Jornal Quero Sim!


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Quero Sim!

Em um momento de puro caos, eu quero ser capaz de olhar para dentro e encontrar ali todas as razões do mundo para manter o sossego, a minha paz de espirito, porque as maiores desavenças começam pelo interior. Somos nós o nosso pior e maior inimigo. Durante a tempestade que chega inesperada e incontrolável, quero ter um olhar manso e uma alma serena de quem sabe e espera paciente pelo arco íris. De quem nunca perde a fé. E quando me encontrar diante do arco íris quero estar consciente de que é uma bela natureza momentânea, e ainda assim, ser verdadeiramente grata a isto, ao instante, por mais breve que seja. Não quero carregar bagagens pesadas nesta e em nenhuma instância que eu tiver a sorte de pousar, invés disso quero ter a carga “leve” dos ombros que trabalham duro, mas trabalham honestamente. Quanto ao contrário do honesto, por incrível que pareça, para lidar com este eu quero ter compaixão, a incrível sensibilidade – e audácia, talvez até inocência – de que um puxão de orelha meu o faça ponderar algum dia. De que uma dose extra forte de sinceridade seja o pingo do “i” que faltava para provocar uma boa mudança. Bem como quero ter o dom para perdoar as ofensas, inclusive as proferidas pelos que não sabem ou não conseguem pedir perdão, que infelizmente pensam que ao envenenar o outro estão tomando o antídoto para a própria enfermidade. Engana-se quem a esta altura crê que estou sendo puritana demais, desejando somente o lado bom da vida quando na realidade sou movida pelos testes e provações, pelos baixos dos altos. O que eu quero – e quero sim! – é ser luz, mesmo quando tudo à minha volta for escuridão.

Escutando: Mirrors, Justin Timberlake
Lendo: Mulher Magnética
Bebendo: Café

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