~Cheung - Clan Sídhe

Cheung
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Ficha especial para a Yaoi


Postado



“Shen Kun, O Um Milhão de Olhos”


Nome:
Shen Kun. O nome é de origem chinesa, com Shen interpretado como "Espiritual || Reflexivo" e Kun como Universo || Abundante. Os nomes juntos contam sobre como é sabido. Apesar disso, ele não revela para qualquer um, e costuma se apresentar com o apelido que lhe dera quando criança: Cheung, que quer dizer sorte, boa sorte. Ele não tinha alcunhas, até ser cegado e criado a sua própria arte marcial, e então, ele se torna Shen Kun yibai wan de yanjing — Shen Kun, O Um Milhão de Olhos


Idade:
40 anos de idade, nasceu às 10:32 na manhã 14 de Fevereiro, sendo Shé(serpente) no horóscopo chinês e Aquário no zodíaco europeu.

Sexualidade: Shen é pansexual e com preferência feminina por culpa das vozes mais bonitas e únicas.

Nacionalidade: Seu pai é coreano e sua mãe é chinesa. Ele nasceu próximo da fronteira da China e Mongólia

Personalidade:
Não é necessário ser algum gênio para descobrir que o de cabelos cinzentos não é menos que uma pessoa adorável. Shen esbanja uma alegria e simplicidade tão genuínas que são capazes de arrancar um sorriso do mais ranzinza idoso. O menino é uma pessoa muito gentil e expressiva, não faz o mínimo de esforço para esconder os seus sentimentos – há exceção quando isso pode prejudicar alguma relação ou algum segredo— dono de uma espontaneidade admirável. Apesar de ser deficiente visual, ele é tão alegre e otimista que todos são incapazes de sentir pena do quase-albino. Por não poder ver, ele aguça os seus sentidos, e procura ouvir, cheirar, tocar todas as pessoas, o que faz com que certas pessoas o achem invasivo, por estar sempre mais perto que o normal, sempre mais atencioso, tocando em locais incomuns – Quando alguém lhe estende a mão, ele a aperta e a usa como guia até o rosto, e os tateia com as mãos para memorizar e ilustrar traços em sua mente. — Espirituoso e calmo, sempre pacato, coisas que adquiriu com sua espiritualidade e meditação. Ele é um que respeita a todos e nunca julga, mantém os comentários para si em sua mente sempre muito barulhenta. Apesar dos ocorridos da vida, do seu trabalho, ele é realmente feliz. Não tem motivos para ficar se lamentando, chorando, ansioso, sendo pessimista ou angustiado, o que o faz ser motivo de inveja para pessoas de todas as faixas etárias, gênero ou classe social. Ele tem uma filosofia sábia e interessante de ouvir, apesar de ser uma pessoa de pouquíssimas palavras, mais de oitenta por cento dos seus diálogos são profundos e cheios de ensinamento. Ele é um gênio, mas não o do tipo frio que só usa o intelecto para a guerra, para o lucro, mas para a vida em si. Há algo de muito tradicional nele: Shen protege com unhas e dentes a sua honra, e caso ela acabe, ele com certeza acabará com sua vida sem um ínfimo tremer nas mãos, nem uma gota na testa, nenhuma hesitação em sua mente de mestre. Ele é muito paciente e capaz de lidar com muitas coisas de forma casual, seja uma agradável senhora com sua neta ou um homem nojento que matou e estuprou mais do que sua escolaridade é capaz de contar. Ele é um homem forte e capaz de sempre lidar com seus problemas. Shen, você crê em milagres? Sim, mas hoje é uma exceção. E vai lá, com seus esforços resolver as dificuldades. Ele sabe que seus ossos não são de vidro, que sua pele não é de papel. Os humanos estão preparados para receber as pancadas da vida.Conhece muitas pessoas de todos os tipos, e identificar intensões, pensamentos e sensações dos outros é facílimo para ele. Ele é um grande mestre da empatia, e às vezes é de bom grado que se oferece para ajudar a organizar as vidas bagunçadas dos outros. E a vida bagunçada dele? Essa, quem corrige? Bom, ele voltou a acreditar em milagres.Apesar de ser um cego, ele não sente tanta falta de ver o mundo, porque passou a senti-lo com ainda mais força. A Terra está em harmonia, uma perfeita harmonia. Tudo é perfeito. Os diversos aromas que contam histórias, o calor que lhe dá prévias do dia, os sons carregados de sentimento. Para ele, a vida é simples e clara.


Aparência:
Apesar de estar na metade de sua vida, devido a alimentação, espírito e outras questões que a ciência não explica, Shen não parece ter mais de vinte anos.(20)Ele é um homem de aparência exótica e curiosamente jovial para a sua idade. Tudo começa com seu cabelo de tonalidade cinzenta escura, mas ainda bem distante do preto, em um corte curto, bagunçado e disforme, sem uma direção a seguir, com madeixas espetadas para todos os lados — é uma característica até fofa— Mantém os olhos fechados em quase 100% do seu dia, já que eles são completamente inúteis. Quando os abre, eles adquirem um formato intimidador, pequeno e puxado, mas que se suavizam quando ele sorri. A cor de sua íris é um puro azul celeste; a pupila também é azul, só que chega mais próximo de um turquesa, e as cores claras unidas às escleróticas tão unicamente brancas deixam claro a sua terrível condição — a cegueira— Em contradição ao seu desprovimento de melanina, suas sobrancelhas são negras como ébano, curtas, arredondadas e totalmente inofensivas, que contribuem para as suas expressões sempre graciosas e cheias de sutileza. Costuma usar algo que cubra seus lábios, para ocultar uma curiosa marca esverdeada que tem na boca, como uma tatuagem curiosa e de motivo oculto. Lábios um pouco carnudos e de coloração levemente rosada. A pele é branquíssima como papel, mas ainda tão cheia de vida, que mostra muito facilmente as marcas — não é preciso mais que um leve cutucar para tingir o branco de rosa— não há uma mísera pinta, mas coleciona algumas poucas cicatrizes causadas por treinamento, lutas ou algum mero acidente. Estatura baixa, com no máximo 1,64m e 57kg de massa. Tipo físico ectomorfo e magro, com definição mais concentrada nos ombros, braços e barriga, auxiliando a sua flexibilidade exorbitante.



– Mutsuki Ashiya


color=#757575]Habilidades: [/color]
Força: Shen é um homem poderoso e muito forte, apesar de ter uma estatura pequena e um pouco magricela, ele é capaz de erguer quase o triplo do seu peso acima da cabeça, e com um pouco de técnica e pujança, derrota no braço homens muito mais pesados e robustos.

Sistema sensorial altamente desenvolvido: Depois de ter ficado cego, ele treinou para ativar todos os seus sentidos, e não só a audição e o tato, mas tudo. Além dos quatro essenciais que lhe restam, ele conseguiu total plenitude em alguns outros, como o sentido da Propriocepção - descobrir a si mesmo e saber onde está cada pedaço de si- O Disparo Quimiorreceptor emético que facilmente detecta coisas incomuns, sejam tóxicas, contaminadas, envenenadas com o cheiro, e se ele ingerir, não leva mais de um segundo para vomitar, evitando quase em cem por cento das vezes a contaminação por via oral. Senso de direção - magnético- e ele sabe exatamente a direção para onde está indo, sentindo os campos magnéticos da terra, e então ele nunca está completamente perdido.

Velocidade/Agilidade/Equilíbrio: Ele é um homem muito veloz e de percepção imensa, o que fazem dele alguém difícil de ser tocado, ferido e acertado, pois é capaz de desviar e fugir muito rapidamente. Seus reflexos são muito superiores a de uma pessoa comum, que com a sua habilidade de notar muito antes um ataque, ele tem mais tempo para desviar. Ele usa essa técnica para desarmar pessoas, atacando quando a outra se prepara, sempre sentindo as brechas.


Resistência: Além do corpo ter habilidades fantásticas, Shen está apto a mantê-las por muito e muito tempo, sendo para correr a toda velocidade por um dia inteiro, ficar em um só pé por dias, ficar aproximadamente uma semana sem água e quase dois meses sem se alimentar. Pode segurar a respiração por dezoito minutos. Pode ficar muito bem em torturas, e resistir a dores intensas sem exclamar um único gemido de dor.

Conhecimento sobre anatomia e pontos de pressão: Ele usa todo o seu conhecimento nos diversos corpos na hora de lutar, e procura sempre encurtar batalhas físicas atacando nesses pontos, com a intensão sempre de atordoar, causar dores intensas, paralisia e desmaios imediatos.

Habilidades com armas – majoritariamente orientais – Ele teve muito tempo para estudar diversos tipos de armas e lutar com elas, e mesmo que sejam poucas, ele consegue facilmente descobrir como cada uma funciona e como as manusear corretamente, desde um sabre mongol a uma moderna arma de fogo – mas para usar uma arma de fogo ele deve passar alguns segundos a tateando para descobrir onde está corretamente cada lugar e evitar possíveis erros.


Sem ponto cego(無盲區) é a última arte marcial que ele criou, esta que lhe deu a sua atual alcunha. Quando era um preso, ele estava enclausurado em uma pequena sala com um piso de retângulos mesurados em 20cm x 30cm, e depois de os conhecer muito bem, tudo o que tocava em um desses quadriláteros, mesmo que bem distante dele, Shen já sabia de sua localização. Com imaginação, ele é capaz de se imaginar naquele lugar e imitar com uma precisão um pouco menor a sensação. Ele usa um tipo de “ecolocalização” para descobrir isso, e com o ínfimo som dos passos e do respirar, até de uma gota de suor pingando no chão, ele consegue descobrir uma posição e dimensão aproximada do oponente. Quando se torna ciente de tais afirmações, ele procura se mover pouco e prestar a total atenção nos seus sentidos. Para aprender a lutar, se deve saber algumas regras para aperfeiçoar.: 1°- Não se mova muito e procure preservar toda a energia possível, pois caso tenha muita fadiga, acabará desviando a atenção dos seus sensores e os ataques dos seu oponente serão bem mais difíceis de serem sentidos. 2°- Procure não atacar, mas caso realmente precise, faça o máximo para atacar somente uma vez, e se precisar de mais de um, concentre muita força neles e procure não mover tanto o corpo. 3° - Se não estiver completamente lúcido e em paz, evite usar essa e qualquer outra técnica de luta. Sempre esteja preparado. 4°- Seja humilde, não revele sua técnica à ninguém, e se possível procure a mascarar deixar seus planos ocultos. Não prolongue batalhas, se não tiver que saber de alguma coisa, não entre em um diálogo com o combatente. Se respeitarem as regras e encontrarem a essência da arte, certamente se tornará um combatente fantástico, capaz de segurar lâminas, desviar de ataques e desarmar armadilhas. Caso seja fundida à outra técnica, há chances de ser um lutador invicto a partir daí.


Lótus Guerreira(蓮花戰士) Essa técnica é a primeira que aprendeu e a que teve que ensinar para certos ninjas. Essa habilidade tem pontos opostos a que foi criada para si, mas com algum esforço e concentração, ele é capaz de mesclar ambas. A Lótus Guerreira é uma arte marcial que é eficiente tanto com ou sem armas, e utiliza ataques fortes que costumam desabilitar os oponentes causando danos irreversíveis, como decepando os órgãos ou causando danos internos intensos. Com as armas, o oponente procura avançar sem dar brecha para defesa ou contra-ataque, concentrando as investidas majoritariamente nos braços e em seguida nas pernas, e assim vai até que o oponente fique apenas com o tronco a agonozando em perda de sangue até morrer – ele costuma matar de uma vez ou cortar a cabeça antes que precise decepar o resto–

Já quando está desarmado, ele procura desferir ataques poderosíssimos em pontos frágeis e em ligamentos importantes, como estômago, ombro, joelhos, e principalmente no rosto. O objetivo dessa é acabar rapidamente batalhas com grandes oponentes, e isso se refere a características tanto quantitativas como qualitativas. Não é muito utilizada pois exige muita concentração e muita energia, já que procura usar o princípio do Sem Pontos Cegos nela. É muito eficiente e mortal, e alguns ninjas já conhecem o básico dela- todos seus alunos, todos poderosíssimos. Já em termos de defesa, ele procura não sair do metro quadrado, investindo em desvios que dependem muito da sua flexibilidade e percepção, saltando e desviando com a habilidade do mestre que é. O único mestre.


Habilidades Mentais:
Shen não é um mentiroso nem um ator, é verdadeiro e não faz questão de enganar tanto o seu oponente, mas ele procura esbanjar humildade e paz, procurando sempre evitar a luta, o que faz o adversário acreditar que este é fraco e incapacitado, quando na verdade é mortal. Os inimigos não se preparam tanto e usam golpes previsíveis e facilmente bloqueados. Como é rápido na luta, o concorrente nem mesmo tem tempo de notar o engano.


Talentos:
Além da arte da luta, existem outras três artes que o monge domina como ninguém: A da escrita, a do desenho, a da música. Mesmo que seja cego, ele excelente na Shodo e shufa, além de outras caligrafias ocidentais para escrever as mais bonitas palavras que ele sempre usa. Como músico, ele tem todo um imenso carinho por instrumentos, e adora procurar novos, descobrir como arrancar as mais bonitas melodias, e também é capaz de tocar todas as escalas musicais possíveis desde uma tradicional escala europeia a o canto gutural mongol. Como um pintor, ele usa uma técnica curiosa com nanquim e água. Usa um pincel molhado com água para desenhar algo que ninguém consegue ver, e até mesmo o alertam que está trocando a tinta com água, e ele simplesmente nega e diz que não está fazendo nada de errado, e no final, ele molha o pincel no nanquim e deixa cair uma única gota, e no fim, um desenho lindo surge diante dos seus olhos.

Gostos:
Para ele, tudo o que é simples e cotidiano o deixam encantado. Ele adora ouvir os mais diversos sons, ouvir a vida, os goles que seus amigos tomam quando bebem com ele; os passos que as solas dos calçados fazem ao bater na madeira; os som suave que o atrito do tecido e a pele fazem quando são retirados; as louças ao baterem suavemente na mesa. Crê ele que a única coisa que sente falta dos seus tempos de telespectador quando sente nas mãos um livro, pois este adora todos os tipos de história, o suficiente para parar no meio do caminho quando ouve alguém lendo um conto infantil, visitar senhores solitários apenas para que conte as histórias de suas mocidades, e acaba dando alegria para eles. Descobriu que a música é um presente dos deuses, porque não há nada mais divertido e emocionante que uma melodia, e com ela, veio o amor pela dança. Adora se mover enquanto ouve, mesmo que às vezes sua euforia acaba o fazendo pisar em um pé ou em outro. Gosta de sentir novos sabores, gosta de comer bem, beber bem. Ele tem uma pequena fome por pele, e é a coisa que mais gosta de tocar. É bonito ver as moças se encantando quando ele se concentra e passa suavemente os dedos na linha dos seus maxilares, bochechas, pálpebras, o polegar lentamente nos lábios, e por fim sorrir feliz para elas quando a imagem do rosto da garota se forma em sua mente, normalmente isso acompanha um elogio, pois para ele, todo rosto é bonito.

Desgostos:
Apesar de ser bem resistente a ela, odeia sentir a dor, e sentir em todas as interpretações possíveis. Não gosta de ouvir choros; soluções doídos; gemidos sofridos; o som de carne rasgando - é um dos motivos dele ser um dos lutadores mais silenciosos na arte de matar - Não gosta de aromas desagradáveis, sabores amargos e semelhantes. É hipócrita um mestre nas artes marciais se dizer contra a violência, e Kwan compartilha dessa hipocrisia, e procura evitar as batalhas – e por isso criou uma nova arte marcial – Ele gosta de ouvir, mas ouvir de mais é horrendo, e detesta a algazarra, principalmente de alguma multidão - ele fica perdido, desnorteado, sem saber onde está e para onde ir. Ele não aprecia estar em locais com água - se ela for violenta e de profundidade disforme – pois perde a percepção, e o mesmo com fogo.

História:
Em algum lugar entre a fronteira da Mongólia e China, havia um pequeno vilarejo chamado Yesheng Lian, traduzido como Lótus Selvagem. Era um lugar bonito e rico de alegria e simplicidade, onde as pessoas tinham rugas precoces no rosto de tanto sorrirem. Shen Kun era uma criança normal, mas que nasceu com o talento para a batalha, e isso era visto dês de cedo, quando conseguia lutar facilmente com grandes cães e pegar passarinhos nas mãos aos cinco anos, e também parecer tão inofensivo que os animais vinham por conta própria. Ao notar isso, sua mãe, Jia Li Tao, o Pêssego da Longa Vida, o apresentou para o seu mestre, este que o nome nunca foi revelado. Vendo a bondade e o talento nato na criança, não pensou duas vezes e o escolheu como seu maior discípulo. O treinamento foi árduo, desgastante, o continuou até que seus membros parecem de tremer e suportasse tudo como atravessar uma rua deserta. Shen Kun dominou a arte ainda muito jovem, aos dezesseis anos de idade, e então passou a se tornar um tipo de monge do local, que espalhava sua filosofia, talento e ensinamentos pela comunidade. Tudo permaneceu bem por pouco mais de um ano, até que tropas do clã Young invadiram a vila, e dela destruíram toda a história, os habitantes, as casas, toda a alegria de lá. Motivo? Os habitantes se negaram a aceitar ordens autoritárias de um ditador inquestionável, e por isso morreram corajosos e terrivelmente tolos. Em meio aos gritos, os mortos, os lamentos, havia um jovem brilhante que derrubava os guardas facilmente, mesmo quando muitos atacavam de uma vez, e fazia tudo sem uma lágrima nos olhos ainda saudáveis. Por que? Foram as últimas palavras do seu mestre — Não deixe que te roubem— e essas palavras tiveram interpretações diferentes com o passar dos anos. No fim, com as próprias mãos, Shen derrotou em torno de 25 e 30 homens, mas não foi capaz de lidar com cem. Felizmente, o líder se interessou de imediato nos seus métodos, que nunca antes foram vistos por estrangeiros. Resolveram o capturar vivo, e com a condição de treinar e ensinar a técnica aos filhos do líder, poderia viver bem e em paz. Ele quase foi fisgado pela proposta de paz, até que viu Jia Li Tao, sua mãe, ser carregada ferozmente até um aposento cheio de outras mulheres pouco cobertas e de olhares assustados, e ele pode ter um vislumbre do que fariam com ela. "Não deixe que roubem". Ele respirou fundo e assentiu sorridente.— Eu vos treinarei, mas só se libertarem-na— ingênuo, acreditou que funcionaria, mas só debocharam do coitado, e seu pedido não foi concedido. Ele viveu em um tipo de prisão domiciliar, e foi impedido de sair de um palácio por quase dois anos, e durante esse tempo seu dever era somente lesionar os jovens e nobres ninjas - que nunca souberam toda a técnica, e na verdade, o que mais aprendeu sobre ela só teve ciência de menos de vinte e cinco por cento de tudo -. Ele nunca teve tanto tempo livre, e nesse ócio imenso ele passou arquitetando alguma forma de deixar sua progenitora ser livre de novo, que a longa vida do pêssego fosse feliz. Em uma tarde qualquer de um dia silencioso, a sua meditação foi interrompida por uma imensa cólera, e ele cansou de esperar, de encontrar o momento certo para arrancar a mulher do lugar e correr para longe. "Esperei demais. Tudo o que passei em ócio, todo o tempo perdendo chances perfeitas. Todo momento é um bom momento" Foi um dos pensamentos errados de Shen. Quebrou as correntes, pulou pela janela, atravessou paredes e arriscou a vida talvez algumas dez vezes para conseguir a retirar a mulher da casa e fugir. Talvez Shen não estivesse de todo errado. Talvez todo momento seja um bom momento, mas nem todo momento é o momento perfeito. Ele conseguiu atingir metade do seu objetivo, pois sua mãe conseguiu fugir, mas no meio do caminho, a poucos passos, ele notou que se fugisse com ela, os dois jamais teriam paz. Por ela, ele mudou de caminho. “Mulher, segue teu caminho, durma bem e sonhe novos sonhos. Agora, nossos destinos se separam para sempre.” Foram suas últimas palavras, e o adeus de sua mãe foi um beijo na testa suja de suor. Correu como louco até um lugar mais aberto, para então ser acertado na perna por um flecha e ser capturado depois de mais dez minutos de perseguição. Ao encarar o líder, seu semblante estava furioso, violento, animalesco. Com gritos coléricos, convocou um ancião com uma cobra nos braços, uma víbora indiana e mortal. Pegou a criatura peçonhenta e forçou suas prezas a abrirem, e então, perfurou ambas nas pupilas do jovem monge, três segundos em cada. As retirou e então disse em soar fleumático. “Por desobedecer a mim e a minha piedade, eu lhes prendo para sempre em um inferno eterno e sem luz. Jamais sairá do meu território novamente, seu cego de merda” Por aquele momento e por muitos outros em seguida, permaneceu com os olhos esgazeados, lábios desunidos em choque, face mais pálida que a mais branca boneca de porcelana. Ele tentou fechar os olhos, mas ele não conseguia, como se estivesse paralisado. Moveu a mão freneticamente na frente do rosto, jogou água, ficou de frente para um homem que segurava uma vela. — Coloque mais perto! Diante dos meus olhos — mas está diante de ti. Suas pernas ficaram bambas e ele caiu sentado no chão da sala. O sangue pingava o tempo todo de suas orbes, uma gota a cada segundo. Cobriu os olhos com as palmas das mãos, e a dor que sentiu ao tocar diretamente nos globos oculares descobertos sequer foi levada em consideração. “Estou cego...” gemeu sofrido. Durante quinze dias e quinze noites, não se pôde saber se ele estava vivo ou não, porque não se moveu, não tomou nenhum gole d'água, nenhum grão de arroz, simplesmente sentou-se na posição de lótus e em profunda meditação. Se concentrou, e então, em uma respiração profunda, ele pode sentir ao seu redor. Soube quando pétalas de sakura entraram em sua janela e caiam silenciosas no chão a sua frente, sabia onde estava a borboleta pequena que se esgueirava em uma flor. Ele sentiu o mundo inteiro com cada mínima molécula do seu ser. Tomou coragem e se levantou, confirmando com os pés descalços as pétalas, e em passos vacilantes e hesitantes, foi até a parede, e arrastou os dedos por ela, até sentir algo, um vaso, em cima de uma cômoda baixa. Nessa cômoda há uma gaveta, na gaveta, há papel, um pincel, nanquim. Cuidadosamente, pegou os objetos e os apertou protetor ao peito, procurando algum lugar para deixar. Encontrou um metro quadrado livre no centro da sala, e deixou o que havia pegado no chão. Contou os passos até parede, e da parede até a esquerda, até uma pequena mesa que se encontrava a sete passos do centro. A pegou e voltou para lá, e organizou tudo perfeitamente, preparando-se para fazer algo, uma coisa que desejava. Pegou o pincel, molhou na tinta, e então foi para o papel. Lá estava, escrito perfeitamente na arte shūfǎ- caligrafia chinesa-, 希望, esperança. Ele se levantou e tocou no peito, sendo aquecido por uma imensa caichoeira de fé. Ele se levantou, caminhou, parou e então, sua cabeça virou ligeiramente para o lado.“Eu sei que tem um pilar logo ali.” e foi até o pilar, dando um chute nele, e fez o mesmo com o jarro que havia encontrado antes. Ele já se guiava perfeitamente. Alguns dias depois, um dos guardas foi o encarregado de checar se o monge continuava vivo, e se assustou ao encontrá-lo escrevendo pacificamente em um papel. Estava escrito 見, ver. Se aproximou, e o seguinte diálogo se iniciou. “Ver?” “Sim. Ver. Eu vejo. Vejo tudo, até a sua alma.” E depois disso, ele virou a cabeça na exata direção do homeme a abriu os olhos, as orbes inúteis, mas que eram visualmente intactas e ameaçadoras. Antes de levar um golpe que o fez desmaiar, ele gritou de medo. Viu a chance e correu até ela. Correu como o vento, se batendo em todas as paredes até encontrar uma porta que levasse para a rua, e da rua para o bosque, e do bosque para lugar nenhum. Ele parou em lugar plano e limpo, e única coisa que havia lá era um pessegueiro. Como soube? O cheiro, a sombra, o tronco da árvore. Ele ouviu um leve estalo e ergueu a mão, e quando o fez, pegou o pêssego que havia se livrado da árvore. Passou os dedos pela fruta, sentiu o aroma doce e a mordeu para sentir o sabor, o pêssego mais delicioso que comeu na vida. Respirou fundo, sentiu tudo ao redor, e só agora, depois de cego, Shen pôde ver o quanto o mundo é belo.

Clã
Shen não possui clã algum, é um homem livre e procurado por todos os clãs. Todos querem uma relação amistosa com ele, é o clã Young quer matá-lo.


Familia:
Mãe: Jia Li Tao, uma linda mulher que hoje tem uns cinquenta anos, e com a mesma técnica do filho para se manter jovem, aparenta no máximo trinta e cinco. Ela é uma mulher doce e sábia que está em algum lugar desconhecido pelo mundo, vivendo feliz e cheia de saudades.


Pai: Li Xanadu, um homem bom e justo que foi assassinado tentando proteger um grupo de crianças no ataque de sua vida. As crianças morreram, mas ele foi como um quase herói. Até hoje, mesmo que Shen seja meio descrente em deuses, reza para quem estiver ouvindo pelo seu pai.


Por que quer se tornar rei?
Porque ele deseja criar um mundo mais justo e menos cruel. Toda singela alma que já passou por ele acredita que ele pode mudar o mundo.

Armas:
A arma mais utilizada e casual de Shen é um (铁扇) tiě shān, um leque bonito de seda endurecida e afiadas e mortalmente cortantes hastes de metal. É belo e charmoso, e também aparentemente inofensivo. Quando se sente ameaçado, pega de forma eventual o leque e abana o rosto como se estivesse com calor. Quando fechado, pode ser usado como um punhal ou uma clave de pouca força, e quando aberto se mostra muito eficiente contra a defesa por ser dificilmente perfurado, e para ataque, as pontas e as laminas são fatais e podem ser usadas para causar cortes de no máximo 1,5cm de profundidade. A primeira lâmina do leque é envenenada com uma toxina de propriedades adormentes, e o efeito vai variar muito de oponente para oponente. Os mais magros e menos resistentes podem perder parcalmente seus reflexos dentre de cinco minutos, e totalmente em vinte. Caso o adversário for mais forte, perde parcialmente no dobro do tempo e o totalmente sequer ocorre.

A sua segunda arma e normalmente mais utilizada no estilo Sem Ponto Cego. Um Kwan com a lâmina feita de uma liga metálica moderna e resistente, pouco flexível e que dificilmente perde o fio. O cabo é um palmo maior que a sua altura e é feito de madeira flexível, porém muito resistente. Normalmente o usa girando-o para atingir oponentes a longa distância e mantendo o princípio de não se mover tanto. Os movimentos com os braços são ínfimos e o efeito é destruidor. Ele usa outras formas de lutar, como fazendo a madeira flexível como um chicote e aumentando a força do ataque para cortar materiais mais duros e quebrar defesas. Também usa movimentos explosivos frontais em pontos vitais para finalizar imediatamente. Ela está escondida dentro de um Shaminsen – um instrumento de corda japonês – com um tamanho bem mais longo que o normal. Curiosamente, o instrumento não perde nenhum ponto em afinação.



Sua última arma é a única que não sente necessidade de ocultar, e é exclusiva ao uso Lótus Guerreira. É uma espada Tai Chi Jian de lâmina longa e reta, dura, muito leve e de uso restrito ao estilo de luta. É bonita como todas as outras armas, mas é a mais simples e previsível.

Par –
( ) Pedirei a alguém que enviou uma ficha para ser par do meu personagem
(x ) A Autora escolhe
( ) Não quero

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