Notícia Fandubers No Estadão! Karol também!


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Fandubers No Estadão! Karol também!

Oi gente!
Fiquei remoendo a semana toda pra postar essa news aqui, já que o Loz9 tocou no assunto de dublagens, tomei coragem pra postar finalmente!

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Olá pessoal, vejam que legal esta matéria do excelente jornalista Gustavo Miller, sobre as fandublagens brasileiras. Na matéria ele menciona o início de tudo com o clássico "Batiman - Feira das Frutas" e cita a nossa querida Dublanet, com a participação da Karol Chan....show de bola!!!!

Palavras do AJ Oliveira do fórum Dublanet.

Segue a matéria transcrita do jornal:


Versão brasileira: internautas

Internet está repleta de dublagens feitas por brasileiros, de tirações de sarro até séries e desenhos inéditos no País


: Gustavo Miller


Robin é gay e o Coringa quer traçar a tia do Batman? Seu Madruga é 'drogadito' e vive chapado? Darth Vader ficou louco da vida porque sua tropa estelar não acha de jeito nenhum seu headphone?

Calma, o mundo do cinema e da televisão não virou de cabeça para baixo. Mas, na internet, o mesmo já não se pode dizer mais: circulam pela web diversas paródias de seriados e filmes. Todos têm em comum o fato de serem dublados - não aquela dublagem de estúdio, feita por profissionais, mas a criada por internautas, em sua próprias casas.

Com a facilidade tecnológica de hoje, basta um computador, um determinado software, uma conexão de internet e uma idéia na cabeça para que a brincadeira já se arme. E aí vale de tudo: de tirações de sarro feitas por uma só pessoa, em que o palavrão come solto, até as dublagens superorganizadas e globais dos fandubs.

Mas não adianta. Falar de redublagem no Brasil é associar essa palavra a vídeos que parodiam outros trabalhos. Curiosamente, a obra-prima desse gênero é de 1981: Batman - Feira da Fruta, feita pelos amigos Antônio Camano e Fernando Pettinati. Os dois gravaram em um videocassete (algo raro na época) um capítulo da série Batman, dos anos 60.

Sem moderar o linguajar, eles substituíram as falas de todos os personagens por um monte de palavrões. A fita VHS do vídeo circulou por anos de mão em mão, e na web virou um clássico antes do YouTube.

Todo mundo se diz inspirado pela série (da onde vocês acham que surgiu o Tela Class, do Hermes & Renato?).

O baiano Marcelo Andrade, de 19 anos, é um deles. Junto do primo Yuri e do vizinho Pietro, comanda a MYP, espécie de 'produtora caseira' especializada em dublar trailers de filmes e seriados. Bimbaville, por exemplo, é uma sátira de Smallville. 'É pura idiotice e besteirol', ri.

Como quase todo dublador amador, para realizar suas brincadeiras Andrade primeiro baixa o vídeo original do próprio YouTube ou de servidores gratuitos, como RapidShare. A edição do áudio ele faz com o programa Sony Vegas, tirando o áudio da voz dos atores. Em seguida, dubla tudo com um microfone baratinho. Ao final, edita sua voz em cima do áudio retirado.

Ele jura só divulgar o vídeo quentinho do forno para os amigos mais próximos. Mas, daí, já viu: um fala para o outro, alguém põe no YouTube... Com Gabriel Rezende, de 21 anos, foi assim. Ao lado de dois amigos, ele é autor de dublagens que sacaneiam Chaves e Jiraya. Os vídeos bombam no YouTube, mas o último trabalho deles é de 2005! 'Tem vídeo nosso lá com o crédito do Hermes & Renato!', diz.

Algo curioso é que os vídeos 'bombam' por acaso, como Chaves - Tráfico na Vila. Realizado pelo publicitário Rafael Gasparian, o vídeo nasceu de um dia em que estava de folga na produtora Tá Surdo?. Sem querer querendo, ele achou um episódio de Chaves em que Seu Madruga está com muito sono. Com Gasparian, o pai da Chiquinha estava, na verdade, pra lá de chapado.

O vídeo era para ser uma brincadeira interna da produtora, mas sabe como é... 'A gente fez um monte de trabalho, mas é o Chaves que acabou virando referência profissional para a empresa', brinca.

'Fandubs' jogam na web séries inéditas


Quando se fala de dublagem na internet, logo se pensa que só existem trabalhos repletos de palavrões e conotações sexuais, certo? Errado, e muito. No Brasil, faz muito sucesso os fandubs ou, em uma versão 'abrasileirada', as 'fãdublagens'. Os fandubbers são pessoas de diferentes faixas etárias que criam projetos coletivos de dublagem, geralmente de séries e desenhos japoneses que não estrearam na TV brasileira.

Um fandub funciona assim: é preciso que alguém tenha a idéia de criar um projeto (como dublar um anime). Existem pela internet diversos fóruns e comunidades de fandubbers - vide - e lá divulga-se a idéia, mostrando uma lista dos personagens disponíveis para dublagem.

Quem se interessar responde ao tópico. O criador então manda para o e-mail dos solicitantes o trecho do filme em que os personagens escolhidos aparecem. O internauta, de sua casa, grava a cena com sua voz e envia o arquivo de volta. No final, o editor monta tudo.

A professora Karoline Garcia, de 22 anos, edita a animação Fruits Basket (furubaprojectbrazil.cjb.net). Desde 2001 no ar, a série nunca passou aqui. Segundo ela, 12 pessoas de diversas partes do País estão no projeto. 'São vários sotaques e peço para eles tentarem amenizar isso', diz.

Para fazer o trabalho, Karoline baixa o vídeo original da série, além da versão legendada em inglês (feita por fansubs, os fãs de legenda). Ela traduz para português o que lê e cria os diálogos a serem dublados. O processo é demorado e apenas um episódio demora meses para ficar pronto. Isso acontece porque o pessoal demora para enviar o material e porque a edição do áudio é complicada (como as ferramentas são amadoras, a gravação de som não é de alta qualidade).

Karoline usa os programas Vegas para sincronizar a imagem, SoundForce para misturar efeitos e o software livre Audacity para a gravação de som. Se um dia Fruits Basket estrear na TV, ela jura tirar tudo da web. 'Nossa dublagem é feita por paixão. Quem tem de ganhar dinheiro é o criador da série, então comprem os mangás e DVDs licenciados', diz.

Amadores sonham ser profissionais um dia


Tudo bem, grande parte dos internautas que se arrisca na dublagem está ali para se divertir e tirar um sarro. Mas, ao mesmo tempo, há muita gente que pretende um dia seguir a carreira de dublador. A estudante Letícia Celine, de 17 anos, dubla fandubs há três e quer seguir na profissão. Dona de uma voz doce, ela resume o espírito fandubber: 'Somos amadores, mas não queremos mostrar que somos. É um aprendizado para o futuro', diz ela, que participa atualmente do anime Ouran High School Host Club.

Para ser dublador profissional no Brasil é preciso ter o registro de ator. 'Não pode haver a banalização da dublagem. É uma profissão que exige conhecimento de português, inglês e interpretação', diz Wendel Bezerra, dublador de 33 anos que está no ramo desde os 8 anos.

A pedido do Link, Bezerra, que faz a voz do Bob Esponja, analisou algumas dublagens que circulam pela web. 'São legais e bem feitas, mas somente têm valor como uma brincadeira, um 'dublokê'', comenta.

Maria Ines Moane, diretora artística dos estúdios Álamo, disse que em uma temporada de Os Cavaleiros do Zodíaco viu um personagem ser dublado tão bem em um fandub da série que acabou chamando o dublador para fazer a voz do mesmo personagem na versão oficial. 'Mas ele já era profissional antes', explica.

O comerciante Gleison 'Zeguêl' Benjoino, de 24 anos, usa o YouTube como canal para um dia se tornar dublador. De Bom Conselho, interior de Pernambuco, ele dubla desenhos da Disney, grava o áudio com o microfone de sua filmadora, passa todos seus DVDs para o PC e até baixa as trilhas sonoras para o áudio ficar perfeito. 'Dá um trabalho da 'poxa'! Por enquanto estou apenas brincando.'

Fonte: O Estado De São Paulo - 25/06/07


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