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Helena
Nome: Helena
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Brasilia, Distrito Federal, Brasil
Aniversário: 8 de Julho
Idade: 24
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Not like the movies


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Not like the movies

Todas queremos viver em um filme de mulherzinha, aquele bem clichê que lemos em romances água com açúcar. Mas qual é a graça? O final feliz, muitas respondem, pra mim gosto dos meios complicados, cheios de atalhos e sombras, encontros e desencontros, aventuras e desventuras.
  Existe um longa-mentragem "Lisbela e o prisioneiro", um de meus preferidos nacional, onde há um diálogo que muito me chama.

Lisbela: " Tem um mocinho namorador que nunca se apaixonou por ninguém até conhecer a mocinha. Tem uma mocinha que vai sofrer porque o amor do mocinho é cheio de problemas. Tem o bandido que só quer saber de matar o mocinho ou de ficar com a mocinha ou as duas coisas. Tem uma mulher que também quer o mocinho, mas ele quer nada com ela. E tem também outros personagens que vão ficar fazendo graça para animar a história. Uns vão terminar quase tão bem quanto o mocinho e a mocinha, e outros quase tão mal quanto o bandido, conforme eles ajudem ou atrapalhem o romance"
Douglas:" Ué, você já assistiu?"
Lisbela:"Não, mas é sempre assim"
Douglas:" E qual é a graça?"
Lisbela:" A graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece."

Essa é a graça os meios para se chegar á um bom fim, a história pode ter o mesmo enredo mas não irá te contar se ela decidiu acordar aquele dia e ir para esquerda e não direita, se no meio do caminho encontrou um velho senhor que lhe ensinou coisas sábias contribuindo para uma boa decisão, em tese o melhor de um romance seria os beijos e abraços ou calor de um desejo intenso, mas é quando menos disso acontece que nasce o romantismo, a similaridade das dificuldades da vida real.
          Tenho ouvido muitas de minhas leitoras, que dizem que não gostam muito de história clichê, resolvi discorrer um pouco a respeito.  
        Segundo o dicionário brasileiro, clichê é um lugar-comum, chavão, banalidade repetida com frequência. Ou seja, algo que já estamos cansados de ver/ler/escutar e etc. Hoje em dia, não conseguimos mais encontrar algo 100% original; se você for reparar, cada traço nas histórias remete a outra, mesmo que essa seja antiga. Então, vivemos em um eterno clichê? Talvez sim, se olharmos pelo lado literal da palavra.
Uma história clichê não é necessariamente ruim, assim como uma história dita “original” não é necessariamente boa
    Nessa altura do campeonato, se você achar algo 100% original, você é o novo Shakespeare, sinto falta de inovação mas sou feliz lendo os clichês também, quando bem escritos.
  Nunca teremos algo como nos filmes, mas uma certa moça de olhos grandes disse que é assim que deveria ser. 
Então ao fim desta crônica digo-lhes "Leiam os clichês e vivam uma história original! "
E se quiser compartilhar sua história comigo, a
marei le
r.

H.K

Escutando: "Not like the movies" -Katy Perry

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