~ElfaLivre

ElfaLivre
Elfa
Nome: Luna Grinfield
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: São Paulo, São Paulo, Brasil
Aniversário: Indisponivel
Idade: Indisponivel
Cadastro:

Elfa Livre


Postado

Uma Elfa Livre desde 1682.
Nós, elfos, somos uma raça bem antiga. Há muito tempo vivíamos com os magos, as fadas, os unicórnios, os sapos mágicos, os gnomos, os anões, os grifos, os Pégasos, os duendes, os dragões e muitos outros seres.
Lembro-me muito bem como era antes dos humanos começarem a destruir nossas florestas. Eu era uma elfa que discutia frequentemente com as fadas. Em minha opinião, elas eram extremamente irritantes, com um ego enorme só por serem adoradas pelos mortais. Muitas delas nem mesmo tem um cérebro para discutir conosco. É claro que há uma exceção, há uma fada, diferente das outras, igualmente convencida, mas diferente. Ela tem opiniões totalmente diferentes das minhas e das outras fadas. Ela é extremamente teimosa e assim como eu discutia frequentemente com as outras fadas.
Lembro também dos gnomos, atentos a tudo, tentando evitar a desordem, eles brigavam conosco até se uma pequena folha caísse de modo não natural. Nunca mais os vi depois que os humanos invadiram nossa floresta, eles disseram que só voltariam quando o meio ambiente voltasse a ser como era.
Os anões, bem, esses eu via muito pouco, eles viviam ocupados com o trabalho, mas mesmo assim era ótimo conversar com eles.
Os duendes, desses sim me lembro bem. A maioria das minhas noites mal dormidas foram por causa deles. Eles ficavam dormindo durante o dia e a noite davam festas, muito barulhentas por sinal. Eles estavam sempre animados. Era até irritante as vezes, mas eles sempre conseguiam tirar um sorriso dos outros.
Os pégasos voavam o dia inteiro, sem se preocupar em conversar com nós.
Os unicórnios eram muito fechados. Eles conseguiam ser anti-sociais e sociais ao mesmo tempo. Eles eram extremamente anti-sociais com outras raças, mas extremamente sociáveis entre si. Os humanos pensam que unicórnios são seres puros que não fariam mal a uma mosca. Mas eu sei que não é bem assim, já perdi a conta das mortes que eles causaram quando alguém dizia algo ruim para eles ou se aproximava muito. Eu não tive contato com muitos unicórnios, mas tive com uma unicórnia. Ela é outra grande amiga e ao mesmo tempo que tem gostos parecidos comigo, tem gostos super opostos.
Eu via os grifos mais raramente ainda, e nas poucas vezes que os via, eles estavam causando muitos problemas.
Os magos, ah, já recebi tantos conselhos e sermões desses. Eles eram atrapalhados, engraçados e desastrados ao mesmo tempo em que eram sábios. Eu adorava ver a magia deles em ação. Tentei até aprender uns feitiços não élficos com eles, mas não deu muito certo. Eles acabaram me mandando para uma escola de magia e bruxaria.
Havia também os dragões. Esses eram tão perigosos quanto os unicórnios. Mas os dragões atacavam mesmo quando não fazíamos nada contra eles. Porém, os elfos mais jovens tinham um esporte em que amavam. Montar em um dragão. E é claro que eu participava disso. Voar em um dragão é realmente único. É algo inexplicável que só quem já voou sabe. Bem, da última vez que voei nele, acabei caindo e me machucando feio. Fiquei dois meses sem me mexer. E precisei de muitos feitiços élficos para me recuperar. Foi aí que adquiri meu medo de altura.
Havia também os sapos mágicos, esses moravam em outra floresta, mas eu sempre me comunicava com um deles que já havia morado na mesma que eu. Esse sapo mágico é outro amigo que considero muito. Muitas pessoas não entendem os sapos mágicos. Eles são seres extremamente inteligentes. Conversar com eles é ótimo e não dispensam uma boa conversa. Eles possuem teorias sobre tudo, essas que são incríveis. Eles também são muito estudiosos, preferem não ir às festas dos duendes e ficar estudando.
Também me lembro dos “Qualquer Coisa”, ninguém nunca descobriu o verdadeiro nome da espécie, o nome dado foi porque eles podem ser qualquer coisa que quiserem. Eles são os deuses primordiais das piadas ruins. Eles ficam por ali, transformados em qualquer ser, às vezes até em uma folha e ficavam espalhando piadas ruins, que para muitos eram engraçadas. Apesar de tudo, os “Qualquer coisa” são ótimos amigos e são bem educados, porém são muito ciumentos e adoram quebrar portas.
Era assim meu dia na verdade.
Eu acordava cedo para caçar e cumprir as missões dos elfos, totalmente secretas. O conselho não permitia que contássemos para nenhum ser ou seria considerada traição. O conselho dos elfos era muito rígido. Nem me recordo de quantos considerados traidores que tive que perseguir.
À tarde, me encontrava com os amigos. Uma fada, uma unicórnia, um sapo mágico e um qualquer coisa. Ficamos conversando o dia inteiro. As vezes, discutíamos com os basiliscos, mas isso quando Allandin, o qualquer coisa, não estava por perto. Afinal, ele tinha uma queda de um penhasco sem fim por um dos basiliscos.
Basiliscos era um grupo de seres que nos detestava e o sentimento era recíproco. Eles conseguiam ser mais fúteis que as fadas.
À noite eu tentava dormir, mas as festas barulhentas dos duendes me acordava e então eu levantava e ia observar as estrelas, ou incomodar Diwa, a fada convencida, e Killer, a unicórnia assassina.
Naquela época reclama de tudo, das missões cansativas, das ordens que recebia, das festas, dos basiliscos, das festas, dos sermões dos gnomos, das festas. Principalmente das festas. Mas hoje até sinto falta.
Ter que espirrar o spray da invisibilidade todo dia nas orelhas para esconder que você é um ser mágico não é uma tarefa legal, é ainda pior para os outros seres que precisam de muito mais que um spray para evitar estar morto em uma mesa de um laboratório de pesquisas.
Ainda tenho contato com alguns, mas a maioria está sumindo aos poucos.
É estou livre das festas, livre das ordens, livre dos basiliscos. Mas estou presa no mundo dos humanos.
Uma Elfa Livre desde 1682, ou nem tão livre assim...


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