História Zootopia - Em busca de um futuro declarado - Capítulo 23


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Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Personagens Chefe Bogo, Judy Hopps, Nick Wilde, Personagens Originais
Tags Judy Hopps, Nicholas Wilde, Nick Wilde, Zootopia
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Palavras 2.183
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É chegada a hora do confronto final.
Boa leitura!

Capítulo 23 - Queda e Carta


POV de Nicholas Wilde

Dentre as diversas dúvidas que “dançavam” em minha cabeça, uma delas requeria atenção especial: Será mesmo que eu podia confiar naquele lobo e na texugo?

Por um lado, nos ajudavam, mas, por outro, eram contra nós. Difícil entendê-los. Bom, uma coisa eu percebi bem: eles avançarão, caso sejam interrompidos. Concluí isso depois de eu e Nowil quase lutarmos, pois ele queria assassinar o Michel.

Após a segunda explosão, sabíamos muito bem que seria apenas uma questão de tempo até que o asilo despencasse cachoeira abaixo.

A boa notícia: Judy, junto àquela texugo, Lilin, conseguiriam – com sorte – sair do lugar; a má: Jack, Nowil e eu ainda estávamos lá dentro.

Teríamos ido rapidamente à procura de uma saída, mas o quarto elemento, Michel selvagem, não nos deixaria sair com tanta facilidade.

O que esse coelho tinha na cabeça? Ele comeu uma Uivante para tornar a si mesmo selvagem? Isso é absurdamente insano!

Mesmo sabendo que não tínhamos muito tempo, concordamos em derrubar o Michel primeiro, pois estávamos em maioria e imaginamos que seria fácil. Além disso, estando selvagem, ele seguiria seus instintos primitivos, ou seja, usaria apenas a força, e como diz o ditado:

A força vale por 1; a inteligência, por 100.”.

Infelizmente, as coisas não foram tão simples assim.

Se Michel já era rápido antes, agora ele estava muito mais veloz. Quem foi seu primeiro alvo? Eu! O “sortudo” aqui!

Foram apenas três segundos – ou menos – que ele levou para me alcançar. Nem pude reagir ao se atacado. Até tentei me defender, mas ele me arranhou bastante, rasgando minha roupa. Teria me mordido, porém Jack o atingiu com um soco na cara, jogando a alguns metros.

Não durou até que se levantasse de novo. Logo, correu em círculos ao nosso redor - parecia conseguir criar um pequeno redemoinho apenas com aquilo. Pouco depois, parou e atingiu com a cabeça o coelho que o socara antes.

Nowil, para chamar a atenção dele, rugiu e direcionou um soco a Michel, que se afastou no último segundo.

Alguns destroços caíram sobre nós e o chão tremia. Boa parte das poucas lanternas que iluminavam o local pifou, escurecendo mais um pouco aquela área.

- Nowil! Chama a atenção dele de novo! Eu tive uma ideia!

O lobo pareceu não ter objeções. Rugiu mais uma vez e avançou no coelho, que não hesitou em atacar também.

Naturalmente, um coelho, mesmo que selvagem, teria medo de um predador muito maior que ele, mas eis um dos efeitos das Uivantes: Não torna apenas selvagem, mas também violento e louco.

Nowil tentou, novamente, atingi-lo com um soco, mas errou e Michel subiu no corpo dele, no entanto, não durou muito. O lobo o agarrou e o jogou no chão, mais longe.

Eis minha chance.

Me aproximei o mais rápido que pude dele e, pouco antes que se levantasse, o algemei, pelas costas.

Ponto pra mim!

Mesmo preso, ele ainda se debatia muito, então eu logo me afastei.

Fui em direção ao Nowil e Jack - que já havia se recuperado do golpe que levara. Eu pretendia sugerir que saíssemos daquele lugar naquele mesmo instante, mas um grito irritante me interrompeu de qualquer coisa.

Era Michel. Ele ainda se debatia e forçava seus braços, até que... Não acredito!... arrebentou as algemas. No entanto, vi que, pelo esforço, seus pulsos sangravam.

O coelho branco avançou – rápido – à mim, mas Nowil foi para minha frente, na intenção de pará-lo. E fez, segurando-o, mas Michel conseguiu derrubá-lo, mesmo ainda sendo segurado. Eu teria o ajudado, mas fui interrompido pelo Jack.

- Nicholas! Se afasta! – exclamou ele.

O coelho apontou sua arma para Michel. Ele a segurava com as duas mãos e se mantinha firme no chão, até que disparou.

TCHUFF!

Nunca ouvi um som de tiro como aquele, e pelo que vi, nada saiu do grande cano da arma, mas, mesmo assim, Michel pareceu ter sido atingido por uma... rajada de vento, e voou para longe, atingindo a parede.

Algo que também estranhei era Jack. Depois do disparo, ele foi lançado um pouco para trás e seus braços tremiam. Conclui que a potência daquilo era enorme.

Fui até Nowil e o ajudei a levantar.

Virei-me para Michel e o vi tentar se erguer, mas seu corpo tremia e o mesmo desabava novamente no chão. Era nossa chance de sair dali, no entanto, não havia mais tempo. A estrutura já estava no seu ápice e desmoronaria em poucos segundos.

Uma das paredes quebrou e pudemos perceber que, para seu lado, ficava a queda d’água. Era nossa única chance e não fui o único a pensar assim.

Nowil me agarrou com o braço esquerdo, pegou a mochila, colocando-a nas costas, correu até Jack, agarrando com o outro braço, e disparou para a abertura, pulando em seguida.

Por muito pouco, não fomos enterrados pelos escombros, mas, a medida que caíamos, o asilo vinha bem encima de nós.

Ao atingirmos o rio, Nowil nos soltou. Tentei nadar – embaixo da água – para qualquer lugar, mas não funcionou, pois, quando foquei para cima, os destroços do asilo caiam muito rápido.

Algo veio rapidamente na minha direção e eu apaguei.

 

***

 

Acordei com uma forte dor de cabeça.

Estranhamente, meu olho esquerdo parecia não funcionar. Tentei tocá-lo, mas algo impediu: uma faixa.

- Descanse. – disse uma voz que tive dificuldade em reconhecer, pois minha audição também estava ruim. Acho que o Jack. - Você foi atingido forte na cabeça. Quase não conseguíamos te resgatar.

Com meu olho direito, pude ver o céu estrelado e uma iluminação vindo forte de algum dos meus lados. Deveria ser uma fogueira.

Com minha voz rouca e fraca, tentei pronunciar:

- O... On... Onde...

- Numa grande floresta cortada por um rio que fica há uns 10 ou 12 km de Zootopia. Você foi arrastado pela correnteza e chegamos até aqui. Daqui a pouco vai amanhecer. Quanto ao Nowil, ele foi para a metrópole há mais ou menos uma hora, preocupado com a Lilin.

Pensando bem, como será que estava a minha coelha, hein?! Desejo com todas as forças que ela tenha conseguido sair de lá sã e salva.

Pouco depois, Jack ergueu minha cabeça e me serviu uma bebida.

- Tome. Vai ajudar.

Bebi e senti minha garganta rasgar. Tinha um gostou horrível, muito amargo. Lacrimejei, e tossi em seguida.

- É como dizem os médicos: “Quanto mais o remédio for ruim, mais eficaz será.”. – Riu um pouco. - Eu já teria pedido ajuda, mas meu comunicador pifou quando caímos da cachoeira. Teremos que ficar aqui até que você melhore.

Cada palavra que Jack dizia não se mantinha em minha mente nem por dois segundos.

Não demorou até que eu dormisse novamente.

 

***

 

Acho que minha dormida durou umas 7 horas.

Acordei numa sala de hospital, sentindo-me melhor do que nunca - minha cabeça ainda estava enfaixada. Não sei que remédio ou chá era aquele que o Jack me deu, mas pareceu dar uma turbinada no meu animo.

Levantei e me espreguicei. Daí olhei para o relógio da sala.

12h: 20min da manhã de... Quarta.

Ao sentir-me completamente disposto, ouvi o som da porta abrindo. Era minha coelhinha.

Ela nem disse nada, apenas chegou a mim e me abraçou com lágrimas nos olhos. Eu fiz o mesmo. Também a beijei, profundamente.

Finalmente, tudo acabou. Eu acho.

 

***

 

- Cenourinha...? – estranhei, depois de perceber que aquele abraço estava demorando demais.

Ouvimos sons de batidas na porta. Tratava-se do chefe Bogo.

- Desculpe interromper, mas seus 5 minutos já se passaram, oficial Hopps.

- Sim, sim. – concordou ela, soltando-me.

- Eu gostaria que me fizessem seu relatório sobre o caso do Michel.

Explicamos o que havia acontecido e tudo o que sabíamos, assim como também fizemos algumas perguntas.

Chefe Bogo me explicou que um helicóptero de resgate fez uma patrulha rio abaixo até que nos encontrou, a mim e ao Jack. Logo nos trouxeram para cá e, pouco depois, o coelho se despediu e seguiu seu caminho. Lilin também estava no hospital, mas, estranhamente, quase meia hora antes de eu acordar, ela apenas se levantou e fugiu do lugar.

- Então... – começou o búfalo. -... Michel teve ajuda para fugir de Forge 1...

- Sim... – concordou Judy.

- O Nowil também me falou sobre alguém chamado Calve, mas foi apenas o nome. Não sei que tipo de animal é. – completei.

Bogo refletiu um pouco, até que pronunciou:

– Vocês, fiquem de licença até a próxima semana. Passaram por muita coisa. Arquivarei este processo e pedirei para que algum de nossos detetives cuide da investigação.

Ele se levantou e caminhou em direção à porta.

- Chefe Bogo! – chamou minha coelha.

- Sim?

- Quanto ao Michel... Ele foi encontrado?

Ouve um silêncio depois daquela pergunta.

- Não! – respondeu, enfim. - Nenhum rastro do corpo dele.

Em seguida, saiu da sala.

 

***

 

Uma hora depois, uma enfermeira guaxinim veio até mim e retirou as faixas de minha cabeça, fazendo um curativo na ferida. Dessa vez, eu poderia usar meus dois olhos.

Eram 3 da tarde quando pude sair.

Wolford, a pedido de Bogo, estava no hospital para nos dar uma carona até nosso apartamento. Fomos - com o lobo fazendo diversas perguntas sobre tudo. Não demorou até que ele percebesse que não queríamos falar disso, e se calou.

Ao entrarmos, o gerente - urso marrom - e um dos fiscais do prédio vieram até nós e se desculparam por, na noite de segunda, ter deixado aqueles dois entrarem no local e os derrubarem. Também disseram que, ao verem as gravações, logo ligaram para o DPZ. Além disso, houve outra coisa que nos chamou muito a atenção: o gerente disse que aquela mesma texugo aparecera há pouco tempo e deixara uma carta para nós.

A pegamos e adentramos no apartamento.

- O que será isso? – indagou minha esposa.

- Vamos ver.

Abri a carta, que era apenas um papel dobrado nos dois meios, e li.

Eis o que estava escrito:

Hello, Nicholas and Judy! Aqui é o Bedaux e a Lilin! Indo direto ao ponto, gostaríamos que vocês nos encontrassem no Canopy Lane, Distrito Florestal, às 5 da tarde de hoje, ou amanhã. Casa número 148. Queremos apenas conversar.

Ficamos analisando aquilo. Seria alguma armadilha? Por que fariam algo assim? Sobre o quê queriam falar?

- Vamos! – disse minha coelha.

Assenti, pois levando em consideração que, se não fosse por aquele lobo, eu estaria no fundo do rio agora, enterrado por pedras.

Faltava pouco para a “hora marcada”, então nos apressamos.

 

***

 

É difícil quando você não tem seu transporte próprio.

Depois de um tempo de trem, descemos no Distrito Florestal, compramos um guarda-chuva branco e, pedindo informações de alguns animais, seguimos para Canopy Lane.

Foram mais alguns minutos até que encontrássemos a casa. Ela era inserida numa árvore a aparentava ser muito antiga.

Como a porta estava apenas encostada, entramos.

A arquitetura interior era ainda mais precária. Havia musgos em toda parte e uma simples mesa no meio da única sala do local. Nela, havia uma cesta com frutas diversas – incluindo mirtilos.

- Eu entenderei se vocês acharem que tem veneno aí. – pronunciou Nowil.

Ele estava de pé, em frente a uma janela com vidraças quebradas. Quanto a texugo, ela se mantinha encostada em uma das paredes. Tinha algumas faixas rodeando sua barriga.

- Lilin! – chamou Judy. - Você não deveria ter fugido do hospital!

- Hihahah! Eu não tenho tempo para ficar lá! Relaxa! Meu corpo aguenta!

Nos sentamos à mesa - me servi da cesta de frutas.

- Então, sobre o quê querem conversar? – perguntou minha coelha.

- Primeiramente, agradeço por virem aqui. – respondeu o lobo. - E também gostaria de agradecê-los por nos ajudar. Principalmente, você, Judy! Se não tivesse levado a Lilin para algum desses hospitais de Zootopia... Melhor não pensar. Enfim, era apenas isso.

Só? Se fosse apenas um agradecimento, ele teria escrito na carta. Estava claro que queriam falar algo mais para gente. Nesse meio tempo, algumas perguntas que eu tinha vieram à tona, e logo fui colocando-as para fora.

- Nowil! Lilin! – chamei a atenção deles. – O Jack disse uma vez que vocês tem algo capaz de mudar o mundo. Isso é verdade?

O silêncio tomou conta do local – sendo seguido pelos sons de chuvisco que vinham de fora.

O lobo voltou a olhar para a janela e, depois de respirar fundo, respondeu:

- Sim!

Logo, a curiosidade e o nervosismo tomaram conta de mim e de minha coelha.

- O que é? – perguntou ela, rapidamente.

- Nossos diários... – respondeu Lilin, com um olhar triste.

- O... quê? – indaguei.

Nowil suspirou e falou, baixo:

- Tanta coisa se passou desde que saímos de lá...

- De lá? Querem dizer... o reino de vocês?! – estranhou Judy. - Por que saíram? Por que querem tanto conhecimento assim? O que irão fazer com tudo isso?

O silêncio voltou. Nowil e Lilin tinham expressões tristes, até que ele respondeu, com uma voz fraca:

- No início... éramos cinco... – Após suspirar, se voltou para nós e disse: - Tudo o que fazemos é parte de nossa missão. Estamos em busca de um futuro declarado.


Notas Finais


Tudo sobre esses dois estrangeiros logo será revelado. Aguardem!

PS: Michel se foi... :“(
Gostei muito dele. Acho até que ficou um vilão mais legal que o Leãonio (Mainun).


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