Jornal Os doze


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Os doze

— Era uma vez, há muito, muito tempo atrás, doze amigos que eram magos em um mundo distante. Naquele tempo longínquo, magos eram diferentes, eles tinham essência mutável, magia dentro de si e fora de si, eles eram conectados e tão fortemente unidos aos seus elementos que eles eram os elementos, não eram como nós somos agora, eles eram muito mais conectados. Eles eram especiais, assim como outros iguais a eles espalhados pelo imenso continente daquele mundo antigo.
E também havia pessoas nessa época que não eram magos, mas eram grandes pensadores tecnológicos e havia uma profecia dizendo que três fúrias se abateriam sobre o mundo e que eles precisavam se preparar, pois o mundo como eles conheciam estava prestes a acabar. Preocupados com o destino do mundo que eles amavam, esses cientistas que moravam em uma ilha separada do continente, escolheram doze desses magos com habilidades diferentes para irem até a ilha e ajudá-los a encontrar uma solução, porém eles foram enganados, esses magos foram aprisionados, escravizados e usaram eles como pesquisa. Esses cientistas queriam testar do que eles eram capazes e assim descobrir alguma fórmula mágica que unisse as dozes habilidades em um só deles para que esse super mago contivesse as fúrias. Ele foi nominado como O alfa. Seu nome de nascimento era Kai. Kai foi dividido e unido diversas vezes pois ele tinha grande resistência a morte e a ciência da época era muito avançada, no fim ele mal sabia se era ele mesmo, tinha pedaços de si em outros e de todos os outros nele. Ele acreditava que era um monstro, sem identidade própria, mesmo que sua mente ainda fosse sua. E a primeira fúria veio sobre eles e eles não estavam prontos do jeito que esses cientistas queriam e um deles, se destacou entre os demais. Ela era genial, era a dama vermelha, seu nome: Daje. Ela não só testava os poderes entre os doze, como roubou deles para si mesma. Ela pegou a cura de Lay e a força de Kris. Ela também se transformou em um monstro e não disse nada a ninguém. Ela queria o que eles tinham, alma indivisível e eterna, e para saber como manter sua alma assim, ela testou três deles, os mais poderosos e fundiu junto de magia negra as três almas em uma, esses três magos não sobreviveram claro, pois a dor era muito profunda para que suportassem, mas algo aconteceu naquela noite, as almas dos três se fundiram de tal maneira que ela soube que a partir daquele momento jamais seriam felizes uns sem os outros, a alma se desfragmentou, se subdividiu e desceu para terra para que renascesse. Eles iriam reencarnar em corpos separados, mas sempre precisariam um dos outros. Não como almas gêmeas, mas sim para não enlouquecerem no fim. Esses três foram condenados a uma existência de tragédia. Assim nasceriam sempre próximos e precisariam sempre de alguém para mantê-los únicos. A ambição daquele Dama condenou as três almas. Tao, Kris e Luhan. Os primeiros de seu nome e almas indivisíveis que ansiariam pela outra desesperadamente para toda a eternidade. Mas que não poderiam se unir por si mesmo. Principalmente porque três nunca foi um equilíbrio natural...
O equilíbrio é quatro. E as três almas antes de se fundirem com a terra procuraram seu quarto par, seu equilíbrio... O alfa de todos eles, Minseok, o primeiro de seu nome. Naquela noite metade exata da alma dele saiu de si e se uniu aos três e o que ficou, apenas seguiu o outros dois que amava. Nenhum deles soube o que houve naquela noite, a não ser um, o mais jovem que estava ali sem querer e que já não tinha mais a fala para dizer aos outros o que seus olhos viram. Sehun, o primeiro de seu nome. Ele tinha sido tão torturado que sua fala e sua memória já não funcionavam direito, mas o alfa ainda o amava e lutou para libertá-los, lutou para salvar os nove que restaram e conseguiu com muito custo a proeza.
Mas todos os danos já haviam sido feitos, o mundo estava no fim e os nove magos que sobraram já eram monstros. O tempo passou, as dores também, os magos construíram um lar para si distante no estremo do continente sul e Sehun deu à luz a uma doce menina muito poderosa. Rubiath...
Rubiath nasceu extremamente vinculada com a terra, de uma forma que ninguém tinha explicação e coisas estranhas também aconteceram no dia do seu nascimento. Minseok teve um surto de dor muito grande e morreu, quatro mortais que vivam na comunidade e que eram virgens e sacerdotisas da grande deusa mãe conceberam misteriosamente e Sehun, seu pai obteve todas as suas memórias de volta, tudo, sem exceção. Anos mais tarde souberam que uma feiticeira do Norte tinha ganhado visões e que profetizou que aquela criança teria um destino amaldiçoado, um destino ligado para sempre com a morte. O alfa, líder de todos, para proteger sua primeira filha mandou matar a feiticeira e a verdade se tornou mito e ninguém mais falou sobre aquilo. Mas verdades continuam sendo verdades mesmo que todos finjam que não é e quando Rubiath completou dez anos humanos, seu pai Sehun, a levou para fora da pirâmide e lhe contou o que aconteceu na noite em que os três amigos e Minseok foram vinculados e destinados a infelicidade espiritual longe um dos outros por causa da dama vermelha. Rubiath entendeu então o que seu pai pedia a ela pois ambos sabiam, mesmo que escondessem isso de todos os demais, que apenas ela podia unir os quatro por um amor tão forte que seria capaz de trazer paz a eles, seria uma tarefa árdua, difícil e quase impossível, mas ainda assim possível e que se um dia ela conseguisse unir todos, os verdadeiros donos das almas dos primeiros, porque sempre haveriam cópias, se ela conseguisse poderia então voltar para casa. Os originais estavam fadados a renascer para sempre, sempre e nunca descansar, mas se ela conseguisse unir os quatro, então o destino a libertaria. Rubiath aceitou o pedido, assim como aceitou o pedido para não procurar a dama vermelha e se vingar. Sehun era muito caridoso e sua filha tentou, ela tentou, mas no fim ficou frente a frente com a mulher que torturou os pais e lhe deu um ultimato, iria partir da Terra e nunca mais voltar, se ela voltasse, a torre derrubava a outra. Só haveriam duas torres originais em cada mundo e Alessa já tinha nascido. Não havia lugar para a dama vermelha. Daje aceitou porque quem era ela diante da fêmea feroz? Ela partiu com sua irmã Hanana, mas escondida ela nutriu seus poderes em um mundo distante sempre vigiando esse, para um dia voltar e roubar a Terra da primeira filha de homens. Rubiath nunca a perdoou por tirar a vida dos três e condenar os quatro magos, mas ela tinha sua própria tarefa e aquela era sua principal atenção e objetivo de vida, afinal era um pedido de seu pai, um pedido muito querido e importante. E em cada vida que ela voltava, ela ia rumo aos quatro para tentar uni-los, mas era difícil, seus temperamentos eram complexos e Rubiath sempre se apaixonava por eles. Ela usava o artifício das almas gêmeas para que aceitassem um aos outros, mas nunca foi vitoriosa completamente...
Contudo surgiu algo que nossa heroína não esperava. Xiao. Ele era uma cópia, não o verdadeiro Luhan, contudo ela via nele o consorte do outro, fora que o amava enlouquecidamente. Mas Luhan na época tinha morrido e quando voltasse não ia encontrar Xiao, pois Xiao na época em indomável e brutal, ela então decidiu colocá-lo para dormir e dar um jeito para que fosse possível ela mesma não dormir e a saída era se tornar serva do deus dos mortos. Assim estaria desperta entre uma vida e outra e poderia vigiar Xiao de onde estivesse. Ela fez um acordo com Hades, se fez de bruxa comum e viveu assim até que as lembranças de tudo retornassem...


Fragmentos de Rubiath

Escutando: Gaelic Folk Song

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