História Zootopia - Em busca de um futuro declarado - Capítulo 22


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Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Personagens Chefe Bogo, Judy Hopps, Nick Wilde, Personagens Originais
Tags Judy Hopps, Nicholas Wilde, Nick Wilde, Zootopia
Exibições 125
Palavras 2.004
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Surpresa!
Boa leitura!

Capítulo 22 - Batalhas e Fúrias


Fanfic / Fanfiction Zootopia - Em busca de um futuro declarado - Capítulo 22 - Batalhas e Fúrias

POV de Jack Savage

Para mim, foram oferecidos muitos equipamentos, mas recusei a maioria deles, aceitando apenas um par de algemas. Oates mostrou-me a planta do asilo. Fiquei sabendo onde ficavam as salas de observação, de controle, de pesquisas, celas, etc.

O detetive me levou em sua viatura até próximo ao local e despediu-se de mim - relembrando que o voto de confiança dele era valioso.

Era terça-feira, 11 horas da noite.

Entrei no lugar e segui direto para sala de controle, demorando uns 10 minutos para chegar. Lá, percebi que poucas eram as tecnologias ainda em funcionamento.

Eu pretendia ligar o alarme para que aqueles dois tentassem sair da construção, daí poderia encurralá-los, mas como eu não sabia usar a sala de controles, tive que ir na sorte.

 Mexi em alguns que não funcionavam, até que virei uma alavanca para cima. Pareceu ainda funcionar, daí vi uma escrita miúda embaixo dela. Limpei a poeira e li: celas. Não era o que eu queria, então continuei, mas nada deu certo. Virei meu olhar pela sala e vi um botão vermelho empoeirado – e oculto - na parede. Que óbvio!

Apertei e o som do alarme disparou, junto à suas lâmpadas vermelhas – como a estrutura estava em desuso há muito tempo, apenas poucos dispararam.

Rapidamente, segui direto para saída, mas ouvi passos enquanto eu atravessava um local cheio de espelhos vazados. Escondi-me e, assim que vi o Bedaux, o ataquei. Mesmo que a mochila deles sempre estivesse com a Lilin, eu gostava de lutar contra aquele lobo.

Não pude continuar, pois nunca era esperado que o Nicholas estivesse naquele local. Por que será que ele sempre aparece no lugar errado e na hora errada? O tirei de lá e ele explicou o que havia acontecido, assim como tentou simpatizar comigo, o que aceitei.

Mesmo sabendo que a Judy estava lá, eu queria que saíssemos do prédio, pois sabia que aqueles dois não a fariam nenhum mal grave, mas o raposo me alertou sobre um tal de Michel - que não hesitava em assassinar alguém. Ele me contou que o Nowil e a Lilin estão juntos com esse coelho.

Cada palavra que saía da boca do Nicholas, eu estranhava. Nada parecia com o que aquele lobo e a texugo fariam, mas quando o raposo me falou que o Nowil simplesmente o deixou sair da cela, voltei a reconhecê-los.

Aqueles dois só ajudam alguém que os ajuda, ou alguém que os impressiona, mesmo que pouco.

Repentinamente, ouvimos o som de uma explosão e vários escombros começaram a cair, assim como algumas passagens foram travadas.

Estávamos para seguir por outro caminho quando, mais uma vez, ouvi passos vindos de uma sala de observação. Escondi-me nela e pedi para que o raposo fizesse o mesmo.

Assim que aquele lobo passou, meus instintos se ativaram novamente e eu saltei nele. Atravessamos o vidro e fomos parar na área do outro lado - num lugar mais baixo. Usei o corpo dele para me proteger do impacto no chão. Deu certo.

Ele tentou me arranhar, mas me afastei, saindo de cima dele. Nowil se levantava devagar. Aquela queda deve ter sido de uns 7 ou 8 metros.

- Seu... malditinho! – resmungou ele.

Antes que se erguesse totalmente, eu parti pra cima. O ataquei com meus socos, mas ele se defendeu.

Nowil é duas vezes maior que eu, então derrubá-lo é difícil. Continuamos nos atacando, até que uma das paredes foi detonada. De lá, apareceu aquele coelho branco que o Nicholas havia me dito: Michel.

 

***

 

Com seus olhos, ele fuzilava Judy.

Fico me perguntando o que aconteceu entre eles. Boa coisa não foi.

- LILIN! – gritou o coelho branco. – Você não deveria ter deixado ela fugir!

- Hihahah! Eu nunca disse que estava impedindo isso, disse?! – rebateu.

- Mesmo assim! – berrou ela. – Eu vou cuidar dela, e Nowil! – Direcionou-se ao lobo. – Nem tente me impedir dessa vez!

Há! Esse coelho está brincando com o fogo. Ele não deveria agir como se fosse o chefe deles.

- Faça o que você quiser! – exclamaram, em resposta.

- Ah! Mas não mesmo! – falou Nicholas, ao terminar de descer as escadas. – Acha que vou te deixar fazer isso?!

A expressão dele tornou-se ainda mais furiosa ao ver o raposo.

- Vocês todos não passam de... GRANDES MENTIROSOS! – gritou, e logo foi em direção ao Nicholas. Aquele coelho era rápido.

Nesse momento, Judy já havia se levantado e parece que a Lilin queria continuar brigando com ela.

- Que tal continuarmos nos divertindo? – provocou a texugo.

- Eu não tenho motivos para lutar com você. – rebateu a coelha, com uma voz fraca.

- Há! Mas eu tenho! – E avançou.

Eu estava prestando muita atenção nos duelos dos outros quando deveria focar-me no meu, pois Nowil já estava bem encima de mim, pronto para me rasgar com suas garras.

No último segundo, esquivei e me afastei.

As coisas não estão saindo como eu planejei. Por que será que com a Judy e o Nick sempre acontecem coisas inesperadas, hein?!

Eu tinha que manter o controle da situação! E só havia uma forma de fazer isso!

Destravei minha arma.

 

***

 

- Hm! Faz bastante tempo que você não a usa. – disse ele, nem demostrando muita reação apesar de estar na minha mira.

- Pois é! – exclamei. – Mas sei que você se lembra do estrago que ela faz, certo?!

- Acha que vai conseguir me atingir uma segunda vez? – provocou.

- Só tentando pra saber!

Eu já ia puxar o gatilho, mas ouvi um pequeno grito e virei-me para ver o que era: Lilin havia derrubado a Judy e estava pisando nela.

Pelo visto, aquilo tirou a concentração no Nicholas, deixando que Michel o pegasse, torcesse seu braço mobilizando-o no chão.

- Lilin! – chamou o coelho branco, que ainda segurava o raposo. – Use um de seus explosivos! MATE ELA AGORA! – ordenou.

Isso está estranho.

A texugo pôs a pata no estojo e olhou com seu sorriso louco para a coelha, dizendo:

- Com todo praze-... – Ela parou. Ficou com uma expressão de indagação no rosto. Virou-se para Michel e disse: - Opa! Calminha aí! Eu não tenho intenção de matar ninguém, falou?!

- CALA A BOCA! FAÇA ISSO DE UMA VEZ! – berrou ele.

- Hihahahahah! Michel! – chamou ela, saindo de cima da coelha. - Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas seja o que for... Isso é problema seu! – Caiu na gargalhada em seguida.

O coelho branco, por sua vez, ficou com uma expressão de fúria e ódio. Ele soltou o raposo, correndo rápido em direção a texugo, que nem percebia a aproximação dele.

- Honey! – alertou Nowil. – Cuidad-...

Tarde demais.

Michel a atingiu com um soco – com a velocidade, teve mais potência. – no lado esquerdo da barriga. Ela deu um grito esganiçado quando foi atingida e jogada longe, rolando algumas vezes – a mochila saiu de suas costas e foi parar em um lugar qualquer.

Droga! Ele não pode ter atingido aquele lugar!

- Honey! – Nowil foi até ela, que não só estava caída no chão, mas também sangrava.

O lobo a virou para cima. Ela aparentava estar morrendo... porque realmente estava. Eu sabia o que era.

Aquela texugo, em uma de suas aventuras - ou desventuras -, teve um grave machucado em seu corpo. Eu sabia muito bem disso e nunca a acertava ali, pois atingir aquele local era fatal para ela.

O soco potente de Michel foi exatamente lá.

Lilin tentou acariciar o rosto do lobo. Entretanto, sua pata não chegou, pois seu corpo tornou-se fraco e molenga.

Ela desmaiou... acho (espero).

Eu poderia usar esse momento ao meu favor, mas não sou desalmado desse jeito. Quando o lobo a soltou, eu me abaixei e percebi algo.

- Nowil! Ela ainda está respirando. – falei, fazendo-o perceber isso. – Há ótimos hospitais em Zootopia. Podemo-...

- Leve-a daqui, Jack, por favor. – pediu, levantando-se e encarando grosseiramente Michel. - Tenho um assunto a resolver! – disse, com muita fúria na voz.

Apoiei Lilin sobre mim, e caminhei para fora do lugar, olhando para trás.

Aquele coelho branco segurava Judy pelo pescoço. Nicholas tinha tentado se aproximar para pará-lo, mas alguns escombros haviam caído na frente dele, fazendo-o recuar. Quanto a Nowil, ele caminhava normal e, ao mesmo tempo, travado, como uma bomba prestes a explodir.

- Se lembra da última vez que lutamos?! – dizia Michel à coelha. – Você realmente não deveria ter sobrevivido àquilo, mas, dessa vez, irei me certificar de ver o seu corpo morto. Que tal eu começar... – disse, levantando a pata direita. -... perfurando os seus dois olhos!

Ele teria feito isso, pois pretendia enfiar suas pequenas garras na coelha, mas Nowil apareceu atrás dele segurando sua pata. Mesmo de longe, percebi que ele tinha um ar assustador – coisa que até eu raramente vi na vida.

- O quê? O que está fazendo? – indagou Michel.

Pelo que percebi, Nowil apertou ainda mais a pata do coelho, fazendo-o soltar Judy, e depois o ergueu acima do chão.

- Me solta agora!

- Cale a boca! E... – rebateu, com uma voz amedrontadora e grossa. O lobo preparou seu punho direito, cerrando-o. Daí, continuou: -... não me dê ordens!

O soltou, mas antes que o coelho chegasse ao chão, Nowil o atingiu no meio de seu corpo com um soco. Naquilo, ele liberava toda sua fúria. Eu sabia muito bem o quanto ele era forte. A diferença de tamanho, musculatura e fúria fez com que aquele ataque se tornasse poderoso e brutal.

O coelho voou pelo ar e só parou quando bateu forte uma das paredes, rachando-a. Doía só de olhar.

Ele, logo, caiu no chão e não demonstrou qualquer movimento.

Nicholas chegou rapidamente à Judy e a abraçou. Os dois vieram ao meu encontro e me ajudaram com a Lilin.

Nós a deitamos novamente, e eu tirei meu paletó – ficando apenas com a camiseta branca - para estancar o sangramento, pois ainda demoraríamos até chegar à cidade.

Quanto a Nowil, ele tinha ficado lá, acalmando os nervos. Pouco depois, veio até onde estávamos, mas o som de uma tossida o parou.

Todos nós ficamos surpresos quando vimos que Michel se erguia, devagar.

- Não... Cof, cof! – tossiu, cuspindo sangue. – Não... acabou...

- Nicholas... – chamei. – Se vocês ainda quiserem prendê-lo, pegue. – Ofereci para ele as algemas. Eu pretendia usar no lobo ou na texugo, mas decidi dar a ele.

O raposo as pegou, agradecendo, e foi em direção a Michel, mas Nowil já estava fazendo isso.

- Ei! Espera aí! – Nicholas interveio, parando-o. – Deixa que eu cuido dele.

- Fique à vontade! Depois que eu matá-lo.

- Nenhum de vocês vai sair vivo daqui! – pronunciou Michel. Ele pegou algo no bolso da calça que não pude ver bem o que era.

- Um... detonador... – disse Judy, próxima a mim.

- O que ele pretend-...

Fui interrompido, pois Michel havia apertado o botão e o som de uma explosão, igual à que aconteceu antes, foi ouvido. Era mais alta, ou seja, tinha sido mais perto. Os destroços, antes caindo devagar, agora despencavam rapidamente.

Tudo ia desabar.

- NÃO TEMOS TEMPO! – gritei para aqueles dois, que se esquivavam de alguns escombros. - VAMOS EMBORA DAQUI!

- NINGUÉM VAI ESCAPAR! – rebateu-me Michel, pegando uma caixinha amassada no outro bolso, onde havia uma pequena esfera azul.

Nicholas e Nowil correram para nossa direção, que seguíamos para um corredor, mas vários destroços já iam cair lá impedindo a passagem. Vi que não conseguiríamos passar a tempo, então empurrei aquelas duas para frente. Os escombros nos separaram.

Nowil e Nicholas logo chegaram e me ajudaram a tirar as pedras.

- Continua! – gritou Nowil. - Leve a Lilin para algum hospital!

- O quê? Mas... Mas eu não posso-...

- Judy! – exclamou Nicholas. – Vai! Vamos encontrar outra saíd-...

- Cuidado! – alertei, pois outros escombros caíam no local.

Nos afastamos rapidamente, ouvindo algum grito da Judy, chamando-nos.

- Por onde vamos agora? – perguntou Nicholas.

- Sei a planta do asilo. – falei. – Me sigam!

Já estávamos de saída, quando percebemos que selvagens e assassinos olhos vermelhos nos fuzilavam.

Michel avançou.


Notas Finais


O.O

Curiosidades sobre essa Fanfiction >>
1. Aquela primeira explosão aconteceu porque o Michel havia percebido que a Judy tinha escapado. Fez aquilo para que algumas passagens fossem bloqueadas a impedindo que fugisse.
2. Na maioria dos capítulos há referências e/ou Easter Eggs. ;)


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