Notícia 'Quake' encontra 'Battlefield' em 'Enemy Territory'


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"Quake" tem lugar garantido entre os jogos de tiro fundamentais para a boa formação de um cidadão. Ao lado de "Doom" e "Wolfenstein", para citar os antigos, ele ajudou a definir padrões do gênero de tiro em primeira pessoa, que evoluiu muito desde 1991. Jamais apagada da memória, mas depois de anos longe das prateleiras, a famosa série é resgatada em "Enemy Territory: Quake Wars", que coloca humanos e alienígenas em batalhas campais ao estilo popularizado pela série Battlefield.

Esqueça os corredores fechados e o tiroteio frenético. "Quake Wars" é tiro tático, e obriga o jogador a agir em equipe. São dois exércitos lutando pela Terra – humanos e Stroggs. As missões, espalhadas por 12 mapas, alternam os objetivos de cada exército entre atacar e defender. É fundamental escolher a classe de soldado de acordo com as missões propostas, saber se comunicar com a equipe e estudar o inimigo.

Cada raça tem suas particularidades e armas específicas. Os alienígenas Strogg, por exemplo, podem converter energia em munição, e vice-versa. Os humanos têm armas mais "convencionais", e são a melhor escolha para as primeiras horas de combate.

Cada exército foi caracterizado com os mínimos detalhes - alienígenas, quando iniciam alguma contagem de tempo, referem-se aos "minutos da Terra" (ou "Earth minutes"). Mas apesar dessa competente adaptação do universo "Quake", o jogador que não tiver boa conexão de internet pode se decepcionar.

Tudo ao mesmo tempo


Apesar da explosão de informações que provoca na tela, "Quake Wars" consegue, como poucos, situar o jogador nos acontecimentos de uma grande guerra. Existem mapas, indicadores de saúde, informações sobre as armas, setas indicando aproximação de outros jogadores, texto mostrando as ações mais recentes e um menu com as missões disponíveis. A poluição visual é notável, mas as informações são eficientes.

Não existe um sistema de comunicação por voz com a equipe, deficiência que é resolvida com a lista de missões. De acordo com os avanços de cada exército durante uma fase, a lista é atualizada e cada jogador pode escolher qual objetivo vai cumprir, além de saber exatamente quais companheiros estão engajados em cada tarefa.

On-line x off-line

Cada missão é dividida em etapas. Antes de explodir um quartel Strogg, por exemplo, os humanos devem recuperar um ponto de controle, montar um radar e depois desativar uma barreira de proteção inimiga, nessa ordem.

É um formato que se encaixa perfeitamente nas partidas on-line, mas faz com que a disputa off-line, contra o computador, torne-se repetitiva, de tão equilibrada: você conquista um ponto de controle e logo o perde, impede o avanço inimigo e logo é massacrado novamente. Portanto, treine off-line e divirta-se on-line.

Cada exército tem suas próprias classes, que se equivalem, mesmo sendo diferentes. Os humanos têm engenheiros, os stroggs têm construtores. Humanos têm médicos, stroggs têm técnicos que "consertam" os circuitos quebrados. No total são cinco classes, que se subdividem em outras, de acordo com as armas desejadas.

Os veículos também têm papel estratégico importante. Lanchas, quadriciclos, caminhões, tanques, helicópteros e até jetpacks oferecem diversas opções de ataque e defesa.

Um pouco tarde

Se pensarmos que "Battlefield 2142" não foi o sucesso que todos esperavam, "Quake Wars" funciona como sangue novo no gênero, com batalhas disputadas, armas e classes de soldados incomuns – embora o ambiente não seja dos mais envolventes. Até o sistema de "evolução", que dá pontos de experiência para o jogador de acordo com objetivos conquistados, é um conceito simples que foi muito bem aproveitado.

Mas "Quake Wars" chegou tarde. Se tivesse sido lançado em julho, teria larga vantagem. Mas, infelizmente, foi lançado no último trimestre do ano, disputando a atenção de jogos multiplayer incríveis como "Call of Duty 4" e "Team Fortress 2". De qualquer forma, é a melhor opção atual para os estudiosos em "Quake" ou para os decepcionados com "Battlefield 2142".

Fonte: Globo.com

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