Jornal Cachorro: O Melhor e Mais Desvalorizado Amigo do Homem


Por: ~


Compartilho agora com vocês a minha profunda revolta diante de uma cena que ninguém mais do meu bairro se importa.

Todo lugar tem cães na rua, machucados, largados, magros e sujos. Fugidos, perdidos, chutados e desprezados. Cães de todo tamanho e cor vivendo do lixo e das sobras que o ser humano joga fora. Eu sempre amei animais de todo o tipo. Sempre amei fazer carinho e pegar no colo (se possivel) todo o animal que encontro e confesso que se pudesse eu encheria minha casa com eles e passaria fome apenas para alimenta -los. Muitas vezes deixei de lanchar a tarde ou de tomar café da manhã, pois quando compro pão e encontro um cão na rua eu dou a ele os pães que eram destinados a mim. Toda a comida que sobra na minha casa éposta para eles quando eu estou em casa.

Eu tinha uma cadelinha chamada Lupa e me doeu muito quando tive que dá-la por que onde moro não se permitem animais. Todo o amor que eu dava a ela em grande parte vai para duas simpaticas cadelas que vivem por aqui. Uma delas é grande e preta, com a barriga marrom e vive na rua, mas sempre que posso dou comida a ela. Ela passa bem, mas a cena revoltante se passa com a segunda cadela toda bege , com orelhas grandes sempre de pé e um focinho curto demais para o seu tamanho. Ela tem dono, mas ele a maltrata, um dia vi ele e o filho pequeno na rua com ela. O moleque de dois anos CHUTAVA a barriga da cadela deitada enquanto o homem ria olhando, quase atravessei a rua e bati no moleque e juro que só não o fiz por que aquele homem é de certa forma perigoso. Hoje eu fui a casa da minha prima, o homem tem um pequeno lava jato bem na frente da casa e de maneira costumeira lá estava a cadela deitada a sombra, mas dessa vez desabei. Estava encolhida no canto magra, machucada e ofegante de olhos fechados. Eu a chamei - chamo-a de Meu Anjo - e ela abriu os olhos e ergueu debilmente a cabeça para me olhar, apoiei sua cabeça na minha mão enquanto soluçava por encontrar aquela criatura gentil e carinhosa ali no chão. O homem me perguntou por que eu chorava e eu disse que ela estava muito magra, ele me respondeu que ela sumia frequentemente e eu lhe respondi que se ela voltava sempre é por que tinha um dono e que ja que ela tinha um dono não deveria se encontrar naquele estado. Eu fui embora e ele riu.

O que leva a alguem não se afetar com uma cena como aquela? O que leva um dono a não se importar com um animal gentil e fiel como aquela cadela? Por quê? Insensibilidade total e completa falta de escrúpulos da parte de qualquer ser humano que passa por um animal daquele e olha como se fosse algo sem importancia. Animais não falam, mas eles sentem dor, tristeza e fraqueza, só precisam de um pouco de amor e compreensão. Me pergunto ate quando isso vai acontecer.

Bebendo: Refrigerante

Gostou da Jornal? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...