~The-Dark

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Nome: The Dark
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Crônica de Português


Postado

Oh gentiiii
quero a opinião de vocês nessa coisa:


Cabelo Emotivo


Eu estava muito animada, dava pequenos pulinhos no mesmo lugar, quase invisíveis aos olhos humanos. O motivo dessa alegria é um motivo que pode alegrar ou assustar algumas pessoas: Mudança.
Não era mudança de casa, nem de carro ou qualquer coisa grande.

Bem, a não ser que você seja uma mulher que nem eu (mesmo que na época tinha uns onze anos). Eu iria cortar o cabelo.

Meu cabelo era um marrom claro, longo, ondulado, armado, bagunçado e se recusava a cooperar com qualquer coisa que eu fizesse para deixa-lo com um tom mais bonito. O prendia quase sempre em um longo rabo de cavalo, ia até a minha cintura.

Eu iria vender meu cabelo, não lembro exatamente por quanto, uns quinhentos ou seiscentos reais. Estava empolgada com a mudança repentina. Eu odiava a rotina, e amava uma mudança. Mas amava meu cabelo (Mesmo ele sendo, armado, difícil de pentear, enroscado e me impedia de olhar no espelho sem achar que um rato tinha feito a festa nele). E eu não sabia se era realmente uma boa ideia me abrir para um cabelo curto. Porque eu nunca tinha um cabelo curto e convenhamos. Humanos tem medo do desconhecido.

Porém, não importava o meu medo, estava muito contagiada com a ideia dos seiscentos ou quinhentos reais, eu poderia comprar alguma coisa... Tipo... Um celular? Era minha ambição, sendo que eu era (quase) a única garota que não tinha um celular na minha sala.

Minha mãe e eu fomos de moto até o cabeleireiro, onde um homem gentil nos atendeu. Ele e minha mãe começaram a barganhar sobre o preço, que viria ser seiscentos ou quinhentos reais. Eu só falava para corrigir algumas informações erradas providenciadas pela minha mãe.

Daí eles finalmente definiram o preço. Quinhentos ou Seiscentos. Já disse que não me lembro? Sim, já disse.

Eu me sentei naquela cadeirona feita de couro preto e me olhei no espelho. Ainda estava animada. Mas quando o cabeleireiro se aproximou com a tesoura e cortou a primeira mecha. Meu sorriso sincero desapareceu e no seu lugar surgiu um assustado e forçado.

Eu fiquei olhando pelo espelho ele arrancar uma parte de mim e guardar ele em uma caixa, eu olhava aqueles pontos.

O Cabeleireiro. Meu cabelo ainda não cortado. A tesoura. Meu cabelo cortado. Acho que poderia ter escorrido uma lagrima de meu olho.

Minha mãe ria da minha expressão e dava uma exclamação a cada vez que ele cortava uma mecha. Eu amo minha mãe. Mas as vezes ela só sabe dar uns comentários que não dão o apoio que você precisa. Pareço muito com ela. Realmente.

Quando terminou eu fiquei me olhando no espelho. Me admirando. Virando um pouco rosto pra cá, depois pra lá. Aos poucos, meu sorriso voltou. E fiquei balançando a cabeça para que meus cabelos caíssem sobre o meu rosto. Minha cabeça estava mais leve, talvez por aquilo ter acabado, ou pelo peso do meu cabelo ter saído da minha cabeça (provavelmente a segunda opção).

Fomos em algum lugar depois, acho que para onde minha mãe trabalha. Fui ao banheiro de propósito só para me olhar no espelho. Aquilo era tão... Novo. E Eu amava aquilo.

Quando chegamos em casa meu irmão me olhou de modo estranho. Aquele modo de “você está diferente, não sei dizer se é bom ou não” ou “você está esquisita”. Não importava. Só sei que gostava de um pouquinho de atenção.
No dia seguinte, quando fui a escola de manhã, todos me olharam aquele mesmo jeito. Eu sorria bobamente meio envergonhada e contagiada pela atenção que colocavam em mim.

Uma das minhas colegas ficou com raiva de mim, por causa que as pessoas amam cabelo comprido. Aquela ideia de diversos penteados e etc. Mas não era assim com o meu cabelo (eu nunca fazia penteados bonitos, só um básico rabo de cavalo) Mas todo mundo foge quando o assunta vai para cuidar.
Bem, esse foi o dia em que eu cortei o cabelo. Resumidamente. Foi incrível...


. . . . . . . .
Essa é a cronica que eu fiz para uma produção textual na aula de português... Acham que esta boa? Sei que ninguém vai responder, mas foda-se...

Bebendo: Suco de uva, por que é a imitação de vinho legal para jovens de 18 anos, acho que vou ser alcoólatra quando crescer...

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