Notícia Preconceito contra os games diminui, dizem leitores


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Até hoje os games são erroneamente relacionados a brinquedos.

Até hoje os games são erroneamente relacionados a brinquedos.
Há algumas semanas, Kay Hymowitz, colunista do jornal Dallas Morning News opinou que homens entre 20 e 30 anos deveriam largar seus controles e crescerem. Pouco depois, Kate Muir, da seção dedicada às mulheres do jornal Times, fez coro à colega, dizendo que videogames são brinquedos.

Em seu artigo, intitulado "Idades Médias" ("The Dark Ages", no original), Muir disse que esses "homens-adolescentes" que se refugiam nesses mundos de fantasia oferecidos pelos videogames são pessoas desconfortáveis com o mundo real. No entanto, não critica filmes, livros ou novelas, mas apenas os games.

Não é de se estranhar que um artigo "anti-game" seja escrito e publicado justamente no momento em que se nota um grande despertar do gosto das massas pelos games. A história nos conta que toda mídia em ascenção já foi vítima de preconceito dos indivíduos mais conservadores ou tecnófobos. Aconteceu com o cinema, com os quadrinhos e há anos acontece com os games.

Segundo uma enquete realizada no Fórum UOL Jogos, 61% dos 318 usuários que participaram acreditam que embora o preconceito contra jogos eletrônicos e jogadores esteja em queda, ele ainda existe. A segunda opção mais votada foi a de que os games ainda são considerados brinquedos para crianças por muita gente, e que o preconceito ainda é predominante, com 31% dos votos.

"As pessoas têm uma dificuldade enorme em assumir que os games são uma forma de lazer", disse o usuário Carlucio. "Se você vai para a balada ou fica em casa vendo um filme, você é bom, se lê um livro, você é culto, mas se passa seu tempo jogando videogame, você é anti-social", ressaltou, criticando a maneira tendenciosa e preconceituosa de como os games são vistos por muitas pessoas.

O preconceito contra jogadores mais velhos, que acompanham os games desde os primórdios, também foi levantado. "Jogo desde 1981, quando nasci, pois meus irmãos já tinham videogame", contou Giando. "Hoje jogo menos por causa do trabalho e das obrigações. Me parece que atualmente as pessoas têm vergonha de demonstrar a satisfação de jogar. Percebo isso pelos meus amigos e conhecidos que jogavam quando eram jovens e hoje não jogam mais. Quanto a mim, sofro preconceito até da minha esposa, que não entende minha paixão pelos games".

Para o usuário InsaneGamerX "os jogos são como os filmes, com a diferença de que são interativos", e explica o preconceito contra os games à sua maneira: "Existem filmes para crianças e para adultos, assim como existem jogos para crianças e para adultos. Os jogos não foram necessariamente projetados para crianças, mas no início, foi este o público que mais se envolveu com eles, por ter mais tempo livre e pelo aspecto infantil. Daí a relação entre os videogame e as crianças".

Por outro lado, com o avanço da indústria e a "massificação" dos games (principalmente em países como Japão e Estados Unidos, em que os jogos eletrônicos já fazem parte da cultura popular), tudo indica que o preconceito se tornará inexistente dentro de alguns anos. "Antes taxados como um passatempo exclusivo de crianças e nerds, hoje, com a ajuda de consoles como o Wii, os games têm expandido seu público para jogadores casuais. E com superproduções ganhando cada vez mais evidência, a mentalidade de que videogames são coisas de criança tem diminuído também", acredita GrayFoxBH.

Uma maneira interessante de constatar que o preconceito está se extingüindo, já comentado inclusive por grandes nomes da indústria, como Will Wright, criador de "The Sims", por exemplo, é trazida à tona por JPA. "A geração que teve o videogame muito presente na infância está hoje com uma idade entre 25 e 30 anos. Só agora estão começando a ter filhos e a ocupar posições importantes na sociedade. Daqui uns 20 anos, qualquer idoso vai ter jogado videogame, ou pelo menos terá vivido numa sociedade em que o videogame foi um dos principais meios de entretenimento".


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