Resenha: Brasilia, GRAVIDADE ZERO.


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Resenha: Brasilia, GRAVIDADE ZERO.

Boa noite amores. Ufa, demorei mas voltei.
Okay, eu sei que vocês estão perguntando “O que diabos você esta fazendo postando na sua conta pessoal do SocialSpirit?”.
Bom, quem me acompanha a um pouco mais de tempo sabe que eu não tenho esse habito, mas dessa vez foi necessário, eu prometi essa resenha para uma pessoa na qual eu admiro muito então, não podia deixar passar.
“Tá mas porque não postou no Cherry ou no Entre cerejas?”
Vocês sabem que ambos tem duas autoras, eu e a Mel, dai que entra o porque, Mel até gostou do livro mas não achou que seria um bom exemplo postar uma resenha de um livro que aborda temas tão adultos quando se tem o publico que temos, logo para não rolar briga entramos num acordo hoje, eu postava aqui e compartilhava o link no blog. Assim ficaria bom para ambas as partes.
Tudo explicado? Okay! Hoje eu trouxe resenha de um livro bem peculiar que se chama: Brasilia, GRAVIDADE ZERO.
Vamos a breve historia de como eu conheci este livro; Primeiro dia de aula do semestre o professor mais largadão que eu tenho chegou na sala falando “Lancei um livro”. Confesso que no começo eu não dei muita coisa pelo livro mas duas coisas me chamaram atenção: A capa e o nome. Se você me acompanha pelo menos a mais de 3 meses sabe que: EU SOU VICIADA EM BRASILIA! Logo um livro com uma capa onde expõe uma linda imagem de Brasilia e que carrega esse nome merece ser lido.
Até este ponto estamos bem, o professor me emprestou o livro e eu li ele de um dia para o outro, depois li novamente para destacar os pontos positivos e depois mais uma vez para destacar os negativos, e cheguei a conclusão de que eu nunca havia lido nada parecido em todos esses anos de leituras assíduas. Mas veja bem isso não significa que o livro me agradou de um todo, existem partes excelentes e partes nas quais se o autor não fosse meu professor, eu com certeza jogaria o livro na cara dele.

Vamos começar pelas melhores partes:
Bom o livro conta a historia principalmente de Luiz, começando pela infância um tanto quanto conturbada ao meu ver e com base nisso a historia se desenrola, as descrições são muito bem feitas, uma narrativa leve que não te faz querer cochilar lendo, muitas vezes você vai se pegar rindo das situações porque em alguns pontos é impossível não se identificar. Outra sacada, que eu particularmente me pergunto como ninguém tinha pensado nisso, são os slogans. Exatamente, o cara me conseguiu colocar na narrativa slogans que se encaixam perfeitamente com as ações do momento e isso acaba te trazendo tanto uma sensação de nostalgia, quanto um divertimento genuíno.
Bom, geralmente eu sempre conto bastante da historia para vocês, mas como dessa vez eu quero que vocês comprem o livro (SIM MEU AMOR, PROPAGANDA MESMO!) eu vou apenas destacar alguns pontos mais interessantes, exemplo: Uma máxima ótima deste livro é: Senso de moral? Isso não existe aqui querido, o personagem principal é um cara muito largadão que tem sim seus objetivos mas leva sua vida sem querer encher o saco de ninguém, o próprio personagem conta sua historia e isso te faz perceber o quanto esse personagem tem um pesar que principalmente, creio eu , os brasilienses tem, pressão de ter amigos muitos bem empregados( concursados em sua maioria) e como é difícil tentar uma maneira diferente de ganhar a vida aqui na capital federal. Outro destaque são os parentes, meu deus os parentes, bem o nosso tipo de família atual, um cara rico que esnoba todo mundo, mas que é um muquirana de mão cheia, progenitores, um tio muito doido que geralmente é o seu favorito, enfim algo para se identificar. Outra coisa que não vou entrar em detalhes mas queria dizer para vocês, por favor odeiem o Renato tanto quanto eu, Vamos lá, até certo momento ele é legal mas chega um hora que o cara é bem babaca e se fosse eu na historia estaria tipo “ Porque eu sou amigo desse cara ainda mesmo? Ah a mulher dele é gostosa”. No mais vale muito a pena a leitura por esses pontos, o sentimento de nostalgia e de liberdade muitas vezes dos próprios personagens é algo que faz com que este livro valha totalmente o tempo que você gasta nele. Não podendo deixar de lado todas as referencias musicais maravilhosas que o livro trás, certamente minha coisa favorita nisso tudo.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, nem tudo são flores. Apesar de me surpreender e me agradar profundamente, sempre tem aquelas coisinhas que acabam te incomodando, e as minhas foram:

Os capítulos não tem titulo: Amores, isso provavelmente é chatice minha. Mas isso realmente me incomodou, pois quando vamos fazer analise literária de algo, procuramos sempre buscar referencias nos títulos e serio, a agonia que me deu quando eu não consegui fazer um link entre o capitulo e um possível titulo, isso me deu um certo bug.

O uso exagerado de drogas: Eis a questão, isso é algo bem pessoal, mas como muitos já sabem eu sou de família militar, e apesar de fazer uso de drogas licitas tais como cigarro e bebidas alcoólicas e de ser muito liberal com tudo, algo dessa educação militar havia de permanecer, e foi isso. Em alguns momentos do livro isso me deixou desconfortável, mas creio que seja pela questão pessoal mesmo.

Alguns pontos me pareceram muito autobiográficos: Talvez por conhecer pessoalmente o autor, alguns pontos me pareceram muito reais, mas eu eu ligo isso ao fato de que nos seres humanos temos essa mania de julgar uma pessoa pelo que ela aparenta ser, logo por meu professor fazer a linha “Filosofo largadão” talvez isso tenha me remetido a alguns pontos do livro.


Ficha tecnica:
Edição: 1
Editora: Selo Jovem
Ano: 2016
Páginas: 208
Formato: 16 x 23 cm
Autor: André Cunha
Categoria: Ficção / Auto ajuda

Sinopse: Praticamente alfabetizado através de breves imperativos categóricos como compre batom ou não esqueça minha Caloi, Luiz é um cara ambicioso que sonha em se dar bem no capitalismo e virar executivo ou empresário de sucesso. Depois de alguns episódios traumáticos que o levam a desenvolver medo de altura, ele abre a GRAVIDADE ZERO, empresa especializada em venda, instalação e manutenção de telas para janelas, lonas para piscinas e segurança de espaços elevados, mas a lei da gravitação universal e a carga tributária brasileira vão atrapalhar seus planos.

Repleto de slogans, gírias, citações pop e trechos de reportagens reais e imaginárias, e passando por momentos marcantes da história recente como os atentados de onze de setembro nos Estados Unidos e os protestos de junho no Brasil em 2013, Brasília, GRAVIDADE ZERO narra a luta de um empresário contra a burocracia enquanto mamatas e conchavos rolam na Capital Federal. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2015.


Bom, cerejinhas. Foi isso, no mais eu mega recomendo, o autor é um cara mega inteligente e esse é seu primeiro projeto, peço que vocês apoiem e divulguem e quem quiser comprar o livro o link vai estar aqui em baixo. Como eu disse essa foi um excepcionalidade, eu não vou parar de postar nos blogs.
Um beijo com gosto de cereja e até a próxima <3
Link: http://www.selojovem.com.br/pd-3403e6-brasilia-gravidade-zero.html


Escutando: Tie a Yellow Ribbon Round the Old Oak Tree
Comendo: Frango <3
Bebendo: Aguá

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