História Zootopia - Em busca de um futuro declarado - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Personagens Chefe Bogo, Judy Hopps, Nick Wilde, Personagens Originais
Tags Judy Hopps, Nicholas Wilde, Nick Wilde, Zootopia
Exibições 188
Palavras 3.105
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nos vemos nas Notas Finais! ;)
Boa leitura!

Capítulo 24 - Despedida e Futuro


POV de Judy Hopps

O desespero me dominou completamente.

Quando fui atingida pela Lilin, perguntei o motivo. Ela debochou de mim e respondeu que, como eu e Nick somos oficiais, tentaríamos prendê-los, por isso eu os estava seguindo.

Logo, me pus na defensiva: falei que não tinha essa intenção. Mesmo que tivesse, os oficiais do DPZ eram proibidos de se envolver – coisa que eu claramente não concordava.

A texugo nem me deu atenção e atacou.

Apesar de tudo, me esforcei para ajudá-la a sair daquele lugar quando foi ferida.

Como fazia um ano que eu não entrava lá, tive que puxar da memória onde a saída do asilo ficava. Tivemos sorte, pois os escombros não nos interromperam.

Ela permanecia desmaiada.

Ao longe, vi uma viatura se aproximando. Tratava-se de Oates.

Ficou chocado a me ver, mas não havia tempo para explicações. Pedi que ele levasse a texugo para algum hospital, mas, sendo a ferida muito profunda, ele disse que não adiantaria.

O detetive tirou uma caixa de primeiros-socorros da viatura e fez algumas operações em Lilin. Enquanto isso, eu usei o rádio.

Garramansa ficou surpreso ao ouvir minha voz. Disse que estávamos sendo procurados por toda a cidade. Pedi que mandassem alguma ambulância para cá, junto a viaturas.

Ao sair do carro, fixei no asilo.

Por que eles estavam demorando tanto? Se não saíssem logo, o lugar todo desabaria cachoeira abaixo.

A cada segundo que se passava, meu desespero aumentava. A estrutura ficava mais e mais fraca. Lágrimas já rolavam pelo meu rosto.

Saiam! Saiam logo daí!

Senti meu coração parar de bater quando o asilo despencou.

Os policias e os paramédicos chegavam, mas eu permanecia lá, ajoelhada, com a cabeça no chão, chorando.

 

***

 

Eu estava num quarto de hospital, junto a Lilin.

O médico havia dito que o corpo daquela texugo estava se recuperando muito rápido do ferimento e que ela não corria mais risco de vida. Foram algumas horas até que acordasse.

Ela pareceu ter sido eletrocutada, pois acordou quase pulando da cama e olhando para todos os lados.

- What? Where am I? What happened? – indagou, deixando-me confusa com aquelas palavras.

- Lilin... – chamei, com uma voz calma. Eu já ia falar mais alguma coisa, no entanto, ela me cortou.

- Judy! O que aconteceu depois que eu apaguei? Cadê o Bedaux?

Tranquilamente, falei tudo. Ao chegar à parte da queda do asilo, ela pareceu travar. Minha voz, com o tempo, tornou-se triste.

A texugo não disse nada. Manteve-se calada, porém, sua face também demonstrava tristeza. Algo que me surpreendeu foi que, uns 5 minutos depois, ela sorriu e deu a risada louca típica dela. Percebi que me acostumei a isso.

Como o Nowil disse: “Ela pode parecer impossível no início, mas você se acostuma... depois de um tempo.”.

Entretanto, Lilin também me irritou com aquilo.

- Do que você tá rindo? – indaguei, com fúria na voz. Levantei-me e a encarei. – Acha... Acha engraçado... eles terem morrido?

- Hihahahah! Aí é que está! – Encarou-me. - Eles não morreram!

- C-Como... Como pode saber disso?

- Instinto! Acredite em mim! Eu e o Bedaux já passamos por coisas muito piores. Ele deu um jeito de sobreviver.

Minha primeira impressão foi que ela estaria tentando fugir da realidade. Bem, não quis mais tocar nesse assunto. Sentei-me novamente e encarei o chão, refletindo sobre tudo o que aconteceu.

- Será que ele... estava certo...? – pensei alto. – Acho que sou apenas uma... grande mentirosa mesmo...

- É sobre o que o Michel disse? Relaxa! Mentir não é certo, mas às vezes é preciso.

- Do que você está falando? Isso é e sempre será errado!

- Eu não te conheço muito bem, Judy, mas sei que é um animal que se esforça pelo bem de todos, por isso se tornou policial, né?! Se mentiu, deve ter sido por um bem maior.

- Mesmo assim! Foi injusto o que aconteceu com o Michel. Ele não deveria ter levado a culpa.

- Hihahah! Está com dó dele, é?! Saiba que isso não vai levar a nada!

Aquelas palavras foram como um soco entre meus olhos.

Mais uma vez, baixei o olhar, mas ela estava certa, eu não poderia me deixar abater por aquilo. Agora era seguir em frente.

Logo, pensamentos de meu raposo apareceram.

Eu estava prestes a chorar mais uma vez, no entanto, a porta fora aberta.

- Oficial Hopps! – chamou uma voz impossível de não reconhecer.

- Chefe Bogo?

- E aí, grandão! – saudou Lilin. - Você é aquele animal que aparece muito na TVs, né?!

Bogo, ignorando a texugo, falou:

- O oficial Wilde foi encontrado. – pronunciou, fazendo meu corpo travar. - Junto ao... agente Jack. Estão sendo trazidos para cá pela equipe de busca.

- E-E... Ele... está... vivo...?

Bogo franziu a testa. Com um sorriso, respondeu:

- E você tinha alguma dúvida disso?

 

***

 

Pulando um pouco no tempo, vamos àquela frase de Nowil:

Estamos em busca de um futuro declarado!

Eu realmente não sabia o que pensar sobre aquilo.

- O que... isso significa...? – perguntei, estranhando.

Nowil voltou sua atenção para a janela.

- Nosso reino fica em um lugar quase inacessível, tanto que demoramos semanas até conseguir sair. Bom, mesmo assim, sobrevivemos, geração após geração. Em todos os anos que se vivia lá, acreditávamos firmemente que éramos os únicos animais existentes.

Lilin tomou a fala:

- Chegou um momento que nosso governador decidiu que o mundo deveria ser explorado, mas aqueles que fossem fazer isso passariam por um intenso treinamento, que durou quase um ano. No fim, cinco de nós foram os escolhidos. Ficamos conhecidos como a equipe Diamantino, mas... – falou com descaso. -... não usamos mais esse título.

Novamente, os dois ficaram com expressões tristes no rosto.

- O nosso membro mais interativo era o Haley, Haley Voltage. – disse o lobo.

Casualmente, Lilin deu um sorriso.

- Ele... – começou. - Ele também era um texugo... O Haley gostava muito de ajudar os outros. Muito mesmo. Às vezes, aquele maluquinho criava os problemas só para nos ajudar a resolvê-los. Dá pra acreditar?! Tudo o que queria era que nos déssemos bem, que todos os membros se tornassem amigos.

- Já perceberam as cicatrizes em meu rosto? – perguntou Nowil, após um tempo.

- Difícil não perceber. – respondeu meu raposo, estranhando tanto quanto eu. - Você se meteu em muitas brigas... né?! Depois de explorar tanto.

- Na verdade, eu as consegui em um único lugar. – O lobo, dessa vez, tinha uma expressão travada. - Não foi em todos os lugares do mundo que os animais evoluíram como nós. Eu seria apenas uma pilha de ossos agora... se não fosse pelo que o Haley fez... Chegou um momento em que entramos numa situação difícil, e ele teve de ficar para trás. Foi a única maneira para que seguíssemos em frente.

- Ainda me lembro do último sorriso... – completou Lilin, enxugando uma lágrima.

 

***

 

Após fechar os olhos para controlar a saudade, Nowil continuou:

- Estranhamente, tínhamos uma... “mamãezinha” na equipe. O nome dela era Mone Aquarine. Eu sei que é estranho, mas os ratinhos do nosso reino tinham nomes assim mesmo.

- Uma rata? – indaguei. - Não era perigoso demais para animais tão pequenos?

- A equipe tinha que ser diversa. – respondeu Lilin. - Cada membro, uma função. A Mone veio com a gente por ser ótima em infiltrações e coisas do tipo. Na verdade, se não fosse por ela, nós ainda teríamos dificuldades em falar a língua de vocês.

- Yeah! – concordou o lobo. - Sempre que errávamos em algo, ela começava um discurso e falava o pior de cada um. Era irritante, às vezes, mas sabíamos que ela queria o nosso bem. Por mais pequena que fosse, Mone agia como se fosse a maior entre nós. Você, Judy, sabe muito bem como é ser menosprezada e, depois, dar a volta por cima, right?

Aquelas palavras me atingiram nas costas.

Se eu consegui, é claro que os pequenos roedores também conseguiriam. Até tive a ideia de sugerir ao chefe Bogo à entrada deles na Academia de Polícia, apenas para um setor de espionagem ou algo do tipo, mas lembrei-me que Pequena Rodentia já tem sua própria delegacia e que poucos são os ratinhos que moram ou trabalham em outros lugares de Zootopia.

Meu raposo me tirou de meus pensamentos com a seguinte pergunta:

- O que aconteceu com ela?

Percebi que ele estava muito interessado na história. Eu também.

- Alguns meses depois de perdermos o Haley, ela se foi... – falou Nowil. - Não sabíamos como lidar com depressão e isso acabou por tirar a vida dela. Claro que... ficamos extremamente deprimidos com isso também. Nunca imaginamos perder dois membros tão rápido, mas, com medo de morrer por isso, tivemos que erguer as cabeças e seguir em frente.

- Depois daí, se foram muitos anos juntos, uma exploração atrás de outra. – disse Lilin.

- Nossa missão durará 50 anos e, desses, 32 já se foram. É algo que decidimos dar nossas vidas para realizar. Tudo pelo que passamos está arquivado em nossos diários, e continua a ser. Aí é onde entra a nossa maior companheira...

- Celestine Scarlete... – disseram os dois, em coro. Lilin continuou:

- Ela era o inverso da Mona. Hihahah! Uma tigresa que, apesar de grande, não dava medo. Parecia um filhote de tão meiga. Amava carinho e era a responsável por escrever os diários.

- Onde ela está agora? – perguntei.

Logo os dois tomaram expressões assustadas, como se estivessem vendo um fantasma.

- Não sabemos. – respondeu Nowil, com um suspiro abafado. - Há uns 10 anos, montamos um acampamento. Eu e Lilin saímos para explorar a floresta. Celestine ficou cuidando da mochila e dos nossos mantimentos, mas quando voltamos, ela havia desaparecido. A mochila continuava inteira, mas havia marcas de garras por muitos lugares e eu não sentia nenhum cheiro estranho no ar a não ser o dela. A farejei e segui seu rastro pedindo para que a Lilin ficasse lá e tomasse cuidado extra. Eu a segui por dias, mas... parei quando cheguei à um precipício. Se eu continuasse, não conseguiria voltar. Aquilo me deixou furioso! – bradou, dando um poderoso soco no chão. Me assustei, e Nick também. Nowil, logo depois, continuou: - Não sabemos o que aconteceu, onde ela está agora, ou se ainda vive, mas uma coisa é certa: a perdemos para sempre.

 

***

 

Os dois respiraram fundo algumas vezes, até que Lilin tomou a fala e disse:

- Depois, ficamos deprimidos de novo, mas já tínhamos algumas ideias de como lidar com isso. Aliás, algo ajudou muito: Jack Savage!

- Hã? – estranhamos.

- O encontramos alguns meses depois e... Hihahah! Nossas aventuras ficaram mais divertidas com ele nos caçando querendo nossos diários.

- Ainda não entendi bem como esses cadernos seriam capazes de mudar nosso mundo. – pronunciou meu raposo.

Nowil foi até a mochila e abriu o bolso maior, tirando de lá uma grande caixa preta, muito bem fechada. Ele pôs encima da mesa e disse:

- Eles estão aqui dentro. Os diários têm informações muito mais diversas do que vocês podem imaginar, pois são anos de conhecimentos armazenados. Não só isso, também são lembranças de nossos companheiros caídos. Preferimos morrer que entregá-los. Pensem bem! Depois de 32 anos, chegamos à Zootopia. Será que dá pra imaginar o quão grande é esse mundo só com isso?! Quanto conhecimento já foi adquirido?! Assim que essa missão acabar, faremos de tudo para ao nosso reino. Quando isso acontecer, o mundo irá mudar para sempre. Vocês, provavelmente, ainda estarão vivos até lá, então vão se preparando.

Fiquei nervosa com aquelas palavras.

- O Jack tem o mesmo objetivo de vocês... – falou meu raposo. – Agora entendo porque ele quer roubar esses cadernos.

- Na verdade, ele não quer roubá-los. – disse a texugo. – Quer apenas lê-los e, talvez, reescrevê-los.

- Ué?! Mas... se é apenas isso, por que vocês não deixam?

- Hihahahah! É como eu disse: Nossas aventuras ficaram mais divertidas com ele nos caçando. Queremos ser caçados! – exclamou.

- Acredito que vocês, como oficiais, foram obrigados a manter distância de nós, certo?! – perguntou Nowil.

- Ah! Sim!

- É típico dele. Jack, provavelmente, persuadiu o governo de Zootopia e impediu que qualquer oficial se envolvesse com a gente, caso contrário, a cidade inteira estaria em perigo. Só atacaríamos esse lugar se ele realmente nos irritasse. Pudemos preencher boas páginas sobre esta metrópole. Na verdade, uma delas foi apenas para vocês.

- Nós? – perguntamos.

- Of course! – exclamou Lilin. - Não é todo dia que se vê antigos inimigos naturais casados. Hihahah! – Nos sentimos um pouco privilegiados e envergonhados por ela falar aquilo. - Mas... tem algo que estou em dúvida.

- O que é?

- Como vocês pretendem ter filhos?

Aquela pergunta nos pegou de surpresa. Pouco depois, nossos olhares baixaram, demonstrando tristeza.

Com muita dificuldade, falei:

- Espécies... diferentes não... podem ter filhos...

Senti meu raposo segurar firme minha pata.

Lilin logo quebrou o clima dizendo:

- É claro que podem! – rebateu, como se fosse algo óbvio.

Eu e Nick, rapidamente, erguemos a cabeça a observando curiosos, querendo entender o que ela estava falando.

- Me lembro muito bem que no nosso reino tinha alguns animais... como vocês chamam aqui...? Híbridos! Bem poucos. Um ou dois, acho. A aparência deles era estranha, admito.

- Então... – falou Nick. - Já havia relacionamentos entre espécies diferentes lá?

- Nicholas... – disse Nowil. – Tirando a Mona, tínhamos duas fêmeas em nossa equipe. O que acha que fazíamos quando elas chegavam à época do cio?

- Ah! – exclamamos, entendendo, mas apenas eu continuei: - Então, espécies diferentes podem mesmo ter filhos?

Os dois se entreolharam.

- What do you think? – falou Lilin. Parece que não queriam que entendêssemos.

- It’s ok! We owe your life to them. Will be an exception!

Após isso, Lilin abriu a caixa e pudemos ver vários cadernos enfileirados. Eles eram finos e numerados. Ela passou a pata por eles até que tirou o que tinha o número 2.

- Só um momento. – disse ela, folheando. Pouco depois, falou: - Aqui! Escutem! Todos nós sabemos que, antigamente, filhos entre espécies diferentes era impossível, mas com nossa evolução atual, isso se tornou... meio possível. O negócio é o seguinte... – Ela apontou para mim. - Judy, durante a relação de vocês, deseje com todas as forças ter filhos. Com o passar do tempo, mais ou menos um mês, seu corpo começará a responder a isso e se esforçará para satisfazer seu desejo. No entanto, tem um porém! – Rapidamente, o nervosismo tomou conta de mim. - Em nosso reino, os híbridos nasceram do relacionamento entre animais parentes um do outro. Tigre e leão, por exemplo. Não se sabe se funciona entre presa e predador. O metabolismo é muito mais diferente, então eu diria que as chances de acontecer são altamente baixas. Entretanto, só tentando pra saber. – completou, levantando os ombros. - Ah! Tem uma citação importante aqui. Ouçam com atenção!

- Híbridos são como sonhos. Ao mesmo tempo em que existem, eles não existem. -

Minha mente ficou uma completa bagunça depois dessa frase. Já ia perguntar, mas Lilin fechou o diário e o guardou na caixa, dizendo:

- Deixarei essa charada pra vocês. Caso queiram entender tudo, as respostas estão bem aqui. – Ela deu palmadas nos diários. - Porém, para isso, terão que nos perseguir. O que acham?

 

***

 

Se fôssemos incapazes de raciocinar, com toda certeza teríamos aceito a sugestão da texugo, mas tivemos que segurar a ansiedade e curiosidade.

Os encarei e falei:

- Não! Zootopia é o nosso lar e é aqui onde continuaremos.

Acho que Nowil deu um sorriso com isso, daí disse:

- Muito bem! Mas nós não. Já adquirimos todos os conhecimentos que queríamos. Agora, continuaremos nossas viagens. Também os chamamos aqui para nos despedir.

Lilin guardou a caixa na mochila e a pôs nas costas.

Tudo estava acontecendo rápido demais.

- Espera! E-Estão indo embora?! – indaguei.

Os dois, que já estavam na porta, se viraram e Nowil disse:

- Yeah! Provavelmente, nunca nos veremos de novo, mas foi bom enquanto durou. É sempre ótimo fazer grandes amigos. – Após essa frase, o lobo ficou com um olhar pensativo. - Grande amigo... – Riu.

- O que foi, Bedaux? – perguntou a texugo.

- Honey, agora eu entendo porque o Nicholas sempre me foi tão familiar. – Se virou para nós. - Atravessando um oceano, numas florestas muito distantes daqui, existe um raposo que é exatamente igual a você. – Apontou pro Nick. - Mesmos olhos verdes, natureza esperta, tamanho. Se bem me lembro, ele gostava de se vestir de verde e viajar pela natureza, seu nome era... Robin Hood.

 

***

 

Era noite quando saímos daquela casa.

Nowil e Lilin já haviam ido - para sempre. Seguimos o caminho para a estação de trem e, casualmente, encontramos o Jack no caminho.

Nem dissemos nada, pois ele já havia entendido tudo.

- Já foram, não é?! – perguntou, retoricamente. Ele suspirou e disse: - Eu não imaginei que voltar para Zootopia fosse tão bom quanto foi. Entretanto, preciso continuar perseguindo eles. – O coelho passou por nós e falou: - Adeus para vocês! Os dois me surpreenderam muito.

- Jack! – chamou meu raposo. Ele se virou e os dois ficaram se encarando. - Por quê? Por que você vai continuar com isso? Zootopia já te deu o que queria. Respeito, não é?! Você não acha que continuar nesse caminho seria insano?

Apenas se podia ouvir os sons da chuva que caía sobre nós.

- Talvez... você esteja certo, mas... – Ele deu um olhar e sorriso desafiador: - Gravem minhas palavras! Um dia, eu mudarei esse mundo!

Sem dizer mais nada, ele se foi, caminhando naquela atmosfera tropical e chuvosa.

O observamos até que ficasse fora de visão.

 

***

 

Estávamos para chegar à estação quando a chuva deu uma trégua.

Caminhávamos em silêncio, até que percebemos os arco-íris que preenchiam o local, deixando-o muito bonito. Eu fiquei maravilhada pela beleza, mas meu raposo parecia incessantemente refletir sobre algo. Eu já ia perguntar, mas ele se ajoelhou à minha frente e segurou minhas patas, olhando-me nos olhos.

- Cenourinha... – disse, com uma voz melodiosa e um pouco fraca. - Eu... E-Eu... quero tentar... Não sei se é possível ou impossível, mas... – Seus olhos brilhavam, como se me suplicasse algo. - Eu quero tentar... ter uma família com você.

Aquilo ecoou em minha mente.

Mantive-me paralisada de tão surpresa, mas não durou até que um sorriso bobo nascesse em meu rosto e lágrimas caíssem de meus olhos.

Feliz, o abracei e sussurrei em seu ouvido:

- Sim...

 

 

Quando achamos que nossa vida ficará chata ou repetitiva, algo aparece nos surpreendendo.” Nicholas Wilde.

 

 

FIM


Notas Finais


Acredito que muitos de vocês não esperavam esse final, mas se derem uma boa olhada no título e na sinopse da Fanfic, verão que ele está acontecendo no momento certo. ;)
Agradeço a todos vocês pelos favoritos, comentários; e por lerem minha obra! Sei que ainda há algumas pontas soltas, mas... Fica pra imaginação de vocês! (risos)
Essa foi ótima para que eu me aprimorasse. Hoje, quando vejo minha primeira obra, imagino diversas formas de melhorá-la. #SempreEvoluindo!
Já tive algumas ideias para uma continuação (terceira temporada), mas preciso saber se vocês gostariam disso. Por favor, comentem aí!
Bom, vou ficando por aqui!
Tchau, tchau!
^~^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...