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Ai monão
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Aquilo chamado saudade


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Aquilo chamado saudade

Hoje eu estive lembrando de momentos que passaram. Conversas, brincadeiras e amigos que se juntavam com um objetivo que, há um tempo atrás, fazia tanto sentido mas que hoje, agora, não faz mais. E eu fico me perguntando como tudo acabou e por que acabou...Não foi um fim determinado. Não foi algo do tipo "A partir de hoje, não vamos mais manter essa rotina diária de encontros e conversas. É o ponto final. Cada um segue a sua vida agora". Foi uma mudança natural. Muitos deles eu perdi o contato. Porém, ainda restaram vestígios em forma de conversas que estão arquivadas lá. De vez em quando eu as leio, me escapam risadas, sim, mas a saudade é forte. Até me pergunto se eles bagunçam esse passado não tão distante a fim de aquecer a memória sobre como as coisas eram, sobre como se sentiam. E, sabe, se eu pudesse trazer isso de volta, eu traria. Escrevo esse texto agora pensando mais nos amigos virtuais do que nos daqui da fora. Não que eles não sejam especiais, na verdade, tenho uma grande consideração por eles. Só que é diferente. A distância que agora existe entre eu e alguns amigos de tempos atrás foi meio que uma obrigação. Porque precisamos sair da escola em que passamos nossa infância, em que crescemos juntos, e viver uma outra fase, conhecer outras pessoas, cada um no seu caminho. E a energia que existia entre nós ali passou a não existir mais, mas não se perdeu, ela ainda permanece numa foto, vídeo ou numa simples lembrança da nossa mente. Tenho certeza que não sou a única que passou por algo assim. E é algo que será eterno pra gente. Daí, a diferença: Com os amigos virtuais, não podemos criar uma energia tão forte como essa. Porque não sabemos se é verdadeiro o sentimento, a amizade, mas temos a fé de que é. Não podemos colecionar momentos ao vivo, fotos, passeios, mas temos conversas em que a gente conta sobre os detalhes do que vimos, ouvimos ou passamos durante o dia e o outro acaba por se identificar. Por isso a saudade chega a doer às vezes. Num momento, fazemos juras de que a amizade irá durar por anos e anos e que ainda vamos nos encontrar pessoalmente algum dia, dar aquele abraço super apertado e dizer: "Caraca, você é de verdade!". Mas daí o vento nos guia por rumos distintos e a gente se desconecta, muitas vezes sem motivo, o que é meio frustante quando você olha pra trás, porque você gostava tanto daquela pessoa e ela de você, contudo não tiveram a chance de sentir toda aquela energia ao vivo e a cores. Não estou querendo dizer que amizades virtuais são desnecessárias, que sempre vão ter o mesmo final não tão feliz. Digo que sinto falta dessas pessoas, com as quais eu conversava todos os dias, que eu considerava pacas, mas que em boa parte delas a amizade teve o mesmo fim, sabe? E ultimamente eu tenho voltado na sede desses encontros, me sentindo num pequeno deserto. Bem, é fato: Estamos em constante mudança e eu não os culpo por isso. É apenas a lei natural das coisas.
Sei que algum dia isso vai acontecer aqui também. Até lá, quero aproveitar ao máximo a companhia dos amigos que fiz nesse site. Na verdade, eu gostaria de poder manter essas amizades por um bom tempo, mesmo fora daqui. Como não posso prever o que vem em seguida, finalizo esse texto com uma frase: "Na incerteza do futuro, viva o hoje."


De minha autoria.

Escutando: The night is still young
Bebendo: Leite quente

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