Jornal • Reversio •


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{𝔒 𝔱𝔢𝔪𝔭𝔬 𝔫𝔞̃𝔬 𝔢́ 𝔲𝔪𝔞 𝔣𝔩𝔢𝔠𝔥𝔞 𝔞𝔮𝔲𝔦}


► Frase ou trecho de uma música que descreve o personagem ◄

“A tristeza me faz forte”
— Lispector, @ElectraMustaine



► Nome ◄

Annelies Carter Blackstone

Carter é usado com menos frequência, portanto, quando se vai chamá-la por nome e sobrenome é “Annelies Blackstone”.


► Apelido ◄

Anne — uma pequena e simples diminuição de seu nome, mas com um soar carinhoso. Não há uma história de como surgiu ou por que, mas seu irmão começou chamá-la assim quando eram pequenos e, desde então, pegou. Na maioria das vezes, usam mais “Anne” para referir-se a ela do que seu nome inteiro.


► Idade ◄

27 anos
20 de Setembro
Virgem


► Nacionalidade ◄

América do Norte, Estados Unidos, Nova York.


► Aparência ◄









Troian Bellisario



► Personalidade ◄



Normalmente uma mulher diplomática e organizada, Annelies se parece muito com um adulto qualquer desde nova. No entanto, não significa que não goste de descontrair às vezes. Dentre seus traços, uma das coisas que mais marca é a capacidade que ela tem de ser infantil de vez em quando, mas infantil no sentido de rir de coisas idiotas e parecer uma criançona gostando de desenhos animados e colecionando brinquedos que ela insiste chamar somente de miniaturas.

Por outro lado, consegue ser séria e responsável a maior parte do tempo e sempre que preciso. Conhece as horas de brincar e tem um nível satisfatório de maturidade, apreciando também o fato de ser eficiente e tenta sempre sê-lo. É melancólica quase que excessivamente, mas em maioria as coisas acontecem mais em seu interior.

Annelies também conhece muito sobre si mesma e não tem tanta dificuldade para aceitar os próprios erros. Prefere não se rotular às vezes e acaba por ser meio variável, mas de personalidade em si ela reconhece a pessoa perfeccionista, crítica e modesta que é.

Detalhes são com ela mesma e não a interrompa quando estiver os relatando. Adora comandar, dar “relas” quando preciso, indiretas e respostas sarcásticas, também possuindo meio que um dilema chamado “tudo que já é bom pode melhorar”, fazendo-a poder ver defeitos em tudo, por ora, até em si mesma. Mas seu amor próprio sempre a faz procurar ser o melhor que puder e continuar a se aceitar do jeito que é.

Anne não é do tipo que "voa", está sempre em alerta seja qual for o caso e tem uma dedução quase surreal. Gosta de conhecer bem todos com quem convive, mesmo que não sejam tão próximos, porque ela tem suas formas de conseguir ver como as pessoas são apenas dando-lhes atenção por alguns tempos.
Não é exatamente curiosa e que se mete com o que não deve, mas estar ciente da maior quantidade de coisas possíveis é importante para ela. Isso também vale para o conhecimento intelectual: Anne é inteligente, mas também prefere ser excelente em algo específico a tentar ser boa em tudo.

Bem como tem camadas as quais poucos conhecem. Na verdade, é péssima em demonstrar sentimentos por essência, mas algumas coisas ela faz questão de realmente não exibir tanto por não gostar de discussões como, por exemplo, Annelies é mais machista do que feminista e um tanto ingênua. O primeiro é porque acha que as mulheres querem mais do que podem, mesmo sendo uma. E o segundo porque pode se deixar levar e mudar ideia fácil demais, basta encarar-lhe com um olhar pidão e tristonho que seu lado solidário é despertado, ainda que essa pessoa não mereça de verdade.

De um modo geral, Annelies pode ser vista como aquela pessoa que consegue dividir igualmente seus jeitos ‘responsável’ e ‘brincalhão’, e também é meio chatinha, mas que possui no fundo um coração generoso e uma grande imaginação.


► História ◄



Vinda de uma família de classe médio-alta da grandiosa Nova York, Annelies é filha mais velha de John e Rachel Blackstone, que eram donos de uma loja de brinquedos antigos e bastante colecionáveis, a qual vinha, desde então, sendo passada de geração em geração na família de John.

Quando Anne tinha seus dois anos e poucos, os Blackstone receberam mais um pequeno membro na família, desta vez um menino, nomeado Castiel. Partindo dali, Anne foi crescendo ao lado de seu irmãozinho não tão mais novo que ela.

Ambos tiveram uma boa educação e um forte amor fraternal. Uma de suas atividades favoritas para se fazer juntos era ir a um rinque de patinagem e passar algum tempo se divertindo no gelo. Até que tudo isso mudou aos 12 anos de Anne.
A garota passou a se afastar um pouco de Castiel sem motivos aparentes, as vantagens de estar crescendo já começando a consumir seus pensamentos, mesmo que ainda muito jovem. Mas, era normal para ela; sempre fora um pouco adiantada demais, por assim dizer.

Sua primeira “tarefa como adulta” não demorou a aparecer. A família toda estava pronta para receber mais um adicional, agora novamente uma menina para animar a rotina. Depois, ajudar sua mãe e cuidar, mesmo que pouco, de Gizela, apelidada de Gizzy por Annelies, virou as atividades favoritas desta. E, cada vez mais, Castiel virava algo como uma figura qualquer chamada irmão mais novo para ela, e nem mesmo os pais percebiam.

Contudo, logo uma tragédia se fez presente, tirando toda a alegria costumeira que os Blackstone tinham: eles perderam seu bebê. Sem motivo nem explicação.

Diagnosticado como morte súbita, Gizzy era aparentemente saudável, mas nem os médicos, nem a autópsia conseguiram classificar a causa. Aquilo foi um choque para a família e algo que fica sempre gravado na memória de Anne como uma tatuagem irremovível. Rachel também se sentiu uma mãe inútil pelo fato de não ter conseguido fazer nada por sua filha, fora preciso muito tempo e esforço para que a aceitação pudesse vir, mas com a graça ela viera.

A partir daquilo, Annelies começou a desejar interminavelmente respirar novos ares. A ideia de passar uma temporada com Catharina, sua avó paterna, surgiu em sua mente, mas Rachel pouco deixaria que mais uma filha se afastasse dela, ficara traumatizada, e John não discordava. No entanto, eles ainda lhe concederam algo bom: no segundo ano de ensino médio, eles deixaram Anne passar suas férias onde ela queria ir.

Axtell, no Kansas, foi seu destino. Onde sua avó possuía algumas propriedades e era conhecida por ainda colecionar muitas bonecas Barbies. Deixando o que tinha em NY para John depois de perder seu marido, ela mostrava que seu gosto por cidades pequenas fora passado para sua neta.

Annelies mal podia esperar para aquelas férias começarem. E, mesmo não sendo uma garota tão sociável, conheceu pessoas legais e até teve um típico paquera de verão. Porém, o que mais marcou aquela saída de cotidiano foi conhecer Margareth, a irmã mais nova de uma colega que fez, Bailee. Ver as duas irmãs tão próximas e amigas, ainda que com uma diferença de idade um tanto significante, fez Anne refletir que nunca poderia ter aquilo.

Gizela já havia ido e ela mal a conhecera, mas continuava ali, com ela. Gizzy estava em todos os sonhos onde Anne brincava, mesmo sendo velha para tal, com sua irmã; nos que elas saiam sozinhas para se divertir e nos que mostravam todo o futuro que nunca viveria.
No fim das férias, Anne parecia ainda pior do que quando foi, sendo que sua intenção era fugir do que lhe cercava.

Desde ali, Annelies passou a se atolar em estudos e preparações, não havia tempo para amizades ou diversão. Chegando ao seu último ano na escola, decidiu que faria medicina para deixar seu pai feliz. Ele não a obrigava, pelo contrário, dizia que ela poderia escolher o que mais amasse, mas ela sabia que o deixaria alegre com aquela escolha. Entretanto, alguém acabou “intrometendo-se” no que a garota faria: Castiel.

Na realidade, ele queria apenas fazê-la enxergar que não faria sentido fazer algo que não gostava para deixar outra pessoa feliz, mesmo que fosse alguém que ela amava muito. O futuro era seu. E, de início fora ignorado, mas, no fundo, Annelies sabia que aquilo era verdade, mesmo que tenha fingido não ouvir e seguiu com seu pensamento, continuando a se esforçar e fazer todo o possível para levar aquilo adiante.

Annelies não desistiu em nenhum momento da universidade, nem mesmo da especialização, até porque, seu pensamento era: já havia chegado ali, por que desistiria? Em contrapartida, anestesiologia não era tão ruim.

Tendo entrado nos estudos universitários aos 18 e saído aos 26, Anne não demorou a começar a trabalhar. No geral, virou uma boa profissional, mas não tem amor pelo o que faz, apenas se sente bem por trabalhar, de certa forma, ajudando pessoas. E ela nunca havia encontrado de verdade o seu genuíno talento ou o que tinha vontade de fazer para o resto da vida. Tinha parado de pensar nisso cedo demais.

Quando foi a vez de John partir, aquela mesma dor e aquele mesmo gosto de lágrimas amargas voltaram. E, depois de um tempo, Anne tinha de aprender a habitar com a perda, o descobrimento da vida adulta e os pensamentos de como ela poderia estar agora se tivesse escutado Castiel. Mas era tarde. Anne também já havia tentando voltar ao que tinha antes com o irmão, arrependida e com o reconhecimento de que ele ainda estava ali e, para isso, ainda existia tempo, entretanto, ele foi quem a afastou desta vez.

Morando sozinha e em considerável distância geográfica — ainda que continue morando em NY — e emocional da família e poucos antigos amigos, até mesmo de Rachel, é essa a realidade de Annelies: trabalho, descanso, pensamentos, problemas da vida. Agora ela acha que talvez devesse ter aproveitado mais quando era jovem ao invés de querer crescer antes do tempo.



► Medos e/ou fobias ◄

Ataxofobia e amatofobia — medo de desordem; medo de poeiras. Se há coisas que Annelies abomine, elas se chamam desorganização e coisas empoeiradas. Sempre desgostou de mexer em coisas antigas pelo o que podem carregar e se estressa profundamente quando suas próprias coisas estão desarrumadas.

Anne também tem medo de tomar decisões erradas em situações importantes; às vezes, de como as pessoas a sua volta lhe enxergam; de perder sua saúde de algum modo e que o que aconteceu com Gizzy aconteça novamente mais tarde com ela, embora ela mal pense em ter filhos ou até mesmo se casar.


► Vícios e/ou manias ◄

Quando está na frente de muitas pessoas — muitas mesmo — tem mania de ficar mexendo nos dedos ou no cabelo. Também tem mania de cruzar as pernas e balançar freneticamente a cruzada.
Seu vício é por tecnologia em si, mas não exatamente a internet, já que não é muito conectada.


► Gostos e desgostos ◄

| G |
Branco | Frio | Salgados | Rock alternativo | Miniaturas

| D |
Marrom | Climas inconstantes | Doces em demasia | Insetos | Coisas do passado (tirando músicas e brinquedos)



R E S P O S T A S

► Antes de receber seu poder e ficar preso no labirinto, qual era a maior ambição/meta de vida do personagem?
Annelies não tinha muitas metas, mas ela sonhava em ser patinadora profissional quando criança e, talvez, esse sonho ainda exista (mas é completamente impossível). Contudo, também pensava diversas vezes em tentar novamente voltar a ser amiga de Castiel, não apenas irmã pelo sangue.

► Qual das opções de 0 a 10 descreve o nível do personagem de trabalhar em grupo?
.6 - Posso trabalhar em grupo [x]

► Qual das opções de 0 a 5 descreve o nível do personagem de perdoar?
4 - Posso perdoar se me pedirem perdão [x]

► O personagem faz mais o tipo: mataria para sobreviver ou morreria para salvar?
Morreria para salvar, com certeza, faz mais o estilo de Annelies, mesmo que a outra pessoa em questão não lhe fosse agradável.

► Em relação a fenômenos sobrenaturais, celestiais e misticismo: Cético ou crédulo?
Crédulo.

► Qual super poder escolhido?
Manipulação de energia.
Consiste na capacidade de manipular variados tipos de energia, dando o poder de gerar, transformar e mexer de diversas formas com esta propriedade.



► Música favorita?
Não há apenas uma só, mas o que se pode dizer é que ela é bastante viciada em Talk — Coldplay. E esse vício nunca passa.

► Está ciente de que seu personagem pode morrer?
Sim (trágico, trágico).

► Palavra-Chave:
O tempo não é uma flecha aqui.



Relacionamentos

► Com amigos ◄

Annelies pode ser chamada de amiga meio problemática e não é muito quem vive a procurar amizades. Contudo, quando as tem, o que marca é o fato de ela normalmente poder ficar distante por um tempo e ter dificuldade de aconselhar e se expressar, mas ela, apesar de tudo, ainda pode gostar muito da pessoa.

E, sendo assim, ela terá sua forma de mostrar que aquela é importante para si. Seja querendo saber como ela está de vez em quando, perguntando se pode ajudar em algo se houver alguma atividade no meio, fazendo alguma brincadeira, etc. Coisas que ela faz pouco com quem não é tão significante para a mesma.


► Desconhecidos ◄

Não é uma antissocial, mas, geralmente, se depender de Anne para que interaja com algum desconhecido eles podem ficar para sempre sem se falarem, mas podem existir as exceções. Sobretudo, se o caso for fazer algum favor que esteja ao seu alcance ou passar informações, não é tão difícil abordá-la.


► Inimigos ◄

Apesar de não dar motivos para tê-los, quando acontece, Anne procura ser o mais neutra possível. Acha estúpido entrar em “joguinhos” de quem é melhor que quem ou discussões, mas por defesa própria ou de alguém com quem se importe, ela pode acabar entrando neste meio.


► De 0/10, qual a facilidade do personagem em se comunicar e interagir com as pessoas?
Uns 7.

► É "paquerador"?
Nem um pouco, mas nada lhe impede de olhar quando achar a visão admirável.

► Par?
Deixo a critério da autora.

► Se escolheu que quer um par, qual seria o tipo de relacionamento ideal para o personagem? Como seria o companheiro(a) ideal?

Annelies tem fama de ser fria, portanto, alguém “sentimental” talvez se canse de seu jeito durão. Habitualmente ela não vê muito futuro em relações amorosas e isto está longe de ser algo que espere para sua vida, mas também não significa que ela não seja capaz de amar.

Anne nunca foi de ter muitos amores, mas os poucos que teve a fizeram ter uma base de como fica quando está apaixonada. Nem mesmo tal sentimento pode fazê-la alterar seu modo de ser, mas em alguma hora ela pode simplesmente decidir deixar quem gosta ciente de que ela gosta, assim mesmo, sem motivos ou avisos prévios. Principalmente se ela vir que pode estar deixando algo bom ir embora, no entanto, é normal que venha ver tal coisa tarde demais.







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