~companys

companys
.clair de lune.
Nome: [ℓυα]ʑiηнα❀
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 28 de Fevereiro
Idade: 16
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.pensées.


Postado

.pensées.

Já vivi dias escuros, assim como já passei noites em claro. Já bebi água pra me acalmar, assim como já tomei café pra me manter acordado. Já chorei uma noite toda, assim como já preferi me manter calado. Já sorri pro mundo e cumprimentei a todos, assim como já escondi os lábios e andei cabisbaixo. A cada novo dia era uma nova sensação, indefiníveis e indescritíveis, e quando se misturavam mudavam o contexto e a direção dos meus pensamentos. Já pintei os olhos pra voltarem a brilhar e já sorri pra mim mesmo pra me aceitar, mas o meu quebra-cabeça do interior se negava a se encaixar. Transtornado e confuso, ansioso e nervoso, tremia as pernas pra aliviar o estresse.

Foram dias, meses e anos tentando aliviar minha situação, eu não estava normal mas também não me julgava doente o suficiente pra me encaminhar a um hospital. Se pudesse comer as horas, as devoraria pra depressa passar, não suportava, e não suporto esperar, mas o que custa mais dois segundos com livros entre os dedos e olhos sobre o papel? Custaria pouco, se as frases já não estivessem decoradas, e às palavras gravadas. Cada pequeno problema no fim se expandia, se tornando uma grande confusão que me cercava em grades que eu mesmo criava. Frustrado com decepções, destruído por falsas esperanças, acumulado com cobranças, me fechava pra tudo e pra todos, e assim acreditava estar sozinho, e me por acreditar nisso me afastei, e de fato, fiquei sozinho.

Mais um ano se foi, junto com alguns cabelos, o rosto liso e 10kg. Ganhei novos livros, esses que retratavam aventuras, e comecei a sonhar, a ver o mundo um pouco mais azul, amarelo, e verde. Ganhei mais algumas sensações que misturavam o medo e o amor, a beleza e o rancor, o bom e o ruim. Então assim, vi que achei um equilíbrio, pois por mais confusas que fossem eu identificava e descrevia. Comecei a caminhar, ouvir algumas músicas, até me arriscava sozinho a fazer alguns passos de jazz, me deixei envolver pelo mais calmo das notas de um piano, pelo mais forte som de uma bateria, soltei o corpo, e a alma ria.

Mais um ano se foi, cultivei algumas flores. Ganhei novos livros, de mistério, e percebi que no fim por mais difícil que fosse se achava um caminho, e que se lâmpadas não houvesse as estrelas no céu iluminariam. Fiz a barba, cortei o cabelo, comprei roupas novas, e fiz alguns passeios. Agora eu não me importava se o tempo passasse devagar ou depressa, eu respirava e esperava, sentia o momento, e vivia os segundos, aprendi a me amar, amar as circunstâncias e gostar da vida. Meus olhos tinham um único brilho, que nenhuma tinta substituiria.


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