Jornal Tudo sobre Itália - Dia 1 e 2


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Tudo sobre Itália - Dia 1 e 2

Finalmente aqui vos trago a primeira parte do meu guia sobre a viagem a Itália. Em 13 dias ocorre muita coisa por isso... hum... é capaz deste guia vir a ser dividido em uns 6 jornais. Espero que não se importem kk ^ ^`
Dia 1 e 2: Lisboa ---> Madrid ----> Roma ----(Sienna)----> Florença

Dia 1

- Levantámos às 7:00h e partimos num táxi para o aeroporto de Lisboa. A primeira música ouvida dentro do veículo foi “Diamonds” – Rhianna (Sou o tipo de pessoa que repara em detalhes insignificantes, sim)

- Aterrámos no aeroporto Leonardo da Vinci depois de termos feito escala em Madrid. O segundo avião era maior que o primeiro, tinha 8 assentos em cada fila, o outro apenas 6. Possuía também dispositivos electrónicos com filmes, jogos, músicas, GPS, sei lá mais o quê. Fiquei à janela nos dois voos (sorte que o meu irmão não gosta de ficar à janela, daí não temos que disputar). Foi tranquilo, não sofro dos ouvidos. Ademais, o ipod ajuda a anular o efeito que as variações de pressão exercem sobre o tino, especialmente se souber-mos escolher as músicas certas e o momento em que as pôr a tocar. Os acordes de música Rock são os meus preferidos para essa “tarefa”.

- O almoço, em Madrid, consistiu numa salada de aeroporto. O melão estava azedo, não o quis comer. Como o meu irmão estava particularmente (e estranhamente) atencioso nesse dia, ele deixou-me ficar com parte da pizza quatro queijos dele. Ainda bem, né, senão já viram a fome que eu ia passar?

- No aeroporto de Madrid, para chegarmos ao avião, tivemos que andar de metro. Não sabia que haviam metros dentro dos aeroportos.

- As malas demoraram tanto tempo a serem recolhidas após os dois voos que eu decorei a sequência das cores das malas de todos os passageiros à medida que passavam pelo tapete rolante. E olhem que nem sou muito boa em joguinhos de memória.

- Alugámos de seguida um Mercedes para realizarmos pacificamente a nossa turnê por Itália (ou não tão pacificamente assim kkk ;D). Primeira palavra Italiana aprendida: Uschita – Saída.



- Perdemo-nos no caminho para o hotel Cássia em Oligatha, isto porque o GPS não funcionou tão bem como dejesáramos. A discussão sobre a trilha certa decorria enquanto eu observava a vista nocturna de Roma. Nada de muito especial, afinal, estávamos nos arredores do aeroporto e não em estradas turísticas. Acabámos por parar numa bomba de gasolina. A mãe comprou um mapa e uma água com gás (acidentalmente, ela queria era uma natural)
Dica: As garrafas de água com gás são geralmente azuis, as naturais verdes ou transparentes. De qualquer forma, verifiquem sempre se no rótulo está escrito frizzante ou naturale.

- Encontrámos, por fim, o hotel. Tem uma garagem, luzes que parecem de discoteca a iluminar a entrada (umas brancas normais ficavam menos excessivas na minha opinião). Razoável, sabem? Tinha uma varanda e uma divisória entre o local em que eu e o meu irmão dormíamos e o dos meus pais (viva, livre do ressonar do meu pai). Não tinha elevador e haviam infiltrações nas paredes (no Inverno poderia ser um problema). A wi-fi é grátis (mas não tive tempo de utilizá-la). Recordo-me que as camas eram bem durinhas. Incomodou um pouco ao início, mas acordei com as costas uma maravilha.




Vista da varanda do Hotel Cassia

- Jantámos no Poggeto, um restaurante tipicamente Italiano. O que comemos foi o seguinte:


Meu primeiro prato de massa. Estava delicioso! :9


A carne Italiana é tão macia. Sério! :O
O molho de limão ajudava a que não ficássemos tão empanturrados.



O menú Italiano realmente enche, pois é constituído pela entrada (antipasto), primeiro e segundo prato e sobremesa + café + vinho. E eu que sou uma pisca em relação à comida. Se tenho algum dos sete pecados capitais, gula não é com certeza.

Dia 2

- 7:00 horas, novamente, o momento de levantar. O pequeno-almoço não estava mal, descobrimos (eu e a minha família) que manteiga neste país se denomina burro. Havia uma lomba entre as mesas e os carrinhos de self-service na qual eu tropecei umas duas vezes e quase entornei o leite todo >.< (cuidado, as lombas são malignas).

- Partimos em viagem para Florença (Firenze). Grande parte do dia foi ocupada pela travessia. De notar que nos cruzámos com uma cidade típica, Sienna, de onde vem a cor castanho sienna. Está por todo lado, essa coloração marrom avermelhado: nos muros, nas paredes das casas…

- O almoço consistiu nuns biscoitos (foi o que deu, almoço volante, mesmo)

- Chegados a Florença visitámos a catedral “Duomo” e o “Baptisfério”. Do lado exterior deste último via-se a réplica da “porta do paraíso” (assim denominada por Miguel Ângelo). Confiram as imagens, junto de cada uma colocarei algumas informações teóricas.
P.s: Não entrámos na catedral porque já eram 5:00 da tarde, hora do fecho.



A Catedral de Santa Maria del Fiore é o "Duomo" de Florença.
Demorou seis séculos para ser construída. O projecto básico foi elaborado por Arnolfo di Cambio no final do século XIII, e a cúpula é obra de Filippo Brunelleschi.


A porta do paraíso.
Em 1401, uma competição foi anunciada para a execução das Portas Norte do Batistério. Competiram sete escultores e quem ganhou foi Ghiberti. Em 1425 recebeu uma segunda encomenda: as Portas Leste. Ajudado por mais dois artistas, utilizou uma nova técnica que conferia relevo e profundidade. Os dez painéis correspondem a cenas do antigo testamento.
De cima para baixo, da esquerda para a direita:
1 - Adão e Eva expulsos do paraíso
2 - Caim mata Abel
3 - A embriaguez e o sacrifício de Noé
4 - Abraão e o Sacrifício de Isaac
5 - Esaú e Jacob
6 - José vendido como escravo
7 - Moisés recebe os 10 mandamentos
8 - A queda de Jericó
9 - A Batalha com os Filisteus
10 - Salomão e a rainha do Sabá
De 10 conheço só 5 *cof* *cof* Se calhar é melhor começar a ler a Bíblia.

Confiram aqui: https://vid.me/pttn
O bocejo do meu pai em Florença. Foi uma pequena vingancinha, na verdade. Ele sempre nos tira fotos sem avisar e ficamos quase sempre com cara de bunda, como as pessoas normais geralmente ficam quando são fotografadas de surpresa.

- Comemos os primeiros gelattos. Os sabores que escolhi foram manga e pêssego + avelã (1º gelado) e stracciatella (2º gelado). Mas provei também um sabor rosa que nunca vim a descobrir o que era e kiwi.

- Nesta linda cidade visitámos outros lugares, não tão centrais como a catedral ou o Baptisfério. Foram estes o mercado novo e a praça “Piazza della Signoria”. No mercado existe uma estátua de javali (um animal simbólico da área de Toscana). O nariz do bichinho estava fortemente dourado, por causa do toque dos turistas. Segundo a tradição, tocar no focinho desse javali traz dinheiro (? – Escutei rumores) e a possibilidade de voltar a Florença.
Depois da pausa para comprar ímans de figorífico, eis a praça. Mosto agora algumas estátuas e explico a que se referem ou o que simbolizam.


O javali do mercado novo


O Rapto das Sabinas, uma estátua de Giambologna de 1583, com três figuras entrelaçadas esculpidas a partir de um único bloco de mármore.


Não se vê muito bem, mas é Perseu com a cabeça da Medusa na mão. Ele acabou de decapitá-la. Para os menos peritos a mitologia, Medusa é aquela mulher com cabelos de serpente que consegue transformar as pessoas em pedra com o olhar.


Deus Neptuno, o dos mares, com os seus cavalos. É obra de Bartolomeo Ammannati e celebra as vitórias navais da Toscana.

- Depois de tanta passeata, a noite cai. Atravessámos a ponte “Vecchio”, muito conhecida pela sua estrutura invulgar e pela enorme quantidade de ourivesarias. Um dos pontos altos de Florença, dizem, é ver esta ponte a sol-posto.



- Jantámos num restaurante que recomendo, Grillo. A comida é muito boa e a confortabilidade garantida pois as esplanadas têm esguichos de vapor de água que refrescam os clientes. Em muitos lugares, se ficamos na esplanada durante a noite, somos atacados por melgas. Mas, por acaso, em Florença nem foi muito penoso. Se calhar tive sorte. Mas o que é meu estava guardado, nem eu imaginava o que me esperava em Roma, dias mais tarde.
Adiante, deparem-se, por fim, com os pratos:


Prato do meu pai


Outra vez do meu pai - Uma sopa de legumes Italiana


Prato da minha mãe (mas que eu quase comi todo ^ ^`)
Batatas Gnocchi *o* Vcs têm que provar, derretem na boca <3


Minha Pizza. É vegetariana, tem tomate, mozarella, azeitonas e umas coisas verdes que suponho serem courgettes (bom, é vegetal)
O meu irmão tomou uma pizza Margaritha que é igual a esta só que sem a "cobertura"


E novamente o meu pai (sapão comilão tra lá lá)


O segundo prato da minha mãe. É frango, acho eu :3

Hum… quase me ia esquecendo de mencionar um pormenorzinho. O preço. É… não queiram saber. Saímos do restaurante com a carteira mais leve kkk ^ ^`

- Ai, ai, e, finalmente, a aventura inusitada. Não fôramos de Mercedes para a cidade mas sim de autocarro (sugestão da mulher do hotel aonde ficáramos hospedados). Na ida tudo certo, para voltar é que foram elas. Começámos logo com o pé esquerdo apanhando o autocarro errado, mas demos pelo erro antes de este começar a deslocar-se. Até aí tudo bem, foi um mero erro. Mas no autocarro seguinte (o correto) fomos expulsos porque não tínhamos bilhete. O facto é que não havia como comprar bilhete. A única maquineta dos infernos estava avariada. Os outros turistinhas dispersaram, devem ter apanhado um táxi. Mas como o meu pai é teimoso (ele estava, na verdade, a espumar de raiva) entrou no 14BC seguinte e levou-nos, ao resto da família, a reboque. Não disse nada ao motorista. A minha mãe estava naturalmente muito nervosa com a situação. A multa a pagar se descobrissem que estávamos sem bilhetes (repito, não tinha como comprar os bilhetes. Pegar o táxi ia ficar uma fortuna porque o hotel era muito longe) era de 300$ por cabeça. Para cúmulo, executámos uma saída precoce no meio do nada (a minha mãe contou mal as paragens -.-). Andámos um pouco, perdemo-nos, esperámos até às 11:15 por um novo autocarro (este camionista já nos vendeu os bilhetes, não foi como o outro). Assim, depois desta gigantesca confusão, chegámos ao hotel “Corolla”.
Moral da história: Levem sempre o vosso Mercedes para todo o lado onde forem.

Gostaram desta primeira parte da viagem? Acham que meto pormenores a mais e devo resumir as próximas partes?
No jornal seguinte, partam comigo para Mantova e Cavriana, onde se encontra um parque de atracções de morrer por <3



Nota: A fotos foram todas tiradas por mim e pela minha família. São todinhas da minha autoria, portanto.

Escutando: Fight inside - Red
Lendo: O quinto mandamento (o meu pai sugeriu)
Assistindo: https://www.youtube.com/watch?v=vxAbQKgn2Eg
Jogando: Aproveito a ocasião para dizer que tenho um Plumobec novinho em Eldarya *-*
Comendo: Manhãzinho (mais prático que fazer torradas, eu sou preguiçosa, lembram XD?)
Bebendo: Actimel sabor morango

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