~CalebFox

CalebFox
«Je me cherche et ne cherch»
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Código da Febre


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Código da Febre

Bem pessoas amadas fãs de Maze Runner temos um novo livro entre nós e ele já foi lançado no Brasil ;)
E aqui está o link do site da Plataforma21: http://plataforma21.com.br/catalogo/o-codigo-da-febre/
O que será descrito abaixo é a pesquisa de um blog por isso não coloquem todos os créditos em mim (só alguns pela mudança de vocabulário e postagem aqui no Spirit). Fiquem a vontade e comemorem :3
PS: Este jornal contém a entrevista com Rick Riordan e o prólogo do livro.

JAMES DASHNER ANUNCIA NOVO LIVRO DA SAGA MAZE RUNNER!
SIM! James Dashner revelou ao MTV News que a saga Maze Runner terá seu quinto livro que será publicado em 2016!
Com o título de “The Fever Code” (O Código da Febre, livremente traduzido) irá explorar a criação do labirinto e como os Clareanos foram parar lá. Depois de tudo, Thomas, Teresa e os amigos Clareanos não escolheram pular na caixa e esquecer seus passados. Ou escolheram? =O

“Desde o começo, eu sempre quis escrever sobre Thomas, Teresa, Newt, Minho, Alby e todos os Clareanos que lideraram desde o momento que Thomas sai da caixa,” disse o escritor James Dashner “Há tantas sugestões que seriam legais de se aprofundar. Por anos os fãs tornaram abundantemente e entusiasticamente claro que também queriam a mesma coisa, e parece que é o tempo perfeito para dar aos leitores a história de como o labirinto iniciou.”
O livro será um Prequel, assim como “Ordem de Extermínio”, “quarto” livro da Saga Maze Runner.
O lançamento do livro está previsto para 2016.
Foi revelada com exclusividade através do site Omelete, a capa de “O Código da Febre”, o novo livro da saga “Maze Runner”, escrito por James Dashner. Além disso, o site divulgou a sinopse e algumas partes da história, que será passada entre os acontecimentos de “Correr ou Morrer” e “A Ordem do Extermínio”. (JÁ LANÇOU).

Agora a sinopse para quem quiser:

Leia a seguir:
SINOPSE: Era uma vez o fim do mundo: Florestas foram queimadas, lagos e rios secaram, oceanos transbordaram. Uma peste febril se espalhou pela Terra, dizimando famílias inteiras. Homem matou homem. A violência reinou. Não havia mais lugares seguros. Então, surgiu o CRUEL. Pesquisa após pesquisa, essa organização não mediu esforços para encontrar respostas… para encontrar a cura. O CRUEL fez testes em crianças. Algumas delas, além de imunes, eram especiais… como Thomas e Teresa. Juntos eles foram designados a trabalhar em um experimento: o Labirinto. Mas, ao que parece, nem tudo foi dito. Segredos e mentiras irão perturbar Thomas. Quais relações de lealdade são realmente verdadeiras? Prepare-se, porque nada será como antes. Todas as respostas serão reveladas.
Prólogo:
NEWT
Nevava no dia que mataram os pais do garoto.
Foi um acidente, disseram muito tempo depois, mas ele estava lá quando aconteceu e sabia que não tinha sido um acidente.
A neve chegou antes deles, quase como um mau presságio branco e gélido, caindo do céu cinzento.
Ele podia se lembrar de como estava confuso. O calor calcinante brutalizara sua cidade por meses, que se estenderam em anos, uma linha infinita de dias cheios de suor, sofrimento e fome. Ele e sua família sobreviveram. Manhãs esperançosas se transformaram em tardes em busca de alimento, com brigas barulhentas e ruídos aterrorizantes. Depois, noites de torpor após os dias quentes e longos. Ele se sentava com a família e via a luz desaparecer do céu, e o mundo lentamente se esvair diante de seus olhos, perguntando-se se ele iria reaparecer com o amanhecer.
Às vezes, os loucos vinham, indiferente ao dia ou à noite. Mas sua família não falava deles. Não a mãe, não o pai; certamente, não ele. Parecia que admitir sua existência em voz alta poderia chamá-los, como um encantamento invocando demônios. Só Lizzy, dois anos mais nova, mas duas vezes mais destemida, tinha coragem de falar sobre os loucos como se ela fosse a única inteligente o bastante para ver que a superstição era bobagem.
E ela era só uma garotinha.
O menino sabia que devia ser ele o corajoso, devia ser ele a confortar a irmã menor. Não se preocupe, Lizzy. O porão está trancado; as luzes estão apagadas. As pessoas más nem vão saber que estamos aqui. Mas ele sempre ficava sem fala. Ele a abraçava com força, apertando-a como se fosse seu urso de pelúcia particular em busca de conforto. E toda vez ela dava tapinhas nas costas dele. Ele a amava tanto que fazia sua cabeça doer. Ele a apertava com mais força, jurando em silêncio que nunca iria deixar que os loucos a machucassem, ansiando para sentir a palma da mão dela entre suas omoplatas.
Frequentemente eles adormeciam assim, enroscados no canto do porão, em cima do colchão velho que seu pai arrastara escada abaixo. Sua mãe sempre botava um cobertor sobre eles, apesar do calor – seu próprio ato de rebeldia contra o Fulgor, que tinha arruinado tudo.
Naquela manhã, eles acordaram diante de uma imagem impressionante.
— Crianças!
Era a voz de sua mãe. Ele estivera sonhando, algo sobre um jogo de futebol, a bola girando acima da grama verde do campo, seguindo na direção de um gol aberto em um estádio vazio.
— Crianças! Acorde! Venha ver.
Ele abriu os olhos, viu a mãe olhando pela pequena janela, a única no quarto do porão. Ela havia removido a madeira que seu pai pregara ali na noite anterior, como fazia todo fim de tarde ao pôr do sol. Uma luz cinza suave brilhava sobre o rosto da mãe, revelando olhos cheios de um assombro reluzente. E um sorriso como ele não via em muito tempo a iluminou ainda mais.
— O que está acontecendo? — murmurou ele, pondo-se de pé. Lizzy esfregou os olhos, bocejou e depois o seguiu até onde a mãe olhava para a luz do dia.
Ele podia se lembrar de várias coisas sobre aquele momento. Quando olhou parar fora, apertando os olhos enquanto eles se adaptavam, seu pai ainda roncava como um animal. A rua estava vazia de loucos, e nuvens cobriam o céu, uma raridade naqueles dias. Ele congelou quando viu os flocos brancos. Eles caíam do cinza, rodopiando e dançando, desafiando a gravidade e adejando para cima antes de descer flutuando outra vez.
Neve.
Neve.
— Mas que diabos é isso? — murmurou ele baixinho, uma expressão que aprendeu com o pai.
— Como pode ter neve, mamãe? — perguntou Lizzy, os olhos drenados de sono e cheios de uma alegria que tocava o seu coração. Ele abaixou a mão e puxou sua trança, torcendo para que ela soubesse o quanto fazia sua vida infeliz valesse apena ser vivida.
— Ah, vocês sabem — respondeu a mãe. — Todas essas coisas as pessoas dizem. O sistema climático do mundo se esfacelou, graças às chamas solares. Vamos só aproveitar, está bem? É bem extraordinário, vocês não acham?
Lizzy respondeu com um suspiro feliz.
Ele observava, perguntando a si mesmo se jamais voltaria a ver tal coisa. Os flocos flutuavam, e por fim tocavam o chão e derretiam assim que encontravam o calçamento. Sardas molhadas pontilhavam a vidraça.
Eles ficaram parados assim, observando o mundo lá fora, até que sombras cruzaram o espaço no alto da janela. Elas sumiram assim que apareceram. O garoto esticou o pescoço para tentar ver quem ou o que tinha passado, mas olhou tarde demais. Alguns segundos depois houve uma batida pesada na porta acima. Seu pai estava de pé antes que o som terminasse, de repente totalmente desperto e alerta.
— Vocês viram alguém? — perguntou o pai, com a voz um pouco rouca.
O rosto da mãe perdera o brilho de momentos atrás, substituído pelas rugas mais familiares de preocupação e aborrecimento.
— Apenas uma sombra. Nós atendemos?
— Não. — respondeu o pai. — Nós certamente não atendemos. Rezem para que eles vão embora, seja lá quem for.
— Eles podem arrombar e entrar — sussurrou a mãe. — Sei que eu faria isso. Eles podem achar que a casa esta abandonada. Talvez com um pouco de comida enlatada deixada para trás.
O pai olhou para ela por um bom tempo, sua mente trabalhando enquanto o silêncio passava. Depois, bam, bam, bam. As pancadas fortes na porta abalaram toda a casa, como se os visitantes tivessem trazido com eles um aríete.
— Fique aqui — disse o pai com cautela. — Fique com as crianças.
A mãe ia falar, mas parou e olhou para a filha e o filho, suas prioridades óbvias. Ela os puxou em um abraço, como se seus braços pudessem protegê-los, e o garoto deixou que o calor de seu corpo o acalmasse. Ele a apertou com força enquanto o pai subia a escada sem fazer barulho, o piso acima rangendo quando ele seguiu na direção da porta da frente. Depois, silêncio.
O ar ficou pesado, fazendo pressão. Lizzy estendeu o braço e tomou a mão do irmão. Finalmente, ele encontrou palavras de conforto e derramou para ela.
— Não se preocupe — murmurou ele, pouco mais que uma respiração. — São provavelmente só pessoas famintas atrás de comida. Papai vai dividir um pouco, e então eles vão seguir seu caminho. Você vai ver. — Ele apertou os dedos dela com todo o amor que conhecia, sem acreditar em uma palavra do que dissera.
Em seguida houve uma eclosão de ruídos.
A porta se abriu bruscamente.
Vozes altas e raivosas.
Um estrondo, em seguida uma pancada surda que abalou as tábuas do piso.
Passos pesados e temíveis.
E então os estranhos estavam descendo ruidosamente a escada. Dois homens, três, uma mulher, quatro pessoas no total. Os recém-chegados estavam bem vestidos para aqueles tempos, e eles não pareciam simpáticos nem ameaçadores. Apenas extremamente solenes.
— Você ignorou todas as mensagens que mandamos — disse um dos homens enquanto examinava o ambiente. — Sinto muito, mas precisamos da menina. Elizabeth. Me desculpe, mesmo, mas não temos escolha.
E simples assim, o mundo do garoto acabou. Um mundo já cheio de muitas tristes do que uma criança podia contar. Os estranhos se aproximaram, cortando o ar tenso. Eles estenderam as mãos para Lizzy, pegaram-na pela camisa, empurram a mãe – frenética, louca, aos gritos —que se agarrava à sua garotinha. O menino saiu correndo e bateu na parte de trás dos ombros de um homem. Inútil. Um mosquito atacando um elefante.
A expressão no rosto de Lizzy durante a loucura repentina. Algo frio e duro se estilhaçou dentro do peito do garoto; os pedaços caindo como pontas afiadas, rasgando-o. Era insuportável. Ele soltou um enorme grito e se jogou com mais força contra os intrusos, socando loucamente.
— Basta! — gritou a mulher. Uma mão atravessou o ar e acertou o menino no rosto, uma picada de cobra. Alguém socou sua mãe bem na cabeça. Ela desabou. Então um som parecendo o estrondo de um trovão, perto e por toda parte ao mesmo tempo. Seus ouvidos retiniram com um zumbido ensurdecedor. Ele caiu de costas contra a parede e viu os horrores.
Um dos homens, baleado na perna.
Seu pai parado na porta com a arma na mão.
Sua mãe gritando enquanto se levantava do chão, tentando alcançar a mulher, sacara a própria arma.
O pai disparando mais dois tiros. Um tinido de metal e o triturar de uma bala acertando o concreto. Errados, os dois.
Mãe puxando o ombro da mulher.
Então a mulher deu uma cotovelada, disparou, girou, disparou mais três vezes. No caos, o ar adensou, todo som se retraiu, o tempo um conceito estranho. O garoto observava, o vazio se abrindo sob ele enquanto seus dois pais caíam. Um longo momento se passou no qual ninguém se mexeu, principalmente a mãe e o pai. Eles nunca mais se mexeriam.
Todos os olhares se voltaram para as duas crianças órfãs.
— Agarrem os dois, droga — disse por fim um dos homens. — Eles podem usar o outro como indivíduo-controle.
A forma como o homem apontou para ele foi muito natural, como se finalmente se decidisse por uma lata de sopa qualquer na despensa. Ele nunca iria esquecer aquilo. Ele procurou por Lizzy e a puxou em seus braços. E os estranhos os levaram embora.

E é isso, espero tê-los ajudado besos cautelosos por causa da Paige, kkk ;)


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