Perguntas às musas III - Especial Tália


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Perguntas às musas III - Especial Tália

Olá, queridxs!

Faz tempo que não posto um jornal das Musas, não é? Perdoem-me, mas tive que organizar algumas questões quanto a esse projeto, já que foram várias perguntas e algumas tinham relação. Bom, mas estamos de volta e ainda com um especial da MUSINHA, porque ela retornou pra nós!

Queria aproveitar pra dizer que minha demora na postagem de EmMusas se deve ao fim do meu atual semestre - que teve, de fato, seu fim HOJE (Fériassssssssssssssss). Só que, como eu não terminei de escrever o cap. 56, não vou postar o 55 ainda. Afinal, é como eu sempre digo: garantia é tudo, gente. Isso serve pra eu escrever o mais rápido possível - por incrível que pareça! Então, por favor, aguardem que, em breve, postarei o 55 (que já está pronto).

Agora deixo vocês com a Tália! Um beijo! E já sabem, né? Se quiserem mandar perguntas: mensagem privada, OU comentários na fic, OU comentários no jornal, OU chat do Spirit s2

1. Tália, onde você esteve todo esse tempo e quais foram suas intenções?

Tália: Ah, seria errado se eu dissesse todos os lugares, porque eu sinceramente não lembro. O legal é sair sem pensar num rumo, pelo menos é o que eu gosto de fazer. Até porque daí ninguém vai atrás de você! Mas se você tá falando do período em que fiquei longe do Santuário, hmmm... Fiquei só no vale mesmo, agora onde exatamente eu não direi! Hahahaha Podem imaginar à vontade. Bom, dei uma passadinha no orfanato também, porque aquelas criaturinhas estavam com saudade e não gosto de deixá-las assim. Ah, sim, minhas intenções? No início eu quis só me isolar, é o que faço quando as memórias daquele episódio vêm à tona, é como um impulso, o único que tenho. Quando percebi que tinha partido, aproveitei pra fazer o arbusto sentir minha falta. Alguém tinha que empurrar aquele bobo de alguma forma, senão ele não enxergaria o óbvio.

2. Qual foi a coisa mais idiota que já viu alguém fazer?

Tália: Hum... É uma pergunta bastante complicada porque eu realmente não quero responder só uma coisa... Mas enfim! Tudo bem, não há problema! Tudo é um exercício, não é? hehehe Acho que o que vi de mais idiota foi um adulto cortar rudemente a imaginação de uma criança através da frase “esse tipo de coisa não existe”. Odeio quando dizem que as coisas não existem, pois o fato de algumas pessoas não verem, não implica na inexistência dessas coisas! Por exemplo, já vi pessoas que não acreditam que o amor exista. Você vai realmente convencer isso àquele que ama? Acho que não, hein...Oh! Divaguei demais, desculpe-me!
Mas o que achei mais idiota que já vi alguém fazer... Aliás, que vejo constantemente várias pessoas fazendo, é: julgar o caráter de uma pessoa por causa de sua aparência. Eu sei, eu sei, todos fazem isso, mesmo que inconscientemente e blá blá. Mas se você usa isso para desmerecer, menosprezar e expor alguém... Para mim, o completo idiota será sempre você, porque está refletido nas suas atitudes!
E, ah, teve um cara que fez uma expressão bem idiota quando descobriu que eu era musa da comédia. Ele jurou que eu não fosse, pois achou meu cabelo absurdo, minha cicatriz horrenda e meus olhos estranhos. Aquele típico discurso de que não posso ser musa porque não sou “bela”. Aff. Sinceramente? Esse povo me faz rir muito! É cada comentário vazio que escuto... Se essa pessoa acha que ser diferente é algo ruim, problema é dela!

Agora... Se ele achou meu cabelo absurdo, imagina se se deparasse com Manigold! HAHAHAHA

3. E a coisa mais genial que já viu alguém fazer?

Tália: Hum... Me deparei uma vez com algo digno de uma cena, pois envolveu um jovem mal educado e uma velhinha muda. Ela estava sentada no seu banco, que depois fui descobrir que fazia parte de seu ritual cotidiano, e o rapaz apareceu, com um jeito arrogante, olhando-a de cima a baixo com hostilidade. Sabem o que ele fez? Xingou-a no meio da rua, mas só para ela ouvir. Disse mil coisas absurdas, tanto que quase me levantei para intervir, mas, por incrível que pareça, ela me lançou um olhar que me comunicou tudo! Eu mal sabia que ela sabia de minha presença – a genialidade começou por aí! Mas, quando ela me lançou esse rápido olhar, eu assenti e permaneci atrás do arbusto onde estava. Só sei que várias horas se passaram e ela permaneceu no banco, recebendo, várias vezes, ofensas daquele rapaz. Ela não falava nada, sabe? Ficava quietinha e, às vezes, recebia “boa tarde”s dos passantes simpáticos. Comecei a ficar com muita raiva do rapaz que só aparecia para ser hostil, mas quando fui agir, o mais inesperado aconteceu: a velhinha falou! E, quando o rapaz perguntou, assustado, como ela havia falado quando era muda, ela respondeu: “Eu não sou muda, nunca fui. Você achou que sim porque nunca me deu chance de falar. Aliás, nunca me deu motivo bom o bastante para falar com você! Nem você, nem ninguém”. Quando o rapaz, indignado, correu para espalhar o fato pelas ruas, precisei ir até a tranquila velhinha e perguntar o que ela queria dizer com essa fala. E recebi a melhor resposta de todas, a que nunca esquecerei:

Querida, as palavras são preciosas demais, não se deve gastá-la quando elas saem com uma voz tão única, que é a que temos. Toda voz é diferente, assim como todo silêncio. Passei muito tempo sem falar porque não senti vontade, mas ouvi muito dos outros. Todo o dia alguém senta ao meu lado, nesse banco aqui, e fofoca de alguém, ou fala mal dos dias abençoados, ou faz comentários intrigantes... E eu te pergunto, por que eu gastaria minhas doces palavras com aqueles que as rejeitariam? Posso saber de tudo que se passa na vida dessas pessoas, que, por acharem que sou muda, desabafam sabendo que nada falarei. Ah, bando de tolos... Sequer ouço o que eles dizem. Mas ninguém poderia dizer que sou surda, poderia?

E finalizou me oferecendo um sorriso esperto! E eu saí descobrindo que a sabedoria daquela velhinha ia além daquela que as pessoas enxergavam.

4. Tália... TU É LINDA E INCRÍVEL, UMA MUSA EXCEPCIONAL, CORAJOSA E MERECE TUDI BOM DO MUNDO E, E... TÁAALIAH! *GLOMP* (mordida). Affê... Well, urhum~! Tália, dear... Err, por que alface?

Tália: OH, CÉUS! QUEM MANDOU ESSE RECADO TÃO AMÁVEL? OIIIII!! (acena animadamente). Nossa, você me mordeu?! Que gesto inesperado! Hahahahahah Gosto de coisas inesperadas. Você é das minhas! E, bom... Não sou acostumada com elogios. Tudo bem se eu não souber como respondê-los? (encabulada). Ehhh... Sim! A alface! Por que alface? Ora, por que não alface? Hahahaha Alface é muito bom e eu vivo comendo com Makarios. Acho que é por causa disso que gosto tanto... Makarios sempre me deixa feliz e relaxada quando vamos à horta catar alfaces, ainda mais quando, ao entardecer, nos reunimos com os demais seres do meu vale e comemos juntos. Bom, na verdade, todos gostam mais de outros vegetais, apenas eu e Makarios que comemos alface até fartarmos e precisarmos de grifos para chegar ao templo! Hahahahaha Ah, é brincadeira, não fazemos os grifos saírem da hiperbórea para isso. Acho que seria bastante cruel...

Mas eu não sei se sei realmente a resposta, entende? Só sei que, quando me sinto triste ou nervosa, preciso de alface!

~


Bom, pessoal, Tália até falaria mais, mas não deixarei porque ela pode acabar respondendo todas as perguntas!

Beijos, queridxs, e boa noite!

Escutando: Simon & Garfunkel
Bebendo: Vinho porque hoje é sexta

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