Jornal As Correntes Que Me Prendem


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As Correntes Que Me Prendem

Oh! Eu vi hoje mariposas voarem!
Eu ouvi os cantos abafados dos pássaros
Eu ouvi risadas abafadas


"(...) do prazer de brincar como se
não houvesse amanhã"


Oh, e quando a noite chegaste...
Vi morcegos voando em bandos
Ouvi os sons abafados de corujas


Hoje eu vi, mamãe, as mariposas voarem
Você sabe como eu me sinto
Vi o corvo amedrontador voasse para longe
E você sabe, mamãe...


Como eu me sinto dentro desse lugar
Morte é o que anseio
Para me livrar dessas correntes
Que os humanos chamam de pote


Oh, mamãe!
Eu sinto!


"(...)do prazer de brincar como
se não houvesse amanhã
"Moça não olha pra baixo
Aí é muito alto pra você se jogar"


Eu sinto!


Mamãe...
Hoje é um novo amanhecer
Um novo dia
Uma nova vida para mim

Oh, menina doce!
Obrigada!
Obrigada!
Por me livraste desse pote!


E ela voou
Assim que a menina doce a livrou
E se jogou do prédio

"Não a quero presa
Não me quero presa"

Os pais ficaram preocupados
Foram aos prantos ao saber da morte
Da doce menina


"Moço, ninguém é de ferro
Fomos programados pra cair"

Escutando: Supercomo - Amianto
Lendo: Os Heróis do Olimpo - A Marca de Atena
Comendo: Bolacha

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