~Chihiro_

Chihiro_
Não durma antes de sonhar.
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Resultado do Concurso de Fanfics: Toda forma de amor.


Postado

Preparem-se: alerta de jornal gigantesco.

Calma, sem pânico, não se estressem, por favor. Estavam ansiosos, terráqueos? Acabou a espera! Desculpem pelo atraso, pessoal, mas aqui estou. Venho trazer, oficialmente, o resultado do nosso Concurso de Fanfics: Toda forma de amor. Certo que a maioria vai pular isso aqui e ir direto pro pódio (eita, novidade), mas, como é obrigação, vou passo por passo.

Primeiramente, eu e as juradas queremos agradecer imensamente todos os textos enviados! Gente, sério! Foram vários, ficamos até perdidas na avaliação, se querem saber. A participação de todos vocês foi mega importante para nós. A Mariana (@Moie) veio com a ideia, eu com a minha (sempre inútil) animação, e foi tudo feito em pouquíssimo tempo, com o máximo de nossa dedicação. O tema gerou certa polêmica, não foi aceito por todos, houveram equívocos, críticas e muitos "rolos", até que chegou uma certa hora em que realmente pensamos em excluir o tópico e acabar logo com tudo isso. Mas fomos firmes, fortes e aqui estamos, extremamente orgulhosos do sucesso que o nosso humilde concurso teve, superando todos os ataques.

Deixando claro que, independente da posição em que cada um ficou, se sintam vencedores por adequarem-se à nossa proposta e conseguirem desenvolver algo em cima disso. Todos têm seu próprio talento dentro de si, independente de resultados de concursos. Dando um lembrete de que o pódio é composto de títulos que serão jogados ao esquecimento. Não tornam ninguém maior que ninguém ou com mais capacidade. Além do mais, meus caros, o que importa é que tenham se divertido tanto quanto nós. Lembrando que aqui é tudo na base do entretenimento.

Método de avaliação


Cada história teve um máximo de 135 pontos para atingir, com todos os quesitos (Gramática e Ortografia, Estrutura, Coesão/Coerência, Criatividade, Preferência Pessoal e Pontos Extras) somados. Ao todo, foram três juradas; cada uma deu sua nota máxima para cada história enviada. Infelizmente, houveram alguns problemas e dois jurados não participaram da somatória. Fomos apenas eu (@Chihiro_), @Senhory e @Lems. Sendo assim, a soma para nós três resulta em um total de 405 pontos. Os três que conseguiram chegar aproximadamente nesse valor foram os vencedores.

Eu e a Lê comentamos nossas histórias favoritas, além dos comentários dos três primeiros. Apesar disso, para quem quiser saber a opinião pessoal de sua história, basta enviar uma MP a uma de nós.

Comentários @Lems


Orgulho gay, de @Hyun-
Surpreendi-me bastante ao ler essa fanfic. A maioria das fanfics impostas no concurso levavam drama, e também o famoso clichê de “melhor amigo(a) se declara para o(a) melhor amigo(a)”, porém a fanfic Orgulho Gay não retratou isso. O enredo da fanfic é simples, porém muito cativante e engraçado, consegui me apaixonar por cada personagem que compõe essa fanfic. A escrita foi tão bela e simples que me fez lembrar um pouco da escrita de John Green, principalmente no jeito que ele escreve no livro “Will e Will”. A fanfic propôs-me uma boa leitura, e espero que as próximas pessoas que a lerem gostem dela tanto quanto eu gostei.

@Chihiro_

@Ocean- – Fui Dono De Todo O Mar

Ah, por tudo que é mais sagrado! Quando eu li essa história, meus dedos coçaram para fazer o mais belo comentário, recheado de elogios tirados dos mais diversos lugares. Eu busquei e busquei em cada canto da minha mente todas as palavras certas para parabenizar a autora por toda a vida. Naquele momento (e nesse momento, também), eu não me importava de dizer incrible, fantastic, merveilleux, ou qualquer outro idioma que traduzisse meus elogios. Só queria me jogar na imensidão daquelas palavras, que nadam no oceano do mais puro talento.

Porém, tive que reprimir essa vontade, guardar bem guardada para usar mais tarde. Foi realmente muito difícil. Cada vez que eu encarava Fui dono de todo o mar, sentia todas as sensações incríveis que o texto me proporcionou na primeira leitura. Foram inúmeras as vezes em que visitei a página e encarei a capa, só para ter novamente o sentimento da história se apossando de mim. Muitas e muitas vezes. Queria sentir esse sentimento o máximo que pudesse, de tão satisfatório que era. Assim como a autora que (aparentemente) tem atração pelo mar, eu a compartilho, também. E ver essa ligação tão fantástica que a Ocean conseguiu fazer com a imensidão da água e homossexualidade me fez ficar radiante; radiante e realizada, aliás.

O texto tem várias faces: primeiro, vemos alguém (não sabemos quem) sendo, aparentemente, agredido brutalmente. Há um pequeno enigma no fim da descrição, à menção dos olhos "dele". Quem será ele? Então, mais uma face: um jovem apaixonado em uma situação cotidiana, por alguém que, ao início, pensamos que fosse comum e apenas mais uma paixonite qualquer. Aos poucos, vamos nos deixando levar pelo modo apaixonado com que a personagem descreve sua relação com o amado e toda a ternura que guarda por ele. Podemos perceber o quão importante é aquele amor que Joshua carrega no peito. Ele comenta sobre o nome de sua paixão: Caanto, filho do oceano. E então, o inesperado: Caanto, na verdade, foi o afogamento de Joshua. Caanto, na verdade, não sentia nada. Caanto era apenas mais um abominador da homossexualidade, que, enganando Joshua, o arrastou para as profundezas do oceano mais maléfico que nosso protagonista pôde conhecer. Joshua foi dono de todo o mar, só que não sabia nadar.

Sei que, do mesmo modo que a autora me emocionou, emocionou muitos outros. A leitura passou de leve para agoniante, de agoniante para revoltadora, de revoltadora para conformada, e de conformada para a mais pura tristeza da realidade. É incrível todos os sentimentos que consegui sentir com uma história de tão poucas palavras. Foi trágica, bela, maravilhosa. Eu queria muito que me arremessassem um dicionário agora, para que eu pudesse lê-lo inteiro e descrever a grandiosidade dessa narrativa. Me cativou de tal forma que já não posso contar nos dedos todas as vezes em que reli aquela obra.

O desfecho do texto poderia ter sido mais elaborado e com mais abuso de palavras. Alguns deslizes ortográficos sim, claro, mas nada grave. Porém, em minha leitura completamente encantada, não tirou os créditos que essa brilhante autora merece. Só tenho que dar os meus mais sinceros parabéns. Deixo claro, aqui, que foi uma de minhas preferidas.

Resultado


OBS: Motivos para viver, de @AzuriSky, foi desclassificada por ultrapassar o limite de palavras.

36º lugar: Meu paraíso interno, de @SerpenteBranca — 246 pontos.
35º lugar: The last chance, de @Cookiesmile — 289 pontos.
34º lugar: Minha forma de amor, de @Aki_Matsumoto — 290 pontos.
33º lugar: If You Could Feel..., de @Yuune-chan — 292 pontos.
32º lugar: Isso é amor, de @Akikita — 294 pontos.
31º lugar: Pecado, de @Sarah- — 302 pontos.
30º lugar: A vida, de @Hime_Uchiha — 304 pontos.
29º lugar: Tentação, de @Drewlieber — 306 pontos.
28º lugar: O dobro de chances, de @MathFonwalbs — 312 pontos.
27º lugar: O fundo azul dos teus olhos, de @Miles- — 315 pontos.
26º lugar: Eu não me importo, de @Elanor — 317 pontos.
25º lugar: Ser Feliz, de @IllumiValdez — 329 pontos.
24º lugar: O garoto latino, de @Heidi_Biersack — 330 pontos.
23º lugar: Bilhete, de @McQueen- — 333 pontos.
22º lugar: Bichos Papões de Homens, de @Anitaslb — 335 pontos.
21º lugar: No diría No, de @Lucifer-Sam — 341 pontos.
20º lugar: Protagonista do meu livro, de @Mizzuny — 342 pontos.
19º lugar: Encantados, de @beatlemaniaco — 344 pontos.
18º lugar: No Ritmo, de @TheFool — 345 pontos.
17º lugar: Um novo enxergar, de @Koya — 346 pontos.
16º lugar: O Pederasta, de @Miue — 349 pontos.
15º lugar: Santuário, de @erik-overgreen — 353 pontos.
14º lugar: A verdadeira cura para a felicidade, de @Konda — 355 pontos.
13º lugar: Donzela em apuros, de @Shagrat — 360 pontos.
12º lugar: Mártir Augusta, de @CodinomeX — 362 pontos.
11º lugar: Fui dono de todo o mar, de @Ocean- — 363 pontos.
10º lugar: Temporais com você, de @MiaLua — 363 pontos.
9º lugar: Orgulho Gay, de @Hyun- — 364 pontos.
8º lugar: Agridoce, de @Pariposa — 369 pontos.
7º lugar: Como foi seu dia?, de @Miso — 370 pontos.
6º lugar: Nossa Testemunha, de @Sophie_chan_ — 371 pontos.
5º lugar: A loja da avenida, de @Senioritat — 372 pontos.
4º lugar: Naquele ônibus, de @Araque_Writer — 380 pontos.

Toquem suas guitar... Digo, rufem os tambores!

3º lugar:

Cigarros de fumaça aquarela, de @Freya- — 381 pontos


Achei a estória muito bem escrita, com um enredo um tanto quanto simples, consegui cativar-me diante a estória. Conseguiu retratar exatamente o que queria. Como foi dito pela própria autora – e o que eu julgo ser verdade – a estória queria tanto retratar que aquela forma de amor não era pecado, quanto também retratava como nós (tanto heterossexuais quanto homossexuais) nos apegamos a simples coisas do nosso cotidiano, sejam elas presentes, um simples oi, ou um “Você ainda não largou esse cigarro fedido?”. Consegui me divertir com essa leitura, e espero que se divirtam lendo-a também. @Lems

Desde as cores no cabelo dela, o moletom de coelho velho, os quadros espalhados no chão, a esperança que está batendo na porta; maravilhoso. A história da autora foi criativa, diferente e inovadora. Posso jurar que nunca, nunca vi algo assim. Foi como se os sonhos mais absurdos e malucos de duas adolescentes se tornassem realidade em meio ao amor. E, ao decorrer do texto, ficamos com essa dúvida: afinal, são mulheres ou adolescentes? Quais foram suas dificuldades? O que passaram para chegar até ali? Perguntas deliciosas, que ficam ainda mais suculentas sem resposta alguma.

Ao início do texto, somos inseridos na narrativa com as reclamações da personagem sobre os cabelos aquarela de alguém. Não sabemos quem, a referência é apenas a você. Dizia a personagem que aqueles cabelos sempre atrapalhavam seus desenhos. E, apesar disso, sua companheira sempre aparecia novamente do mesmo modo: com o moletom de coelho velho, uma sacola de tintas na mão, e a pacata reclamação de como seu cigarro fedia. Então, o cenário muda para um passado que parecia distante: como elas se conheceram. Tudo sempre envolveu a pintura, os desenhos, as cores. A protagonista, dá para perceber com nitidez, se dirige àquela que foi embora. E aquele cabelo colorido parecia muito longe para ser alcançado de novo. A dona dos cabelos aquarela acabou desistindo por causa de críticas maléficas, acabou desistindo de tudo que já construíram juntas. A protagonista cita um ponto que respondeu uma de minhas perguntas iniciais, sobre a idade de ambas. A garota dos cabelos de arco-íris tem uma diferença de dez anos em relação à sua companheira. Já nessa parte, podemos imaginar números; 30 e 20? 40 e 30? Talvez 15 e 25? Não conseguimos chegar a uma conclusão. Tudo é muito infantil e muito maduro ao mesmo tempo.

Perdida em divagações, a personagem se irrita quando o toque da campainha soa no lugar. Apesar do grito de "vá embora!", o toque é insistente. E, ainda irada, a protagonista dirige-se à porta com seu cigarro, soltando a fumaça bem na cara de quem quer que fosse que estivesse ali. E no meio da fumaça, um colorido já costumeiro aparece novamente, junto de uma sacola plástica cheia de tintas e uma pergunta: "Você ainda não largou esse cigarro fedido?".

Fantasticamente unique. Freya conseguiu reunir elementos que, sozinhos, nunca conseguiriam criar uma história tão cativante quanto esta. Enquanto nossa protagonista embrenha-se nos cabelos cor de arco-íris de sua companheira, junto de seu inseparável cigarro fedido em mãos, nós nos deleitamos com tanto esbanjo de criatividade. A história pode ser classificada como, no mínimo, incomum. E incomum nunca teve um significado tão delicioso. Eu diria que Cigarros de fumaça aquarela é uma mistura de ingredientes; não passaram pela batedeira, não foram ao forno, e quem diria que foram untados! Nada disso. Os ingredientes foram jogados diretamente ao liquidificador, o que gerou uma grande bagunça. E é aí que ficamos ainda mais encantados.

A autora, entretanto, fez equívoco da vírgula algumas vezes, engoliu algumas palavras, esqueceu acentos. Isso, infelizmente, contribuiu para a perca de pontos no quesito Gramática e Ortografia. O ponto final e o ponto-e-vírgula poderiam ser muito usados ali para dar quebra à leitura, que acabou ficando muito corrida em algumas partes por causa do uso da vírgula. Carece de mais pausas. Se não fosse por esse fato, estou convicta de que a pontuação seria maior.

A incrível essência da história, porém, prevalece. Ultrapassou todas as minhas expectativas. Existe alguma classificação além de preferido? @Chihiro_



2º lugar:

Nas sombras do confessionário, de @Bianca- — 383 pontos.


Que história brilhante e bem feita! A escrita flui rapidamente e, em pouco tempo, chegamos a um final realmente surpreendente e engraçado. Não tem como não gostar.
A autora conseguiu usar realmente bem uma cena simples e torná-la inteligente no desenvolvimento. É uma daquelas histórias que lemos e nós perguntamos porque não havíamos a lido antes. @Senhory

Eu estava sentindo falta de uma comédia nesse concurso. E, pelo histórico da autora (que eu acompanho há tempos), acho que realmente não me surpreendi em achar a comédia que tanto procurava logo no texto dela. Céus, o que foi isso? Certo, vou dizer o que foi isso. Ou vou tentar.

Inicialmente, conhecemos Rodolfo. Rodolfo, um homem comum. Rodolfo, que se encontra em um confessionário, desabafando seus sentimentos para o homem do outro lado, que, por suas palavras, é Alessandro, seu amado. Rodolfo fala tudo (realmente tudo), desde os beijos até o sexo. Fala sobre a relação que tiveram nos últimos tempos e sobre como tudo isso foi quebrado por um motivo: a situação de Alessandro, um padre. A religião, obviamente, não admitiria de maneira alguma que o amor entre os dois pudesse existir. A maior parte do texto é composta pelas confissões da relação homossexual que eles manteram um dia, e de como foi o fim.

Em diversos pontos, percebemos que o tal padre abre a boca para interromper o relato de Alessandro; só que ele não permite, e continua com sua maneira de despedir-se de uma vez por todas daquele amor de dois anos. Continua e continua, até chegar ao ponto em que é dito: "Espero que você encontre sua felicidade como padre. Eu, obviamente, vou procurar a minha em outros braços". E, dizendo isso, Rodolfo se retira do confessionário. Até que, bum!, lá vem Alessandro por outra porta. E aí se forma a dúvida: "Mas... Alessandro não era o padre do confessionário? O que diabos está fazendo ali?". E então, no final do texto, somos finalmente esclarecidos: o homem no confessionário era, na verdade, o Padre Antonio, o membro "mais sábio e mais conservador de nossa congregação", retirando as palavras do conto.

Fui enganada lindamente nesse texto, por assim dizer. E quando cheguei na última palavra, parei, com um sorriso no canto da boca e um balanço de cabeça. Reli novamente, dessa vez com o conhecimento do final e com mais atenção. Satisfeita, cheguei a conclusão de que a autora foi incrivelmente genial.

Nas sombras do confessionário foi uma pequena história recheada de criatividade. Surpreendente e engraçada, nos deixa com um gostinho de quero mais na língua, ansiosos para saber o que vai ocorrer depois. E esse é o toque tão inteligente que a escritora conseguiu nos proporcionar. O mistério vai pairar para sempre, e o que podemos fazer, afinal? Que outra opção temos além de fazer a mente trabalhar e imaginar o nosso próprio desfecho? Uma jogada digna dos... Mestres. Ah, sim. Devo dizer, com certeza, que a classificação de "mestre" não chega mais tão perto do enorme talento que a autora possui, juntamente dessa história. Incrível, sem qualquer erro. Escrita cativante e única, com sua própria exclusividade. Inovadora e com aquela comédia tão gostosa, na medida certa; deliciosamente bem-humorado. Meus sinceros parabéns. @Chihiro_



Certo, prestem atenção aqui antes de irem ao primeiro lugar. Houve um empate na pontuação da vencedora e da @Bianca-. Ambas ficaram com 383 pontos. Para resolvermos a questão, fizemos uma espécie de votação em trio. Não deu em outra: três votos para a história a seguir. Foi nossa favorita e mereceu a posição. Peço que não fiquem em dilema com isso, alegando que uma história é melhor que a outra. As duas estabeleceram um nível incrivelmente alto, só que toda história tem seu lado cativante, e nos cativamos por essa. Nosso gosto pessoal foi dirigido unicamente a ela. E o primeiro lugar pode pertencer apenas a uma pessoa. Espero que respeitem tal decisão.

Então, meus parabéns...



1º lugar:

1944, de @Bunny- — 383 pontos.


A escrita da autora é muito inteligente, principalmente ao final da História. É um relato sincero de um homem em plena Guerra Mundial sendo gay e assumindo isso. É praticamente impossível não se sentir afeiçoado pelos sentimentos do personagem. Todo aquele amor real e puro.

Achei a ideia da carta simplesmente brilhante. Não sei se existe algo que faça a história ficar melhor porque, para mim, ela já esta perfeita. @Senhory

A fanfic 1944 é, verdadeiramente, a de mais destaque no concurso. Com uma bela escrita e um belo enredo, conseguiu proporcionar o que muitas outras não conseguiram. A fanfic retratou exatamente o que foi proposto pelo concurso, com um toque de drama e tragédia, 1944 mereceu a colocação em que ficou. A escrita é simples, porém rica. Não necessitando de palavras um tanto quando rebuscadas para que o texto permanecesse em perfeita sincronia. Os parágrafos foram muito bem separados, fornecendo uma boa leitura e visualização de tal conteúdo. A fanfic se sobressaiu diante as outras, pelo simples motivo de ter todos os elementos que uma boa fanfic precisa ter para o concurso. Propôs a nós, leitores, a exata ideia do verdadeiro amor entre os personagens, que mesmo depois de tudo o que passaram, continuaram se amando. Mostrando assim que é bem vinda à ideia de toda forma de amor. @Lems

Ah, chegou a vez da minha querida. Tenho que achar as palavras certas, é mais do que obrigação. Mas como lidar com algo tão... Belo? Tão único?

Aprecio grandemente histórias que têm aquele toque de realidade, principalmente as que são misturadas de modo sensacional com a ficção. A autora se usou de uma época trágica, a época do nazismo. Me fez lembrar que, apesar dos judeus, havia também os homossexuais, deficientes e afins participando de todo o sofrimento. Saber que aquilo realmente aconteceu mexe com o emocional. Mexe saber que foi real. Mexe ainda mais pelo modo abordado, tão melancólico, mas tão esperançoso! Tão cheio de segurança, de brilho. Na votação, a Lems comentou o quanto se arrepiou ao ler a história. E eu relembrei o arrepio que me tomou ao terminar de ler, também. Magnífico, tão magnífico ao ponto de ter o poder de nos fazer ter os olhos molhados, de nos proporcionar reações tão fortes.

O conto é uma carta. Tomamos o conhecimento de que o protagonista, aos 14 anos, foi forçado a ter relações sexuais com uma mulher mais velha. Apenas um fato, talvez um fato que nos compreenda a entender seus motivos. Logo após, a narrativa foca-se em Willian. Como ele e o escritor se conheceram, como se apaixonaram, o quanto foi proibido; como foram forçados a se separar depois da descoberta da relação. Petrus, o narrador, ressalta na carta o porquê tão absurdo de tudo aquilo ser proibido. A homossexualidade era proibida, mas e as outras pessoas? Tão ridículas, com suas máscaras no rosto. "Cometem adultério, ajudam a prostituição, idolatram o pecado e muitas vezes, praguejam e proferem infâmias e no ressoar do sino da igreja correm para interpretar novas faces, novas santidades", como diz 1944. Apenas um relato revoltado de um alemão que não podia amar.

Petrus deixa a carta tomada de emoção e de revolta. Ressalta coisas que já temos conhecimento, mas que se tornaram muito mais vívidas em sua visão. Está pouco ligando para as pessoas, pois foi decretado a ser castrado junto com Willian quando a relação foi denunciada. Os familiares lhe deram as costas e nada fizeram. "Mal sabem eles que o amor fica no coração e não no pênis", ele diz. As linhas foram escritas com tanta grandiosidade que, por um momento, estamos aqui, em 2014; já no outro, estamos em 1944, junto com Willian. Estamos invisíveis, vendo-o escrever sobre seu amor. Foi tudo tão incrível que juro que estava lá, vendo tudo isso. Posso dizer que presenciei através da história. Eu viajei. Eu senti. A mesma sensação que me tomou ao ler O menino do pijama listrado e A menina que roubava livros. Fiquei completamente atônita, em choque, digerindo enquanto as lágrimas escorriam. Foi tudo real.

Então, no final, temos aquela surpresa: Petrus foi morto ao afrontar os nazistas beijando Willian em público. Então, eu me pergunto: como uma personagem pode mexer tanto conosco? Como...? Como você fez isso, autora?!

Foi tudo maravilhosamente incrível. Houveram erros, sim; equívocos no uso dos "porquês", vírgulas retiradas e outras adicionadas. Ninguém é perfeito, afinal. Mas é nisso que percebemos: a história foi tão boa que, ainda assim, conseguiu faturar o primeiro lugar. Se me permitem o uso tão pouco informal (não posso evitar), isso é um lacre. Um dos melhores lacres que já pude presenciar.

Meus parabéns, querida escritora. Se alguém provou que toda a forma de amor pode se tornar possível, foi você.



E é só isso, pessoal. A @Lems irá entrar em contato com vocês para os welcomes e sets. @Bunny-, fale com a @Ayura para a confecção do style. Irei mandar uma MP para vocês com as respectivas medalhas.

Agradeço novamente a todos os participantes. Às juradas também, principalmente, que tiveram paciência e calma para a avaliação de todas as histórias. Se não fosse por elas, o resultado não sairia esse ano, se querem saber. E aos demais: pessoal, todos vocês foram incríveis, de verdade. Parabéns! Lembrem-se do que eu disse lá no começo, viu?
Até uma próxima!

PS: Perdoem-me pelos comentários e pelo jornal gigantescos. Não consigo evitar. E perdoem por todo e qualquer erro de português.


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