu, dava de algum modo prazer a Lúcifer — Quando ele percebeu, ficou furioso e criou um novo reino, um reino de Caos e desgraça, o reino de Lúcifer e mandou para lá todos quel ficaram contra ele. Então eu e nove anjos, os atuais Cavaleiros do Inferno, estamos lá! — ele jogou o papel do sorvete fora e me olhou, inquisodoramente, com a expressão bem mais calma. Como não comentei nada, continuou: 

— O Inferno é dividido em onze partes: uma para cada Cavaleiro, uma de dois demônios em particular e a última é a minha, onde fica o castelo. O que eu vou fazer com você vai ser um jogo: são regras claras! São nove governantes e dois Demônios bem sucedidos. Você vai ter que passar pelo reino de todos eles e, por último, chegar no Palácio Infernal. Passe, no mínimo, um dia lá, ganhe os desafios e viaje para o outro reino. Não é difícil! Alguma pergunta? Não? Ótimo! — ele me empurrou levemente para dentro dentro de uma loja de material de escritório e sentou-se na primeira cadeira que viu — Vá para a sessão de diários e escolha um para você, querida! Como o treinamento é secreto, você não pode falar pra ninguém, mas também não pofe guardar tudo pra você porque senão vai ficar louca! Então, esses diários são mágicos, eles são casas de Demônios de papéis, ou seja: você vai ter alguém com quem conversar e não vai quebrar as regras! — olhei chocada para Lúcifer. Ele falava como se aquilo fosse a coisa amais óbvia do mundo. Quando viu que eu estava olhando, ele riu, pegou o telefone e abriu em Pet Rescue — Não se preocupe, amor, pode escolher qualquer um sem olhar o preço! É um presente!


Notas Finais


Lembrando, amigos: Essa é uma história +18 e próximo capítulo já vai ter esses trechos. Então não se assustem se verem algo exótico na capa do cap ❤


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