~eveIin

eveIin
.hush, little baby
Nome: [eve]lin — ©1985
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Santo Andre, São Paulo, Brasil
Aniversário: 14 de Junho
Idade: 5
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H i s t o r y — Margo


Postado

2 0 0 4 — Geórgia, Atlanta - EUA — "Tornados Espaciais"

"Por mais que você me veja apenas como um ser pequeno, sem forças extraordinárias ou poderes de persuasão, eu te amo papai. Mesmo que me machuque te ver triste, andando de um lado para o outro preocupado, ou ouvir teu tom de voz que indica a saudade que habita dentro de ti quando falamos de mamãe, eu digo que estou bem. Mas me destrói ver suas lágrimas caindo em seu rosto Mesmo sendo pequena, quero que saiba que eu estou com você. Até nos momentos em que finge estar bem ou diz que não eram lágrimas e sim um cisco nos olhos.

Papai...Você sabia que tornados espaciais são reais? Quando uma estrela está nascendo, ela só sai de um tornado e de ventos fortes. Eles são super perigosos. É difícil sobreviver neles. Mas, no final, uma estrela é formada no meio daquele vento. Mamãe conseguiu passar pelo seu próprio tornado. Mamãe agora é uma estrela, papai."


2 0 0 7 — Geórgia, Atlanta - EUA — "Para papai"

"Me ajude papai, acho que estou enlouquecendo. Costumava ver monstros adentrarem meu armário, mas ontem foi diferente. Quando um de seus amigos apareceu em casa, olhei o reflexo dele no espelho e me assustei, pois a imagem refletida era de um monstro, mais feio e assustador ao que vi no armário. Ele sorria para mim de uma maneira estranha e me dizia que tudo iria ficar bem e que eu não precisava ter medo. Não entendi o porquê dele estar sorrindo, papai, mas eu tive medo. Desde então não consegui mais dormir. Nem ouvindo suas histórias contadas a noite. Esse monstro não quer sair da minha cabeça. Ele alegou que tudo ficaria bem,mas não ficou, papai, não para mim."

2 0 1 4 — Geórgia, Atlanta. - EUA — "Uma nova estrela no céu"

"lembro-me de quando costumava dormir ao lado do papai. Era apenas eu e ele, e ele e eu . Eu gostava de viver com papai. Ele sempre estava ao meu lado, me apoiando, motivando e me punindo quando era necessário - afinal de contas, eu nunca fui a filha perfeita. Nos primeiros dias de sua ausência, chorei durante muitas noites, chamando pelo papai... Imaginava que ele fosse aparecer e me dizer que tudo iria ficar bem enquanto me colocava para dormir e me contava uma de suas histórias clichês — mas apaixonantes — com mamãe. Mas com o passar dos anos a maturidade chegou até mim. Mesmo possuindo apenas 12 anos e com o tempo ganhando o nome de quinze, eu havia caído na realidade. Eu não iria ver meu pai, tampouco ele viria me buscar. Ele não estava mais aqui comigo, e nem com ninguém exceto por mamãe."


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