Lista de Leitura: Yoongi/Bts

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1 história
Fanfic / Fanfiction Bittersweet - SUGA
Em andamento
Capítulos 12
Palavras 20.542
Atualizada
Idioma Português
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Gêneros Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
11 anos após ter saído da Coréia do Sul, com suas cicatrizes e sofrimento ainda presentes na sua mente, Sophia agora retorna. Mais madura, forte e confiante, será que ela conseguirá superar seu passado e seus maiores pesadelos? E será que ele, o responsável por toda sua dor, poderá ocupar um espaço em sua vida???


SINOPSE COMPLETA ESCRITA EM 1ª PESSOA PELA PERSONAGEM PRINCIPAL, QUE SE DIRECIONA AO LEITOR

Meu pai e minha mãe haviam se mudado para Coréia duas décadas atrás, após uma proposta de emprego como coreógrafa para minha mãe, na verdade o correto seria dizer que foi um retorno para minha mãe, após 17 anos, ela voltou para sua terra natal. Meu pai facilmente arranjou um emprego como nutricionista. Dois anos se passaram, e então eu, que dizer, Sofia nasceu... Pelo que me lembro, essa é a história de meus pais, de como foram parar na Coréia.
Como nasci na Coréia, meu nome na certidão é coreano, Park Min Hee, mas meus pais me chamavam de Sofia. Eu cresci falando tanto coreano , como português (e mais futuramente, no ensino médio, aprendi inglês) . Isto parece ótimo, uma família feliz de brasileiros que se deu bem na Coréia, mas não é bem assim.
A pequena eu precisava ir a escola. O problema nisso? Apenas o bullying diário que, segundo os meus colegas, “uma vira-lata puta como eu merecia”. Sucos, chutes, cuspes, xingamentos, empurrões, sabotagens, etc. Grande parte por Yoongi. Eu sucumbi. A pequena eu, a eu de apenas 11 anos, não aguentou. Foi quando eu tentei me matar.
Um longo e profundo corte no meu pulso, feito com uma tesoura. Eu me esvaia, enquanto ouvia meu pai gritar no banheiro na minha frente, o desespero estampado no seu rosto.
Foi então que os psicólogos vieram, um atrás do outro, um ciclo eterno. Um deles, um doutor mais novo, em torno dos 35, com o palito longo, e um óculos redondo, ele recomendou que minha família voltasse ao Brasil. “ A sociedade aqui rejeita a Sofia pela sua raça, mas a Sofia também rejeita esta sociedade de certo modo. Vejam, ela não consegue se encaixar aqui...Eu acredito que o melhor seria, se vocês se mudassem para o Brasil. Assim, ela deixaria para trás grande parte das lembranças, por estar em um local novo, e as chances de adaptação dela lá são maiores”... ele havia dito isto, e minha família aceitou. Ele errou na ultima parte, as lembranças ainda estão aqui, e a adaptação, nunca ocorreu. Eu nunca serei uma brasileira, e nem nunca uma coreana.
Mas agora, cá estou eu de volta a Coréia... mas dessa vez não deixarei as lembranças me aterrorizarem e nem algum coreano me julgar como inferior, desta vez, eu vim preparada para tudo que vier, para o meu destino.
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