Jornal Death Note: Quando nada supera o original


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Death Note: Quando nada supera o original

Olá, pessoal! Trago a vocês mais um jornal, desta vez com o assunto do momento principalmente para os fãs de animes, principalmente para os fãs de Death Note, como esta que vos fala: o filme baseado no mangá de mesmo nome, de autoria de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata e publicado no Japão na revista Shounen Jump.

Mesmo vendo os trailers e ainda sob o trauma de Dragon Ball Evolution, dentre outros questionamentos, assumi o risco e decidi ver o filme lançado pela Netflix. Eu já fui vendo o filme sem esperar muita coisa, porque geralmente quando americano inventa de fazer filme baseado em anime e/ou mangá, já sabemos que boa coisa não sai.

Enfim, vi por minha conta e risco.

Li em alguns sites que a pretensão dos produtores do filme não era fazer uma “adaptação” da história, mas sim uma “releitura”. Só que para mim não foi nem uma coisa e nem outra. Saiu mais pra uma fanfic clichê de um universo alternativo bem sem graça.

Embora a premissa seja semelhante, a de um jovem estudante que encontra um caderno com poderes para matar aquele cujo nome for escrito em suas páginas, não há mais nada que lembre a obra original. No mangá/anime, vemos o jovem Light Yagami (ou Yagami Raito, para os mais puristas) encontrando o dito caderno e descobrindo o grande poder que ele possui e suas implicações. Já no filme americano, vemos isso sendo tratado de forma rasa e relegando a história a uma mera tentativa de filme de terror, mistério e ação... E falhando nos três gêneros. Light Turner, um zé-mané achando o caderno e usando-o de forma que me soou meio aleatória.

Não vemos no filme as coisas mais interessantes do enredo original. A ambientação é diferente e os personagens também pouco lembram a obra original. Não temos embates de inteligências, nem um bom jogo “gato-e-rato” entre Light e L. Tudo muito corrido e as cenas muito exageradas e desnecessariamente gráficas nas mortes.

Outro destaque negativo é a atuação dos atores, principalmente do protagonista, que me soou muito caricata. Um exemplo é o encontro entre Light Turner e Ryuk (que ele chegou a pronunciar como “Raiuk” e o shinigami o corrigiu). Um susto poderia ser normal? Certamente que sim, mas a forma como Light se assustou foi extremamente exagerada. Eu confesso que ri muito dessa sequência, que foi ridícula.

Se eu comparasse todos os personagens da trama do filme com os equivalentes do material original, certamente seria covardia. Nem mesmo o Ryuk – que ficou um pouco mais próximo de sua contraparte do anime/mangá – teve o mesmo carisma.

Conclusão: o filme é fraco. Se quiserem ver um live-action de Death Note, recomendo o live-action japonês. Vale a pena procurar e apreciar.

P.S.: Só eu que fiquei cantarolando mentalmente “COMO UMA DEUSAAAAAA, VOCÊ ME MANTÉÉÉÉÉÉM...” na música do encerramento do filme?


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