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O que se aprende com o filme das crianças lobo?


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O que se aprende com o filme das crianças lobo?

Sabe aqueles filmes que trazem uma lição e tanto pra sua vida e que, de um jeito simples e nada forçado, conseguem arrancar muitos sorrisos, risadas e - por que não? - lágrimas de emoção? Isso e muito mais eu encontrei em Ookami Kodomo no Ame to Yuki (traduzindo: "Crianças lobo: Ame e Yuki"), que desde a primeira vez que o assisti, se tornou um dos meus favoritos de todos os tempos. De verdade.

Logo de cara eu me identifiquei com uma das personagens principais, a Hana. Aparentemente quieta, bem na dela, uma universitária solitária que um dia notou um rapaz em uma das aulas da faculdade que anotava tudo que o professor falava freneticamente, tudo isso porque ele não tinha o livro para acompanhar. Muito prestativa, ela foi falar com ele, a fim de ajudá-lo a assistir melhor às aulas. E assim, depois de um tempo, eles começaram a se relacionar. Não vou falar muito sobre a história em si, senão quem ainda não viu fica prejudicado.

O que eu quero dizer com esse jornal é que esse filme foi - e ainda é - uma terapia para mim. Só como exemplo, eu já pensei muitas vezes em desistir da faculdade por motivos pessoais, principalmente neste semestre que está acabando. Sendo bastante honesta, um desses motivos é a solidão. Não é uma coisa que eu não goste, eu curto demais ficar sozinha, não ligo nem um pouco de não ter amigos na faculdade, mas chega uma hora que as pessoas ao seu redor jogam isso na sua cara de um jeito tão hostil, tão terrível, que fica difícil você enxergar essa sua característica mais reservada como algo bom. É como se eles quisessem te obrigar a ser como eles, é como se o meu jeito de ser não prestasse pra nada.

Um dia eu resolvi parar tudo que estava fazendo - até matei o resto do dia de aulas -, porque essas situações estavam me estressando tanto que eu achei que poderia ficar louca se continuasse pensando naquilo. Então, peguei o computador, me joguei na cama e fui ver qualquer coisa que pudesse me livrar daquele momento. E me lembrei do quanto eu tinha gostado desse filme (que eu já havia assistido há um tempo) e de como ele me fez sentir sinceramente feliz na época que o vi pela primeira vez. Fui vê-lo de novo e - sem brincadeira, é sério isso - quando acabou, eu era outra pessoa. Totalmente relaxada, completamente revitalizada, com a mente limpa. E com um sorriso muito sincero no rosto.

Isso porque eu fui lembrada de que não importa as dificuldades que você enfrenta agora, se você mantém um sorriso mesmo nas situações difíceis e se esforça naquilo que acredita ser o certo, com certeza as coisas boas virão. Elas podem demorar, sim, mas é certo que virão. Eu pelo menos acredito nisso. Lembro muito bem quando eu fui confessar pela primeira vez com um padre (eu devia ter uns quatorze, quinze anos). Dentre outros pecados (ehehehe), eu disse que tinha inveja dos meus colegas, porque eles eram tão alegres e divertidos, e eu era tão quieta e sem graça... Eu não queria ser assim, eu queria ser como eles, e por isso eu os invejava. Ele me respondeu, de um jeito muito tranquilo e compreensível, que eu era assim por um motivo, e só eu mesma poderia descobrir qual era. Claro que ele falou com outras palavras, dando um toque mais religioso ao conselho, mas foi isso que ficou na minha mente. É claro que se eu quiser mudar, se eu quiser realmente ser como os meus colegas, é totalmente possível. Vai demorar, vai ser cansativo, estressante, sim, vai mesmo. Mas se eu chegasse à conclusão de que era daquele jeito extrovertido que eu realmente queria ser, todo o esforço valeria à pena, e eu me sentiria feliz e realizada. Porém, pensando muito nisso, eu descobri que, na verdade, bem lá no fundo, eu não queria ser como eles. Eu só queria que eles aceitassem esse jeito mesmo que eu tenho. Porque eu nunca me sentiria confortável fazendo piadinhas, subindo na mesa e fazendo estardalhaço... Não, eu não sou assim.

Bom, isso não tem muito a ver com o filme em si, mas todas as situações difíceis que a Hana teve que enfrentar, ela não desistiu, e ainda lutou contra tudo com um sorriso no rosto. É nisso que eu me espelho, e foi assim que eu consegui até hoje manter a minha personalidade (que eu, modéstia à parte, considero ótima) inalterada. Claro, eu bem que gostaria de ter um amigo ou dois, mas eu tenho meus pais, meu irmão, uns colegas na faculdade que - vejam só! - me chamam pra ir ao cinema de vez em quando, e os meus leitores aqui no AS (seus lindos <3), que já são mais do que suficiente pra encher a minha cota de sociabilização.

Enfim, esse jornal é mais um desabafo mesmo. Desculpe, eu queria ter falado mais do filme, mas percebi que qualquer coisinha que eu falasse seria spoiler. E eu quero que você assista sem nenhuma informação sobre ele, quero que tudo que aconteça seja uma surpresa pra você, para que a magia linda dessa obra não se perca. Independentemente da situação que você que está lendo isso se encontra, assista a esse filme maravilhoso e se encante com essa história tão bonita.

PS.: Meu avatar atual é da Yuki (filha da Hana), que tem uma personalidade idêntica à minha de quando eu era criança. Aliás, minha infância foi a melhor época da minha vida, sem dúvida nenhuma. Mais um ponto que me deixou nas nuvens enquanto eu assistia, acompanhar a infância dessas "crianças lobo" adoráveis e a relação delas com a família... Aah, esse filme é incrível! Assista sem dó, você não vai se arrepender!!

Obrigadíssima pela atenção, e até mais! o/


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