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Progressos, não regressos


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Progressos, não regressos

Boa noite.

Depois de perder a eficiência que adquiri no passado em redigir textos longos, tento escrever este em específico como uma forma de exemplificar algumas coisas.

Estou no site desde o ano de 2009; vulgo ano em que me inseri nessa adversidade que é a escrita. Enfrentei uma série de situações que me colocaram à prova, assim como fui obrigada a passar por momentos complicados em que me enquadrei de forma voluntária ou não. As experiências quase sempre foram amargas: lidei com pessoas próximas forjando contas e se passando por quem não eram, tive um relacionamento que deixei sucumbir por terceiros, sofri e aceitei acusações, assim como as fiz prontamente; tive direitos comprometidos novamente por terceiros e assisti a pessoas que nomeava por amigos abandonarem o site e perderem ou cortarem o contato comigo ao longo do tempo. Todas essas coisas poderiam ser suficientes para me fazerem ter desistido do site há muito tempo caso eu não tivesse o suporte de seres celestiais e maravilhosos dotados de doses de coragem e amabilidade. Eu poderia descrever tudo o que eu passei, exemplificar o porquê de esse e aquele boato ser dirigido a mim ou porque todo mundo insiste como primeira impressão de que eu sou uma pessoa arrogante e que seleciona seus contatos.

Entrei no Spirit em 2009, o que significa que eu tinha 12 anos prematuros. E foi aí que comecei a escrever e descrever o mundo; primeiro colorido, depois com todas as camadas de sépia; de poeira acumulada, de problemas acumulados, dívidas, corações partidos, famílias se desentendendo por conta de princípios que nem deveriam ser chamados assim. Por algum motivo, eu insisti em adicionar as pessoas que, em primeira mão, me pareciam incríveis com todos os seus símbolos na frente dos nomes e atenção requisitada. Eu sou tímida, mas adoro público; de verdade. E quando percebi que não havia lugar pra mim em nenhum trono, entendi que talvez estivesse destinada a escrever para um público que dava as caras de vez em nunca e não me motivava. Por algum motivo, aquilo continuou funcionando. Eu escrevia, tinha alguns favoritos, e acabei arranjando alguns leitores mais fiéis que realmente sabiam dar críticas [abre aspas; araújo; fecha aspas]. Eu tive uma pessoa muito importante no processo que não está mais no site e certamente não se comunica mais comigo, mas que me foi fundamental, que sabia que eu era uma garotinha que tentava sempre arrancar uma risada e que estava desesperadamente precisando de um abraço. E eu deixo essa ressalva em especial para ele. Obrigada, phrimmo.

Eu cresci em algum momento entre os 15 e os 16. Participei de concursos, li mais vezes, vivi menos vezes. Meu mundo sempre foi e sempre será murcho e desequilibrado. E da mesma forma que se espera que uma pessoa revoltada com o mundo se perca em algum tipo de vício, eu sempre fugi disso. Abomino cigarros, mas já pensei em usar maconha em uma época que tudo estava dolorido e angustiante que nem está atualmente. Um usuário me desencorajou a fazer isso. Não saio em festas por aí. Quase sempre eu saio sozinha, compro um picolé de Lichia, que nem fiz ontem à tarde, ou um milkshake de amora de tamanho médio. Ou uma coca-cola de 350 mL, que certamente é a coisa que eu mais tomo quando estou meio pra baixo por ser mais barata que todo o resto. Isso acontece no máximo trinta vezes em 365 ou 366 dias, quando eu realmente me dou ao trabalho de sair pela porta da frente e tentar não exibir os cacos tão prontamente. E eu também não sou um Ás no quesito romântico, já que quase toda a minha carga emocional foi virtualmente expandida. O que eu queria dizer mesmo é que sou uma pessoa de hábitos simples. Quase 19 anos e, mesmo dizendo que não vejo a hora de perder a virgindade, abomino a ideia de transar. Fui para São Paulo no começo do ano e foi uma experiência incrível e aterrorizante.

Atualmente, eu não tenho dinheiro, nem nenhuma amizade que eu mantenha contato além de redes sociais, nem estudo ou tenho um emprego. Não dá pra achar emprego em uma cidade com lugares de sobra para estabelecimentos comerciais e salário de menos pra tanto imposto. Eu fiz uma série de projetos desde o ano passado: página no Facebook, um blog, várias fanfics e projetos de originais que sumiam da minha mente em uma frequência assustadora. O que me deixa triste é perceber que, toda vez que eu escrevo algo que me agrada, o público não parece gostar. Eu adoro abordar conteúdo homossexual nas minhas histórias porque sei como é difícil pra uma pessoa que nunca teve um relacionamento com pessoas do sexo oposto e é cheia de dúvidas sobre si lidar com isso. Um golpe foi não ter tipo uma recepção como eu imaginei em É frio aqui fora, que é basicamente uma página em aberto da minha vida no quesito "amor não-correspondido". O que eu não gosto é de ver o meu público se reduzir cada vez mais, quando o esperado é atingir um maior número de pessoas. Então eu me fecho. Penso que o problema é a categoria, então me esforço para trazer algo da categoria oposta e sei lá, simplesmente escrever o que eu estiver sentindo. E então continua com a mesma receptividade, daí volto e fico nesse pingue-pongue entre minhas categorias preferidas, EXO e Originais, e me sinto desmotivada até sobrar uma vontade quase nula de continuar fingindo que mais de trinta pessoas vão me acompanhar durante a minha vida.

É chato ter que fazer isso, mas eu estarei desativando a conta durante um período indefinido, provavelmente para sempre, assim que finalizar "A felicidade é como uma arma quente" e terminar de avaliar o concurso da @Ace-. Eu não consigo mais preencher um vazio com outro. Provavelmente vou parar de escrever também. Pelo menos para sites em geral.

Obrigada por todos os que me acolheram nessa caminhada, de qualquer forma. Foi gratificante enquanto durou.

Karine
Minha mãe me acha legal


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