História Zona de Ameaça - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Adèle Exarchopoulos, Drama, Harry Styles, One Direction, Romance, Zona De Ameaça
Exibições 286
Palavras 4.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIE MEUS AMORES ^-^
Tudo bem com vocês?
Nossa, eu to meio bugada com esse horário de verão ahushduahsudhaus, mas enfim, vamos lá.
AGRADEÇO MUITO MESMO por estarem lendo. E agradeço mais ainda pelo carinho e pelos comentários. Agradeço as lindas que falam comigo pelo facebook :') Vocês todos são <3
Vamos nos abraçar e fazer uma roda de amigos \o/\o/
Oh, uma pessoa importante vai brotar no cap de hoje. Depois do Harry, acho que ele é o mais odiado pelos parentes da Sadie ahduahsduhasudhaushua. E sim, ele é um suspeito.
Yeah yeah, espero que vocês gostem viu?
Boa leitura hohoho

Capítulo 7 - Dolores


Riscos de asas negras tatuadas escapavam da gola redonda da camiseta de Harry, quando ele destravou a porta e apontou a cama de Matt para Sadie.

― Meus pais foram para o quarto. Nós podemos conversar sem interrupção.

― O seu irmão ainda está fora, eu presumo.

― Sim, ele está.

― Bem, o assunto será sobre ele. ― Harry sentou-se perto, diante de Sadie, cotovelos sobre os joelhos enquanto ele encarava o semblante confuso. ― Eu sofri uma tentativa de ataque quando retornava de San Pedro.

A boca dela abriu-se, em impasse. A vez toda, Sadie desconfiava que houvesse algo errado circulando em meio a ele. Não era como se Harry pudesse esconder por mais.

― Como aconteceu? Por Cristo, você está bem? ― ela queria correr para ele e inspecionar a pele sob a malha branca.

― Eu estou bem. O incidente ocorreu na estrada. Um homem estava parado no centro do trajeto e eu tive de frear o carro. Quando eu o fiz, ele desferiu contra a porta e tentou me alcançar. Eu pude pisar no acelerador e correr o quão rápido aquela porcaria de velocímetro media.

― Mas... o que ele queria contigo?

― Isso não é obvio? ― seus lábios esticaram em um sorriso sarcástico. ― Ordenar que eu fique longe de ti, evidentemente.

Os datagramas na cabeça de Sadie começavam a ganhar ordem e apontar o grande erro que era ter Harry ainda em Belize. Quem sabe esse não foi o primeiro ataque, ela pensou. Não delongaria a um atentado posterior para ele sair machucado sobre tudo.

― Você precisa ficar longe, por favor. ― ela pediu, aflita. O sentimento apreensivo secou-lhe a garganta e ela entalou com a própria respiração. ― Vá embora para o seu país ou para San Pedro, mas não continue aqui.

Ele via que ela não estava para brincadeiras, e ele não estava para representar suas ordens. Embora acreditasse que sua segurança seria fortalecida fora da América Central, ele não partiria com sua equipe distante de conquistar o alvo.

― Eu sinto muito, mas não sairei antes que eu extraia o que pretendo da caverna submersa. ― firme e até rude, ele soou para ela. ― Eu tenho suposições a respeito do indivíduo envolvido em todo esse jogo de perseguição, e eu preciso que você me ajude a ter certeza.

― O que você está querendo dizer? Quem acha que está armando esse tipo de coisa?

Pobre Sadie, custava-lhe puxar da memória a razão do diálogo?

― O seu irmão.

O sangue circulou em alta gravidade através do seu corpo, a pressão precipitada em sua cabeça como mal-estar. Um minuto depois, o cérebro afligia incansável em desfazer-se do colapso mesclado entre pânico e irrealidade.

― Não pode ser. Não há razões.

― Existem mais do que possa imaginar.

Com um movimento, ele veio para acomodar-se ao lado da garota, enxergando a curva aterrorizante que brilhava em seus olhos. Era propenso que a realidade de possuir um irmão que a desejou cada dia de sua vida fosse demasiado para seu sistema registrar, e ele talvez estivesse próximo de entrar em conflito.

― Eu preciso do seu apoio para confirmar minhas suspeitas.

Esse não era um bom momento de solicitar auxílio para investigar os caminhos de Tadeo e o que ele fazia ou deixava de fazer enquanto estava distante de casa.

― O que você quer que eu faça?

― Quero que me ajude a encontrar alguma prova no quarto dele. ― quando ela tentou protestar, seu polegar escorregou selando os lábios de Sadie. ― É muito importante.

 

A coberta azul marinho estava em equilíbrio sobre o móvel de casal, e não havia qualquer marca de que Tadeo tenha frequentado o próprio dormitório durante o dia. Existia a mesma organização estabelecida por sua mãe hoje cedo, papéis no lugar e roupas aos armários agrupadas por cor. Sadie foi em direção ao banheiro e alcançou os produtos higiênicos e toalhas. Diante da cômoda pequena no canto da parede, Harry remexia a gaveta inicial.

― Você está maluco? ― Sadie resmungou em um sussurro, apressando-se em colocar para dentro a bagunça que Harry fazia. ― Se você continuar desta maneira, ele saberá que vasculharam suas coisas.

― Eu não sou tão bom em soar discreto.

― Então deixe-me fazer isso.

Após encontrar a cartela de preservativos que ela sabia que existia, embora Tadeo tenha omitido à Consuelo, Sadie inspecionou partição a partição enquanto Harry vagava nos compartimentos do guarda-roupa. Revirando a roupagem, Tadeo já não parecia tão suspeito assim. De qualquer forma, olhos verdes apertaram quando ele puxou um frasco de comprimidos.

― Seu irmão sofre de alguma perturbação?  ― Harry perguntou. O remédio não era familiar, longe de aparentar drogas para dor de cabeça ou tensão física. Abaixo da embalagem estava uma receita médica que ele não conseguiu compreender a caligrafia.

Sadie virou-se para ele, abandonando o criado-mudo. Com baixa exatidão, ela lembrava o período ruim doloroso que seu pai obteve levando e trazendo Tadeo de um hospital psiquiátrico.

― São antidepressivos. ― encarando a medicação, ela informou. ― Tadeo não conseguia superar a perda da mãe. Muito menos papai.

― Qual o laudo da morte?

Ela não queria revelar.

Duraram muitos anos para que o assunto da partida de Dolores deixasse de ser um tabu às conversas de família. Enquanto Sadie era criança e até os dias atuais, Raymon pouco comentava de sua primeira esposa, por conta do terrível fim que muitos atribuíram culpa ao marido.

Engolindo em seco, ela pediu para que eles mudassem de assunto, e, talvez, com calma, ela pudesse revelar que Dolores foi encontrada sem vida na piscina da antiga casa, com linhas fragmentadas à lâmina em cada parte do próprio pescoço.

Ela havia cometido suicídio logo depois de um quadro extremo de paranoia, quando começou a sustentar desejo sexual pelo filho de quatros anos de idade. Nunca chegou a relatar nada a Raymon, afastando-se rigorosamente de Tadeo por cerca de um ano. Logo o ciclo agravou-se e, ao longo de uma viagem do esposo, Dolores tentou abusar do garoto em meio ao anoitecer.

Tadeo era muito pequeno para lembrar-se de muito. Ele só recordava das mãos de sua mãe em seu tronco e o beijo nos lábios. Não houve dor, ela não introduziu nada ao menino, pois antes que sua fantasia lhe custasse a sanidade, ela correu para a cozinha e penalizou-se da forma que ela sabia que seria severo o bastante. Durante a manhã, o corpo magro boiava ao longo da piscina imersa em sangue.

Raymon nunca entrou em detalhes, mas, meses depois, ele encontrou escritos pessoais da mulher, ao qual ficou evidente o arrependimento em molestar o garoto. Sadie não sabia também que seu pai procurou auxílio psicológico por suspeitar um possível caso de erotomania.

― Tioridazina. ― cérebro de Harry absorveu a composição. ― Eu irei pesquisar os fundamentos mais tarde.

A chama redonda dos postes elétricos bateu fraca contra o carro de Tadeo, à medida que o portão da garagem afastava-se para que ele adentrasse. Sua cabeça era o próprio caos, desespero pulsando no decorrer do sistema nervoso. Sobre o volante, as mãos trêmulas deixavam transparecer os dedos machucados. Cansaço dominava-lhe o corpo e ele queria apenas deitar e dormir.

Quando esquivou para o corredor, os passos pesados de botas estalaram acima do piso.

― Merda. ― Harry xingou, arrastando a garota para debaixo da cama de manto comprido. Ele sabia que foi uma péssima decisão permanecer no quarto de Tadeo, sendo que este era o horário habitual ao qual retrocedia. ― Respire, Sadie. Respire.

Sob o negrume, ele sentiu o ar avançado vacilar em seu pescoço quando Sadie o abraçou. Em sua mão, ainda havia o tubo de remédios. Ele fez uma carranca para a ideia de que Tadeo pudesse notar a ausência.

Finalmente, a porta foi aberta e Tadeo jogou o casaco preto ao chão. O corte do tecido tão semelhante à roupa do homem que havia atacado Harry durante o regresso.

O par de coturnos largados perto da cama, a calça e camisa para uma aresta um pouco antes de o homem dirigir-se ao armário. Ele estava tão devastado psicologicamente, humor instável e sensação de fraqueza extrema, que ele sequer percebeu a presença de mais alguém em seu território.

Harry estremeceu, buscando os detalhes vivenciados mais cedo e atribuindo a figura de Tadeo como o perseguidor psicótico que trabalhava em manter o sexo oposto distante de sua irmã. Ele devia conter um distúrbio capaz de distorcer a consciência sã e induzir a prática desordenada de atrocidades. Se Harry realmente estivesse certo, ele teria de fugir de Belize antes que Tadeo o atacasse enquanto dormia.

O jato de água estalou no banheiro, a situação favorecendo a fuga de Sadie e Harry.

 

Um dia seguinte, antes do arqueólogo retornar rota à ilha, ele procurou Dominika na pousada e falou a respeito do medicamento de Tadeo. A fórmula que ele ingeria abrangia um tratamento para esquizofrenia e bipolaridade, que, mais tarde, Sadie informou que a família adotiva do irmão também sofria em maioria de problemas psicológicos. Apesar de ele não fazer parte da hereditariedade, Tadeo sempre apresentou comportamento diferente das crianças de sua faixa etária. Ele cresceu com seu tio e pai fazendo o melhor para que ele pudesse adquirir propósito de vida.

O que chocou Harry e causou a tormenta em sua mente foi a descoberta de que o tio de Tadeo era amigo próximo de Raymon, além de alimentar presente interesse por sua filha desde a adolescência. Mal ela revelou que tratava-se de Abraham, o café preto enrolou atravessado em seu estômago e Harry quase o colocou para fora. Existiam informações ademais em agitação rápida emergindo em sua cabeça. De tudo o que ele capturou, Tadeo e Abraham pareciam os suspeitos centrais.

Com meia hora para o término do turno, Sadie assistiu Consuelo atravessar veloz para o banheiro feminino da pensão. A mulher alta de pele bronzeada e cabelos escuros que cintilavam mechas em tom acaju, invadiu a recepção sem ao menos dar-lhe boa noite. Havia algum tempo que Consuelo não disfarçava o menosprezo que possuía para com Sadie, e que a garota desconhecia as causas. Agora, após o discurso de suspeitas de Harry, ela facilmente correlacionava a falta de apreço ao ciúme. Afinal de contas, Consuelo sempre mostrou-se atraída em seu irmão mais velho, e Sadie soava como o empecilho para que ela estivesse com ele.

Na lancha rumo ao recife Lighthouse, Harry refletiu sobre quão entediante e monótono seria a sua incumbência em Belize se ele não tivesse se envolvido com o caso da filha de Raymon. Era verídico que ele ainda mantinha o pensamento correndo para a pele dela, e que isso dava-lhe um segundo incentivo para desvendar quem estava por trás de todo o carma.

― Pensando no seu passatempo? ― segurando os cilindros de oxigênio, William questionou sorrindo através da posição quieta e reflexiva do companheiro. Harry girou o rosto para olhar para ele e seus olhos semicerram. ― Pretende transar com ela ou já o fez?

― Não. E mesmo que eu o tivesse feito, eu não o diria.

Era notável, então, por que ele não parava de trazer Sadie para a borda dos seus pensamentos, mas agora não era sobre ela, e sim sobre Tadeo.

― Ela é virgem? ― William não compreendia por que não tinha acontecido nada entre eles. Oh sim, porque Harry era um puto. ― Ou, uh, lésbica?

― O quê? Não. ― Will podia calar a boca, Harry concluiu. ― Eu tenho muito a tratar e manter foco no meu trabalho, em vez de responder as suas perguntas.

Nem em mil anos aquela resposta mal estruturada convenceria alguém, ainda mais com a reputação que Harry tinha construído tão invejável a respeito de suas preferências. Alguém que estivesse dialogando com ele e não o conhecesse, com facilidade engoliria suas desculpas mentirosas, mas para o grupo de pesquisadores soaria apenas como uma forma de mascarar a realidade.

― Harry Styles sofrendo porque uma garota não quer abrir as pernas para ele? Acho que há algo de errado nos seus métodos de conquista. Ou será que a sua lábia doce e charme só funciona com as mulheres após o cinquenta? ― Harry podia aceitar os joguetes de Will, mas quando Jake se intrometia em sua porcaria de escolha, ele tinha de manter os punhos apertados para não colocar a porra para fora dele.

― Deixe-me cuidar do meu caralho de vida sozinho.

O desprezo sucumbia feições de Jake, ele olhou à frente o círculo de terra no oceano e aumentou a velocidade em frota à ilha.

Embora a universidade texana tenha em seus laboratórios os resultados de titânio que divulgavam a seca como fator decisivo para o declínio da civilização maia, quando a equipe londrina ancorou no recife, eles iam para confirmar a afirmação da universidade e descobrir em aproximação a data e duração exata do período infértil.

O problema para hoje, que impedia Harry de mergulhar tão fundo quanto ele havia planejado, eram as circunstâncias climáticas com sol frágil, nuvens escuras convergentes e precipitação de temporal ao leste. Seria quase impossível fazer seu trabalho sem riscos.

― Nós podemos passar a manhã em um comércio e partir mar afora na parte da tarde. Não é como se sair na chuva fosse adiantar em alguma coisa.

Com exceção de Matt que voltou um dia antes para Belize, os outros dois homens pareceram complacentes à opinião de Jake.

 ― Harry pode aproveitar o tempo para descansar.

Descansar? Não havia motivos para ele estar cansado, de qualquer maneira. Harry teve a semana na residência Antequera, trabalhando apenas em seu artigo. Não era como se isso o colocasse esgotado.

Com irritação regando as veias ao longo de seu sistema nervoso, ele desejou uma dose ríspida forte de uísque single malt para tirar-lhe a tensão.

Enquanto ele esvaziava a ansiedade engolindo o café expresso, Sadie preenchia suas horas arrumando o quarto dos pais. Sua consciência não conseguia apagar o insulto de Consuelo na noite antecedente, no quarto de Tadeo à medida que eles transavam. O pensamento de que Matthew escutou cada palavra obscena dirigida a ela, fez com que azia agitasse sua barriga.

O que Consuelo pretendia ao articular para Tadeo que Sadie era uma puta falsa que fodia escondida e que dava sua boceta para o arqueólogo? E como ela sabia sobre a movimentação entre ela e Harry? Ela os monitorava por acaso?

 A resposta estava tão clara quanto a jarra de água que ela largou sem querer sobre o carpete.

― Oh Senhor.

Desastrada, ela desceu de joelhos para limpar a poça formada sob o tecido. Água havia fugido para debaixo da cama. E foi no momento que seus dedos esfregaram o pano já úmido contra a cerâmica, que ela puxou uma lã preta em forma de máscara.

Suas mãos tremeram suportando o pano, ar álgido ultrapassando suas roupas e fazendo os pelos eriçados em sua base. Alheia ao nervosismo, a sensação mais se assemelhava ao presságio agourento que a acometia desde que Chris desapareceu da cidade. Ela não deduzia que o agente do pressentimento se ligasse ao ex, mas em sua cabeça a imagem de Harry e Tadeo constituiu de súbito.

Com mais alguns minutos, o suficiente para empurrar a máscara de volta ao chão, ela ouviu o chamado de sua mãe para o almoço.

A dúvida disseminava e restituía os fragmentos em forma de rastros que Harry e Sadie alcançaram, ainda que por meio de presunções diferentes. Enquanto a garota mastigava calada, ouvindo longínqua a confabulação de seus pais, Harry retornava aborrecido com a chuva que parecia jogar abaixo as construções ao longo do caminho. Com a tempestade a prevalecer, Timothy abortou o período de pesquisa para o fim de semana, quatro dias depois. Sem ocupação e cansado de apenas receber os olhares pugilistas de Tim e Jake, Harry sacou o celular e digitou um texto eletrônico para Matthew, convocando-o para extravasar a tensão em algum clube de libertinagem.

Em meio à saída dos homens, Sadie partiu para seguir Tadeo e reverter as acusações que Harry incansavelmente introduzia em seu crânio.

Com o clima ruim, chuva devastando severa, ela escondeu-se no porta-malas do veículo preto do irmão, ouvindo os portões vibrando quando ele redirecionou o carro para fora.

Suas pernas eram apertadas lá dentro, a tração das rodas machucava seus ouvidos e calor do cubículo fazia sua pele suar sob o casaco de mangas compridas e calça jeans. Ela soltou um grunhido quando a rota de pedra fez seu corpo saltar e cabeça bater.

Por um momento demorado, Tadeo estacionou em um local ao qual a música podia ser escutada do lado de fora.

Os clubes de dança eram boas referências para aqueles que costumavam trocar o dia pela noite em Belize. Os imóveis com coberturas discretas só quebravam a confidência por conta do barulho que repercutia em determinado horário da madrugada. Para os que não se abalavam com a quantia alta das especiarias vendidas, o local era considerado por muitos como uma das principais atrações pungentes frequentadas por turistas e moradores da pequena cidade.

Minutos depois de Tadeo falar com um dos grandes seguranças e passar por uma abertura de luzes vermelhas, Sadie pensou se devia procurar alguma porta para emergências ou simplesmente apresentar a carteira de identidade. Receosa de que o par de homens em terno a barrasse, ela fez um meio círculo ao prédio antes de obter uma passagem para funcionários.

Havia paredes brancas e corredores diversos, um circuito perfeito para fazê-la perdida em questão de segundos. Acompanhando a música, ela aguçou seus ouvidos até dar de frente com a área de bebidas.

Ela esquivou-se, inclinando a cabeça para baixo e cobrindo parcialmente o rosto para que ninguém a reconhecesse. Mesmo que ela não fosse uma personalidade local, quantidade relevante dos colegas de seu pai a conhecia.

Entre os dedos, Matt suportava o cigarro enquanto dava alguma atenção à namorada num aplicativo de mensagens. Obviamente que ele não tinha mencionado o fato de Harry tê-lo carregado para um bordel caro com som decente para seus tímpanos cansados de modas latinas, muito menos que ele pretendia tomar todas até esquecer que alguém pudesse estar indo mais depressa para obter as informações que a equipe precisava. Ao seu lado, Harry balançava o copo raso de gin espanhol. Ele não queria embriagar-se tão fácil para pouco aproveitar a noite, de todo modo.

À frente da organização de mesas existia o palco de madeira com hastes em ferro para o pole dance, onde duas mulheres com trajes menores que o par de peças íntimas de Sadie, oscilavam seus quadris para cima e para baixo através da música lenta envolvente. De tudo o que se aguardava do estabelecimento, o notável defeito era a escassez de mulheres e homens dançarinos. Durante a fundação, o dono teve apenas como desígnio a satisfação da classe masculina favorável. De fato que alguma parcela feminina intrometia-se vez ou outra, mas ou estavam acompanhadas de seus amantes para um ménage ou eram homossexuais.

Ao ultrapassar um casal, Sadie fez uma careta para a fatalidade de ter perdido Tadeo de vista. Ele tinha penetrado em torno da massa dançante e desaparecido ao longo da neblina de tabaco. Seria golpe de sorte se ela conseguisse um ponto para observa-lo devidamente, sem que ninguém pudesse reconhecê-la ou algo do tipo.

Com cinquenta dólares de Belize, ela pediu o drinque mais trivial e sutilmente sentou-se em um dos sofás grandes apertados ao fundo da sala. Seus olhos caíram para a prostituta montada sobre um jovem empresário, esfregando sua pélvis desesperadamente contra a possível dura ereção que havia embaixo. Sadie sentiu repulsa fluindo em sua garganta, por isso ela enviou a bebida rapidamente para dentro antes de esquecer a cena explícita e os shows de exibicionismo.

― Não quer me pagar uma bebida? ― a loira com seios pulando fora da esponja e arame de seu sutiã foi direta com Harry. Diante dele, ela deixou suas mãos caírem vagarosas em meio à camisa de botões que o arqueólogo trajava. Com sede de enlaçar o seu primeiro cliente, ela sentiu a bunda grande empinada à coxa dele. Seus lábios pareciam divertir-se quando Harry deslizou suave sobre suas costas e segurou-lhe o cabelo em um rabo.

― Eu não estou afim, querida. ― necessitava de mais alguns mililitros de Ginebra San Miguel para que ele se permitisse levar por uma vadia para o segundo andar do clube. ― Tenho certeza que você não precisará trabalhar duro para encontrar um filho da puta doido para trepar contigo. Então, agora, suma e me deixe sozinho.

Definitivamente, ele não tinha sido grosso ao máximo para ver aversão banhando as íris acobreadas, quando a mulher escorreu fora de seu colo e acomodou-se ao lado de um velho solitário com uma garrafa fina de whisky antigo. Se ele tinha permissão para deliciar-se com álcool de boa qualidade, ele com fé possuía dinheiro para foder aquela meretriz de todos os meios que bem cobiçasse.

― Pensei que estivesse aqui para sexo, e vejo você dispensando a primeira garota que lhe aparece.

Espanto de Matt era um quadro de diversão que ele apreciava.

― Ela não fez o meu tipo.

― Então você não encontrará aqui o que está esperando.

Servindo-se de mais um copo, Harry fingiu falta de interesse com o tema.

― Eu realmente não estou com vontade de transar com a primeira bunda e par de seios, sem que eu esteja minimamente atraído por ela.

Matt aceitou, ainda que a resposta não o convencesse.

Para sua surpresa, seus olhos avistaram o membro Antequera acompanhado de Consuelo, Abraham Soarez e um rapaz alto musculoso de traços europeus.

― É muito bom vê-lo na cidade novamente. ― o cumprimento traduziu falso, assim como o meio sorriso ao qual Consuelo recebeu o rapaz há tanto distante. ― Penso que todos ficarão impressionados.

― Sim, será uma grande surpresa. ― ele retribuiu.

Todavia, Tadeo e Abraham não partilhavam da mesma felicidade.

― E por quantos dias você pretende permanecer, Christopher?

― Apenas o necessário para ganhar Sadie outra vez.

Punhos fecharam sob a mesa, expressões sórdidas com fúria circulando entre o sangue de Abraham e Tadeo. Chris sempre seria um oponente, um alvo de ameaça capaz de atrapalhar qualquer observação de plano. Por três anos ele misteriosamente desapareceu, para finalmente deitar seus pés podres e mãos sujas nas extremidades de Sadie.

― Então, como ela está após tudo? ― questionou o rapaz.

Tadeo engoliu a frase pronta onde ele informava que a irmã não carecia de um caso antigo de volta.

― Sadie está otima. ― mascarando a raiva, ele completou. ― Eu nunca a vi tão bem, para falar a verdade.

Uma vez absorvida a resposta reversa cheia de ironia, Chris limitou-se a assentir e virar o drinque ácido de vodca. Quem lhe avistasse agora, mal reconheceria o garoto magro de vinte três anos que largou a vida medíocre aos vinte, ao sumir do mapa.

Ele tinha amadurecido, era o que aparentava. Apesar das semelhanças em suas características, ele facilmente ganhou músculos e um maxilar quadrado típico de sua família espanhola. Olhos negros e cabelos voltados ao loiro sujo, com sorriso encantador e lábios cheios. Inegável como as meninas andavam para segui-lo quando era mais jovem, no colegial, e ele apenas interessou-se por uma delas, de tal forma que sua mente não contornava um pensamento sem que ela estivesse associada.

Entretanto, ele esteve retomo por tantos meses que ele sabia que o sentimento de Sadie podia ter esfriado e ele precisaria conquistá-la uma segunda vez.

― Você sabe se ela está com alguém atualmente? ― ele questionou à Consuelo.

― Não. Ela não encontrou alguém há um bom tempo.

Sorriso satisfeito fundou-se em Chris, exultante que suas pesquisas em torno de Sadie não tinham mentido. Se ela não descobriu alguém com quem edificasse um relacionamento durante os recentes três anos, ela naturalmente retornaria ao ex.

Sucintos, Abraham e Tadeo não cresciam contentamento sobre a tentativa de reconciliação. Caso existisse mecanismo para chutar Christopher para longe novamente, eles o fariam.

Distante, encolhida em um dos bancos da bancada, Sadie esperava o drinque com as notas em suas mãos. Antes que ela retornasse o dinheiro, uma voz grossa masculina vibrou atrás dela, avisando que custearia a porção de bebida.

Tudo o que faltava era um homem para jogar seu charme ao seu redor repleto de segundas finalidades.

― Tudo bem, eu posso pagar minhas próprias coisas. ― ela virou-se, subitamente, com rosto cheio de exaltação. Seu cabelo ainda estava cobrindo as bochechas quão ela o empurrou para trás, para observar o par de olhos verdes. ― Merda.

― Sadie? ― Harry retornou, impressionado que ela estava no clube. ― O que você faz aqui? Não me fale que está pela bebida, porque eu sei que você não bebe.

O álcool não tinha consumido sua sensatez, não ainda, portanto ele apertou-se entre a roda de pessoas fazendo seus pedidos para chegar o próximo aceitável da garota. Nervosa, ela olhava para os lados como se estivesse ocultando-se de alguém. Como se compreendesse o gesto, Harry cobriu a posição de Sadie com seu corpo.

― Eu estou seguindo o meu irmão. ― suas palavras eram um sussurro temeroso, que ele ouviu graças à pausa entre músicas. Perguntou-se o que diabos Tadeo fez para que ela estivesse atrás dele. ― E você, o que faz neste tipo de local?

Harry sorriu. Será que Sadie estava bancando a inocente ou ela era mesmo desta maneira?

― Matt e eu queríamos espairecer após a porra de um dia inútil. Estou aqui pela bebida e pela diversão, embora eu não esteja de todo me divertindo com isso. ― céus, ele era direto; ela pensou. ― Matthew viu Tadeo. Ele estava acompanhado da puta com quem ele fode todas as noites, além daquele amigo idiota do seu pai e um cara desconhecido. Eu não dei muita importância, de qualquer jeito.

― Abraham?

Por que Tadeo sairia com Abraham? Certo que eles tinham laços familiares, mas não era como se ambos aturassem um ao outro.

O arqueólogo deu de ombros, com indiferença. O barman atrás de Sadie estendeu o drinque pomposo feminino e Harry entregou para ela.

― Provavelmente.

― Eu preciso saber por que eles estão juntos. Isso não parece normal. Abraham nunca gostou de Tadeo desde que soube que ele era a origem principal da morte de sua irmã.

Sobrancelhas de Harry apertaram e a atenção aumentou em uma fração de segundos.

― O que quer dizer com isso?

― É uma longa história e eu não tenho tempo para explicar.

― Tudo bem, então sente-se comigo.

― O quê? Eu não posso. Alguém me veria.

― Qualquer um notaria a sua presença. Você é uma das poucas mulheres que não está aqui para vender o corpo por uma nota de cem dólares.

― O que te faz ter essa conclusão? ― seus olhos deslizaram para a bebida, os lábios passando suaves em volta do vidro longo. Harry sentiu os ombros enrijecerem, o gin esquentando através das veias enquanto ele pensava o quão delicioso seria beijá-la outra vez.

Mas ele não rendeu-se de todo à teoria.

― Suas roupas não condizem com as suas intenções.


Notas Finais


Gente, sei que não tem nada a ver, mas vocês viram as fotos do Shawn pra Luomo Vogue? *O*
DEUS, MANDA UM BOY DESSES PRA MIM, AMÉM.
Eu só não me joguei porque jogada já estava.
Dlç
Mudando de assunto ahudahsudhaus, as suspeitas estão caindo no pai da Sadie. Será que é o Ray, gente? Ou será que é o Chris?
Harry vai estar um tantinho revoltado no próximo capítulo, e a Sadie em apuros. Tudo por culpa da mesma pessoa 'O'
Yeah, ele ainda vai causar problemas.
Estamos bem pertinho de concluir a fic :'\ Tá, não tãooooooooo perto
Por hoje é só. Vai já começar TXF e eu to torcendo pelo lindo do Matt aka cosplay do Louis.
Espero que tenham curtido e espero muuuuuuuito ver vocês nos comentários <3<3
Beijão <3
Até o próximo cap.


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