~EXO-G

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Falling: 76%
Nome: Allen
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Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 23 de Julho
Idade: 19
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Dois Hyungs e Um Garotinho


Postado

Dois Hyungs e Um Garotinho

KyungSoo acordou aquela manhã sentindo-se quentinho. Algo pesado - e não era seu cobertor - o aquecia de forma carinhosa. Era normal.
Virou-se e contemplou o olhar sonolento e sorridente de seu irmão mais velho, a mão do maior acariciou seu rosto e ele tornou à fechar os olhos.
- Como dormiu, meu doce? - BaekHyun murmurou com voz cansada.
- Muito bem, muito bem. E você?
- Como sempre, bem. - sorriu e puxou o dongsaeng para um abraço caloroso, logo para fora da cama - Temos que nos arrumar, lindinho.
- Não quero ir para a escola. - o menor fez bico.
- Você vai ficar burro. - o maior riu.
- Não, tenho um hyung muito inteligente para me ensinar!
- Fofo. Mas bajulação não vai mudar minha opinião sobre a escola. - KyungSoo fez bico e logo foi para o banheiro tomar banho.
Tinha vezes que BaekHyun tomava banho junto consigo, ele era banhado pelo hyung e sempre conversavam muito, KyungSoo sempre esclarecia as duvidas sobre seu corpo com o irmão, pois ambos tinhas pouquíssima confiança ou intimidade com os pais, devido ao fato de que estavam sempre sozinhos, só viam os pais de manhã cedo e tarde da noite, quando voltavam pra casa.
Criaram-se sozinhos.
Faltava ajuda por diversas vezes e houveram momentos em que apenas a presença materna poderia aplacar as lágrimas derramadas.
Mas ali estavam eles, com a crianção que conseguiram sozinhos e graças à isso, por muitas vezes, Baekhyun se sentia sozinho. Ele criara o irmão quatro anos mais novo, sozinho e isso o desgastou muito. Mal teve tempo para refletir sobre sua vida e sofreu ao tomar cada uma das decisões dolorosas que a vida lhe dava. Sofreu ao aceitar sua opção sexual, sofreu ao gostar de um garoto pela primeira vez, sofreu por não ter alguém para dar orgulho, sofreu por não conseguir respostas certas para dar ao irmão mais novo, sofreu quando o viu gostando de um garotinho de sua turma, sofreu o vendo chorar por alguém ter lhe chamado de uma palavra que mal sabia o que era. Sofreu por diversas coisas, baixou a cabeça diversas vezes e os que lhe mantiveram vivo foram seu namorado e seu irmãozinho. Era eternamente grato por ambos e, hoje, o que fazia era trata-los como seus tesouros.
KyungSoo saiu do banheiro com o uniforme escolar e penteando o cabelo.
- Hyung, posso assistir My Little Poney enquanto você toma banho? - o menor fez aegyo.
- Yah, não faça essa carinha, meu amor. Pode ir lá sim. - ele sorriu e selou os lábios do menor. KyungSoo sorriu.
Era constantemente tocado e elogiado pelo irmão mais velho e ele gostava. Ele acreditava que aquele carinho demonstrava os verdadeiros sentimentos de seu hyung - não necessariamente esses -, seu irmão o tratava muito bem e ele esperava que nunca acabasse.
Se dirigiu às escadas e logo sentou no chão da sala, ligando a TV e dando um grito alto falando "RAINBOOOOW! YAAAAAAY!!". BaekHyun ouviu do banheiro e riu. Ele tinha o dongsaeng mais fofo do mundo.
Ao sair do banho, devidamente cheiroso e perfumado, sentou ao lado do irmão e pegou o telefone, digitando.

"Estamos prontos."

Puxou o menor para deitar cabeça e seu colo aguardando resposta.

"Estou chegando, dois minutos." ChanYeol

Ele sorriu ao ler e suspirou baixo, afagado os cabelos de KyungSoo e recebendo um xingão do mesmo por estar bagunçando seu cabelo.
- Você é vaidoso demais para um garoto de 13 anos, amor. - ele riu.
- Calado, eu só passei dez minutos arrumando isso. Não estrague! - arrumou novamente e mostrou a lígua para o maior, que mordeu sua língua e ele não conseguiu evitar rir.
Ouvira alguém bater na porta e BaekHyun levantou e correu rapidamente para a frente, se jogando nos braços do maior e o apertando nos seus.
- Bom dia, amor. - ChanYeol sussurrou no ouvido de BaekHyun.
- Bom dia, orelhudo. - ele riu.
- Ah, bom dia, baixinho - ele sorriu para KyungSoo que baixou o olhar sorrindo, sem responder.
- Vamos rápido, o KyungSoo tem que apresentar um trabalho no primeiro período.
- H-hyung! - KyungSoo o interrompeu, ele detestava que o irmão soubesse dessas coisas, ou pior, espalhasse... Embora não fosse nada particular, ele não gostava muito que outras pessoas soubessem que ele existia e que tinha suas ocupações.
- O que? - ele riu - Vamos logo.
Puxou o menor para o meio dos dois e beijou sua bochecha. KyungSoo timidamente olhou para cima para ver ChanYeol e corou ao perceber que o maior mal podia notar sua presença e seu tamanho não ajudava nem um pouco. ChanYeol olhou para baixo e sorriu doce para o menor com o rosto vermelho, KyungSoo achava que ele lembrava muito a figura paterna, pois ChanYeol era grande e forte e... E era muito bonito. Suspirou e encarou o chão. Facilmente ocupou sua cabeça com o trabalho que presentaria em seguida.

Eles chegaram na escola e JongIn veio cumprimentar o melhor amigo ChanYeol. KyungSoo não sabia absolutamente nada sobre o moreno além do nome, mal sabia seu sobrenome - começava com K, certo?. Ouvia pessoas falarem sobre ele porque ele era muito popular, já havia ficado mesmo com garotas de sua turma, inclusive garotos, isso o assustava um pouco. Mas era o melhor amigo do namorado de seu irmão, ele não se meteria.
- Bom dia, gigante! - o moreno riu.
- Bom dia, negão. - ChanYeol abraçou-o.
- Bom dia, Baek... E bom dia para você também baixinho. - sorriu doce para KyungSoo que se abraçou no irmão completamente envergonhado e sem reação. Ele detestava parecer uma criança as vezes. Todos riram e KyungSoo o abraçou com força.
- Amorzinho, ta com vergonha? - BaekHyun afagou seus cabelos - Vamos para a sua sala e deixar esses dois bobocas falando sozinho, certo? - o menor em seus braços apenas assentiu e o seguiu ainda agarrado a seu hyung até a sala.

BaekHyun ssentou no chão em frente à porta e puxou o irmão para sentar em seu colo.
- JongIn é bonito, né? - BaekHyun riu - Você não acha ele bonito? Vocês formariam um casal muito fofo...
- Hyung! - ele o ohou feio o que fez o maior rir.
- Me desculpe... - ele riu e abraçou o menor - É que você não se permite gostar de ninguém. Se continuar assim, eu vou acabar te pegando. - fez cocegas no menor que riu.
- Você pode me pegar, hyung. - KyungSoo riu e fechou os olhos, ele não havia entendido o que "pegar" podia querer dizer mas acreditava que fosse algo como brincar de pega-pega e ele gostava de brincar.
- Posso mesmo?! - ele riu alto com a inocência do menor - Eu farei isso, então. - beijou a testa do menor - E se você gostar, poderá me pegar também. - sorriu fofo.
Logo o sinal tocou e eles se levantaram deixando os outros alunos entrarem na sala. BaekHyun entrou na sala junto com KyungSoo, lhe dando algumas dicas para apresentar. Quando o professor chegou, BaekHyun apressou-se até a saída e correu pelas escadas. Era assim todo dia; ele sempre entrava com o menor na sala, acreditava que ele se sentiria mais à vontade e, bom, funcionava.
Chegou no corredor do terceiro andar e encontrou ChanYeol o esperando, beijou a bochecha do maior e ambos entraram na sala.


KyungSoo estava na sétima série. BaekHyun e ChanYeol estavam no terceiro ano, assim como JongIn e toda a turma de amigos do ChanYeol, que estavam na outra turma. Todos distântes, o menor pensava. Se sentia só, as vezes. Ele só tinha o irmão, era anti-social, se sentia atraído por garotos e isso afastou todos de sua sala de si. As vezes se sentia apaixonado pelo irmão, ele contou isso uma vez e o maior o disse que era besteira, que ele de apaixonaria um dia e que o amor que sentia por ele, era apenas porque ele lhe dava carinho. "Quando encontrar o garoto ou a garota de seus sonhos, você vai saber o que é estar apaixonado, KyungSoo; vai sentir um tremor no baixo-ventre, rosto quente e seu coração vai bater tão forte que vão aquecer seu corpo e então... ... ... Você vai estar excitado!"
Passaram seis meses desde essa conversa e KyungSoo se deu conta de que o que sentia por seu irmão era amor; amor de irmão.



--- ---



Ao chegar da escola, KyungSoo jogou a mochila no sofá e sentou no chão, ligou a TV e se pôs à assistir Pocoyo. Sorria como uma criança, gritava para a TV como se os personagens ouvissem as respostas que ele dava. BaekHyun entrou na casa e sorriu ao ver que o menor estava entretido na sala, foi à cozinha e pois uma chaleira com água no fogo. Ligou para ChanYeol enquanto procurava uma panela.
- Yeoboseyo.
- Park ChanYeol!
- Oh, Baekkie... - riu - Como vai, docinho?
- Você vem aqui hoje?
- Então... Baek eu to na casa do JongIn e... - BaekHyun bufou - Estamos no último nível! Oh, Baek, você não quer interrompeu Fatal Frame 2 remake Project Zero, não é? Você sabe como eu amo esse jogo e, bom, tem uma vagabunda fantasmagórica desgraçada que não deixa a gente zerar essa merda...
- ChanYeol, você me troca por um jogo? Poxa, faz muito tempo que a gente não faz aquilo... - murmurou manhoso.
- Yaah... - ele disse com voz chorosa - Eu prometo, depois de Fatal Frame vamos ser só nós dois fazendo aquilo o quanto quiser, eu prometo, eu prometo!
- Certo, certo... - suspirou - Agora terei que resolver meu probleminha sozinho. Culpa sua! - ChanYeol riu.
- Desculpe...
- Certo, zere essa merda logo.
- Sobre isso...
- Ah não, Park ChanYeol!
- Ta boom... Falta três níveis e o final do original, mas é só isso!
- Quanto tempo, ChanYeol? - disse sem desanimado colocando a massa na panela e a água.
- Uma semana...
- Certo... Uma semana... - suspirou novamente - Preciso ir.
- Amor...
BaekHyun desligou o telefone e bufou o colocando na bancada.
- "Você sabe como eu amo esse jogo... - disse um uma voz de deboche - Depois do Boboca Frame vamos ser só nós dois e..." - suspirou - Ah, ChanYeol...
Cortou tomates, alho, pôs para cozinhar, adicionou sal cebola,, mexeu, pôs água e fechou a panela. Pôs óleo na massa e mexeu. Ficou ali, cozinhando e pensando, estava triste com aquela situação mas riu ao ouvir KyungSoo gritar "atrás de você, Pocoyo! Está ali com o Pato!". Ter um irmão fofo como KyungSoo ajudava naquelas situações, ele logo alegrou-se e lembrou que, afinal, a comida era para o menor, ele precisava fazer com amor. Certo, ele faria. Derramou a massa sobre o escorredor de massa, abriu um molho de tomate pronto e colocou na panela dos tomates, que já tinham um cheiro ótimo.
Depois de tudo pronto, colocou os pratos, talheres, copos na mesa, a massa e o suco de laranjas que havia feito minutos atrás, sem açúcar, apenas algumas gotinhas de adoçante, pois tinha medo que seu irmão viesse à ter problemas de diabetes ou mesmo que ganhasse algum peso indesejado. Ele cuidava do menor como um boneco.
- O almoço esta pronto, amor. - cantarolou pela sala.
- Mas o Pocoyo está procurando as peças do jogo que ele vai jogar com o Pato... - falou fazendo bico.
- E você precisa comer pra ficar fortinho e continuar gritando com a TV. - riu.
- Aigoo! - corou - Certo...
KyungSoo sentou-se sobre a mesa e pôs-se a comer, sorriu.
- Está ótimo, como sempre, hyung... - sorriu fofo.
BaekHyun corou e começou a comer. Ao terminarem, foram para a sala e BaekHyun sentou no sofá, puxando o irmão para deitar a cabeça e seu colo e afagou-lhe os cabelos. Ele fechou os olhos e apreciou o carinho do maior, sentiu sua bochecha ser selada e sorriu.
- Eu gosto disso, hyung... - KyungSoo murmurou. BaekHyun sentiu o corpo estremecer, a culpa era da ligação com ChanYeol mas sentiu a pontada no baixo ventre ao ouvir a voz doce do menor.
KyungSoo abriu os olhos lentamente e sorriu doce para o seu hyung que estava todo vermelho e o olhava levemente confuso. Sentiu um desconforto no colo do maior, algo cutucou sua cabeça e ele mexeu no colo do irmão e apertou os olhos e respirou fundo.
Ele não queria fazer uma coisa dessas com o menor mas estava excitado e ele realmente não queria ter que resolver sozinho.
- KyungSoo, você quer ajudar seu hyung? - afagou os cabelos do menor enquanto sorria e lado.
- Ajudar como?
BaekHyun selou seus lábios, dessa vez era diferente, não era um beijinho qualquer, era quente, demorado, o maior movia seus lábios contra os dele e aquilo lhe dava uma estranha sensação muito boa...
- Ajoelha na minha frente... - pediu levemente ofegante pela excitação e pressa de sentir-se aliviado.
KyungSoo o fez, ajoelhou-se em frente ao irmão e apoiou-se nos joelhos do mesmo, que abriu levemente as pernas e abriu a calça. KyungSoo corou violentamente e virou o rosto de olhos fechados, o irmão riu baixinho. Puxou sua nuca e selou seus lábios, dessa vez adentrando a boca do menor, o que o fez gemer ao sentir sua cavidade vasculhada pela língua do outro, era uma sensação completamente nova e muito boa, o choque de línguas era a melhor sensação que ele já experimentara na vida. Logo correspondeu, tentando copiar os movimentos do irmão e pôs sua mão na nuca do maior, puxando mais para aumentar o contato.
BaekHyun mordeu o lábio inferior de KyungSoo e separou o beijo por falta de ar. Puxava a calça e a boxer para baixo, pegou seu membro e começou a masturbar lentamente, olhou para um KyungSoo muito vermelho e riu baixinho.
- Calma, lindo. - pegou a mão do menor e levou ao seu membro, KyungSoo relutou um pouco pela vergonha mas seu hyung sussurrava que ele ficasse calmo.
Começou a guiar a mão do menor em um masturbação lenta e fechou os olhos respirando pesado. Por vezes aumentava um pouco a velocidade e soltava alguns suspiros baixos. KyungSoo olhava assustado para o rosto do irmão, queria parar de fazer qualquer coisa, mal sabia o que estava fazendo... Quando BaekHyun soltou sua mão e agarrou sua nuca e puxou-o para um beijo, KyungSoo fechou os olhos, o beijo semelhante ao anterior, perdido em pensamentos, ele percebeu como a boca do maior era doce e macia, era algo completamente viciante e, se não fosse sua respiração limitada, ele não pararia o ósculo. Porém, foi cessado. KyungSoo olhou ofegante nos olhos do maior quase implorando por mais um, voltou a fechar os olhos e levantou o rosto procurando os lábios do irmão porém o mesmo se afastou levemente, o que frustrou o menor.
- H-hyung, eu...
- Tem outra coisa que eu quero que faça, Kyunggie...
BaekHyun, sem soltar a nuca do menor por um único instante sequer, levou os lábios deste até sua glande. KyungSoo hesitou, afastou os lábios e encarou o maior.
- Vamos, maninho... Você não quer deixar seu hyung feliz?
- M-mas, hyung, eu...
- Você vai gostar disso, acredita em mim ou não?
- C-claro que acredito...
- Então certo, confie em mim. - sorriu doce e afagou os cabelos do menor.
KyungSoo engoliu seco e entreabriu seus lábios, levando-os em direção da glande do irmão. BaekHyun segurou sua mão e fez ele iniciar novamente a masturbação lenta em seu falo e KyungSoo começou a fazer os movimentos por conta própria, apertando o membro do maior. Chupou a glande e lambeu em seguida, encarou o rosto do irmão ao ouvir gemidos mais altos vindos dele. Sorriu e voltou a chupar com força, recebendo mais gemidos em troca, aprendeu a gostar daquilo, por algum motivo, queria ouvir seu hyung gritando por qualquer cosa que ele fizesse. Engoliu metade do membro do maior e chupou com força, logo lambendo todo o trajeto, parou a ponta da língua na fenda da glande e pressionou contra o buraquinho, o que fez BaekHyun segurar sua cabeça com força enquanto gemia e empurra-la contra seu membro. O menor engasgou, engoliu quase tudo e logo soltou, tossindo baixinho. BaekHyun o olhou preocupado e segurou seu rosto, o menor sorriu um minuto depois, fazendo-o sorrir também e selar seus lábios rapidamente.
KyungSoo chupou seu membro com força e cada vez mais rápido, segurando nas coxas do irmão. Sentiu a mão do maior empurrando sua cabeça com força contra seu membro e obedeceu aos movimentos, gemendo baixinho por ter sua boca violada daquela maneira, era tão bom quanto o beijo trocado minutos atrás. Ao sentir um gosto estranho sair do membro do maior, que já estava gemendo cada vez mais alto, ele chupou com força, esperando que saísse mais e logo em seguida, consequentemente, BaekHyun teve seu orgasmo alcançado, um do melhores orgasmos de sua vida. KyungSoo engoliu todo o líquido com vontade e olhou para o maior, que tinha a cabeça jogada pra trás e os olhos fechados, ofegando com força.
- H-hyung...?
- Hm...? - BaekHyun permaneceu naquela posição tentando recuperar o ritmo normal de respiração.
- Era gostoso... Posso fazer sair mais? - BaekHyun riu e segurou o rosto do menor.
- Docinho, o segundo orgasmo nunca é bom como o primeiro. É por isso que as pessoas seguram o orgasmo durante a masturbação quando vão fazer sexo. - e KyungSoo não havia entedido uma palavra.
- O-oh, certo... Espera, sexo?
- Sim, sexo. - o maior riu.
- Isso é...
- Ora maninho, você deve ter aprendido o que é sexo na aula de educação sexual.
- Huh, sim, mas... Sexo não é aquela coisa de fazer bebês?
- É sim.
- Então por que você e o ChanYeol vivem fazendo isso o tempo todo? - BaekHyun ficou em um dos tons mais vermelhos que alguém pode ficar - Afinal, homens engravidam? E... Se engravidam... Hyung, você está grávido?! - o tom de pele do maior se tornou preocupante.
- O-ora KyungSoo, não fale u-uma bobagem dessas! É claro que homens não engravidam... E eu não fico fazendo sexo com o Channie tanto assim.
- Claro que fica, eu ouço você gritando o nome dele toda hora quando ele vem aqui e vocês vão estudar no nosso quarto.
- KyungSoo! Não repita uma coisa dessas para mais ninguém, entendeu?
- Certo, certo. Mas se homens não engravidam, por que eles fazem isso?
- Por que dão? Ora, bem simples, porque é muito bom. - BaekHyun riu.
- Então eu também quero dar.
- Não, você não pode. Só pra mim. - BaekHyun pegou o menor no colo e selou seus lábios.
- Ora, por quê?
- Porque você é meu. - o maior riu - Além do mais, outra pessoa pode te machucar, aí não vai ser gostoso e eu vou perseguir o desgraçado e arrancar o pinto dele.
- Ta bom... Então eu quero dar pra você... Agora! - ele cruzou os braços, fazendo o irmão rir.
- Não é assim, amor. Eu não vou fazer isso com você, entende? - afagou os cabelos do menor - Agora vá tirar esse uniforme, eu vou por pra lavar.
- Certo, hyung. - sorriu e levantou de seu colo.
KyungSoo foi para o quarto dos dois e trocou de roupa, imaginando como seria se fosse tocado daquela maneira, se iria ser bom...

--

BaekHyun saiu do banheiro vestido, olhou pra trás e viu o menor tendo todo o cuidado para arrumar seu cabelo na frente do espelho.
- Pra quem você se arruma tanto? - ele riu.
- Pra ninguém, hyung... - ele virou para o maior e baixou a cabeça levemente corado - Você não gosta?
- Claro que gosto, você fica uma gracinha, baixinho.
- Não me chame assim, seu banana!
- Banana?
- É, banana.
- Ta bom... - riu - Vamos tomar café da manhã, ChanYeol vai tomar com a gente, ta bom?
- Huh... Claro... - ele sorriu.
- Ele já deve estar chegando, vamos lá pra baixo.
- Ta bom... Huh, espera... Quê?
- O que? ChanYeol está chegando.
- Mas por que ele vai tomar café da manhã com a gente?
- Porque eu o convidei. - BaekHyun riu e bagunçou o cabelo do menor.
- Yaaaah! Agora vou ter que arrumar tudo de novo! - ele fez bico e o maior começou a rir.
- Eu vou arrumar o café, você vem ou não?
- Já vou, hyung... - ele disse bravo e voltou para o espelho para arrumar o cabelo.


Ele ouviu a porta da entrada abrir e ouviu o irmão falando qualquer coisa com alguém, mas mal podia ouvir a voz do outro; só podia ser ChanYeol, cuja voz é tão grave que é difícil escutar de longe. Ao terminar de arrumar-se, saiu do quarto e começou a descer as escadas, sentindo ser observado por alguém e, ao olhar para a sala, ChanYeol realmente sorria para si, só havia ele, BaekHyun estava na cozinha preparando o café da manhã. Baixou o olhar e tentou passar reto por ele mas o maior segurou seu pulso levemente, ele olhou para cima com medo mas viu apenas o sorriso bobo e doce do maior. Não conseguiu evitar sorrir de volta, afinal, quem não acaba rindo da cara de idiota de Park ChanYeol? O sorriso do maior alegrava seu irmão e alegrava à ele também, como alegrava à JongIn e provavelmente à mais um monte de pessoas.
- Você não gosta de mim, né? - ele perguntou baixo para KyungSoo, olhando para o ombro do menor, ou talvez o chão... Ele estava olhando para baixo e era difícil definir para onde exatamente.
- C-claro que gosto. Quer dizer, você é o namorado do meu irmão eu gosto de você... - sorriu sem graça pela enrolação.
- Então por que você não fala mais comigo?
- B-bom... Eu só... Sei lá, é que você é... Mais velho que eu... Não sei o que falar. - ChanYeol riu.
- Tudo bem. - soltou o pulso do menor e foi para a cozinha.
KyungSoo detestava falar com pessoas mais velhas, exceto seu irmão. Pessoas mais velhas o faziam não saber o que responder, ele temia parecer uma criança boboca e isso o perturbava.
Caminhou até a cozinha e se jogou no irmão mais velho, bagunçando seu cabelo e o fazendo derrubar um pouco do café das duas canecas nas mãos de BaekHyun.
- DongSaeng...! - KyungSoo riu e beijou sua bochecha.
- Desculpa, hyung... Yaah você só fez café pra você e o ChanYeol-ssi... - ele fez bico e o maior riu.
- Eu não esqueci você, está ali encima o seu chocolate. - ele apontou e o menor correu até a bancada da cozinha, deixando o irmão terminar de por tudo na mesa.
- Não precisa de tanta formalidade, baixinho. - ChanYeol disse para o menor e KyungSoo permaneceu de costas e murmurou um "desculpa" após dar um bom gole em seu chocolate quente e virar sorrindo.
- Limpa esse bigode, docinho. - BaekHyun disse rindo soprado, KyungSoo lambeu os lábios.
Terminando seu café, KyungSoo se levantou ao perceber que os maiores estavam falando de assuntos pessoais demais para ele ouvir BaekHyun lhe ensinara isso um dia. Ele foi para a sala e começou a assistir à TV. Minutos passaram e ele parou de ouvir o som de conversa na cozinha, levantou-se e abriu a porta devagar e viu uma cena um tanto embaraçante; o casal estava em altos pegas na mesa da cozinha. Ele saiu e fechou a porta com o rosto mais vermelho que um sinalizador de fim de estrada.
Sentou no sofá e suspirou, as vezes o irmão passava tanto tempo e fazia tantas coisas com o namorado que parecia que ele estava atrapalhando, isso sem contar que eles tinham dez minutos para chegar na escola. Pôs dois dedos no fundo da garganta e começou a tossir violentamente.
BaekHyun segurou o rosto do namorado, cessando o beijo e olhou preocupado e ofegante para a porta. Levantou do colo do maior e correu para a sala.
- Céus, KyungSoo! Você está todo vermelho! - ele segurou o menor, o fazendo sentar no sofá e epinou sua cabeça para baixo, segurando sua franja para trás até KyungSoo parar de tossir. Levantou a cabeça com os - enormes - olhos vermelhos olhando para frente e viu ChanYeol à sua frente, ajoelhado olhando preocupado e, ao lado, BaekHyun, ainda segurando seu cabelo e falando qualquer coisa que ele não quis escutar.
- Kyunggie-ah, você está melhor? - ChanYeol perguntou
- O que foi essa tosse? Olha só para você! - BaekHyun segurou seu rosto e o encarou completamente apavorado.
- Desculpe... Foi mau da minha parte ficar aqui na sala... - ele baixou a cabeça.
- Mas meu amor...! - BaekHyun o abraçou e o menor escondeu o rosto no ombro dele, escondendo um pequeno sorriso de canto.
- Kyunggie, tem certeza que está bem para ir para a aula? - o maior do grupo perguntou - Se sente bem? Não está enjoado?
- C-claro que não! Eu posso ir para a aula... - ele olhou para o outro.
- Tem certeza, docinho? Eu deixo você ficar aqui, é melhor que fique em casa descansando do que passar mal na aula e ainda ir para um hospital.
- E-eu estou bem, hyung. Por favor...
- Baekkie, acho que é bom dar uma chance à ele. - ChanYeol disse afagando os cabelos de KyungSoo - Caso se sinta mal, peça ao professor que chame à mim ou ao seu irmão. Entendeu? - KyungSoo corou pelo tamanho da atenção que estava recebendo, ainda mais do namorado de seu irmão, que nunca, até aquele dia, havia falado tanto consigo.
- C-certo... Obrigado...
- Por nada. - o maior sorriu.
- Somos seus hyungs, temos que cuidar de você. E se Park ChanYeol lhe machucar eu darei uns bons tapas nele. - ele olhou feio para o maior, reconhecendo a inclusão do mesmo no grupo de amizades do irmãozinho.
- Claro que não. - ChanYeol riu e acariciou o rosto do menor dos três - Sou um hyung bacana, você vai ver. - sorriu doce.
KyungSoo suspirou a confusão e sorriu de volta. Sua cabeça latejava de dor de cabeça por ter forçado tanta tosse porém seus lábios teimavam sorrir por ter conseguido a atenção desejada.
Ao chegarem na escola, ChanYeol correu até o amigo, JongIn, que hoje estava com um garoto de cabelos castanho-claros e tinha um sorriso feminino encantador. BaekHyun seguiu o namorado abraçado à KyungSoo e os dois do grupo sorriram para eles, quando o garoto que KyungSoo não conhecia sorriu para si, ele simplesmente não conseguiu evitar sorrir de volta, era um garoto muito charmoso.
- KyungSoo, você conhece ele? - BaekHyun perguntou rindo baixo pelo olhar concentrado do menor no garoto desconhecido - Você achou ele bonito? - o garoto riu.
- O q-que? - KyungSoo corou e desviou o olhar - É que... Aquele garoto parece uma garota bonita... - o garoto corou e baixou a cabeça.
- KyungSoo! - BaekHyun o olhou sem jeito.
- Relaxa, ele já deveria ter acostumado. - ChanYeol riu - Baixinho, este é LuHan. - ele puxou o menor e o abraçou por trás, o que fez KyungSoo quase soltar um gritinho estérico de vergonha, mas segurou, ele deveria se acostumar com a ideia de que ChanYeol tinha um jeito desajeitado de se aproximar.
- H-huh, desculpe, moço... - ele olhou para baixo com vergonha de tudo que estava acontecendo.
- Tudo bem, pequeno KyungSoo, eu conheço você de conversas. Seu irmão ala muito de você, fala mais de você que do próprio namorado. - LuHan sorriu.
- Hyung! Por que você faz essas coisas? - ele fez bico e, na ausência do irmão, ele virou de costas e escondeu o rosto, fazendo todos do grupo riram e ChanYeol o abraçou o escondendo em seu casaco - nota mental: seu novo hyung tinha cheiro de Jasmim.
O sinal tocou. BaekHyun tentou puxar seu irmão para si porém ChanYeol virou de costas, escondendo o menor.
- Minha vez de levar Kyunggie-ah para a sala de aula.
KyungSoo olhou para cima, para o rosto de ChanYeol com as sobrancelhas arqueadas e o maior riu para si.
- O quê? - BaekHyun olhou com as sobrancelhas arqueadas de forma idêntica o irmão.
- Ora, vamos... Agora eu também sou hyung dele e aposto que ele gosta mais de mim que de você. - o maior mostrou a língua para BaekHyun.
- T-tudo bem... - BaekHyun murmurou meio desnorteado - Até o intervalo, amorzinho. - ele se abaixou e selou o canto dos lábios do menor e olhou feio para o namorado - Se eu ver um único arranhão nele, você será o primeiro à apanhar.
BaekHyun se dirigiu às escadas de seu prédio e ChanYeol soltou KyungSoo que o olhava levemente assustado.
- Calma, baixinho. Só estou tentando ser gentil. - ele sorriu e segurou a mão do menor.
- Comece parando de me chamar de "baixinho". - ele murmurou, ChanYeol riu.
- Não é como se fosse mentira. - disse se dirigindo ao prédio do menor.
- Baixinho, fofo, criança... Eu só deixo meu hyung me chamar dessas coisas...
ChanYeol desviou o olhar e percebeu que, realmente, não se trata uma pessoa como amigo de tempos de uma hora para outra, começou com o pé esquerdo.
- Desculpe, tem razão. - ele soltou a mão do menor e ficou um poco mais atrás para que ele subisse primeiro.
- ChanYeol-ah, me desculpe, não quis dizer isso... - ele olhou para o maior e parou de andar.
- Tudo bem, eu entendi. - ChanYeol sorriu de lado e o empurrou para que subisse.
KyungSoo terminou de subir as escadas pensando no que poderia ter dito de errado. Chegou na porta da sala e olhou para cima - para ChanYeol.
- É aqui. Obrigado por me trazer até aqui. - sorriu.
- Seu irmão te leva até sua classe... Eu quero fazer também... - ele desviou o olhar. KyungSoo percebeu que ele estava tentando à todo custo ser agradável, apenas aceitou e o puxou para dentro da sala.
ChanYeol o acompanhou até sua classe e se abaixou arrumando os cabelos do menor, falando em como ele deveria estudar muito matemática porque iria ficar mas difícil no ano seguinte.
- ...Mas pelo que seu irmão diz, você deve estudar bastante e é bem inteligente. Fico feliz com isso, KyungSoo-ah. - o menor sorriu e corou pelo tanto de atenção que ganhava do maior.
- Senhor... Park? - o professor chamou.
- Ah sim, desculpe. - ChanYeol se levantou rapidamente e se curvou - Até depois, KyungSoo-ah. - afagou seus cabelos e correu para a sua sala onde, no corredor, BaekHyun esperava aflito.
- E aí?
- KyungSoo é um bom rapaz. - ChanYeol sorriu e entrou na sala.

Ao terminar as primeiras aulas, KyungSoo desceu de seu prédio com alguns colegas, na verdade não estava com eles, mas gostava de considerar uma distância de dois metros e meio uma nova forma de inclusão social. Era estranho BaekHyun não busca-lo em sua sala, ele queria comer fora da escola naquele intervalo e gostava quando seu irmão fazia esse tipo de coisa. Procurou-o pelos arredores de seu prédio e não o encontrou, estava estranho, viu apenas ChanYeol e seu grupo de amigos ao longe, mas nada do irmão. Se aproximou do grupo dos garotos com a cabeça baixa e ficou de frente para ChanYeol, que mesmo sentado era quase maior que ele.
- ChanYeol-ah, você sabe onde está meu irmão? - ChanYeol voltou sua concentração para o menor e arqueou as sobrancelhas.
- Ele saiu, disse que voltava logo, era algo para você.
- Será que vai demorar? Eu vou atrás dele...
- Não, KyungSoo. Claro que eu não vou deixar você sair daqui.
- Mas...
- KyungSoo-ah, está muito frio e você pode se perder lá fora. Seu irmão ria detestar isso mais que tudo. Por que não espera aqui com a gente? - disse o moreno do grupo, sorrindo de lado. KyungSoo encarou-o rapidamente mas logo desviou o olhar.
- Huh, tudo bem... - ele disse baixinho.
- Ótimo! - ChanYeol sorriu - Senta aqui, Kyunggie. - puxou-o para sentar entre ele e JongIn, o tapando com seu enorme casaco - Está com frio?
- Não muito, estou bem. - ele disse ainda encarando o chão, era constrangedor ficar com um grupo de garotos mais velhos.
LuHan estava rindo com algo que JongIn disse, o moreno se debatia de tanto rir com algo que ele estava contando, só se ouviam risadas e comentários desconexos - para KyungSoo, pelo menos. Mas ChahnYeol estava calado, apenas abraçado ao menor, estava pensativo. Instantes depois, KyungSoo sentiu alguém o agarrar com força, sentiu o perfume de seu irmãoe sorriu, agarrando-o de volta.
- Meu doce, como foi ir para a aula com o hyung ChanYeol? Estudou direitinho? - o menor riu.
- Estudei sim, hyung... Huh, foi bacana... Hyung ChanYeol é quentinho... - ele sorriu e BaekHyun riu junto ao namorado.
- Vai me trocar, dongs? - BaekHyun fez bico.
- Yah, claro que não... - ele olhou para cima e viu ChanYeol olhando para si com um sorriso doce - Eu gosto do ChanYeol hyung mas o me irmão é só você.
BaekHyun riu baixinho e abraçou o menor, o pegando no colo e entregando uma sacolinha com um Cupcake de chocolate, KyungSoo gostava muito de Cupcakes.


A aula havia terminado, BaekHyun e KyungSoo se encontraram com ChanYeol e JongIn. Os maiores discutiam qualquer coisa de um jogo de fantasmas que jogavam ultimamente.
- Certo, vamos para a sua casa, JongIn. - ChanYeol disse.
- Então... - JongIn riu sem graça.
- Nada disso, as notas de JongIn em física estão péssimas, combinamos de estudar na casa dele esta tarde. - BaekHyun dsse - Isso também irá tirar vocês dois desse jogo ridículo.
- Byun BaekHyun, não ouse insultar Fatal Frame novamente. - ChanYeol disse.
- Cala a boca. - BaekHyun socou seu ombro - Pode levar o KyungSoo pra casa, por favor?
- Mas hyung... - KyungSoo o olhou.
- Eu posso...
- Certo, KyungSoo sem "mas". Você vai para casa e eu volto às seis.
- Yaaah, tudo bem. - KyungSoo cruzou os braços.
- Até mais tarde, amorzinho. - BaekHyun beijou sua testa e pegou a mochila de JongIn, o xingando por ter esquecido alguma apostila em casa ou algo do tipo, foram se afastando pelo outro lado da rua.
ChanYeol segurou sua mão firme e começou a andar olhando para o caminho pensando em algo. KyungSoo estava relutante mas viu que o maior estava apenas o levando para casa e com certeza estava emburrado por não poder ir na casa do melhor amigo, ele não estava se divertindo ao levar KyungSoo para casa, o menor concluiu. Apenas andou ao seu lado quieto, sem pronunciar uma única palavra. Uma rajada forte de vendo o fez gemer de frio, de fato, os noticiários diziam que poderia ficar frio, uma mínima baixíssima. ChanYeol retirou seu enorme casaco de moletom e se ajoelhou no chão para ficar menor que KyungSoo, começou a vestir o menor, olhando atentamente para o que fazia. KyungSoo mal podia mover o rosto de tanta vergonha, além do que o casaco do maior ficava em suas coxas, era bem maior que seus braços, mas era bem quentinho e macio. Ele olhou corado para ChanYeol, que apenas sorriu de lado e levantou-se voltando a andar.
- Não era necessário... Estamos chegando. E você vai ficar com frio. - KyungSoo murmurou.
- Não vou ficar.
KyungSoo calou-se e esperou o caminho terminar. Ao chegar na varanda da casa, pegou a chave do bolso de sua mochila e abriu a casa, puxando o maior para dentro. ChanYeol suspirou o alívio ao entrar na casa de BaekHyun e KyungSoo, que estava quentinha. KyungSoo olhou para o maior e viu que seu rosto estava branco, preocupado, puxou o ombro do mesmo e tocou suas bochechas.
- Céus, ChanYeol! Você está congelando!
- Não é nada, baixinho. - ele riu.
- M-me desculpe... - ele pegou o casaco e tapou as costas de ChanYeol como pode, o puxando para o sofá - Vou fazer chocolate quente para você.
- KyungSoo-ah...! - ele suspirou por o menor não o ouvir e continuar seguindo para a cozinha.
ChanYeol estava completamente gelado, mas ele costumava ficar com frio e dar seus casacos para BaekHyun por seguidos invernos congelados, se olhasse no roupeiro do namorado, encontraria casacos dos quais ele nem lembrava mais. KyungSoo voltou minutos depois com uma xícara de chocolate quente, sentou ao lado do maior e entregou a xícara. ChanYeol segurou e sorriu pela xícara quente esquentar seus dedos, tomou alguns goles e, ao terminar, colocou-a sobre a mesinha de centro.
- Obrigado, baixinho... - ChanYeol riu.
- Yaah, pedi que parasse com isso! - ele fez bico e riu - Está deixando o bigode crescer, Channie?
ChanYeol arqueou as sobrancelhas e riu ao perceber que tinha chocolate acima de seus lábios. KyungSoo limpou o excesso com o polegar e sorriu, levando o dedo à sua boca e chupando. ChanYeol teve uma vertigem, talvez o tempo jogando com JongIn e se afastando de BaekHyun o fez esquecer como era se sentir "acordado". Corou e baixou a cabeça. KyungSoo nunca viu seu irmão assim, normalmente seu irmão o pegava no colo quando fazia isso, o enchia de beijos e eles ficavam daquele jeito, ele gostava daquilo. Talvez o que faltou à ChanYeol foi um pouquinho mais de carinho, ele concluiu inocentemente. Puxou a cabeça do maior para o seu colo e afagou seus cabelos.
- O-o que está fazendo?
- Te dando carinho, eu acho que você gosta de carinho. - ele sorriu doce.
ChanYeol sorriu com o rosto ainda vermelho e fechou os olhos, digamos que não se rejeita carinho gratuito, ainda mais feito por mãozinhas delicadas como as de KyungSoo.
- Eu gosto sim... O que mais você sabe fazer? - ele abriu um olho para encarar KyungSoo com um riso soprado.
KyungSoo sorriu e beijou a testa do maior, voltando a acariciar seus cabelos, desviando o olhar para procurar o controle da televisão, estava dando Frozen e ele queria ver. Ao ligar a TV, ChanYeol levantou-se e segurou o rosto de KyungSoo, selando seus lábios. KyungSoo arregalou os olhos e permaneceu sem qualquer reação. Ao separar seus lábios dos de KyungSoo, ChanYeol sorriu e afagou seus cabelos.
- O que o seu irmão andou fazendo com um garotinho tão lindo assim como você? - KyungSoo corou e baixou a cabeça, ao ver que parecia evidente que ele e o irmão trocavam caricias mais profundas, ChanYeol percebeu seu olhar e sorriu - Eu posso fazer também?
- E-eu...
Antes que pudesse terminar, ChanYeol selou seus lábios novamente e segurou seu rosto o puxando para si. KyungSoo fechou os olhos sem corresponder por surpresa. ChanYeol cessou o selar e sentou no sofá, puxou KyungSoo para o seu colo e voltou a selar seus lábios, o menor suspirou e voltou a fechar os olhos, apoiando as mãos nos ombros de ChanYeol. O maior o puxou mais para perto e abraçou sua cintura, fazendo o contato entre os dois ser maior.
- C-Channie... - KyungSoo afastou seu rosto, apesar de não desejar que o toque cessasse - I-isso é... Não posso fazer isso...
- Não é nada de mais, Kyunggie. - ChanYeol mordeu seu lábio inferior - Me diga, o que você sabe fazer, KyungSoo-ah?
KyungSoo baxou a cabeça e corou, deslizou a parte de trás dos dedos pelo membro coberto do maior e o segurou, apertando levemente.
ChanYeol sorriu e soltou sua cintura, dando mais espaço para o menor. KyungSoo engoliu algo seco em sua garganta e apertou novamente, estimulando com tímidos movimentos circulares. O maior suspirou e jogou a cabeça para trás, apoiou as mãos nas coxas do menor e aproveitou o toque. KyungSoo não sabia o que pensar, o namorado de seu irmão estava o estimulando a fazer caricias em seu... Ele não sabia se havia algo de errado naquilo, ele só sabia que, quando havia feito isso com seu irmão, o maior havia gostado e ouvi-lo gemer daquela maneira era muito bom. Será que ChanYeol, com a sua voz grave e sexy, poderia fazer o mesmo que seu irmão?
Ele se levantou e se abaixou em frente ao maior, que sorriu com luxúria ao ver KyungSoo tomar tal iniciativa sozinho e afagou seu rosto. O menor sorriu e abriu sua calça, puxando-a para baixo junto com a boxer, segurou o membro ereto de ChanYeol e começou a masturba-lo lentamente, tocando seus lábios na glande do maior, que soltou um gemido baixo e mordeu o lábio inferior, olhando diretamente para os olhos de KyungSoo. O menor chupou a glande cm força, esperando fazer o maior gemer mais alto masturbando seu membro com mais força e, para sua felicidade, ChanYeol soltou um gemido alto, grave... KyungSoo sorriu. Chupou novamente e de novo... Baixou a cabeça no membro do maior e chupou-o com força, fazendo movimentos rápidos com a língua, fazia de tudo para ouvir a voz do outro. Já ChanYeol estava com a cabeça jogada pra trás e olhos fechados com força, boa aberta e gemia alto. Ao tempo que baixou a cabeça para ver o menor, mordeu o lábio inferior com força prendendo um gemido exagerado, mas logo o soltou, ver KyungSoo daquela forma, era tão sexy que uma vertigem passou por todo o seu corpo, segurou a cabeça do menor e a impulsionou contra seu membro. Continuava gemendo alto e, ao sentir os espasmos tomarem conta de seu corpo, empurrou a cabeça de KyungSoo e segurou com força diante de seu membro, todo o seu orgasmo fora jorrado no rosto do menor, que fechou os olhos com a surpresa.
O líquido claro pingou no chão e o menor abriu os olhos, vendo ChanYeol da forma mais deplorável que já imaginou ter visto; exausto, ofegante, jogado e extremamente sexy.
O maior o puxou, sem muito esforço, para o seu colo e passou a mão sobre seus cabelos, tirando a franja de sua testa, logo dando uma lambida um sua bochecha. Ele riu baixinho, KyungSoo corou, ele estava coberto de um líquido gosmento e estava com muita vergonha no momento. Chanyeol tirou seu casaco por conta do calor e pegou um pequeno lenço que tinha num bolso interno do casaco, limpando o rosto do menor e o puxando para deitar em seu peito.
- Vai parecer ridículo mas... Me desculpe por isso. - ChanYeol murmurou - E estava guardando isso por semanas, na primeira tentativa de me aliviar eu acabei te usando... Me desculpa, de verdade.
KyungSoo fechou os olhos, ChanYeol estava com um estranho cheiro dessa vez... Era o cheiro daquela situação toda. Mas ele suspirou e permaneceu de olhos fechados.
- Tudo bem... Sabe... - ele corou - Eu sei lá, eu gosto disso... - ChanYeol o olhou surpreso.
- Você já fez isso?
- Ah, e-eu fiz... N-no meu irmão... - ChanYeol sorriu com luxúria, quer dizer que seu namorado andava com falta de uma boa foda e descontou em seu lindo irmãozinho?
- É mesmo? E você gosta? Por quê?
- O som que vocês fazem... - KyungSoo riu por falar como se eles não fossem pessoas - É engraçado, mas eu gosto de ouvir. Me faz sentir algo.
- O que você sente? - ChanYeol sorriu malicioso.
- É algo aqui no baixo-ventre. Um friozinho gostoso... - o maior riu.
- Um dia você vai saciar esse friozinho e garanto que vai gostar
- Como eu faço pra saciar?
- Oh, menino... - ChanYeol riu sem palavras - Talvez eu te ensine um dia desses.
O menor sorriu. "Ensina-lo" à fazer algo é como ensinar matemática ou culinária, certo? Então era um ótimo favor da parte do maior. Voltou a deitar-se sobre seu peito e suspirou.
ChanYeol voltou a relaxar e fechou os olhos, sorrindo, quando lembrou que BaekHyun logo voltaria. Olhou assustado para KyungSoo, que parecia dormir suavemente sobre seu colo e o segurou, levantando-se com pressa. KyungSoo o olhou, acordando com o susto.
- O que foi, hyung? - murmurou.
- Huh, eu... Vamos arrumar isso, baixinho.
ChanYeol o levou para o banheiro e o sentou na bancada da pia, molhando uma ponta de uma toalha de rosto e passando pelo rosto do menor, secando em seguida e arrumando seu cabelo.
- KyungSoo, v-você não pode contar isso ao seu irmão de maneira alguma, entendeu? - KyungSoo encarava algo com a cabeça baixa e não respondeu, estava levemente corado - KyungSoo, você me entendeu?
- Hyung... Sua calça...
- ChanYeol olhou para baixo e percebeu que ainda sem calça ou cueca. Ficou vermelho como um pimentão e correu em direção da sala. KyungSoo riu de ChanYeol correndo, sua bunda era branquinha...
Ao voltar, ChanYeol o encarou fechando o cinto da calça.
- KyungSoo, por favor... Mantenha segredo sobre isso.
- Mas eu por quê? Eu nunca escondi nada de meu irmão... É ele que me ajuda a entender as coisas.
- Pode contar qualquer dúvida pra mim também. Mas, por favor... - o menor suspirou.
- Tudo bem, eu não contarei...
- Bom menino. - ChanYeol riu e KyungSoo bateu em sua cabeça.

Eles desceram e foram para a cozinha, onde ChanYeol preparou torradas e Nescau para ambos.




















KyungSoo se jogou na cama e fechou os olhos pesados. Depois de longos dois minutos, olhou para o relógio digitar no criado mudo do lado da cama. Suspirou, duas e vinte e quatro da manhã... Ao quarto do lado, ouvia gemidos gritos estéricos de uma voz aguda e irritante. BaekHyun abriu a porta do quarto com pressa e puxou KyungSoo para os seu braços em um gracioso abraço, colocando fones nos ouvidos do garoto e selecionando uma música calma para o menor ouvir. O maior suspirou, duas e meia e seus pais mal podiam pagar um maldito quarto de motel para e comerem em silêncio.
Fora um dia terrível. Fins de semanas, em geral os que eles não podiam "fugir" de casa, eram terríveis. Todos os fins de semana que ficavam em casa, eram obrigados a suportar seus pais; seu pai bêbado e sua mãe puta. A mulher de quarenta e cinco anos usava roupas coladas ao corpo e o velho bebia até cair no chão - e seguia bebendo.
Eles sempre tinham comentários maldosos de KyungSoo; "Esse nosso filho parece uma garotinha de saias curtas, uma menininha vadia", "esse garoto é tão ridículo! Olha que sem graça!", "Ele não tem bolas entre as pernas..." e BaekHyun precisava repetir, todas as vezes "calma, KyungSoo. Aguente só mais algumas horas...". BaekHyun também escutava poucas e boas sobre ChanYeol.

Os barulhos não deixavam o garoto dormir, BaekHyun sentia seus olhos pesarem e sua mente rodar, mas KyungSoo dormia pesadamente. Era bom ver seu irmãozinho bem daquela maneira. Ele provavelmente iria morar com o melhor até que o mesmo fique velhinho e não queira mais se mudar, BaekHyun sentia que precisava cuidar do irmão para sempre.
Era um carma, sabe? Ele mesmo não via, mas era. Ele mal pensava em si, era difícil pensar em como seu irmãozinho se sentia sem um bendito pai ou mãe. Ele tinha essa carga para carregar, e carregava com muito prazer, na verdade. Cuidar do menor era muito pestigioso, não era exatamente uma função, se tornara um hobbie.
- Continue dormindo, bebê. Respire, respire, calmamente. Seu hyung vai acabar com todos eles, os que te fazer triste. Um por um. Durma, durma...
Ele repetia em versos cantarolados, podia ser assustador, na verdade. Mas KyungSoo sorriu e se aconchegou no irmão.
Podia parecer estranho, resultado de uma infância conturbada e muitos jogos violentos com coisas e partes do corpo que crianças deveriam saber que existe depois de alguns bons anos. Mas, este era BaekHyun...
Cansado dos barulhos, ele pegou o irmão no colo e o levou para a sala o deitando no sofá. Em seguida, trouxe para a sala três cobertores e um travesseiro, alinhando dois cobertores no chão, tornando-o bem confortável. Colocou o travesseiro e deitou KyungSoo ali, o tapando bem com seu cobertor e tratou de deitar-se atrás do menor, o abraçando apertado.
- Você já está cansado disso, né? - murmurou para o nada - Que desprezível, você está cansado tudo, não é, BaekHyun? - fechou os olhos e escondeu o rosto nas costas do menor - Mais um ano, apenas mais um ano... Em um ano, você e seu irmãozinho saem daqui.
Ele suspirou cansado. Acostumou-se a falar sozinho quando estava triste, coisa que o menor nunca via. Em um ano, faria 18, assim, se mudaria dali com ChanYeol e seu irmão, indo morar de aluguel em qualquer lugar, porém vivendo bem mais feliz. Com os pais que tinha, a única coisa que segurava BaekHyun eram ChanYeol e KyungSoo, nunca tentou se suicidar, pois ver seu irmão sorrindo era seu remédio e ele sabia que, se morresse, o menor nunca mais iria sorrir. Foi o que ChanYeol lhe disse, que se morresse, KyungSoo iria ser muito infeliz, com dois pais terríveis e completamente sozinho. E funcionou. Ele estava ali, saudável, cuidando de KyungSoo para preservar seu sorriso.
Amanhecia um dia bonito, um dia com sol, porém com uma brisa congelante e, àquela hora da manhã, seis horas, algumas folhas ainda derretiam gelo que continham. KyungSoo acordou ouvindo os risos nada disfarçados de seus pais que desciam as escadas abraçados. Seu estomago revirou. Permaneceu deitado e de olhos fechados, ouviu comentários desnecessários de seus pais sobre si e seu irmão e preferiu ignorar. BaekHyun acordou instantes depois e se levantou junto à KyungSoo, foram até a cozinha, onde o casal trocava caricias e se dirigiram à geladeira, BaekHyun tapando os olhos do irmão.
- O que houve? - a mulher perguntou.
- Vocês têm um filho pequeno, o que acham de respeita-lo? - BaekHyun disse.
- Um filho gay e um filho enrustido, é isso que temos. - o homem disse, KyungSoo grunhiu em desagrado.
- Cale a porra da sua boca, seu bêbado de merda.
O homem levantou em direção de BaekHyun e lhe direcionou um soco violento no rosto. KyungSoo pôs as mãos na boca e olhou apavorado.
- Hyung... - segurou o braço do maior para que não contra atacasse. Algumas lágrimas brotaram em seus olhos em ver seu irmão de tal forma.
- Vire sua boca ao falar de mim. - o homem falou, mas a mulher olhava a cena sem qualquer expressão, na verdade, com certo tédio.
BaekHyun se conteve e pegu na mão do irmão, indo em direção da saída, mas foi abordado pelos comentários do maior.
- Está intimidado, não é macho de verdade. Mulher, você fez um filho que não é meu.
BaekHyun segurou em um vidro de vinho que havia próximo à porta e lançou com força na cabeça do maior, o fazendo desmaiar. A mulher gritou com pavor e KyungSoo se abraçou ao irmão prendendo um grito de medo.
- Seu... seu merda...! Olha o que você fez! - a maior disse com raiva.
- Cala a boca, vadia! - BaekHyun gritou em sua direção, o que fez a mulher seguir em sua direção e agarrar um garfo, prensando o filho na parede, com KyungSoo abraçado ao mesmo.
BaekHyun segurava-a para longe mas a mulher era insistente, ela direcionou a ponta do garfo para o rosto de BaekHyun quando o maior ouviu a porta se abrir.
- Amor, eu te chamei e você não abriu a porta então... - ChanYeol entrou na cozinha à tempo te segurar a mulher desesperadamente para longe os dois.
Ela tentou ataca-lo, mas o mesmo golpeou-a na nuca, a fazendo desmaiar. BaekHyun e KyungSoo o abraçaram com força e ele apenas olhou a cena ao redor; cacos de vidro, gente caída, bagunça, café com leite...
- O que aconteceu? - os dois continuaram calados pelo medo - Entendo... Eu perguntarei mais tarde, agora, o que acham de comermos bolo na confeitaria perto da escola? - ele sorriu e viu KyungSoo liberar um leve sorriso de lado pela ideia.
Era estranho, mas ele deveria ser discreto. Distrairia-os naquele momento para que não continuassem tristes, era melhor que não voltassem para casa naquele dia, ele comentou sobre e o mais velho aprontou-se em fazer uma pequena mala para ele e o irmão, posariam na casa de ChanYeol.



Ao chegarem na escola, sorrisos nos rostos, JongIn, LuHan e um garoto loiro os receberam. Este ultimo era novo, nem mesmo ChanYeol o conhecia, tinha cabelos claros porém sobrancelhas escuras, olhos escuros e muito alto.Estava calado e inexpressável em sua individualidade até o pequeno grupo se juntar.
- Pessoal, - começou o JongIn - Este é o Kris, ele é novo e está no terceiro ano, é chinês. Sejam bonzinhos com ele. - eles riram, exceto o tal Kris.
- Ele morava na mesma rua que eu, quando eramo crianças. - LuHan constou - Tenho boas lembranças...
KyungSoo precisou erguer a cabeça a máximo para encarar o rosto do maior do grupo; era misterioso e bonito, ele concluiu. Sorriu quando teve a atenção do maior m meio à conversa, estava realmente encantado com seus olhos, mal percebeu sua distração.
- Kyunggieeee... - ChanYeol o sacudiu.
- KyungSoo, está pensando em quê?
KyungSoo balançou a cabeça e olhou para o irmão.
- O quê? - perguntou inocentemente.
Kris, em meio à confusão, riu baixinho, ele mal entendia o que estavam falando mas estava divertido pelo fato do irmãozinho de um novo amigo seu o olhar daquela forma, parecia um acriança encantada, Kris gostou disso. Concluiu que precisava aprimorar seu coreano para entender o motivo das atuais risadas.
- Kyunggie-ah, que hyung você quer que te leve para a sala hoje? - perguntou ChanYeol animado.
- Cale a boca, ChanYeol - BaekHyun o bateu -, está tentando roubar meu irmão!
- Anya! Eu só quero que o Kyunggie goste mais de mim... - ele fez bico e KyungSoo riu.
- Eu quero que o ChanYeol hyung vá junto comigo até a minha sala. - murmurou corado.
Os dois namorados que discutiam previamente o encararam com as bocas abertas e os olhos do tamanho dos seus; era tão estranho assim?
O espanto de BaekHyun era, não por ciume ou algo do tipo, mas pelo fato de KyungSoo querer que outra pessoa fique por perto; era muito bom! Já o espanto de ChanYeol era pelo fato de, o mesmo garoto que há dias atrás mal o dava bom dia, agora alegava querer sua companhia.
O mundo estava do avesso.
- Certo, ChanYeol-ah, vai levar o seu novo dongsaeng, vai lá. BaekHyun mostrou a lingua mas logo selou os lábios do maior. Ele sorriu.
Segurou na mão de Kyung - que estava fria - e o puxou para as escadas. KyungSoo olhava para baixo e murmurava uma canção baixinho, estava tendo suas mãos aquecidas pelo maior, apesar de não lhe fazer a mínima diferença, mas sorriu.
- Lembra do nosso combinado? - ChanYeol o prensou levemente contra a parede ao lado da porta da sala do menor. KyungSoo corou pela proximidade.
- Não contarei à ninguém. - ChanYeol sorriu e beijou sua testa.
- Me diga, Kyunggie, há quanto tempo seu irmão havia lhe ensinado o que fez ontem comigo?
KyungSoo baixou a cabeça, por que diabos o orelhudo estava perguntando coisas tão íntimas sobre si?
- Meu irmão sempre me deu muitos beijinhos e carinhos, já fazia algum tempo que ele havia me ensinado o que era um selinho... - o menor sorriu timidamente.
- E você nunca tinha beijado ele antes de verdade? - KyungSoo respirou falhado.
- J-já... E-ele me beijou... Mas não é nada, ChanYeol-ah, me desculpe... - ele tentou se reverenciar mas ChanYeol quebrou completamente a distância entre os dois.
- Tudo bem, Kyunggie. Ele é seu irmão. Creio eu que, o que ele lhe fizer é sem malícia.
- E você, hyung? - o menor murmurou corado, as palavras apenas saíram, ele mal pensou no que falou.
- Eu? - ChanYeol desviou o olhar - Tudo que eu te fizer... É apenas por carinho.
O menor sorriu e afastou ChanYeol de si, era constrangedor ter um poste basicamente te agarrando em pleno corredor escolar - não que não fosse bom.
O sinal tocou e KyungSoo entrou. Sua aula foi completamente desprovida de ocasiões proveitosas, assim como a do irmão e seu namorado. Ele mal prestara atenção na explicação enorme do professor de biologia sobre porque plantas não podem sair correndo por aí atrás de comida, preferiu pensar sobre o que acontecera no dia anterior com ChanYeol. Era tão estranho pensar que o maior aceitou seus carinhos e lhe "ensinou" aquelas coisas estranhas. No final foi bom, ele gostou da nova experiência e gostou de comparar as reações entre ChanYeol e seu irmão.
Ao sair da sala, quando o intervalo chegou, KyungSoo pegou uma caixinha de suco de uva, fincou o canudo no buraquinho e tomou um gole, indo em direção às escadas quando alguém o empurrou e o menor caiu no chão.
Olhou ao redor, o garoto de mais cedo, o loiro de olhos profundos... Era Kris. Kris o derrubou. E Kris era muito fofo o olhando procupado.
- Pequeno, me desculpe... - ele se abaixou puxando o coreano no fundo de seu cérebro torcendo para que tivesse pronunciado certo.
- Huh, o que vo... - KyungSoo pôs a mão na cabeça, doía - Isso machucou...
- Me perdoe, por favor, eu não vi você na minha frente...
Era o cúmulo; o poste aí vai ficar falando de sua altura... Essas girafas são todas iguais, todas desastradas e estranhas, contando ChanYeol.
- T-tudo bem, só preste mais atenção quando for caminhar. - ele murmurou um pouco irritado.
- Como posso me redimir? - o maior perguntou triste.
KyungSoo era um bom menino, é obvio que não se aproveitaria de ninguém por causa de um tombo bobo. Mas sua opinião mudo quando viu o suco derramado no chão do corredor.
- Me pague um outro suco, você derrubou o meu.
- Certo, eu farei!
Ele puxou o menor para que se levantasse e o levou para o refeitório da escola, KyungSoo mal se lembrara do irmão ou de ChanYeol.
- A fila está muito grande... - Kris murmurou.
- Nós podemos ir à cafeteria que tem perto daqui da escola. Você pode me levar até lá e compramos o suco. - KyungSoo sorriu.
- M-mas eu não sei ir.
- Não se preocupe, já fui com meu irmão várias vezes e sei o caminho. - ele disse sorrindo doce.
Os dois saíram da escola e se encaminharam à cafeteria que KyungSoo costumava ir com o irmão. Kris estava contando sobre a China e sobre sua família, KyungSoo estava encantado com a vida do outro, pelo jeito, bem mais interessante que a sua. Ao chegarem na cafeteria, KyungSoo sentou em uma mesa e puxou Kris para sentar à sua frente, os dois se entreolharam e permaneceram calados. KyungSoo pediu um suco e Kris pagou-o, eles não trocaram mais nenhuma palavra por longos minutos. Kris estava tímido demais para puxar algum assunto; qual era mesmo o nome do garotinho? Ele deveria ter perguntado antes, parecia tão idiota... Pegou um lenço de papel e começou a moldar uma flor de origami, estendendo-a para o menor.
KyungSoo sorriu e corou, pegou a pequena peça e a encarou sorrindo, era meio constrangedor mas era bom receber algo de um garoto como Kris, ele mal sabia que sensação era.
Quando abriu a boca para agradecer, ouviu uma voz grave, conhecida.
- KyungSoo! - era ChanYeol, e parecia preocupado.
- H-hyung...?
- Oh, ainda bem que eu te achei, ou eu perderia meu pau para o seu irmão. - o maior foi até KyungSoo.
- Como assim?
- Ah, adivinha, ele está mega preocupado com você... - suspirou - O que estão fazendo?
- Kris me pagou um suco, ele derrubou o meu... - Kris permaneceu olhando para baixo.
- KyungSoo, não deveria sumir assim...
- Eu não posso ficar um pouco com outra pessoa? O hyung se preocupa demais, não vou morrer.
- Não é isso. É que você é tudo que ele tem.
KyungSoo baixou a cabeça.
- Vem, vamos. - o maior o puxou e Kris o encarou preocupado.
- Você pode me perdoar por não ter avisado? - o loiro murmurou. ChanYeol sorriu.
- Gege, pode deixar de ser tão formal, nós somos amigos. E está tudo bem.
KyungSoo deu um beijonna bochecha de Kris e seguiu com ChanYeol para a escola, mas o chines preferiu ficar na cafeteria e explorar mais do que os coreanos gostam de comer de manhã.

- Achei o KyungSoo. - ChanYeol disse para o garoto de costas que virou rapidamente e sorriu.
- Oh, obrigado, Channie... - ele selou os lábios do namorado e abraçou o irmão - Saeng, você não pode sair sozinho por aí!
- Mas eu estava junto com o Kris... Ele comprou um suco pra mim... - KyungSoo murmurou e BaekHyun arregalou os olhos.
- Como assim? - o mais velho corou.
- Ele derramou o meu e me levou na cafeteria para comprar outro. - BaekHyun fechou os olhos aliviado - O que houve, hyung?
- Você acha que o Kris e todo o seu tamanho estariam cantando o KyungSoo, Baek? - ChanYeol perguntou.
- Claro que não. - o menor bateu nele - Enfim, você fez amizade com o Kris Hyung? Ele é legal?
- Ele é muito bacana... Sabia que ele já foi para o Canadá? Ele sabe falar inglês, Hyung! - BaekHyun sorriu.
- É mesmo? E o que você achou dele?
- Ué, ele é bacana.
- Não achou ele bonito, Kyunggie? - KyungSoo corou.
- A-ah... - BaekHyun riu.
- Pobre criança, Baek! - ChanYeol riu soprado.
- Ele é bonito... - murmurou baixinho - Gosto dos olhos dele. - sorriu encarando o chão.
- Eu tenho olhos bonitos? - JongIn disse cobrindo os olhos de KyungSoo, que acabou se assustando por ser surpreendido. JongIn riu. - Oi gente.
- Vamos jogar hoje, JongIn? - ChanYeol perguntou empolgado.
- Yaah, ChanYeol... Hoje eu não vou estar em casa. - fez bico - Vou trabalhar. - ChanYeol arregalou os olhos.
- Você?
- É, por que o espanto? - JongIn riu.
- Quer dizer que vai trabalhar amanhã também?
- É, pretendo.
- E depois, também?
- Sim, ChanYeol.
- Nããão! Larga dessa de trabalhar, seus pais não te sustentam?
- Ah, ChanYeol. Nunca teve vontade de ter seu dinheiro, gastar na merda que quiser e tudo mais?
- Claro que sim, mas isso compromete o Fatal Frame... EU QUERO SABER O QUE ACONTECE COM A MYUU! - ele choramingou.
- Desculpe, ChanYeol. Mas pense melhor, depois vamos poder comprar mais um monte de jogos. - o mais novo sorriu doce. ChanYeol fez bico - Para com isso. Tenho o final de semana e as segunda-feiras.
- Pelo menos não é o fim... - ChanYeol murmurou.
- Cala a boca, ChanYeol! Se eu fosse viajar pra longe e voltasse em um ano você nem perceberia. - BaekHyun bateu o ombro do maior do grupo.
- Claro que perceberia! Mas eu gosto de Fatal Frame...
- Então jogue sozinho. - KyungSoo murmurou marcando presença.
- N-não, eu tenho medo... - o maior do grupo murmurou baixinho.
Todos riram, exceto ChanYeol.
- Posso jogar contigo, eu gosto de jogar. - KyungSoo sorriu.
- Ha, não senhor, KyungSoo. - disse KyungSoo - Depois você não dorme de noite.
- Hey, claro que não! Além do mais, eu já vi alguns videos de Fatal Frame, parece interessante.
- Então você pode ir na minha casa hoje, Kyunggie? - ChanYeol pediu.
- Oh, claro! Venha junto, hyung. - KyungSoo puxou BaekHyun.
- Eu não. Odeio esse jogo idiota. E não apoio em nada você ir na casa do ChanYeol jogar um jogo de terror.
- JongIn, podemos passar na sua casa para pegar o jogo? - ChanYeol perguntou.
- Eu levo pra você, orelhudo.
O sinal tocou. JongIn se despediu brevemente e foi o primeiro a sair. BaekHyun segurou a mão de KyungSoo e eles se dirigiram para a sala do menor. Ao chegarem no corredor, encontraram Kris, e mandou um "Hwaiting" para KyungSoo, o menor sorriu.
A aula seguiu normal para o grupo. KyungSoo estava ansioso por ir para a casa de ChanYeol, achava que esse era o primeiro passo para alcançar a liberdade e deixar de ser apenas uma criança, como seu irmão o via. Jogar um jogo de terror com uma outra pessoa era o primeiro passo para sair com um grupo de amigos e até virar adulto.
Na ultima folha de seu caderno, desenhava alguns rabiscos abstratos. Disfarçadamente, colocou um fone no ouvido e começou a ouvir música, gesticulando as sílabas suavemente. Passou a mão sobre os cabelos, mas a franja insistente caiu sobre os olhos de novo, ignorou e apoiou o queixo no braço deitado sobre a mesa. Não estava pensando exatamente em algo, apenas várias coisas vieram à cabeça; conhecer Kris, jogar com ChanYeol e além do mais ele estava...
- KyungSoo! - o professor chamou.
- S-senhor Daniel, desculpe...
- Preste mais atenção, KyungSoo. E agora me diga a capital do Nepal.
É, as coisas voltaram ao normal.


Estavam os quatro no portão da escola. ChanYeol estava bagunçando o cabelo de KyungSoo e fazendo cocegas nele, enquanto o menor gritava e batia nele.
- ChanYeol, vou levar o jogo para a sua casa agora, então vá logo. - JongIn disse logo indo para a esquerda da rua da escola.
- Hyung, vai com a gente... - KyungSoo pediu para BaekHyun fazendo aegyo.
- É hyung, vai com a gente... - ChanYeol imitou KyungSoo. BaekHyun riu e beijou o namorado.
- Eu vou com vocês até a casa do ChanYeol, mas não quero ficar perto dos dois ouvindo vocês gritarem com a televisão.
- Ninguém aqui vai gritar. Somos machos! - ChanYeol disse.
- Aham, muito macho você ChanYeol. - BaekHyun disse revirando os olhos.
- Ei... - ChanYeol conteve o palavreado perante KyungSoo, nem todo garotinho gosta de ouvir sobre como seu irmão mais velho é viado de quatro e gemendo o nome do namorado, ele concluiu.
O trio caminhava em direção à casa de ChanYeol, KyungSoo segurando as mãos dos dois. A mão de seu irmão era suave e macia, mas a de ChanYeol era quente e enorme, como será que era a mão do Kris? Ele não prestou atenção na hora, estava pensando no suco.
- Chegamos... - ChanYeol disse.
- Certo, vou para casa. - BaekHyun abraçou o irmão - Cuida bem do meu irmãozinho, Park ChanYeol. - dito isso, deu vários beijinhos pelo rosto de KyungSoo.
Bagunçou os cabelos do maior do grupo.
- É bom que vocês terminem esse jogo hoje mesmo. - ele disse mordendo a bochecha do namorado, apertando seu quadril levemente. ChanYeol mordeu o lábio inferior.
Droga de hormônios masculinos. Droga de tempo sem sexo. Se bobear, droga de ereção involuntária.
BaekHyun se despediu dos dois e seguiu para casa.
- B-bom, vamos entrar... - ChanYeol abriu a porta e deixou KyungSoo entrar.
- JonggIe ainda não veio... - KyungSoo murmurou.
- Ele deve estar almoçando, mas não deve demorar muito.
KyungSoo começou a olhar a casa de ChanYeol, era grande e bonita. Se dirigiu ao sofá vermelho escuro na sala e sentou-se, passou a mão sobre o sofá e sorriu, era de veludo, macio e gostoso. Ele riu baixinho e se deitou. ChanYeol riu e se aproximou dele, afagando seus cabelos ao sentar ao lado dele. KyungSoo o olhou sorrindo e largou a mochila no chão o sorriso doce e os olhos - enormes - meigos.
De novo, droga de ereção.
- Você é tão fofo, Kyunggie... - KyungSoo sorriu e fez um aegyo.
ChanYeol sorriu e beijou sua testa, logo trilhando beijos por seu rosto até seus lábios.
Céus, por que ele não podia simplesmente ir para a casa de BaekHyun e resolver seu problema?
KyungSoo segurou sua nuca e fechou os olhos, sorrindo quando o selar é cessado.
- Hyung, você disse, quando nós fizemos aquilo lá em casa, que estava me usando... - KyungSoo disse se sentando ao lado do maior - Então eu posso te usar também... - ele sorriu inocentemente, não sabia da gravidade da situação do maior.
ChanYeol sentiu uma vertigem percorrer seu corpo e ele suou frio.
- Huh, e-eu acho q-que p-pode... - ele murmurou gaguejando por conta de um espasmo que teve ao sentir KyungSoo tocar seu ombro.
- E por que você está tão nervoso, hyung? - o menor acariciou a nuca de ChanYeol, rindo baixinho para ele.
KyungSoo queria saber como é saciar o tal frio no baixo ventre, parecia bom e era justo, já que ChanYeol havia o usando da outra vez. Significa que o maior estava em débito consigo.
- E-eu...
ChanYeol segurou a cintura do menor e o puxou para o seu colo, abraçando-o e encostando suas testas, fechou os olhos por um momento e suspirou. Se perguntou milhares de vezes porque o garoto era tão sexy quanto seu irmão... Que droga, ele não iria conseguir segurar.
- Você disse que me ajudaria a saciar o frio no baixo ventre... Eu quero que você faça... Agora.
- M-mas, Kyunggie...
KyungSoo fez um aegyo de carinha triste, coisa que ChanYeol não consegue resistir. Segurou o rosto do menor e selou seus lábios, abraçando sua cintura em seguida. KyungSoo gemeu baixo por ter seu corpo tão colado do maior, sentiu seu corpo ficar mole e uma vertigem ir do topo de sua cabeça até os seus quadris. Correspondeu ao beijo que logo se tornou mais profundo e rápido, a língua de ChanYeol percorria o interior de sua boca rapidamente e, por vezes, tocava a língua na sua, fazendo KyungSoo gemer baixo, era rápido mas muito prazeroso, o menor concluiu.
ChanYeol trilhou beijos até o pescoço do menor, onde deu uma mordida leve e chupou suavemente, tento cuidado para não fazer uma marca aparente. Sentiu KyungSoo empurrar seu corpo contra si e abraçar seu pescoço, empurrando a cabeça do maior e para fazer mais forte. ChanYeol se manteve naquele ritmo e logo puxou a gravata do uniforme de KyungSoo, aliviando a gola da blusa e beijando toda a extensão de seu pescoço. KyungSoo gemeu baixo e mordeu o lábio inferior.
A campainha tocou.
Era JongIn.
ChanYeol agradeceu à todos os deuses por algo o obrigar a parar.
Ele se levantou, colocando um KyungSoo completamente ofegante deitado no sofá, recebeu um xingão baixo do menor por isso.
Abriu a porta.
- ChanYeol, aqui está... Ei, por que está suando tanto?
- Hã? Ah... Longa história... Enfim, muito obrigado...
Ele pegou o jogo e fechou a porta. KyungSoo estava sentado no sofá, arrumando sua gravata, estava levemente corado. Ele colocou o jogo e tentou esquecer o que havia acontecido.











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- Como foi o jogo, KyungSoo? - BaekHyun sorriu para o irmão enquanto passava manteiga em uma fatia de pão de forma, ele recém havia chegado na casa de ChanYeol com a mala dele e do irmão e os dois irmãos estavam tomando lanche na cozinha enquanto ChanYeol fazia qualquer coisa na sala.
- Foi bacana, nós estava quase zerando quando aquela fantasma do demônio brotou na sala de fora e começou a dar uns gritinhos estéricos aí o ChanYeol começou a gritar e jogou o controle em mim e eu perdi... Perdi o jogo e os tímpanos...
- Eu não gritei merda nenhuma! - ele gritou da sala.
BaekHyun riu. Ele sabia que o namorado era extremamente... bichinha para jogos de terror. No entanto, adorava jogar com o amigo, ficavam semanas jogando um jogo de se zerar em 10 horas e depois partiam para outro jogo. Já KyungSoo não gostava de jogar jogos de terror, ele não se assustava com facilidade mas tinha medo de ficar sozinho depois do jogo. BaekHyun sentiu muita pena de KyungSoo ao pensar que ele teve que aguentar os gritos do mais alto a tarde toda.
- Parabéns por aguenta-lo, KyungSoo.
ChanYeol bufou da sala e permaneceu lá sentado. BaekHyun levantou-se, pegou a mala que havia trazido e puxou a mão do menor.
- Vamos levar isso para o quarto, amorzinho? - sorriu e o menor assentiu.
Os dois prosseguiram até seu destino e BaekHyun largou a mala sobre a cama. Trouxera mais roupas do que talvez precisaria, não sabia se seria apenas um dia. Pelo que soube, os pais de ChanYeol estavam fora, mas voltariam no dia seguinte e, ao contrário dos seus, os pis do maior eram muito amáveis consigo, mesmo sabendo do relacionamento do casal e, em todos os momentos, eles sempre os apoiaram. Era tão invejável... Até a irmã mais velha de ChanYeol, Yoora, era uma ótima pessoa. BaekHyun já passara noites na casa do maior e os pais dele sempre o recebiam muito bem, eles faziam um jantar farto - especialidade da mãe do maior - e, quando todos iam dormir, a mãe de ChanYeol acariciava o rosto de KyungSoo até o menor dormir.
Era até triste não poder ver o casal naquela noite, BaekHyun concluiu que seria ótimo para KyungSoo ver mais uma vez uma figura materna descente... Ele pensava e repensava, enquanto arrumava a cama de ChanYeol sobre ficar no dia seguinte e, talvez, depois... Ele queria tanto não voltar mais pa casa, mas não era possível. Ainda havia um ano de distância da liberdade completa, isso o irritava tanto.
- Hyung, vamos todos dormir juntos?
- Claro, amor. Tem bastante espaço para nós três.
- Mas a cama do ChanYeol jyung é tão pequena...
- Nós podemos dormir no quarto dos meus pais, - ChanYeol entrou no quarto, marcando presença - se quiserem...
- Huh, ChanYeol... Não podemos faze isso O quarto de um casal é um lugar muito privado. - BaekHyun retrucou.
- Yah, deixe de bobagens, a cama dos meus pais é grande o suficiente para nós três. Ficaremos lá hoje.
BaekHyun suspirou e sorriu para o maior, certamente teriam uma boa noite.

KyungSoo se dirigiu para o quarto do casal, os cabelos levemente úmidos pela umidade do banheiro, acabara de sair do banho. Vestia um pijama de seu irmão, era uma gracinha; tinham vários bonequinhos de neve. BaekHyun se dirigiu para o banheiro, o último do grupo, porque os banhos de BaekHyun são muito longos, parte pela preguiça e parte pelos seus pensamento - afinal, há lugar melhor para pensar a não ser no box do banheiro?
O menor deitou na cama macia e sorriu, respirou fundo e sentiu um cheiro de desodorante e alguns passos no quarto Olhou de lado e ChanYeol o observava meio vermelho; apenas o menor não sabia que a calça daquele pijama marcava tanto suas coxas. Ele sentou na cama e sorriu para o maior.
ChanYeol balançou a cabeça repetidas vezes, - contenha seus pensamentos, ChanYeol, ele repetia mentalmente. Sentou ao lado do menor e o mesmo recostou a cabeça em seu ombro - que estava bem mais acima, mas, whatever. ChanYeol passou o braço por seu ombro e suspirou. Na verdade, ele estava pensando em Outlast, ele estava pensando em jogar Outlast quando terminasse Fatal Frame, sim, é uma ótima ideia, mas apenas quando JongIn tiver folga, por nunca que ele conseguiria jogar Outlast sozinho, era capaz de ficar meio retardado - mais do que já era.
Já KyungSoo estava pensando no garoto que conhecera. Kris era um garoto muito bonito, KyungSoo não parava de pensar em seus olhos. Que droga, pra que ficar pensando em alguém por tanto tempo? Pretendia se tornar um garoto cheio de histórias como Kris, era tão admirado como o mais velho sabia falar tantos idiomas e conseguia ainda fazer rap em todos eles. Ele jogou a cabeça para trás e ChanYeol o notou. O maior o jogou na cama e começou a fazer cócegas nele, KyungSoo começou a se debater na cama e rir baixinho.
- ChanYeol-ah, p-para... - ele murmurou rindo.
- Me obrigue!
KyungSoo começou a percorrer o corpo do maior mexendo os dedos, procurando um ponto em que ele sentisse cócegas. Mas ChanYeol logo parou, rapidamente, quando KyungSoo tocou um pouco mais abaixo, um lugar que não dava pra qualquer pessoa ficar tocando. O maior se afastou rapidamente e se levantou, saindo do quarto. KyungSoo suspirou nervoso, o que diabos ele fez de errado, afinal?
ChanYeol recostou as costas sobre a porta e escorregou lentamente até sentar no chão. Encarava a parede do corredor em que estava, algo muito errado estava acontecendo consigo, na verdade. Ele se sentia nervoso quando KyungSoo sorria ou o tocava, não importa onde... Bom, qualquer criança fazendo graça, pode dexar alguém nervoso, não é mesmo? Ele concluiu sozinho, como era idiota afinal.
Levantou dali decidido de uma coisa; o que lhe faltava era sexo. Se dirigiu até o banheiro que havia o quarto do casal, local onde BaekHyun ainda limpava seu corpo. Ele entrou lentamente no box, sem tirar suas roupas e abraçou o menor por trás.
- C-ChanYeol... Que susto. - o menor sorriu - Amor, que saudade do seu abraço...
- To com saudade de algumas coisas também.
O menor sorriu e virou de frente para ChanYeol, selando seus lábio suavemente, sem tirar o sorriso do rosto. Rapidamente, despiu o namorado sem cessar o beijo, logo após ChanYeol o prensou contra a parede do box e desceu os beijos para o seu pescoço, dando vez ou outra uma mordida leve, o que fazia BaekHyun sorrir de olhos fechados.
Após trocarem algumas carícias, ChanYeol pegou BaekHyun no colo e voltou a beija-lo. Sem aviso, penetrou o namorado, que soltou um gemido em protesto, fechando os olhos e apoiando a cabeça na parede. ChanYeol começou a fazer alguns movimentos lentos no interior do menor, que gemia cada vez mais alto. Eles deixaram a água os envolver por completo enquanto os movimentos se tornavam mais bruscos conforme o desejo aumentava. BaekHyun chamava o maior, repetia seu nome inúmeras vezes e pedia por mais, ChanYeo manteve seus movimentos na mesma intensidade, aproveitando cada momento, como era bom matar a saudade do parceiro, era simplesmente incrível.
Quando BaekHyun começou a arranhar suas costas enquanto implorava já alto por mais, ChanYeol retirou meu membro seu membro do interior do menor e enfiou com força novamente, o fazendo soltar um grito agudo.
- M-mais... M-mais uma v-vez... - o menor pedia.
Atendendo seu pedido, ChanYeol tornou todos os seguintes movimentos bruscos e fortes, agredindo a próstata do garoto. Conforme os movimentos pioravam, os gritos de BaekHyun ficavam mais altos, até que ele apoiou a cabeça no ombro do maior e mordeu seu ombro, tentando esconder o grito mais alto, em seguida deixando seu orgasmo ser expelido de si. Não demorou muito para que ChanYeol fizesse o mesmo em seu interior.
Os dois, cansados, ofegantes, ficaram mais algum tempo debaixo da água do chuveiro e mantiveram suas mentes vazias; o melhor para se fazer naquele momento era não pensar em nada, era um momento único, bom demais para desperdiçar com pensamentos.
É claro que eles não contavam com o fato de KyungSoo ter ouvido tudo e ter se enfiado na cozinha da casa atrás de comida para tentar esquecer a merda que acabara de ouvir.
O menor do grupo estava coberto de raiva. Ele saiu da casa dos pais uma noite depois de ter seu sono perturbado pelo casal ridículo que o deu a luz e foi para outra casa para ter seu sono perturbado pelo seu próprio irmão e o namorado? Estava com muita raiva, decidiu que não queria ficar perto do casal aquela noite, se tocasse em suas bochechas, tinha a certeza de que estariam extremamente quentes, como o resto do rosto. A raiva o dava calor.
Puxou uma cadeira e se sentou segurando um copo de leite e alguns cookies. Mesmo da cozinha ele podia ouvir os gritos do irmão.
- Caralho, todo mundo decide ficar fazendo essa merda agora... - ele murmurou - Se é tão bom assim eu também quero fazer, droga!
Mordeu o cookie com força, machucando seus dentes, mas ele não ligou, a raiva não o deixava ligar naquele momento.
Minutos depois, o casal cessara os sonse, mais alguns minutos depois, um BaekHyun semi-nu apareceu rapidamente na cozinha. Ainda estava ofegante e vermelho, aquilo também irritava KyungSoo.
- Meu amor, o que está fazendo aqui? - BaekHyun seguiu até o menor e se ajoelhou ao seu lado lentamente, fazendo cara de dor, uma cara de dor que irritava KyungSoo.
- Sai daqui, vai lá ficar junto com o seu namoradinho. - ele disse virando de costas para o irmão.
BaekHyun olhou surpreso e logo começou a rir.
- Kyunggie, isso é ciúme?
- Claro que não. É raiva, não vê? Qual é o seu problema de confundir raiva com ciúme?
- Ora, amor... Me desculpe por isso... Mas você deveria entender. Eu e ChanYeol somos namorados e casais fazem essas coisas.
- Sim, é por isso que mamãe e papai também fazem.
KyungSoo levantou e correu em direção da saída da casa, indo em direção do jardim, sentando-se na grama recostado no tronco de uma árvore. Apoiou o rosto nos joelho e começou a chorar baixinho.
ChanYeol observara tudo. Ele se sentia culpado, afinal, era da natureza de uma criança se entristecer com esse tipo de coisa.
- C-ChanYeol... O que eu faço? E-eu nunca vi KyungSoo assim e, o que ele falou sobre meus pais...
BaekHyun baixou a cabeça e recebeu um abraço apertado de ChanYeol.
- A culpa não é sua, amor. Eu viu lá falar com ele, tudo bem?
BaekHyun apenas concordou com a cabeça e se aproximou da janela para observar. ChanYeol saiu da casa e sentou ao lado de KyungSoo, que não percebeu sua presença. Ele tirou o casaco que vestira antes de sair e tapou as costas de KyungSoo, que o olhou assustado, os olhos inchados pelo choro.
- Aqui fora está frio, deve se proteger contra uma pneumonia.
- Sai daqui... - o menor murmurou coma voz chorosa.
- Não pode me expulsar do meu jardim. - ChanYeol riu e puxou o menor para um abraço apertado.
Afagava seus cabelos ondulados enquanto KyungSoo continuava seu choro baixinho, completamente aninhado ao maior. Quando ele se acalmou, ChanYeol beijou o topo de sua cabeça.
- Ta melhor?
- Um pouco...
- Ora, ora, ora, meu amor... Por que tudo isso?
- E-eu... - KyungSoo pensava em um motivo mas não conseguia descobri-lo.
- Tudo bem. O que acha do seguinte, - ChanYeol puxou seu queixo para cima - ainda hoje, te ensino a fazer isso.
KyungSoo o olhou surpreso e logo sorriu, se jogando sobre o maior e o abraçando apertado ChanYeol riu pelo ato.
- Então eu estou perdoado? - ele perguntou segurando o rosto do menor.
- Está. Mas só dessa vez!
KyungSoo selou os lábios do maior e fechou os olhos, ChanYeol correspondeu ao ato, contente por ter conseguido animar o menor e, de brinde, faturou uma para a madrugada.
Ele pegou o menor no colo e o levou para dentro, KyungSoo estava de olhos fechados e tinha um sorriso doce no rosto.
- O que você fez?! - BaekHyun perguntou.
- Ele só precisava de um abraço.







Eram três e meia da noite e KyungSoo sente alguém se movimentando na cama.
Estavam, conscecutivamente, ChanYeol, BaekHyun e KyungSoo na cama, em uma cadeia de abraços desnecessária, na opinião do menor do grupo.
Ele volta a dormir, mas sente sua mão ser puxada. Abre os olhos rapidamente, uma figura de cabelos bagunçados, sorriso doce e, o mais importante, orelhas enormes, o chama.
- Eu te prometi algo.
KyungSoo sorri ansioso, levantando cuidadosamente para não acordar o irmão. ChanYeol o leva até seu quarto, que era no andar superior, longe o suficiente para que os sons não ecoassem, apesar de conhecer o namorado e saber que ele não acorda tão fácil. Tranca a porta e vira-se para KyungSoo, que estava sentado na cama com um sorriso ansioso no rosto e pernas cruzadas. Ele se dirige para o menor e puxa seu queixo, afagando seu rosto, sorrindo de maneira doce para o garoto. Senta ao lado de KyungSoo e sela seus lábios puxando-o para si.
O menor passa os braços pelo pescoço do hyung e corresponde ao selar, que logo vira um beijo lento e prazeroso. KyungSoo vila seu corpo no do maior e passa suas pernas pela cintura do mesmo firmando-se sobre o colo do outro, tendo seu pescoço atacado por uma série de beijos incessantes. ChanYeol não se atrevera, até então, marcar o menor, sabia que o garoto iria se ver com o irmão e temia pelo próprio coro por isso. Mas tirou qualquer pensamento da cabeça, não estava afim de se arrepender agora, logo no começo, estava pensando nas infinitas possibilidades para com o menor, um garotinho virgem que descobriu há pouquíssimo tempo o que era sexo, queria fazer daquilo a noite da sua vida, uma noite que ele lembraria e que pediria repetidas vezes por mais. Era cruel de sua parte.
ChanYeol tirou a blusa do menor e sorrio ao ver o corpo claro ao seu dispor, KyungSoo tentava não encara-lo no rosto e estava começando a ganhar uma coloração vermelha em seu rosto. Beijou seu ombro, pescoço e desceu para o peito, dando mordidinhas leves que faziam KyungSoo sorrir. O menor segurava com força nos ombros do Hyung, respirava pesado e sentia algo estranhamente bom pelo corpo que vinha do local de onde ChanYeol estava passando a língua, seu mamilo, já completamente molhado e, quando ChanYeol mordeu-o e puxou, KyungSoo soltou um gemido baixinho que fez o maior sorrir. ChanYeol chupava o local e rodeava a língua por volta, logo cessando o contato com um beijo e voltando a selar os labios do menor. KyungSoo sentia algo no colo de ChanYeol, um volume um pouco grande que o dava prazer sentar-se sobre, ele fez pressão e ChanYeol soltou um gemido baixo, o que fez KyungSoo sorrir. Ele começou a rebolar sobre o membro do maior que gemia despudoradamente à cada nova investida. ChanYeol retirou sua blusa e KyungSoo prendeu o olhar no corpo do maior, que era levemente definido e ele, apesar de completamente envergonhado, continuou olhando.
ChanYeol o deitou na cama e tirou sua calça e sua boxer, logo ficando sobre o menor e descendo beijos até seu abdômen. Ele abriu a calça do menor e sentou sobre seu membro, rebolando e fazendo pressão, o que fez KyungSoo, involuntariamente, dotar um gemido alto, ChanYeol sorriu, começou a chupar o pescoço do menor sem muita força, cuidando para não marca-lo e continuou os movimentos que estavam deixando KyungSoo louco. Ao que sentiu o membro do menor "de pé", levantou e voltou a ficar na altura de sua cintura, recebendo um gemido de reprovação do menor. Baixou a calça e a boxer do menor e segurou seus joelhos tentando abrir suas pernas, mas KyungSoo forçou-as juntas e ficou completamente vermelho.
- KyungSoo... Ora, não precisa ter vergonha.
- M-mas... O-o Hyung disse que não posso deixar as pessoas fazerem isso...
ChanYeol passou a mão nas coxas de KyungSoo e beijou sua cintura, próximo da virilha.
- Confie em mim, isso vai ser muito gostoso.
KyungSoo desviou o olhar e abriu as pernas por conta própria, ChanYeol segurou a parte interna de suas coxas e abriu mais um pouco, o permitindo ter a visão completa do menor; sua intimidade, nunca antes tocada, parecia apertada demais, logo passou a língua pelo local, o que fez o menor soltar um gemido alto. ChanYeol sorriu malicioso. Pressionou a língua contra a pequena entrada e, em seguida, chupou o centro com força, acompanhando gemidos altos e descontrolados do menor. Ele segurou o membro de KyungSoo e masturbou-o lentamente enquanto rodeava o orifício do menor com a língua, vez chupando e vez pressionando sua língua. Ele lambeu um de seus dedos e pressionou contra o interior do menor, que gemeu em reprovação. ChanYeol sorriu e continuou a pressionar até encaixar seu dedo por completo, KyungSoo estava tapando sua boca e se segurando bastante para não gritar. "Não acredito que o hyung fica todo bobinho por isso.", pensou, as logo os movimentos começaram e ele começou a sentir algum prazer naquilo tudo.
- C-ChanYeol hyung... - chamou quando teve seu interior invadido por outro dedo, dessa vez um pouquinho menos dolorido, estava ficando gostoso.
ChanYeol segurou o membro do menor e continuou a masturba-lo lentamente, arrancando gemidos mais altos do pequeno dongsaeng, que estava apertando seus olhos e arqueando suas costas. O maior introduziu o terceiro dedo, dessa vez desejado pelo menor.
- C-Chan... I-isso é tão bom... E-eu quero ma-mais... - murmurava em um pedido quase que implorado.
ChanYeol sorriu e começou a mover os dedos com mais força, recebendo gemidos cada vez mais sensuais do menor. Quando sentiu seu próprio membro pulsar, não se segurou, "subiu" até a altura do rosto do menor e segurou seu membro, introduzindo apenas a glande, o que fez KyungSoo segurar um gemido alto. Não era dolorido em um todo, era muito gostoso mas bem no fundo estava doendo. ChanYeol volta a chupar o pescoço do menor sem força e, lentamente, introduziu metade do membro, fazendo o menor delirar.
- K-KyungSoo, i-isso é bom? - ChanYeol murmurou.
O menor apenas consegue gemer o nome do hyung tentando ao máximo controlar o volume de sua voz. ChanYeol fechou os olhos sentindo o interior apertado de KyungSoo, logo empurrando seus quadris até preencher todo o espaço, fazendo KyungSoo soltar um gritinho que até preocupou-o sobre o namorado, mas ele decidiu não se importar com isso agora. Apenas começou a estocar o interior ante imaculado e completamente delicioso do menor, sentia as paredes de seu orifício apertarem seu membro de forma delirante, ele queria demais foder com toda a sua força, arrombar completamente o menor, mas nçao poderia fazer isso, estava, no entanto, se segurando demais. KyungSoo cravou as unhas em suas costas e arranhou com força, deixando marcas bem expostas e ChanYeol nem se importou com o fato de BaekHyun acabar vendo aquilo, tudo o estimulava a foder KyungSoo. Quando o menor começou a rebolar involuntariamente contra seu membro, foi o cúmulo, ele retirou metade de seu membro e estocou com força, fazendo KyungSoo berrar, sua próstata atingida com tamanha violência, ele imaginava seus futuros problemas para sentar em seguida, mas isso pouco importava. ChanYeol perdeu o controle sobre a situação e começou a chupar o pescoço do menor com força, estocando cada vez mas agressivamente.
- M-mais, hy-hyung... Ahhhn... - KyungSoo implorava.
ChanYeol começou a estocar com toda a sua força, fazendo a cama bater contra a parede e KyungSoo arranhar suas costas forte até demais, era sua imaginação ou ele podia até sentir algum liquido escorrer de suas costas. Quando sentiu o gozo de KyungSoo em seu abdomen e peito e o interior do menor se contraiu, ele apenas sentiu seu gozo ser jorrado de si e uma sensação que ele nunca havia sentido tão prazerosa. Caiu sobre o menor, completamente ofegante, fechou os olhos e tentava controlar sua respiração.
- H-hyung... - minutos depois, KyungSoo quebra o silêncio.
- Diga, meu doce. - respondeu exausto.
- Isso e muito bom...
ChanYeol sorriu.
- Vamos tomar banho, baixinho, não podemos chegar perto do seu irmão com esse cheiro de sexo.
- Então foi isso que fizemos. Sexo... - KyungSoo fala como se fosse uma palavra quase que ofensiva - Fizemos sexo. Eu fiz sexo com você e você fez sexo comigo... - ele dizia e ria baxinho.
- O que houve, Kyunggie? - o maior riu.
- Meu irmão disse que eu não tinha idade pra fazer isso, mas eu fiz.
- Sobre isso, ele não pode saber, KyungSoo.
- Certo...
ChanYeol pegou o menor no colo e eles foram tomar banho.

Era de manhã e os três acordaram juntos, ChanYeol tinha olheiras enormes e KyungSoo mal podia de mexer direito. Logo que ele foi sentar, soltou um gritinho.
- KyungSoo?! O que houve?!
ChanYeol gelou.
KyungSoo gelou.
- U-um mosquito picou o meu bumbum...!
ChanYeol ofegou aliviado.
Eles foram todos para a cozinha tomar um bom café da manhã que o próprio ChanYeol. KyungSoo teimou que queria capuccino, já que não tinha nescau.
O telefone do maior do grupo tocou.
- Hmm... Yeoboseyo? - ele fez uma pequena pausa e sorriu - Ah sim, estamos te esperando. Sim, nós, Baek e Soo estão aqui. Okay, até logo. - desligou.
- Quem era? - BaekHyun perguntou.
- JongIn, ele esta vindo aqui.
- Oh, agora? Prepare um bom café pra ele, deve estar morrendo de sono.
- Tem razão. - o maior levantou e foi até o balcão, pegando os condimentos.
- Bem forte, Channie.
BaekHyun levantou e puxou KyungSoo para a sala. O menor ficou um pouco tenso, não estava gostado desse "senta-levanta", estava com o cu doendo, ninguém percebeu que isso não tava legal?
- KyungSoo, você parece péssimo! Veja essas olheiras! Não dormiu bem? - KyungSoo gelou.
- Do-dormi, hyung. Eu só estou com sono ainda. Bom, eu bem que podia comer alguns doces, isso iria me acordar bem.
BaekHyun apertou sua bochecha.
- Não. Vai tomar seu capuccino que você teimou pra conseguir e vamos para a aula.
A porta se abriu e um garoto de cabelos bagunçados e pele escura entrou. KyungSoo corou quando o maior sorriu para si.
- Bom dia, crianças. - ele disse olhando para os irmãos.
- Você e mais novo que eu. - BaekHyun arqueou as sobrancelhas.
- Sou maior.
Passou para a cozinha e avistou o melhor amigo, pulou em suas costas segurando em seus ombros, o que fez ChanYeol derrubar meia xícara de café quente em sua mão e soltar um gritinho de dor. BaekHYun correu para a cozinha e acudiu o namorado que estava tendo uma crise com o amigo, JongIn não parava de rir e KyungSoo achou que seria uma boa hora para pegar seu capuccino, ligar a TV e começar a assistir Tom e Jerry. Quando o tumulto se estabilizou e ChanYeol estava tendo um surto sobre como sua mão estava vermelha e escrota, BaekHyun estava consolando-o sobre o assunto e JongIn foi para a sala.
- Oi, baixinho. O que está vendo?
- Desenho. - disse sem desviar o olhar.
- Ah, eu gosto desse episódio! - sentou ao lado do menor, que o olhou arqueando uma sobrancelha.
- Você assiste desenho?
- Claro que sim. Bom, alguns.
- Sério? Gosta de My Little Poney?
- Gosto sim. De qual você gosta mais?
- Da Rainbow! - KyungSoo disse animado.
- Oh, eu também gosto dela!
Logo depois, o casal aparece, ChanYeol com o rosto vermelho e BaekHyun o puxando pela mão que não estava ferida.
- Ele quer sorvete. - BaekHyun revirou os olhos.
- Esse é o grandão, não pode se machucar que vira uma criança. - JongIn riu.
- Vamos para a escola mais cedo então, no caminho a gente pega um sorvete. - BaekHyun sorriu.
- Mas.. Mas... - KyungSoo murmurou.
- Mas o que, amor? - o irmão o encarou.
- Eu quero o que o Tom vai fazer... - ele baixou a cabeça.
- Ah, Kyunggie, você não quer um sorvete bem gostoso? - BaekHyun o encarou esperançoso.
- Não...
- Ora, Kyunggie, vamos lá, amanhã você vê.
- Amanhã não vai dar esse capitulo.
- Deixa que eu levo ele depois, Baek-ah. - JongIn sorriu.
- Oh, tem certeza? Eu não quero abusar de você, JongIn.
- Ah, pode deixar, eu também quero ver onde o Jerry se escondeu. - o moreno sorriu.
- Certo... Muito obrigado, Jonggie... - ele beijou a testa do garoto e afagou os cabelos de seu irmão - Não se atrasem.
O casal saiu e os dois garotos olhavam atentos à teve. Acima de tudo, KyungSoo estva extremamente nervoso e feliz por um garoto tão mais velho estar junto de si olhando um programa infantil. O comercial interrompeu a dupla e os dois soltaram um "ahhh" desanimado.
- Baixinho, está na hora de irmos. - JongIn o encarou.
- Antes de tudo, nunca mais me chame de baixinho, como se você fosse muito maior que eu. - KyungSoo disse fazendo bico, o que fez JongIn rir.
- Certo, Kyung-ah, vamos?
- Yahh, mas eu quero ver o final. - fez bico.
- Essa carinha fofa não funciona comigo, vamos logo.
KyungSoo resmungou e tentou se levantar, quando gemeu baixinho de dor, ainda doía demais...
- Ei, o que houve? - o moreno perguntou preocupado.
- Huh... E-eu... eu machuquei o bumbum quando sentei.
JongIn arqueou as sobrancelhas e pois-se a lembrar do dia anterior, quando atendeu a porta e viu ChanYeol estranhamente ofegante e ele sabia que estava sozinho com KyungSoo.
- Espere, deixe eu te ajudar. - ele sorriu e estendeu a mão para o menor.
- Obrigado, JongIn-ah. - o menor sorriu fofo.
- Huh, vamos por um casaco, Soo?
Ele procurou pela sala um casaco que fosse do garoto, só havia um de ChanYeol então ele o pegou.
- Vai ficr muito grande, mas vai te aquecer. - ele murmurou vestindo o menor.
- Obrigado, de novo. - o menor riu.
JongIn começou a arrumar a gola do casaco e analiso a pele do menor, havia uma marca roxa em seu pescoço. Foi quando JongIn entendeu tudo, ele soltou um riso baixo, tinha certeza de que tinha sido uma "primeira vez" ótima, ele mesmo já havia experimentado essa sensação, foi com o melhor amigo que aprendera do que realmente gostava.
Logo começaram a caminhar em direção da escola, enquanto JongIn imaginava como poderia perguntar isso ao amigo ou mesmo à KyungSoo.





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- Então, KyungSoo... - o moreno começou - Você... Dormiu bem?
- Dormi, ora.
- E onde você dormiu?
- No quarto dos pais do ChanYeol, com ele e o hyung. - o menor fez uma pausa - Por quê?
- Ah, nada, bai... KyungSoo. - ele corrigiu rapidamente - Não quer me contar nada?
- C-como assim? - ele engoliu em seco.
- Creio que seu irmão não vá gostar de saber, não é mesmo?
- D-do que você está falando, Jonggie-ah? - ele corou.
- Acho melhor por alguma coisa no pescoço. - foi quando o menor entendeu.
Ele ficou mais vermelho que um pimentão, baixou a cabeça e deixou uma lágrima cair.
- Ei, ei... KyungSoo, o que houve? - JongIn parou e segurou seu pulso.
- O C-Channie-ah... Ma-mandou eu guardar e-este segredo... - ele deixou as lagrimas caírem de vez, estava tapado de vergonha.
JongIn não sabia o que pensar, na verdade. Ele não sabia se era uma coisa boa, afinal, não deixa de ser um tipo de estupro. Ele apenas abraçou o menor que já estava chorando bastante.
- Se acalme, KyungSoo-ah. Vamos conversar um pouco, okay?
Ele puxou o menor para sentar no rodapé da calçada e continuou a abraça-lo.
- Então, KyungSoo. Como isso aconteceu? - KyungSoo manteve-se calado, estava com medo, acima de tudo. JongIn suspirou - Olha, pra eu te ajudar, eu preciso saber de algumas coisas. Pode confiar em mim, eu não vou contar pro BaekHyun, okay?
KyungSoo secou suas lagrimas e encaru o chão, com o rosto bem vermelho ainda.
- Certo, agora e conta. Foi ontem de tarde?
- N-não, foi de madrugada.
- Certo, e ele foi rude, te puxou sem dar satisfações? - seria terrível ter essa imagem do melhor amigo, mas ele sentia que precisava ajudar KyungSoo.
- Não... Eu pedi que ele me ensinasse. - o menor murmurou envergonhado.
- E... Ele te machucou?
KyungSoo sorriu de canto lembrando da noite anterior.
- Não... - ele soltou um riso soprado - Foi tudo muito bom, Jonggie...
JongIn sorriu aliviado, ao menos o garoto avia aproveitado também.
- Você gostou?
- Ora, claro. Eu queria que pudéssemos fazer de novo, mas creio que isso seja errado.
- Você sabe que é, né? Ele é o namorado do seu irmão, isso é algo que só se faz com os namorados.
KyungSoo baixou o olhar e escondeu seu rosto no pescoço de JongIn.
- Eu sou a pior pessoa do mundo. O hyung vai me odiar pra sempre se souber.
- Não vai não, ele vai ficar muito magoado, mas nunca vai deixar de te amar.
Eles mantiveram o silencio por alguns minutos.
- E... - KyungSoo murmurou quase mudo pela vergonha - Q-quando eu qui-quiser... Fazer de novo...? - ele ficou mais vermelho do que tudo.
- Aí você me chama e eu te levo para tomar sorvete e assistir Frozen. - ele sorriu para o menor.
- Jonggie...
- Apenas me chama, Kyung. Eu vou dar um jeito de tirar sua cabeça disso, certo?
- Ta bom... - ele sorriu para o maior e beijou sua bochecha.
- Agora, vamos para a escola?
- Vamos! - KyungSoo sorriu agitado.
JongIn tirou sua manta e amarrou no pescoço do menor e eles foram para a escola enquanto conversavam como bons amigos. JongIn agradecia por ter tido essa conversa com o menor, sabia que tinha ajudado em algo, agora a próxima coisa a fazer era ficar puto e xingar ChanYeol.


- Ainda ta doendo muito? - BaekHyun perguntou enquanto dava uma lambida em seu sorvete.
Eles estavam sentados na mesa da sorveteria mais precoce do país. BaekHyun com um sorvete de creme e ChanYeol de chocolate com menta.
- Nhão. - ele murmurou se lambuzando com o seu sorvete, fazendo o namorado rir baixinho.
- Seu manhoso, bebê gigante. - ele pegou um guardanapo e limpou o rosto do namorado.
- Não sou isso aí, sou um macho alfa!
- Chorão.
- Yaaaaah! - fez bico.
Logo reconheceram a imagem dos dois chineses novos da escola. LuHan e Kris estavam conversando como bons amigos, o que fez BaekHyun sorrir. Ele mal entendia o que falavam, estavam falando em mandarim. LuHan parecia fazer birra para o maior que acabou pagando um sorvete para o garoto, eles se viraram e viram o casal, LuHan logo sorriu e foi em direção dos dois e abraçou BaekHyun. Falou algumas palavras que o menor não entendeu e logo riu em seguida.
- "Você é muito fofo".
- Ohh, que fofo, Lulu.
Kris manteve distância por alguns instantes até LuHan o chamar.
- FanFan, vem cá, rapaz!
Puxou o maior.
- Owwn, vocês estão juntos? - BaekHyun perguntou. Kris arregalou os olhos.
- O que? Eu e o FanFan juntos? - LuHan riu.
- Somos melhores amigos desde que nascemos. - Kris corou com a situação.
- Mas ficam fofos demais juntos. - BaekHyun riu.
- Baixinho, você acha o que? Que todo homem do mundo é gay? Eu sou muito macho, okay? - LuHan se sentou com os coreanos e riu.
- Gege, mas você não estava namorando com um cara ano passado? - Kris riu baixinho.
- Ta, okay, nem tão macho. - o grupo riu.
- Gente... Ta na hora da aula... - Kris disse.
- Certo, vamos. - ChanYeol marcou presença. Foi quando viram JongIn e KyungSoo passando pela rua.
O grupo se juntou e ele começaram a ir para a escola.

BaekHyun e KyungSoo estavam subindo os degraus do prédio sem muita pressa, conversavam sobre qualquer assunto aleatório, mas BaekHyun estava preocupado com outra coisa, eles não podiam ficar morando na casa do Park para sempre, precisavam voltar para casa e isso o preocupava muito. Foi quando JongIn apareceu, parecia ter corrido bastante, puxou BaekHyun e o levou para alguns metros de distância do menor do grupo.
- Baek, preciso te contar... - o sinal bate bem na hora - Aish...
JongIn não podia se atrasar para a aula. KyungSoo estava nervoso, o moreno sabia seu segredo e podia muito bem ser um metido que contaria tudo, mas no momento, sua sala abriu e ele optou por entrar o mais rápido, caso essa fosse a situação.
- Podemos conversar no intervalo. - o menor sorriu.
- Certo, mas é importante. Não me deixe esquecer.
- Certo... - olharam para trás e viram que KyungSoo não se encontrava mais ali - Bom, vamos para a aula.
KyungSoo sentou na classe e olhou em volta, queria seus hyungs consigo, não gostava de ninguém na sala. Era monótono demais, ele sempre se dava bem nas provas sem nunca estudar, era tachado como CDF da turma e ninguém gostava de si. Ele acostumou.
Enquanto isso, ChanYeol ainda estava pensando sobre o que havia feito, ele sabia que tinha feito algo muito errado, tanto por ter se aproveitado de KyungSoo quanto por ter traído seu namorado e ainda estava se sentindo mal por pensar que poderia ter machucado o menor. Suspirou. BaekHyun sentou-se ao seu lado e ele se manteve calado.
- O que aconteceu, amor? - perguntou o menor.
- O que? Ah, nada. Só estou pensando.
- Em quê?
- Acho que fiz algo errado...
- Como assim, amor? - BaekHyun arqueou as sobrancelhas.
- Bom...
Uma longa pausa foi feita e o menor sorriu.
- Se não quiser me contar, eu entenderei..
ChanYeol sorriu. Seu namorado sempre foi seu porto seguro, seu sorriso sempre o acalmou e ele sempre contou com o namorado quando precisou. Ele começou a se sentir pior por aquilo, cada vez pior... Respirou fundo e decidiu não pensar sobre, ele ainda o amava e não faria aquilo novamente, mas apenas de pensar em KyungSoo deitado e ofegante daquela forma... Ele podia até sentir um formigamento em seu abdômen. Calma, Park. pensou, são esses hormônios... concluiu. Afinal, ele não iria se deixar tentar por um garotinho de quatorze anos. Suspirou. Agradeceu pelo sinal ter batido e esperou o namorado se levantar e o seguiu pelos corredores da escola. Foram até uma parte do pátio onde ficavam no começo de seu namoro, escondidos. Era atrás da escola tinha algumas árvores baixas, eles subiram em uma delas e ficaram ali, conversando sobre qualquer besteira.
KyungSoo, procurou os hyung e no entanto só achou o grupo de amigos dos mais velhos, JongIn, LuHan e Kris. JongIn o viu de longe e acenou, mas ele ignorou e saiu da vista dos maiores, correndo até o refeitório, de todo modo, com vergonha por JongIn ter o notado, mesmo a cantina sendo o inferno na terra, ele foi.
Pegou todo o dinheiro que tinha; uma nota de baixo valor toda amaçada e várias moedas. Passou um grupo de garotos mais altos e o derrubaram, provavelmente de modo proposital. Ele caiu quase de quatro e derrubou todas as moedas, ainda machucando o rosto no chão.
- Olha aqui, olha por onde... - virou para o garoto que havia o derrubado e ele começou a rir.
KyungSoo não o conhecia, mas tinha cara de bully, logo baixou a cabeça e o garoto, bem maior que ele, se abaixou ainda rindo.
- Machuquei a princesa?
Ele pegou o queixo de KyungSoo se forma agressiva. O menor tentou manter a calma, quando viu um dos garotos pegando seu dinheiro do chão.
- E-ei... I-isso é meu...
- O que disse? - o garoto que o segurava perguntou sorrindo - Você tem sorte dele ter pego seu dinheiro e não sua cintura, boneca.
O grupo riu, logo uma voz grave ecoou no fundo.
- Como foi que disse? - era uma voz conhecida, bem conhecida, o garoto alto, virou o boné pra trás e olhou para os bullies.
- O que é você, poste? - os dois garotos que acompanhavam o maior riram, quando ChanYeol apenas puxou o garoto pela gola do blusa e o levantou, o fazendo olhar receoso.
- Eu acho que... Não ouvi direito. - ChanYeol o olhou arqueando as sobrancelhas - Como foi que chamou aquele menino?
O garoto em seus braços ficou previamente paralisado, seus amigos não tinham coragem para se mover.
- V-você é o quê? Hm? O namoradinho dele? - ele riu soprado - Boneca, foi como chamei ela.
O maior do grupo soltou uma das mãos desviando um soco certeiro no nariz do garoto, que soltou um grito que chamou a atenção de todo o local.
- B-bastardo... - ele gemeu, já sentindo o liquido vermelho sair de seu nariz.
- Channie... - KyungSoo murmurou.
ChanYeol desviou sua atenção para o garoto no chão, logo voltou a olhar o garoto.
- Devolva o dinheiro dele, ou eu arrebento seus amigos.
O garoto que havia pego dinheiro jogou tudo no colo de KyungSoo e se afastou.
- Muito bem. - o maior sorriu e soltou o garoto, que se afastou rapdamente com o grupo.
ChanYeol se abaixou e recolheu as moedas.
- Está tudo bem? - perguntou ao menor.
- C-comigo? Está, e com você? O que faz aqui?
- BaekHyun queria tomar suco, eu vim comprar.
Ele ajudou KyungSoo a levantar e lhe devolveu o dinheiro, alcançando mais algumas moedas de alto valor.
- Compre algo bom, Soo. - sorriu doce.
ChanYeol comprou o suco do namorado e voltou para o local anterior, contando ao menor o ocorrido. KyungSoo comprou um bolinho inglês e suco de uva, sentou em uma mesa da cantina e começou a comer.
Minutos se passaram e Kris apareceu, extremamente desconfortável. Olhou para o menor, que o olhou sorrindo e se sentou na mesa.
- Como está? - falou com certa dificuldade.
- Estou bem. - sorriu - Hyung, você lembra de mim, é?
- Claro, eu te devia um suco, no entanto você está tomando um igual ao que eu te devia. - ele riu.
- É verdade, quer um gole? - alcançou e o maior aceitou, tomando um gole e sorriu em seguida.
- Waah, é bom mesmo.
- Né? Suco de uva é amor. - o menor sorriu.
Kris olhou seu relógio do telefone.
- A aula já vai começar, quer dar uma volta?
- Bom, claro.
Eles se levantaram e começaram a andar em direção do prédio onde estudavam, conversando.
- ... Então eu pedi suco de laranja, - Kris disse - mas falei laranja em mandarim, que fala "chen", mas o nome dele era Chen.
KyungSoo riu. O assunto em geral era Kris e seu coreano estranho. KyungSoo sorrindo formava um coração com a boca, o maior não deixou de notar, ele suspirou com o sorriso do menor, seus lábios carnudos eram tão bem desenhados... Balançou a cabeça tentando afastar pensamentos errados.
Chegando no prédio onde estudavam, pararam ao lado do banheiro, Kris ficou à sua frente e continuaram conversando. O sinal bateu e KyungSoo se despediu sorrindo. Aquela boquinha... o maior pensava olhando como um idiota para o garoto. LuHan apareceu e abraçou-o por trás.
- Ele não é fofo?
- Fofo... É sim. - Kris murmurou.
LuHan riu e o puxou pra aula.





------------ ESPECIAL ------------------------




Ele andava para casa sozinho, era a primeira vez que ia pra casa sozinho. KyungSoo se sentia adulto por isso e ia sorrindo. Chegando em casa, pegou a chave, pôs na fechadura mas percebeu que a porta já estava aberta. Estranho. BaekHyun não estava na casa de ChanYeol estudando? Logo que abriu a porta, ouviu seu irmão chamar desesperadamente pelo namorado. Um medo o subiu, podia ser que seu pai estivesse lá o agredindo? Ele subiu o mais rápido que pode e abriu a porta do quarto.
- HYUNG, ESTÁ TUDO...
KyungSoo olhou a cena e corou. Ele não só corou, ele criou um novo tom de vermelho. De longe seu rosto podia ser visto apenas pelo tom vibrante de vermelho rubro que possuía - ... b-bem...?
BaekHyun tomou o mesmo tom, ChanYeol apenas olhava o menor do grupo sem uma reação concreta. Ele tirou seu membro do interior do namorado, que tinha as pernas apertas ao máximo, e se aproximou de KyungSoo lentamente.
- N-não pense mal de seu irmão... - ChanYeol disse calmo.
- N-não... - ele murmurou e baixou a cabeça, pondo a mochila que tinha nas costas sobre um volume que se formara rapidamente em suas pernas.
Menino precoce.
ChanYeol sorriu e puxou seu queixo, tomando seus lábios enquanto abraçava sua cintura. KyungSoo não sabia o que fazer mas correspondeu ao beijo, abraçando o pescoço do maior. BaekHyun ao longe sorriu e segurou seu membro, começando a masturba-lo. ChanYeol separou o beijo e o puxou até a cama.
- Vem amor, os dois hyungs vão cuidar de seu garotinho.
Puta frase gostosa de ouvir.
O que era pra ser uma foda de 15 minutos ficaria bem mais gostosa.
KyungSoo sentou na cama e sentiu os dedos gélidos do irmão puxarem sua blusa pra cima, logo sentiu os lábios do mesmo morderem seu pescoço e chuparem o local com força. O menor tombou a cabeça para o lado fechando os olhos e mordendo o lábio inferior. ChanYeol puxou sua calça e boxer com força, começando uma masturbação lenta em seu membro, dando beijos ao redor de sua virilha, logo esses beijos foram para o seu pescoço, o lado contrário do que seu hyung "acariciava", mas os toques eram os mesmos. Logo os lçábios de ChanYeool colaram-se ao ouvido do menor e ele sussurrou despudoradamente em um tom rouco.
- Oh, amor... Você é tão lindo... Deixa o hyung ver melhor?
KyungSoo prontamente deitou. BaekHyun abriu as pernas do menor e tomou lugar ali, segurando suas coxas e lambendo toda a extensão do membro do menor, sem o segurar. O menor soltou um gemido sôfrego e ChanYeol começou a alternar beijos pela parte de cima de seu corpo, começou chupando seu mamilo e puxando com os dentes, sem muita força, mas sentiu a pele que tinha contato com sua língua, arrepiar. Ele baixou o olhar para o namorado que, à esse ponto, chupava o membro do menor com força, porém devagar. "BaekHyun nunca aprende mesmo..." concluiu consigo e apoiou a mão na cabeça do namorado, fazendo-o afundar o membro do menor na boca, o garoto engasgou e KyungSoo soltou um gemido alto.
A campainha tocou.
- O qu...
- D-deve ser JongIn... L-lembra, ele viria... - BaekHyun gaguejou.
Olha, pra começar, esses viados todos deveriam estar na casa do ChanYeol... KyungSoo desistiu de entender qualquer coisa, porque assim como os hyungs deveriam estar na casa do maior do grupo, ele meio que não deveria estar sendo tocado tão profundamente por eles.
- Eu vou dar um jeito nele. - BaekHyun se levantou e saiu do quarto, nu mesmo.
ChanYeol voltou os lábios ao pescoço do menor e chupou o local com força, fazendo os gemidos saírem sem permissão.
BaekHyun puxava a mão do moreno e tinha a camisa do mesmo na outra mão. JongIn olhou a cena impressionado, sua cabeça parou de funcionar quando ouviu o menor do grupo soltar um gemido mais alto.
- BabySoo... Chame o JongIn jyung, ele está meio tímido. - BaekHyun riu.
KyungSoo corou e mordeu o lábio inferior, mas quando teve seu membro tocado novamente pela mão de ChanYeol, ele chamou.
- J-JongInnie... P-por favor...
Você sabe, né? Quando a cabeça para de funcionar, a cabeça de baixo toma as rédias da situação.
JongIn se livrou se duas roupas restantes e agarrou BaekHyun sem pudor algum, apertando a bunda do mesmo e mordendo seu lábio inferior.
- BaekHyunnie, será que seu irmãozinho é gostoso assim como você? - JongIn murmurou e jogou BaekHyun ao lado de KyungSoo na cama.
BaekHyun tomou o outro lado do pescoço do menor e chupou o local junto com ChanYeol, segurou o membro do menor expulsando a mão de ChanYeol e começou a masturbar o irmão, já ChanYeol começou a tocar as bolas do menor do grupo, que já não tinha controle sob seu volume. JongIn abriu ao máximo as pernas do menor e passou a língua por sua entrada. Aquilo foi o delírio. KyungSoo praticamente gritou o nome do moreno em um gemido, o que o incentivou a continuar, rodeando a língua pela intimidade do menor, pressionou contra o local e sorriu ao ouvir o menor chamar seu nome cada vez mais alto. Chupou um de seus dedos e direcionou para o local, introduzindo e ouvindo um gemido arrastado do menor, continuava passando a língua por volta do locar, logo subiu os lábios até a glande do menor e chupou enquanto "estocava" seu interior apenas com um dedo.
KyungSoo soltou os braços e apenas fechou os olhos aproveitando tudo aquilo. Seus músculos contraídos pelo prazer se relaxaram, ele sabia que se forçasse, mais rápido chegaria ao seu limite, ele aprendeu isso com o ChanYeol hyung um dia e levaria a por em prática. JongIn se levantou e se afastou, sorrindo de lado, pegou o telefone que vibrava levemente no chão, onde havia caído e atendeu a ligação.
- Hyung, você sabe onde o BaekHyun mora? - fez uma pausa - Talvez devesse vir aqui... - ele sorriu e sussurrou algumas coisas que KyungSoo não pode entender e desligou o telefone.
Alô? Sério? KyungSoo suspirou pesado, céus, ia piorar.
Minutos depois, entrou na casa, um loiro alto, vestia o uniforme; uma camisa social e gravata, uma gravata azul que combinava com seus olhos... É, seus olhos marrom-escuros combinavam com azul, na cabeça de KyungSoo isso fazia sentido.
Ele sorriu com a situação e ChanYeol o olhou sorrindo.
- Kris, você veio nos ajudar? - ChanYeol disse irônico e se levantou.
Foi até o novo maior do grupo e puxou sua gravata, tomando seus lábios em um beijo cheio de desejo. Puxou os lados da blusa até estourar os botões e o puxou para deitar-se na cama, onde JongIn também passou a lhe dar atenção, abrindo os botões de sua calça.
- F-FanFan... - KyungSoo murmurou e Kris se virou para o garoto, sorriu e deixou um selar lento em seus lábios, sentindo os mesmos molhados, escorria uma gota de saliva pelo canto dos lábios do menor, enquanto o beijo tinha predominantemente o gosto do garoto.
Logo BaekHyun soltou o irmão e os três restantes do grupo foram para o lado da cama de casal, enquanto Kris se encaixava entre as pernas de KyungSoo e tomava seus lábios, passando as mãos por suas coxas, ouvindo os gemidos baixos em resposta. ChanYeol sentou-se contra a parede e recebeu JongIn em seu colo, tomando seus lábios e segurando o membro do moreno, masturbando-o lentamente. BaekHyun passou a língua pelo ouvido do irmão menor e sussurrou.
- Então, amorzinho...
Começou a passar as unhas as unhas pelo abdômen do menor.
- O Kris-Ge é bom? - e sorriu.
Kris se levantou e tomou a posição 69, abrindo o máximo que podia as pernas do menos e passou a lingua por sua intimidade, lentamente, encaixando seu membro na boca do menor enquanto KyungSoo murmurava um "é sim". Suas palavras começaram a sair abafadas pelo membro do maior.
- FanFan... - KyungSoo chamou mas teve sua boca estocada até a metade pelo membro do maior - É m-muito... G-grande... - ele dizia da forma que podia com o membro do maior na boca.
Kris, em sua ignorância, colocou tudo o que podia na boca do menor, sentindo tocar sua úvula e o garoto engasgou. Sentiu o líquido enzimático de sua boca envolver seu membro e aí sim continuou, com força, enquanto chupava o orifício do menor.
ChanYeol e JongIn também não perdiam tempo. JongIn sentou sobre o membro do maior rapidamente, soltando um gemido alto, mas não se moveu ali. Ele sentiu ChanYeol o jogar na cama ao lado do menor e à frente de BaekHyun, que tomou os lábios do moreno mesmo de "ponta-cabeça". ChanYeol começou a estoca-lo e JongIn passou a gemer o nome do maior entre o beijo de BaekHyun.
Kris, ao sentir seu membro rígido o suficiente, levantou-se e olhou para ChanYeol, em altos movimentos com JongIn. Ele sentou-se na cama e pegou KyungSoo no colo, o garoto se segurou em seus ombros e sentou em seu membro lentamente. Os movimentos não se demoraram, seus gemidos eram quase gritos pelo nome do loiro. Quando JongIn chegou ao orgasmo, CHanYeol retirou seu membro do interior do menor e se deitou ao lado do moreno, cutucando as costas de Kris, que o olhou rapidamente. Ele entendeu o que queria. Pegou KyungSoo pelos braços e encaixou-o no membro do ChanYeol, o fazendo soltar um gemido alto. Logo deitou KyungSoo sobre o mesmo e encaixou-se sobre as pernas dos dois. Ele penetrou o interior já invadido de KyungSoo, ouvindo um grito alto em resposta. Aquilo, com certeza, estava doendo muito para o menor, mas era simplesmente delicioso. Ele começou a estocar com movimentos lentos no interior do garoto junto com ChanYeol, que gemia alto junto com as estocadas.
BaekHyun deitou-se ao lado de ChanYeol. JongIn distribuiu beijos pelo pescoço do menor ouvindo KyungSoo gemer o nome dos amigos. KyungSoo sentiu que seu ápice havia chegado, mas ele não sentiu em nenhum momento que chegaria. Foi tão involuntario que era até assustador. Kris desfez-se do interior do menor, que sentia o liquido saindo de seu interior junto com as estocadas prosseguintes, logo ChanYeol gozou em seu interior e ambos retiraram seus membros de KyungSoo, que ainda gemia alto pela dor. Ele sentiu o gozo dos garotos escorrer de seu interior e ChanYeol percebeu seu desconforto quanto a tal. Saiu da posição em que se encontrava e passou a lingua pelo liquido que escorria de KyungSoo, o menor mordeu o lábio inferior e olhou para o par ao seu lado, onde BaekHyun e JongIn trocavam apenas toques. Os dois maiores do grupo se levantaram e ChanYeol chamou BaekHyun para tomar um banho. Kris pediu permissão para ir ao outro banheiro e, sem ninguém perceber, o garoto violado ficou apenas ali, jogado.
Todos foram embora, exceto JongIn. Ele sentou na bairada da cama e sorriu para KyungSoo que estava exausto.
- Eu disse que não fizesse isso.. Deixasse que te tocassem. - JongIn suspirou.
- A-acha que eu tive escolha? - murmurou cansado.
- Sei que não. Mas... - JongIn o ajudou a sentar ao seu lado e afagou seus cabelos - Eu probeti que compensaria caso quisesse fazer algo com ChanYeol.
- M-mas...
Antes que KyungSoo pudesse terminar, a mão de JongIn que segurava sua cabeça, empurrou-o com força no chão, puxando suas pernas e o deixando de quatro. Ouviu os protestos mas sabia que o menor não tinha força para se levantar. Direcionou seu membro para a entrada de KyungSoo e penetrou com força, estocou com toda a sua força e velocidade, KyungSoo gritava para que ele parasse mas ninguém - muito menos o JongIn - ouviu.
As estocadas pararam quando o maior chegou ao orgasmo e soltou KyungSoo. Ele se deitou na cama e KyungSoo se jogou no chão, esperando que a dor passasse, apensar de tudo, apensar de toda a dor, tinha sido bom, aquilo tudo em geral, mas ele estava cansado demais pra admitir isso.
O primeiro a voltar para o quarto foi Kris, que viu um JongIn dormindo e um KyungSoo jogado no chão. Ele logo juntou o menor que também estava sonolento e o levou para banheiro onde havia se lavado. Tinha uma banheira, tal qual ele encheu e colocou KyungSoo nesta.
- H-hyung... - KyungSoo murmurou exausto.
- Calma, baixinho... Espere um pouco. - Kris pediu, colocando alguns sais relaxantes na água e sentou-se à frente do menor, de bermuda. Pegou o sabonete e passou a limpa-lo, os braços, o peito, a virilha, suas intimidades, KyungSoo não protestou em nenhum momento, nunca havia se sentido tão protegido antes daquilo. Ao chegar no rosto do menor, ele segurou seu rosto com as duas mãos, fazendo o menor abrir os olhos lentamente, aproximou seus rostos e o beijou.
É, o beijou.
E o beijo de Kris era, sem duvidas, muito bom.
O beijo não durou muito, mas KyungSoo pode ver seu hyung corado. Kris sorriu e trocou as posições, deitando-se sobre a banheira e colocando o menor deitado sobre si.
- Obrigado, hyung...
- Não precisa agradecer. - Kris sorriu.
- De uma forma, você é diferente dele, do ChanYeol... - o maior arqueou as sobrancelhas.
- Diferente? Isso é bom?
- É... Posso ser contigo como quero ser, e te tratar bem como quero tratar. - o menor fechou os olhos e Kris sorriu.
- Tratar como?
- Como o meu grande herói. - Kris corou e sorriu o máximo que conseguiu.
- Eu sou seu herói?
- Você é, ou não estaria fazendo isso pra mim.
- Se eu sou o herói, você é o mocinho.
- Nos filmes... - KyungSoo sussurrou - O mocinho dá um beijo no herói e eles ficam juntos para sempre.
- Já temos os personagens, KyungSoo.
- É, nós temos...
- Vamos fazer uma história?





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Estavam todos na sala da casa de BaekHyun e KyungSoo. ChanYeol sentado com Kai no chão, procurando um bom jogo pra jogar, BaekHyun sentado conversando com LuHan e Kris que estavam lado à lado. KyungSoo desce as escadas da casa e senta no colo de Kris, que o recebe com um abraço e um sorriso. BaekHyun sorri, ele já sabia da novidade, LuHan foi informado no caminho por Kris, antes de chegarem, mas ChanYeol e JongIn olharam um pouco confusos.
- Eu estou namorando o Kyung. - disse Kris timidamente.
- Vocês já transaram? - Kai perguntou sorrindo malicioso.
- Sim. - Kris respondeu.
- Como você tem coragem de fazer isso com uma criança? - ChanYeol disse baixinho.
- Yeol você fez o mesmo. - Kai revirou os olhos - bem mais vezes do que "aquela".
- VOCÊ TRANSOU COM MEU IRMÃO? - BaekHyun gritou.
- CALADO, VOCÊ TAMBÉM! - ChanYeol revidou.
*Foca no Kyung e acaba tipo Avenida Brasil*

Tudo começou a ficar turvo e as vozes bem baixas...
- KYUNGSOO!

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KyungSoo abriu os olhos e viu o irmão gritando.
- TEMOS AULA, LEVANTA, ESTAMOS ATRASADOS.
KyungSoo quase chorou ao se dar conta de que toda aquela coisa maravilhosa não passou de... um Sonho.








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KyungSoo entrou numa loja de roupas femininas e começou a olhar os shorts. Uma atendente veio e perguntou:
- Precisa de ajuda? É para a sua namorada? - ela sorriu.
- Hã? Não, não... Bom, eu queria ver uma dessas, mais ou menos do meu tamanho, tem? - ele apontou um short azul claro, a atendente arqueou as sobrancelhas.
- É sua irmã? Tem a sua altura? Por que dependendo, tem que ser menor, sabe?
KyungSoo corou, realmente era uma situação embaraçante. Ele concordou com a cabeça.
- S-sim, minha irmã é exatamente do meu tamanho, somos gêmeos, se couber em mim, caberá nela, certeza!
Ele concluiu aliviado. Levou para casa uma bermuda azul claro e uma blusa regata branca. Sorriu doce.
Tal decisão foi difícil de tomar, o que se passa na cabeça de um garotinho de 13 anos? Ele, de fato, estava agindo sem pensar.


Mas alguns dias antes disso...



KyungSoo arrumou suas roupas e penteou seu cabelo, era sexta-feira e ele iria para a escola com ChanYeol, porque BaekHyun precisava arrumar as malas dos dois para voltarem pra casa, logo ele perderia o primeiro período da aula. ChanYeol passou pelo menor e baixou a cabeça, apoiando o nariz no topo da cabeça de KyungSoo.
- Como você é cheiroso, Soo. - ele riu e KyungSoo sorriu de lado, sentindo o coração acelerar. Nos últimos dias, ChanYeol tem sido muito doce e amável com o menor. KyungSoo nunca foi tratado dessa forma por ninguém sem ser o irmão. Ele segurou na mão do mais alto e os dois seguiram para a escola. KyungSoo só tinha uma certeza, era muito bom receber os carinhos de ChanYeol, ele queria que fosse dessa forma, mas JongIn lhe dissera para não fazer isso com seu irmão e ele estava certo. Afinal de contas, como é se apaixonar? Ele nunca sentiu isso e, pra ser sincero, os seus hormônios de treze anos já haviam acordado e estavam correndo soltos pelas veias. ChanYeol, por outro lado, adorava ter conquistado a amizade do baixinho irmão de BaekHyun, ele se sentia um pouco útil, pra ser sincero. Sabia o quão KyungSoo era carente e fazia questão de ser amável com o menor e sempre o dar o carinho que quisesse, tudo que fizesse com que essa amizade não acabasse e.. Bem.. Convenhamos, a gente não diz não pra umas belas oportunidades de sair do 5x1 quando o namorado não estava em casa.
A noite que tivera com KyungSoo foi muito diferente, KyungSoo era todo pequeno e frágil, o ter nos braços era... Diferente. Já BaekHyun era mais confiante de si, isso era seu charme, pra falar a verdade, era isso que ChanYeol mais amava no namorado e, apesar de tudo que pudesse acontecer, ele só se sentia cada dia mais apaixonado pelo namorado. Era uma cabeça complicada, a cabeça de Park ChanYeol, sim.
Logo eles chegaram na escola e KyungSoo foi direto em busca de JongIn, ao encontra-lo o chamou para fora da vista de todo o pessoal do pátio, atrás do prédio da biblioteca. JongIn o seguiu até o local meio confuso, KyungSoo parou à sua frente e o olhou, vermelho.
- H-hyung... E se eu gostasse do ChanYeol-ah? - murmurou. JongIn sorriu de lado.
- Ora, baixinho, é normal gostar de alguém e, aos treze anos, é muito bom, mas será que isso não está lhe machucando? - JongIn se ajoelhou frente ao garoto.
- Eu não sei, por que iria? - KyungSoo se sentou no chão - Eu gosto quando ele me faz carinho, sabe?
- Mas isso é normal, todos gostamos de carinho, só tenha claro em mente: se tiver certeza disso, ótimo, apenas saiba que isso é uma guerra entre você e seu irmão, você quer mesmo se meter numa dessas?
- Mas o hyung não me odiaria, né? - ele murmura.
- Claro que não, ele te ama, mas... Sei lá, talvez ele ficasse bem triste por um bom tempo. De todo modo, faça o que seu coração mandar, hm? E se quiser carinho, é só me chamar, baixinho. - JongIn ri e abraça o menor, que sorri doce. Logo seu celular toca e JongIn atende.
- Gege, você já veio? Vamos pra aula juntos, hm? - o maior diz no telefone - Estou atrás do prédio da escola, vem aqui.
Ele desliga o telefone e KyungSoo se senta direito. Minutos depois o loiro alto se aproxima dos garotos e se senta frente á eles.
- Bom dia, JongIn, KyungSoo. - ele sorriu.
- KyungSoo,Kris-ge pode te dar carinho também. - JongIn ri ao ver o menor ficar incrivelmente vermelho.
- Você quer carinho, KyungSoo-ah? - Kris sorri e o puxa para o seu colo. KyungSoo prende um grito de vergonha e fecha os olhos, escondendo o rosto contra o peito do maior, que ri baixinho afagando seus cabelos.
- Não precisa ter vergonha do Gege, KyungSoo. - JongIn ri baixinho e bagunça os cabelos de KyungSoo que abraça o loiro de vez, sorrindo de lado ao sentir seu cheiro, não era cítrico, mas nem doce, era uma mistura maravilhosa que, se bobeasse, KyungSoo abriria os olhos e se sentiria tonto.
O sinal toca e KyungSoo ainda não se desprendera do loiro, que depois de um riso envergonhado, pegou o garoto no colo e decidiu o levar para a sala dele. JongIn vai junto aos dois e, no caminho, KyungSoo abre os olhos e vê um ChanYeol desesperado correndo atrás de Kris, ele arregala os olhos e segura firme nos ombros do mais alto.
- Hyu...
- KyungSoo! - ChanYeol chega e Kris, involuntariamente, o ~põe no chão, esperando não começar uma treta daquelas...
- O-oi, Channie...
- Você sumiu do nada,a chei que tinha saído da escola. - ele disse ofegante.
- N-não, eu tava com o Kris hyung e o JongIn hyung.
Kris sorriu sem graça, ChanYeol o olhou por alguns segundos, sem uma expressão definida no rosto.
- Você está bem? - ele perguntou ao menor - Por que estava no colo dele, se machucou?
- Não...
KyungSoo se vira e entra em sua sala correndo, JongIn ri alto e vai para sua sala, Kris suspira de nervoso e ChanYeol tenta ignorar o que havia acabado de acontecer.

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O intervalo chega e KyungSoo vai até a frente da sala de Kris, mas na ida, quando os garotos da sala saem, um dele, que segurava uma latinha de refrigerante, é empurrado e derrama parte do liquido em KyungSoo, sujando boa parte de sua blusa. KyungSoo, preparado para dar um grito enorme, vê o maior ir até ele, mas isso não impede ele de quase chorar de vergonha do tanto de pessoas mais velhas rindo de si.
- KyungSoo-ah! - Kris vê o menor de cabeça baixa e segura seu rosto, vendo toda a situação - Ora, calma, vou arrumar isso.
Kris pega a mão do menor e o puxa até o primeiro piso do prédio, onde a sala do zelador de encontrava aberta. Ele entra dentro do pequeno como e fecha a porta, dando uma volta na chave, trancando a porta. KyungSoo se assusta um pouco com a situação e vê que o garoto estava passando algum trabalho lendo os nomes dos produtos de limpeza, obviamente não entendendo nada, ele virava os rótulos procurando alguma explicação em mandarim e sorri ao achar um que seria útil. Pega o tubo e um pano, molhando uma ponta do pano e se ajoelhando frente ao menor, passando o pano sobre a mancha. Era uma mancha grande e o cheiro doce não abandonava o corpo do garoto. Ele involuntariamente abre seu casaco, tira sua gravata e puxa sua blusa pra cima, antes de ouvir um protesto do menor.
- O-o que está fazendo, hyung? - KyungSoo veste sua blusa de volta.
- Preciso limpar melhor, não se sinta acanhado.
- Okay. - o menor murmurou.
Kris retirou sua camisa e passou a limpa-la com o pano úmido, em nenhum momento ele olhou para o menor, que vestiu seu casaco de volta por conta do frio. Ao terminar, Kris estendeu a blusa e percebeu que sua ideia brilhante deixava KyungSoo sem blusa por algum tempo até o tecido secar. Ele suspira e começa e despir-se de suas blusas. Retira sua camisa - que era um tanto quanto grande, KyungSoo conclui - e alcança para o garoto.
- Pra que isso? - KyungSoo pergunta e Kris ri com sua sentença um pouco áspera, afinal, tinha graça?
- Eu arrumo. - Kris tirou o casaco do garoto e o vestiu, dobrando as mangas.
KyungSoo entrou em um transe pesado olhando para o tronco desnudo do garoto à sua frente, era levemente formado e parecia forte, ele suspirou sentindo seu rosto esquentar, sorriu de lado e logo "acordou" quando Kris viu seu rubor e riu sem graça.
Kris era aquele tipo de garoto que vinha de família tradicional, era todo certinho e tinha um jeito doce, ele olhava para KyungSoo e não pensava direito no que achava do garoto, pra falar a verdade, isso era com todos. Mas naquela hora, ver o menor corar olhando para o seu corpo... Quem resistiria à uma coisa dessas? Ele passou a ponta do indicador pela bochecha do menor que soltou um riso sem graça. Kris corou junto ao garoto e aproximou seu rosto involuntariamente, tocando seus lábios.
BaekHyun tinha lábios fofos e macios, ChanYeol tinha lábios doces, mas Kris tinha lábios... Acolhedores. Era diferente, ele se sentia "acolhido" perto do maior, por um milésimo de segundo, se imaginou no meio daqueles braços fortes, com a cabeça em seu peito e ouvindo seu coração, com o cheiro cítrico-nem-tão-cítrico do maior e com sua respiração descompassada... Sentiu uma pontada forte no coração e sorriu involuntariamente durante o beijo. Kris afastou seus lábios e KyungSoo pode ver o rosto mais vermelho que já vira antes. Era fofo.
Kris ignorou o que havia acabado de acontecer e olhou para o que estava fazendo com a blusa. Fechou os botões e tossiu baixinho em nervosismo.
- H-huh... Bonito sapato... - disse tentando esquecer o feito.
- Oh, você achou? - KyungSoo murmurou no mesmo ritmo.
- É, vamos transar?
- O QUE? - KyungSoo balançou a cabeça negativamente com força sentindo seu rosto vermelho.
- O que?! Que foi?! - Kris olhou nervoso.
- O-o que você disse? - ele perguntou nervoso.
- O-onde você comprou...? - Kris murmurou.
É sério? KyungSoo ainda estava com a cabeça no maldito sonho que tivera? Suspirou aliviado.
- Meu irmão me deu... - ele disse quase em um sussurro.
- Ah...
Kris colocou a gravata no menor e vestiu seu próprio casaco, fechando-o até o pescoço, ele sabia que estava ridículo mas era o jeito. Eles saíram do lugar e KyungSoo foi para a aula.

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KyungSoo estava voltando da escola com BaekHyun, estavam conversando sobre como reagiriam com seus pais. Ao chegarem, entraram e viram a casa na mais perfeita ordem, e tinha uma mulher.
- Oi? Quem é você? - BaekHyun perguntou.
- Prazer, sou a nova faxineira do senhor e da senhora Byun.
- Ah...
Eles baixaram a cabeça e seguiram para o seu quarto, arrumando suas coisas do devido lugar. Algumas horas depois, ChanYeol bateu na por ta e BaekHyun abriu-a, se jogando no namorado, que parecia animado em o ver. KyungSoo sorriu involuntariamente. BaekHyun foi para a cozinha.
- ChanYeol, vou fazer um café bem forte pra você... - ele disse do cômodo.
- Certo.
- Por que um café bem forte? - KyungSoo perguntou.
- Hoje vou ficar aqui à noite. - o maior sorriu.
KyungSoo corou e sorriu de volta.
- Sei...
ChanYeol riu baixinho e beijou sua testa, KyungSoo olhou para baixo sorrindo e o maior afagou seus cabelos.
ChanYeol não imaginava que o garoto se sentia confuso em relação à si, ele, inconscequentemente, pegou o queixo do garoto e tomou seus lábios. KyungSoo correspondeu rapidamente, segurando em seu ombro. ChanYeol mordeu seu lábio inferior e KyungSoo sentiu seu rosto queimar. Ele sorriu para o mais velho e em seguida apoiou a cabeça em seu ombro.
JongIn mandou ele fazer o que achasse mais certo, né?...

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KyungSoo saiu da loja com as sacolas em mãos. Ao chegar em casa, vestiu as roupas e se olhou no espelho, sorriu com o resultado e pegou o notebook. Ele ligou Touch My Body e começou a dançar toda a coreografia, se bobeasse, ele dançava melhor que as garotas do Waveya, com quem aprendera.
Cena estranha.
Ele havia treinado escondido faziam dias para que saísse uma coreografia perfeita. Ele até pediu ajuda de uma noona da escola para aprender a fazer os movimentos mais leves e delicados. Ele, inclusive, comprou uma
Ele ouviu alguém bater na porta e sorriu. Foi até a porta e abriu, sorrindo ao ver ChanYeol.
ChanYeol, por outro lado, arqueou as sobrancelhas e sentiu sua cabeça de baixo muito mais pensante que a de cima, ele teve que admitir que KyungSoo estava fantastico naquelas roupas e corou de forma violenta.
- O que está fazendo KyungSoo? - ele murmurou.
KyungSoo baixou a cabeça sorrindo e segurou sua mão, sentiu seu coração acelerar e riu baixinho com aquilo.
- Você gosta de Sistar, né?
- S-Sistar?
ChanYeol cruzou os dedos das mãos, dos pés, cruzou a língua e, de tão pensante, talvez até seu pau estivesse cruzado. Ele torcia com toda força para que não fosse o que ele estava pensando.
- É, aquele grupo de garotas que danças Touch My B...
- É-é, sim, eu gosto de Sistar.
É obvio que KyungSoo já sabia, ele já conhecia ChanYeol a suficiente pra saber que o garoto realmente gostava de Sistar e frequentemente pedia que BaekHyun dançasse Touch My Body.
- Então, eu tenho algo pra te mostrar.
KyungSoo puxou seu hyung até a sala e o jogou no sofá. Pegou o telefone e ligou a musica. Nesse momento, ChanYeol conseguia sentir cada gota de suor de seu corpo congelar. Ele pediu mais algumas vezes para que o pai celestial estivesse brincando com sua cara, que KyungSoo estava vestindo aquilo por calor - o que já era bem estranho no inverno - e que gostasse muito de Sistar. Mas depois do inicio da musica, ele passou a torcer para que BaekHyun estivesse distante; longe o suficiente dos dois, se pudesse, em outro planeta.
Mas ele não estava.
E ChanYeol sabia disso.
KyungSoo tinha um rebolado incrível. O corpo esbelto e bem formado do menor, com uma mistura de olharem provocantes fez ChanYeol sentiu seu quadril formigar. Ele poderia pegar seu membro naquele momento e masturba-lo por poucos segundos e teria talvez o melhor orgasmo de sua vida, mas ele se conteve. Até o terceiro verso da música.
KyungSoo sentou em seu colo e ele segurou sua nuca, o beijando de forma necessitada. KyungSoo sorriu pelo efeito que causou no maior e correspondeu da melhor forma, logo começando a rebolar em seu colo, sentindo o membro rijo do maior de forma agressiva em sua bunda, apesar de terem várias camadas de tecido entre os dois. Ao sentir o menor rebolar, ChanYeol soltou um gemido moderadamente alto e mordeu o lábio inferior do garoto. Mass logo ele saiu do transe e percebeu que eles não podiam fazer aquilo, pelo menos não naquela hora e naquele lugar.
- K-KyungSoo...
Ele tentava afastar seus lábios dos do menor, porém o garoto o puxava de volta. Tão sexy...
- KyungSoo e-eu...
- Hm...? - KyungSoo murmurou mordendo seu lóbulo e rebolando com força.
- KyungSoo e-eu não posso...
- Pode, hyung, eu quero...
- Não, eu não...
- Por quê?...
A pergunta do menor que se misturava à beijos no pescoço de ChanYeol tomou um tom tão baixo que ChanYeol estava pronto para se entregar ao momento, mas ele resistiu.
- Porque você é uma criança e eu não quero! - ele disse um pouco mais alto, fazendo KyungSoo congelar em seu colo, afastando o rosto o mais devagar que conseguia, pela vergonha que sentia.
- ...O que? - ele murmurou quase em um sussurro.
- Porque eu tenho um namorado e eu amo ele, eu não gosto de você dessa maneira, ta bom?
KyungSoo simplesmente parou de sentir suas pernas.
Ele sentiu seu corpo todo fraquejar e segurou com absolutamente toda a força que tinha para não cair ali mesmo. Ele sentiu os olhos lacrimejarem e se desconcentrou, indo para trás e caindo no chão. ChanYeol se assustou e tantou o ajuda-lo à levantar, mas sua atenção foi simplesmente ignorada. O garoto se levantou, ele não olhou para si, ele nem se quer ousou olhar na direção do maior, ele apenas seguiu à passos lentos até a escada e à medida que subia, a velocidade aumentava.
- KyungSoo...! - ChanYeol chamou e correu atras dele.
KyungSoo foi até o banheiro dos pais que ficava dentro do quarto desses e se trancou lá, ele sem sentia as lagrimas se formarem ou saírem, ele só sentia seu corpo fraco, caiu no chão e ali ficou. Ele abraçou suas pernas em posição fetal e chorou, ele não emitiu nenhum som até o momento.
Foi quando CHanYeol, que batia na porta do banheiro descontroladamente, ouviu a porta da sala se abrir.
BaekHyun.
Ele não sabia mais nem o que pensar. Ele simplesmente continuou batendo e chamando o menor, que continuava intacto no chão.
- Que que é isso, ChanYeol? - BaekHyun perguntou assustado, ChanYeol apenas continuou o chamando, se arrependendo até o último fio de cabelo9 por ter respondido de maneira tão grossa, mas ele precisava apenas acabar com isso tudo de uma vez.
- KyungSoo, amor, sou eu! - BaekHyun chamou - Abre a porta e vamos conversar, querido...
KyungSoo abriu a porta e se agarrou ao irmão, o abraçando com as poucas forças que tinha e se permitiu chorar, chorar alto, até que seus olhos pesaram, sua cabeça doía e ele simplesmente apagou.









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- VOCÊ O QUE?
LuHan se levantou da cadeira do restaurante e gritou.
- Hey! Faça silêncio! - Kris alertou e LuHan voltou a sentar o encarando ainda chocado - E-eu... Beijei ele. - Kris riu minimamente.
- YiFan... Você sabe que isso foi absolutamente muito errado, não é?
- É, eu sei. - ele disse simples. LuHan arregalou os olhos.
- E como você você não está... N-n... A-... - LuHan mal podia formar uma frase, ele não sabia o que dizer - Kris... Você tocou um garoto! - ele "murmurou".
- Eu sei. - Kris disse firme - E foi...
- Nah! Nem mais uma palavra, vamos esquecer isso antes que eu exploda.
Kris concordou sem olhar para LuHan em nenhum momento.
- Fora isso... - o menor pigarreou - Como você anda?
- Estou bem. Meu coreano está melhorando, é o que dizem, meu professor de coreano me parabenizou. - Kris sorriu.
- É! Eu percebi que você está falando mais rápido! Estou muito feliz por você, Kris-ah! - eles riram pelo pronome de tratamento dito com ênfase e LuHan logo suspirou sorrindo nostálgico ao olhar para a mesa.
- Até ontem éramos crianças, brincando nas ruas com outros moleques e... Olha só para nós agora. - LuHan sorriu.
- De fato, nós crescemos rápido. Eu tenho medo de não me adaptar à esse lugar, eu mal falo com esses coreanos. - Kris disse em mandarim.
- Oh, bom, bem eu, não passa de um bom dia, vez ou outra...
- Sinto falta de casa, devo admitir que gostaria muito de voltar.
- Não esqueça seus propósitos, grandão! Ainda quero ligar a TV e ver o meu melhor amigo encenando com outros atores famosos e muuuuuitas fangirls fazendo fanpages e blogs sobre você. - o menor riu.
- Oh, s-sim... - Kris suspira.
- FanFan... - LuHan segura seu rosto - Não desanima, você vai encontrar amigos, só precisa ter paciência. E tens à mim. - o garoto sorriu.
- LuHannie... - Kris correspondeu ao sorriso.
- Vem, vamos levantar esse astral.
LuHan o puxa para fora do local e os dois se direcionam para sua casa. Os garotos moravam juntos e dividiam as dispersas, trabalhando cada um um meio turno em pequenas lojas do bairro.


Enquanto isso, em uma certa casa onde estavam um pinguim, um pudim de leite e un elefante...
KyungSoo acordou em sua cama. Estava sem roupas e tapado até o pescoço. Fazia silêncio e a luz estava apagada. Ele não fazia ideia de que horas eram ou onde estava seu irmão, apesar de uma tremenda dor de cabeça completamente latejante, ele estava preocupado.
Virou-se e viu no criado mudo uma pilula e um copo dágua. Um bilhete dizia "tome isso e volte à dormir. Boa noite, meu pequeno amorzinho :) BaekHyun hyung". Assim o fez.
Ele virou-se após tomar o remédio e manteve os olhos abertos, apesar de o irmão ter mandado descansar. Ele lembrava-se de tudo o que aconteceu, nos mínimos detalhes, mas ele não chorou, estava todo dolorido e, após alguns segundos, ele concluiu não ter mais lágrimas para derramar. Voltou à olhar o criado mudo e viu o telefone do irmão. Ele pegou-o e desbloqueou a tela. 03am. Suspirou. Ele dormiu demais e agora não tinha sono mas também não tinha vontade de se levantar nem fazer nada. Ao bloquear a tela novamente, pôde ver seu reflexo e jogou o telefone no meio da cama, estava com tanta vergonha... Se expôr daquela maneira... JongIn, ao fim, estava certo. Por um segundo eles se imaginou de mãos dadas com ChanYeol na rua, passeando feliz... Malditos pensamentos, ele deveria é pensar na formula da Bhaskara que ele estava estudando... Ah, a primeira aila sobre bhaskara foi também a primeira vez que ChanYeol o havia acompanhado para a sala... KYUNGSOO!!
- Hyung...?
Nada. Tentou levantar-se mas não tinha força. Tentou se esticar mas não tinha vontade. Ele voltou à pegar o telefone e desbloqueou a tela. O wallpaper era ChanYeol e BaekHyun, ele suspirou mas não era tristeza, era confusão. Ele foi usado?... Sim, ChanYeol não gosta dele porém transou com ele. Ele foi abusado - isso dá uma cadeia... - e sentia raiva de ser tão fraco, tão bobo e inocente. Ele, por fim, fecho os olhos, rendendo-se à desmotivação física e psicológica.
Mais tarde, BaekHyun entrou no quarto e sentou ao lado do irmão. Ele tirou o cabelo da franja de seu rosto e suspirou; olhos e boca inchados, bochechas vermelhas e respiração calma demais. Ele chorou demais, BaekHyun já havia presumido um tombo, um tropeção, já havia considerado até que o garoto fora judiado na escola, apesar de não ter achado nenhum sinal de espancamento em seu corpo - e ele procurou -, mas nada explicava tamanha decepção do menor, que sempre foi alegre e só chorava em situações extremas.
Ele olhou para o lado e viu meio copo de água vazio e o comprimido havia sido tomado; menos mal. Ele deitou-se atrás do irmão e permitiu-se, então, até tal hora - 5:30am. - fechar os olhos e dormir, enfim.

Ao acordar, BaekHyun ouviu seu despertador começar a tocar alguns segundos depois. Que noite horrível. KyungSoo ainda dormia de forma pesada e ele sentiu pena de acordar o menor. Ele certificou-se de estarem sozinhos quando lembrou-se que seus pais saíram na noite anterior, de madrugada, e eles só voltariam de noite, bem tarde, ao que se presumia; velhos transando são assim: eles transam, dormem, saem para comemorar que treparam fora de casa e depois voltam para o mesmo motel fedorento para transar de novo. Aí eles voltam pra casa.
Pelo menos os pais de BaekHyun eram assim. Ele suspirou aliviado e se levantou, arrumando-se para a escola, escreveu um bilhete e deixou ao lado do menor, encima da cama: "Bom dia, amorzinho. Mais tarde estou voltando para te levar num restaurante bem legal para a gente almoçar, ta bom? Dorme mais um pouquinho. BaekHyun hyung." e saiu para a aula.
Quando chegou na escola, ele viu ChanYeol, JongIn, Kris e LuHan conversando e foi de encontro ao grupo, abraçando o namorado por trás.
- Bom dia. - o menor disse.
- Bom dia, Baek. - JongIn sorriu - Onde está KyungSoo?
- Ah, ele não vem hoje, ele estava tão desanimado ontem, eu realmente não sei o que aconteceu.
ChanYeol baixou a cabeça. Era culpa sua.
- KyungSoo está mal? - Kris perguntou, com uma pontada de preocupação.
- Não, ele só está triste, ontem estava chorando muito...
- Oh, isso é terrível! - LuHan exclamou - Uma criança sempre bem, o que pode ter acontecido?
- Será que ele brigou com alguém? - JongIn perguntou.
- Oh, mas quem brigaria com um garotinho daqueles? Tem que ser alguém terrível para o fazer chorar.
A cabeça de ChanYeol não estava baixa, estava abaixo da terra. Era visível o sentimento de culpa, no entanto, apenas JongIn reparou.
- Bom, você se importa de eu e Kris irmos ver ele após a aula? - LuHan perguntou e BaekHyun sorriu.
- LuHan, eu ficaria muito feliz se fizesse isso, até porque hoje eu vou ter que sair de tarde.
- Vai sair, amor? - ChanYeol perguntou - O que vai fazer?
- É segredo, orelhudo. - o menor riu.
ChanYeol viu isso como a deixa para tentar desculpar-se com KyungSoo.
- Só precisamos de seu endereço, Baekkie-ah. - LuHan sorriu e alcançou o telefone com o bloco de notas aberto.
BaekHyun anotou o endereço e logo o sinal tocou. Kris pegou o telefone do chinês e LuHan riu baixinho.
- Eu te passo depois. - ele sussurrou em mandarim e o grupo se desfez, indo para a aula.
Como dito, LuHan mandou SMS para o maior com o endereço e foi para a aula. Esta passou completamente entediante, Kris estava em um período completamente insuportável de mandarim - que continha em seu currículo escolar -, ele se irritava com a pronúncia ridícula do professor coreano e da forma redundante como explicava a matéria. Estava à um período do intervalo e no próximo período ele ainda tinha mais uma aula de mandarim. Zai shangdi de fen! (pelo amor de deus!) Será que era tão difícil assim pronunciar um "zh" direito? Ele até usava o nome de um de seus colegas de aula como exemplo, o Zhang YiXing - garoto com quem ele nunca falou e nem nunca iria falar, da última vez que ele lhe direcionou a palavra, o garoto ficou longos minutos tentando raciocinar o que lhe fora dito e ele ainda havia falado claramente em mandarim, como alguém pode ser tão lerdo? -, e o nome pronunciado como "Sain Xin" o irritava de uma forma completamente inexplicável! Como o tal YiXing deixava tal coisa impune? Ah, bom... Ele sempre estava em um universo paralelo...
O sinal toca e Kris levantasse, arrumando suas coisas e levando a mochila consigo.
- YiFan, onde vai? - "Ifã", era assim que era chamado, Ifã. Ele respirou fundo - Minha mão me ligou, então estou indo pra casa.
Ele teve sua vingança pronunciando a frase toda em mandarim e tom rápido. O professor demorou alguns segundos para assimilar mas entendeu. Ele devolveu um "oh, até breve" na língua referida e Kris apenas foi embora, sem paciência para mais disso.
O ano já estava acabando mesmo e ele tinha boas notas, ele podia matar uma aula sem problemas. Indo para a casa, recebeu um SMS de LuHan.
"Onde você está?"
Ele leu e olhou para a acima, era o endereço. Ele encarou a tela do telefone e logo começou a digitar.
"Vou visitar um amigo."
Enviou e deu meia volta, indo para o seguinte endereço.

Ele bateu na porta e ninguém o atendeu. Ele inclusive tentou abrir a fechadura como era feito nos filmes e séries, de pessoas incheridas que entram na casa dos outros sem permissão, mas essa estava fechada - WTF KRIS?
Minutos depois ele ouviu um estalo e a porta abriu; um pequeno garoto de olhos inchados e rosto sonolento o recebeu. Um mínimo sorriso se abriu no rosto do garoto e Kris mordeu o lábio inferior em preocupação.
- Está tudo bem? - ele perguntou.
- Sim, está...
- Não está. - Kris murmurou e KyungSoo baixou a cabeça para que o maior entrasse.
Eles foram até o quarto dos irmão e KyungSoo se deitou, escondendo o rosto.
- O que aconteceu?
KyungSoo permaneceu em silêncio e Kris desviou o olhar. Ele abriu sua mochila e pegou a blusa do menor.
- Toma, eu lavei para você...
KyungSoo pegou e encarou a roupa, abriu a boca para agradecer mas nenhum som saiu.
- Se não quer me contar, tudo bem, KyungSoo-ah. Mas estou aqui para você.
KyungSoo assentiu e olhou para baixo.
- Obrigado. - o menor disse - Eu só estou... Precisando ficar sozinho.
- Não, não está. - Kris o puxou para um abraço apertado - Ficar sozinho é a última coisa que você precisa agora.
KyungSoo suspirou e correspondeu ao abraço, sentindo aquele cheiro "nem doce nem cítrico" do chinês.

Vamos fazer nossa própria história?

KyungSoo de perguntava se fora mesmo em sonho que o maior o perguntara isso.
- Kris-ge...
- Sim?
- Com quem você fará sua história?
Kris gelou. Na verdade ele demorou alguns segundos para assimilar a questão.
- Como eu poderia saber? - ele riu sem graça.
- Sim... - KyungSoo riu baixinho junto.
O silêncio se instalou outra vez.
- E você?
- Eu?
- É.
KyungSoo suspirou.
- Eu queria... Fazer com uma pessoa que gostasse de mim à ponto de desistir de outra pessoa por mim.
- Desistir?
Kris então percebeu que o menor estava falando de alguém real e não meramente de um exemplo.
- Sim... Bom, não que eu queira algo. - o menor riu.
- Você deve gostar de alguém, não?
O menor pensou bem.
- Não.
- Entendo...
KyungSoo voltou a deitar-se olhando para a parede.
- Seria idiotice. - ele murmura.
- Por quê?
- Porque... Gostar de alguém que não te gosta é idiotice.
- Mas quem disse que você precisa gostar de alguém que não te gosta?
KyungSoo o olhou e caiu sua ficha. É verdade. Ele não precisava gostar de alguém que não lhe gostava.
- Bom...
- Existem muitas pessoas no mundo, sabe? Alguém dessas pessoas pode estar te esperando. Acho melhor abrir esses olhos enormes que você tem e parar de ser tão pessimista. - Kris sorriu.
KyungSoo riu baixinho e se sentou ao lado do maior.
- Obrigado por isso, hyung.
Ele olhou para o chinês e lhe beijou a bochecha. Kris sorriu e se levantou.
- Vem, vamos tomar um bom café da manhã. - estendeu a mão para o menor que a segurou e se levantou.
Kris ia seguir para fora do quarto mas KyungSoo o puxou de encontro à si e puxou sua gravata com força, fazendo o maior se abaixar e tomou seus lábios. Ambos coraram de uma forma violenta mas logo Kris puxou sua cintura e o fez ficar na ponta dos pés, correspondendo o beijo e logo adentrando a língua em seu interior, KyungSoo gemeu baixinho pelo contato e Kris sorriu. O maior pegou-o no colo e KyungSoo prontamente enlaçou sua cintura com as pernas, abraçando-lhe o pescoço. Kris lhe mordeu o lábio inferior e KyungSoo soltou um suspiro baixo, ofegante acima de tudo. Logo apoiou a testa sobre a alheia e abriu os olhos, sorrindo para o maior, Kris fez o mesmo.
- Então, sobre o café da manhã... - KyungSoo murmurou.
- Deixe por minha conta.
Ele largou o menor e segurou sua mão, o puxando para fora de casa.
Logo eles chegaram em uma cafeteria. Kris o levou até uma mesa e uma atendente veio até eles.
- O que gostariam? - a garota sorriu, especialmente para o loiro. KyungSoo percebeu o olhar e ficou um tanto intrigado.
- Bom, pra mim um café e para o garotinho... - ele pensou um pouco - traga um capuccino e um cupcake de chocolate.
KyungSoo sorriu animado - ele nem ao menos parou pra pensar em como o maior sabia o que ele gostava de comer ou beber. A garota logo se afastou e prontamente trouxe as coisas.
- O que fazem fora da escola? - ela perguntou, com uma linguagem um tanto informal.
Kris olhou para a cafeteria vazia, fora um casal de idosos afastado.
- Bom... - Kris começou - Eu estou tentando animar meu dongsaeng. - ele riu baixinho tomando um gole do café, KyungSoo mordeu o cupcake prestando atenção.
- Oh, que fofo. - ela afagou os cabelos do menor, que recuou levemente ao toque - Você vem de onde, oppa? Você tem um sotaque extremamente fofo.
- E-eu sou chinês... - ele respondeu um tanto desconfortável com a expressão de tratamento usada pela garota.
- Oh, veio da china? Que incrível! - ela puxou uma cadeira e sentou-se ao lado deles, coisa que KyungSoo não achou necessária, até porque ela se debruçou sobre a mesa de forma relativamente erótica.
- É...
- Oppa, você é tão bonito. - ela sorriu.
- Oh, você achou?
- Terminei. - KyungSoo disse rápido, com o rosto completamente sujo de chocolate e capuccino, parecia que havia devorado tudo o mais rápido que pode.
- Baixinho, você se sujou todo. - Kris riu.
- Owwn que fofo. - a garota riu baixinho - Ele é seu irmão?
- Não, ele é irmão de um amigo meu.
- Ah sim... - ela pegou um guardanapo e direcionou ao rosto do menor e KyungSoo recuou, ela olhou confusa e Kris pegou outro guardanapo.
- O que houve, KyungSoo? Não pretende ficar com o rosto assim, né? - Kris limpou seu rosto e KyungSoo sorriu, logo se levantou.
- Vamos, hyung, estou com vontade de caminhar. - ele puxou a mão de Kris, o fazendo levantar.
O maior, desajeitado, tirou algumas notas do bolso e entregou à garota, sem saber se cobria o preço, logo saindo quase que obrigado do estabelecimento.
- O que houve? Você não gostou? - Kris perguntou.
- Gostei, só quero caminhar um pouco.
Eles foram até um parque próximo e começaram à caminhar pelo local.







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- E-ehh Soo, é melhor corrermos. - Kris diz olhando para a tela do celular.
- O que houve??
Kris olhava um pouco nervoso para o celular.

"É melhor correr, príncipe encantado, faltam cinco minutos para a aula acabar."

- É melhor voltarmos, Soo. A aula já vai terminar e eles irão na sua casa.
KyungSoo arqueou as sobrancelhas mas logo se levantou e os dois caminharam juntos pelas ruas.

--

Farmácia... Tem uma aqui na esquina da rua da escola, né? BaekHyun se perguntava. Ele pensava em um calmante para o irmão que ele temia encontrar transtornado novamente. Apesar de o conhecer bem, ele não fazia ideia do que diabos havia acontecido. Suspirou. Colo era horrível ver seu irmãozinho chorando, ele deveria ser um bom hyung e ajuda-lo, mas... Como? Temia que o mais novo não se abrisse ou contasse o que o afligia, o que irritava-o demais.
Sua mente vagava pelo dia em que fez KyungSoo lhe pagar um boquete e um sorriso involuntário apareceu em seus labios. Sabe, ChanYeol podia pagar o boquete que fosse, nunca seriam os labios de KyungSoo... Cá entre nós, ele pensou, KyungSoo pode conseguir o que quiser com aquela boca. Esbravejou ao sentir uma pontada em seu membro e, dessa vez, ChanYeol não aceitou ir em sua casa. Suspirou novamente. O grupo onde ele se encontrava era formado por ele, LuHan e Kai. Kris, segundo LuHan, os encontraria lá - amigo é coisa pra se guardar, hein - e isso fazia BaekHyun pensar positivo.
- Anime-se, BaekHyun. Moraimashyo! - disse forçado, era "anime-se" em japonês, LuHan estava tentando aprender.
- Eu estou melhor, estou otimista. - sorriu.
- O baixinho deve ter se machucado, apenas. Não penso o pior... - JongIn disse.
- Ele não é de chorar por um machucado e a maneira como ele chorou... - BaekHyun não conseguiu completar a frase sem um bolo se formar em sua garganta.
- Baek Hyung, eu tenho certeza de que ele está melhor. - o mais novo tentava reconfortar BaekHyun que sorriu de lado.
Ele chegou em casa e deu de cara com Kris na frente da porta, um tanto ofegante.
LuHan riu.
- Kris-ah! - BaekHyun chamou - Você já estava aqui? Não sabia que você conhecia o caminho.
Kris gelou.
- Ah, bom, eu...
- AHHHH! - LuHan gritou.
- O QUE HOUVE, VIADO? - JongIn gritou assustado.
Agora LuHan gelou. O que a gente não faz por um amigo, né?
- Q-q-quebrei minha unha! - LuHam induziu um choro realista, BaekHyun foi até o menor preocupado.
- Ei, calma, LuHannie... Eu posso te dar uma das unhas postiças da minha mãe... - o menor segurou seu rosto limpando suas lágrimas.
Kris devaneou a mente até uns anos atrás na China quando LuHan fazia curso de teatro. Ele realmente deveria investir nisso.
Logo o grupo entrou e BaekHyun foi atrás do irmão que se encontrava deitado em sua cama, encolhido e quieto de forma quase mórbida.
- Meu dongsaeng... -BaekHyun chamava.
- Hyung...
Os olhos de KyungSoo se encheram de lágrimas e BaekHyun o puxou para um abraço apertado. LuHan se sentou ao lado dos mais baixos e afagou os cabelos de KyungSoo.
- Pode nos contar o que lhe aflige? - LuHan disse gentil. O menor do grupo fez silencio e eles entenderam.
- Você gosta de algodão doce? - JongIn perguntou animado - Vamos comer um algodão doce e tomar um capuccino com bastante chantilly!
KyungSoo sorriu pela tentativa do mais velho de anima-lo.
- Sim! Vamos KyungSoo-ah! - LuHan bateu palmas e sorriu.
- Vamos, meu querido? - BaekHyun sorriu.
- ... Okay...
O grupo se levanta e Kris fica mais atrás, apenas observando. LuHan pega KyungSoo no colo e o leva para fora se casa, sendo seguido por BaekHyun e JongIn aos seus lados e Kris atrás.

"Voce é apenas uma criança" ele pensou, "o que ele iria querer com você?", KyungSoo suspirou. A criança que ele era só existia porque BaekHyun o mimava demais e ele sabia, afinal, onde mais um garoto de treze anos seria tratado como uma criancinha de seis?
Era difícil explicar... Mas bem fácil de avaliar. KyungSoo nunca recebeu atenção d outra pessoa fora seu irmão, era entendível que seus sentimentos estivessem confusos sobre tudo isso mas... Parecia tão mais difícil de pensar na cabeça dele...

"Vamos fazer nossa própria história?"

- O que? - KyungSoo perguntou alto, corando.
- "O que" o que, amorzinho? - LuHan perguntou.
- Ah, nada...

Pense mais baixo...

O telefone de BaekHyun tocou, era o toque de Touch My Body, KyungSoo voltou a despencar no choro quando o mais velho atendeu.
- Alô? Ah! Oi amor. - BaekHyun sorriu - Ah, ele está... - ele olhou para o irmão chorando - Bem melhor, com certeza. - sorriu sem graça - Nós estamos indo comer algodão-doce, amor, quer vir junto? - fez uma pausa - Tem certeza?... Okay, é você quem sabe. Beijos de luz!

--

ChanYeol desligou o telefone. Ele ouviu o menor chorar e ele sabia que a culpa era sua porque foi ele que fez BaekHyun usar Sistar como toque (risos).
- Hã?
"Que fracasso, ChanYeol."
"Que idiota."
- Cale a boca. - ele revirou ao olhos e bateu em sua cabeça, tentando ignorar a voz grave de um homem o qual ele não podia ver.
"Idiota." a voz repetia.
"Ridículo (risos)" uma voz aguda de uma garotinha pronunciou.
- C-calem-se! Eu... - ele tapou os ouvidos e olhou para os lados apenas com os olhos.
"Idiota."
"Ridículo."
"Olá."
uma voz nova ecoava mais alto e perturbante.
"Fracassado (risos altos)."
- E-eu...
"F-R-A-C-A-S-S-O!" a voz nova sibilava rindo.
ChanYeol correu para o seu quarto e pegou um vidrinho com capsulas de remédios azuis e brancos.
"Você não é melhor que ele."
"Você não é nada."
"Fracasso."
Risos altos.
- C-CALEM A BOCA!
"Idiota."
- V-VOCÊS...
"Ridículo."
- NÃO O-OPINEM...
(Risos ensurdecedores)
- SOBRE MIM!
Ele enfiou uma quantia aleatória de capsulas na boca e se escondeu embaixo da escrivaninha, apertando os olhos e os ouvidos, lutando contra os risos que já não deixavam ele ouvir sua própria voz implorando por silêncio.
"Olá, ChanYeol."
"Fracasso."

ChanYeol caiu no chão em posição fetal.
"Fracasso."
Sentiu os olhos pesarem.
"Ridículo."
Sua visão ficou turva.
"Burro."
Soltou as mãos dos ouvidos.
"Fracasso."
"Fracasso."
Suspirou.
"Fracasso!" todas as vozes disseram juntas.
E dormiu.


--

Parecia que aquela tarde durou mais que dias para BaekHyun; ele viu o irmão sorrir algumas vezes e isso o deixou melhor sobre tudo.
Eram onze horas da noite e KyungSoo dormia tranquilamente. BaekHyun ligava para o namorado mas ele não atendia, ele estava com um "probleminha" fazia tempo e ele queria resolver logo. Derrotado, foi até o banheiro, ligou o chuveiro, se despiu e entrou no banho. Agua quente, estava tentando relaxar com o chuveiro massageando seu corpo. Ele desceu uma mão por seu ombro oposto, desceu até seu quadril e apertou, sorriu e desceu até seu membro e apertou a base, mordendo o lábio inferior. Ele começou uma masturbação rápida e olhou para a porta, certificando-se de estar sozinho. Chamou o nome do namorado e apertou os olhos, não demorou muito para que chegasse ao orgasmo, que logo o fez desligar o chuveiro e sair dali. Ele se enrolou na toalha e foi até o quarto dele e do irmão, olhou para a cama e KyungSoo estava deitado de bruços, com apenas os quadris e as pernas destapados, uma cueca branca marcando sua bunda e...
Céus, que errado, BaekHyun.
O maior foi até a cama e puxou a boxer do irmão, que apenas murmurou voltando a dormir. Ele virou o menor para ficar de barriga pra cima e segurou seu membro, soltando a toalha no chão, completamente úmido. Sorriu. Ficou por cima do irmão e deu um chupão com força em seu pescoço, o menor acordou.
- O qu-...
Não terminou a frase para soltar um gemido baixinho, voltando à fechar os olhos. Sentiu um corpo molhado sobre si e tentou manter a calma que numa situação dessas não é nem um pouco necessária.
BaekHyun beijou o lugar onde havia chupado e subiu a lingua até o lóbulo do menor.
- KyungSoo, o hyung vai te ensinar umas coisinhas.
Puxou a blusa do menor para cima e desceu beijos até seu mamilo, rodeando a língua pelo mesmo, ouviu um gemido arrastado em resposta e chupou a pequena protuberância. Segurou o membro do garoto e masturbou lentamente, logo descendo seus lábios para o locar, chupando a glande com vontade enquanto os movimentos continuavam lentos e torturantes. KyungSoo apertou os olhos e segurou os cabelos molhados do irmão, que desceu seus lábios por todo o falo do garoto. Chupou com força e começou um sobe e desce rápido, arrancando gemidos altos do garoto, logo desceu a língua até a intimidade do garoto e chupou o centro, foi quando KyungSoo chegou ao delírio de prazer, quando ele nem ao menor tentava esconder todo o prazer que estava sentindo. Ele forçou sua língua ali mas logo chupou um de seus dedos, introduzindo no interior do garoto lentamente e recebendo um gemido alto em troca. Sorriu. Começou movimentos rápidos, não tardando muito para logo enfiar mais dois dedos - sim, dois - no orifício do garoto, os movendo rapidamente.
- H-hyung... M-mais, por favor...
Era estranho que alguém "novo" nisso fosse sentir prazer assim tão rápido - (risos) *moonface* -, mas ele atendeu o pedido do garoto e logo retirou seus dedos e se posicionou entre as pernas do menor. Segurou seu membro e penetrou de forma apressada, logo começando os movimentos, BaekHyun não aguentava mais, ele precisava foder aquele garoto com força, KyungSoo o deixava louco e não era daquele dia que ele desejava fazer aquilo com o irmão.
Ele fazia movimentos rápidos e segurava as pernas do menor, que segurava os lençóis com força, apertando os olhou e gemendo alto. Aquela era a imagem mais maravilhosa que ele vira. Logo KyungSoo começou a se mover contra o membro do maior e o choque fez com que o membro do garoto tocasse sua próstata com força, os dois gemeram juntos em tom alto e aquilo continuou, cada vez mais prazeroso para os dois. BaekHyun sentiu a mão do irmão puxar seu braço para que os corpos se chocassem, facilitando os movimentos do maior à ir mais fundo e mais forte. O maior inverteu as posições, colocando KyungSoo sentado em seu colo e sorriu.
- Agora você senta com força no pau do seu hyung, okay?
KyungSoo assentiu e começou a quicar com força, fazendo o membro do irmão atingir seu ponto sensível agressivamente. KyungSoo mordeu seu lábio inferior e chamou pelo nome do irmão de forma sensual, quicando cada vez mais rápido, BaekHyun segurou sua cintura e baixou com força, fazendo KyungSoo chegar ao seu orgasmo e parar seus movimentos. O maior prontamente o colocou de quatro na cama e voltou à estoca-lo com força, até gozar no interior do irmão. Os dois caíram exaustos na cama e BaekHyun abraçou o irmão por trás, fechando os olhos e encostando o nariz nos cabelos do garoto.
Após as respirações serem controladas pelos donos, BaekHyun estava quase caindo no sono.
- Gostou? - o maior perguntou em um sussurro ao pé do ouvido do menor, o fazendo sorrir.
- F-foi... Muito bom... - o garoto murmurou.
BaekHyun sorriu e se permitiu cair no sono após um beijo no ombro do irmão. KyungSoo também não tardou à dormir, ele apenas teve um pensamento em todo o tempo que teve antes de dormir:
BaekHyun e ChanYeol fodiam muito bem.

--

Fez-se um dia de chuva, completamente nublado e com uma brisa fria. JongIn acordou tarde demais para ir para a escola e decidiu não se incomodar com isso. Ele estava morando sozinho agora, coisa que não divulgara para ninguém além de ChanYeol, mas que estava sendo mais difícil que pensara. Ele se levantou e foi para a cozinha que era junto com a sala e o quarto; um JK pequeno e sem muita opção de decoração, além da mobília que ganhara com o apartamento, ele tinha na parede um quadro do jogo Assassins Creed I, seu favorito. O único luxo que ele tinha - e que ganhara dos pais e que não era pouca coisa - era seu PlayStation IV e seus amados jogos: Assassins Creed I, II, Assassins Creed Chronicles India, God Of War, Battlefront StarWars e Until Dawn. Ele tinha esse PS4 na casa de seus pais e levou junto com sua mudança, apesar de que, com tudo, ele não tinha mais muito tempo pra jogar.
Foi até o frigobar e pegou uma latinha de redbull; era tudo que ele tinha. Suspirou e pegou o telefone, ligando para ChanYeol que, apesar da demora, o atendeu.
"Fala rápido, negão, to na aula."
- Ah, ChanYeol... - falou sem animo - Me desculpe por isso mas... Será que você pode me trazer algum almoço? Eu to sem dinheiro e nada em casa.
"Claro! Eu vou aí logo que soltar da escola e te levo algo."
- Obrigado, cara, de verdade.
"Que é isso, sabe que eu sou teu brother e não vou te abandonar."
JongIn sorriu.
"Mas você ta com uma vozinha tão chocha..."
- Ah, não é nada, é que o patrão não vai liberar a grana esse mês.
"Ah... Bom, vou tentar te animar hoje."
- Não vai conseguir, grandão.
"(risos) eu tenho uma ideia. Preciso ir, até depois."
- Tchau.
E desligou o telefone. Foi até sua cama e terminou seu redbull, caralho velho, por que eu comprei essa merda? Eu nem gosto de redbull, pensou. ChanYeol podia ser um idiota, mas era um bom melhor amigo, ele não deixou JongIn em nenhum momento, o moreno volta e meia ligava para ele pedindo algum dinheiro emprestado ou um almoço, porque as coisas eram muito difíceis... Ele juntava até os centavos para devolver para ChanYeol e o maior nunca aceitava, "para com isso, JongIn, você não precisa me devolver agora, devolve quando estiver folgado". Ele era uma boa pessoa.

Após algumas horas, alguém bateu o interfone de JongIn, que correu para atender.
- Oi? - o moreno disse.
- JongIn, sou eu - ChanYeol disse, ele podia ouvir alguém no fundo - estou com seu almoço e o que vai te animar, sugiro não comer antes disso. Agora abre pra mim.
JongIn foi até a entrada do prédio onde ChanYeol e BaekHyun o aguardavam. Ele sorriu. ChanYeol estava tentando fazer ele sorrir, provavelmente ele iria convida-lo para saírem com BaekHyun e irem à algum cinema.
- Boa tarde. - JongIn sorriu e abriu a porta.
Os três foram até o apartamento do moreno e ChanYeol largou uma sacola com uma marmita encima da mesa.
- E então... - JongIn disse.
- Você está bem, JongIe? - BaekHyun perguntou.
- Ah, sim...
- Isso não é verdade, mas a gente ta aqui pra ajudar nisso. - ChanYeol sorriu.
- Eu estava pensando, o que acham de irmos ao cinema? Ta com promoção pra estudante e...
ChanYeol riu.
- Não, negão. Não é isso que eu planejei.
JongIn arqueou as sobrancelhas e ChanYeol e BaekHyun riram baixinho. O menor do grupo empurrou JongIn contra o sofá e sentou em seu colo, segurando em seus ombros, ChanYeol sentou ao seu lado e puxou seu queixo.
- Pensei em algo diferente.
E tomou os lábios alheios. BaekHyun rebolava em seu colo lentamente e sorria para os dois, ele puxou a blusa de JongIn para cima, quebrando o beijo dos dois para retirar a peça, mas ChanYeol logo puxou os lábios do moreno novamente, em um beijo sensual. JongIn não estava entendendo, ele arregalou os olhos e quebrou o beijo novamente, virando para BaekHyun que sorria safado.
- O que foi, JongIe? Não quer ver a surpresinha que nós preparamos?
- Qu-que surpresa...?
ChanYeol mordeu o lóbulo do mordeno e disse rouco ao seu ouvido:
- Vamos foder bem gostoso, JongIn, nós três.
JongIn acabou por soltar um gemido pela voz de ChanYeol. O maior se apoiou no ladinho do sofá e abriu as pernas encima do mesmo, puxando JongIn para o meio de suas pernas e braços, o abraçando de costas pela cintura e beijando seu pescoço. BaekHyun desceu beijos até seu abdomen e desabotoou sua calça, olhando nos olhos do moreno com desejo, o mais novo devolvendo esse mesmo olhar. BaekHyun puxou a calça e a boxer do mais novo e abriu suas pernas, segurando seu membro e masturbando lentamente, ChanYeol chupava seu pescoço com força, o que foz o moreno apenas jogar a cabeça pra trás e gemer. BaekHyun chupou seu membro com força, logo lambeu a glande e sorriu com o gemido que recebeu.
- É gostoso, JongIn? - ele falou segurando o membro de JongIn e beijando a glande - Me pede pra te chupar vai...
- Me chupa, BaekHyun... - ele gemeu.
BaekHyun sorriu e atendeu seu pedido, ChanYeol mordeu o lábio inferior.
- Chupa bem, amor, faz ele gozar na sua boquinha.
O comentário de ChanYeol fez JongIn morder o próprio lábio, sentindo os lábios do menor envolverem seu membro de forma lenta. Ele sentiu a mão grande de ChanYeol percorrer sua coxa e se arrepiou, ele nunca imaginou que o toque de seu melhor amigo pudesse ser tão sexy. BaekHyun se levantou e tirou suas calças, olhando para ChanYeol com um sorriso maroto. O maior jogou JongIn no sofá, o fazendo deitar virado para cima, BaekHyun subiu por cima do moreno e sentou em seu membro lentamente, arrancando um gemido alto do garoto. Enquanto ChanYeol se despia, BaekHyun era fodido por JongIn com certa velocidade.
- A-amor... Vem me foder junto com o Nini, h-hm...? - BaekHyun pediu manhoso.
JongIn mordeu o lábio inferior enquanto gemia.
- Será que você aguenta duas picas te fodendo, Baekkie? - ChanYeol perguto e logo se ajoelhou atrás dos dois.
Ele fez BaekHyun se deitar sobre JongIn e enfiou no na entrada do menor com força, fazendo o garoto soltar um gemido alto falho.
- A-assim... Me fode, Yeol...
- C-ChanYeol... - JongIn gemeu.
Ter o membro de ChanYeol roçando no seu dentro do interior apertado de BaekHyun era a sensação mais gostosa que ele já havia experimentado. ChanYeol estocava com força, arrancando gemidos altos dos dois ao seu domínio. Ele estocava cada vez mais rápido, e não tardou até que BaekHyun gozou. ChanYeol e BaekHyun se levantaram, BaekHyun deitou no chão e ChanYeol puxou os cabelos de JongIn, o fazendo levantar e ficar por cima de BaekHyun, em uma posição 69, BaekHyun chupou o membro de JongIn com força e ChanYeol enfiou seu membro com força no interior de JongIn, que soltou um gemido alto. ChanYeol puxou os cabelos de JongIn pra trás e começou à estocar com força.
- É a sua primeira vez, né, JongIn? - ChanYeol sorriu - Me pede, vai...
JongIn engoliu seco dentre os gemidos e fechou os olhos.
- Me fode, Yeol, bem fundo, po-por favor...
ChanYeol sorriu estocando o moreno com força, enquanto BaekHyun o chupava rapidamente, o menor abriu as pernas e ChanYeol soltou os cabelos do moredo, que entendeu o que fazer. Ele segurou as coxas de BaekHyun e chupou sua entrada com força, circulando a língua ali e chupando novamente. Os movimentos de BaekHyun aumentaram e JongIn gozou na boca do menor, que engoliu tudo e voltou a chupar em seguida. Os movimentos de ChanYeol se tornavam bruscos e machucavam um pouco a entrada de JongIn, que apesar, continuava a gemer cada vez mais alto. ChanYeol se deitou no chão e fez JongIn sentar em si, flexionando os joelhos e levantando o quaril, fazendo JongIn começar à se mover. O moreno não estava mais pensando, apenas um branco em sua mente e um prazer enorme por seu coro. Logo BaekHyun se aproximou e passou a lingua pelos testículos de ChanYeol, sorrindo de lado.
- Também quero. - o menor disse sorrindo.
Mas não recebeu a atenção desejada. ChanYeol apenas parou após ter seu orgasmo no interior do garoto, foi quando JongIn se jogou no chão, já exausto, e BaekHyun subiu em seu colo e começou um sobe e desce rápido sobre o membro do moreno. Jongin apertou os olhos e soltou um gemido alto, segurando a cintura do menor e estocando com força, não demorando muito até ter seu orgasmo.

Passaram longos minutos sem nenhuma palavra ser pronunciada. JongIn e ChanYeol no chão e BaekHyun no sofá. Não haviam palavras. Apenas uma frase rondava a mente de JongIn.
"Eu amo os meus amigos."







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ChanYeol bateu na porta e, segundos depois, foi atendido por BaekHyun, que sorria.
- Bom dia, ChanYeollie! - ele riu.
- Bom dia... Finalmente sábado de novo. - o menor o convidou para entrar - Acho que vou chamar o JongIn pra ir numa gamehouse no centro, eles vão fazer compeonato de Battlefront online e eu não posso perder!
BaekHyun riu e foi para a cozinha acompanhado do maior.
- Hyung, eu posso convidar o Kris e o LuHan hyung pra vir aqui em casa? Eu queria... - KyungSoo fixou os olhos em ChanYeol e, por dois segundos, ele sentiu o seu coração acelerar e seu corpo suar.
ChanYeol gelou.
- O que houve? Parece que não se vêem à décadas. - BaekHyun riu e foi até o balcão, preparando um cafe para si.
- Podiam ter sido. - KyungSoo murmurou o mais baixo que conseguiu e saiu da cozinha. ChanYeol suspirou.
- Ora, - BaekHyun olhou para a janela da cozinha - se quiser ir à algum lugar com JongIn, sugiro que não demore, acho que vai ter uma tempestade de neve.
- Ah, claro que não.
Ele pegou o telefone e mandou uma mensagem pra JongIn - Acha que água congelada vai me deter de ir para o maior campeonato de Star Wars da cidade? - disse.
- Mesmo assim, Yeol, não se gripe... - ele beijou a bochecha do namorado e sorriu.
- Eu vou indo lá... Até mais tarde, amorzinho.
ChanYeol se afastou indo pra sala, onde acabou batendo de prente com KyungSoo, que caiu no chão.
- KyungSoo-ah! - ele prontamente o levantou, mas KyungSoo recuou ao toque, se afastando.
- Eu sei me levantar.
- E-eu só quis ajudar. - ChanYeol murmurou.
- Ah, é que o adulto muito maduro acha que precisa ajudar a criancinha?
ChanYeol ficou boquiaberto.
- Não se preocupe, mamãe me ensinou à andar muito bem. - ele saiu indo em direção ao quarto.
ChanYeol, como estava, ficou. Após longos segundos angustiantes, ele saiu de casa e foi em direção da casa de JongIn.



- Lu-Geeee! Lu-Ge Lu-Ge Lu-Ge Lu-Ge! Luuuuuuuuuuuuuu-Geeeeeeeeeee!!!
LUHAN-GE!

- O QUE É?
- BaekHyun disse que KyungSoo nos convidou para ir passear com ele!
LuHan abriu o maior sorriso que conseguiu e segurou as mãos do maior.
- E você está feliz assim pra passear ou para ver KyungSoo?
Kris corou mas não escondeu o sorriso que tinha.
- Olha aqui, não é como se eu gostasse dele!
- Ahh não! Imagina...
- Não mesmo!
- Você está louquinho por ele.
Kris acabou por rir e olhar para baixo. Ele não conseguia parar de pensar no sonho que tivera com o menor e agora ele iria vê-lo, inevitavelmente, sem o uniforme apertado da escola, um encontro marcado... Ele não estava nem um pouco afim de esperar. Ligou para BaekHyun e perguntou a hora que poderiam buscar o menor e logo desligou o telefone, correndo até seu quarto e pegando uma calça jeans escura e uma camiseta polo azul não tão escuro. Ele tomou um bom banho e se vestiu. Ao voltar para o quarto, LuHan estava usando um casaco enorme e uma touca que tapava até seus olhos.
- O que. Diabos. É isso? - Kris falou pausado.
- Hoje vai ter nevasca e você sabe como eu sou com frio.
Kris voltou para o roupeiro e pegou um casaco sobretudo de lã bem quente e pôs sobre os ombros.
E assim saíram.

KyungSoo tomou um longo banho, esfregou tudo que ele conseguiu esfregar, lavou os cabelos, passou oleo hidratante no corpo, se secou minuciosamente. Foi até o quarto e vestiu uma calça de abrigo escura que imitava jeans e uma camisa de manga cumprida cinza com as mangas falsas vermelho escuro. Uma jaqueta de abrigo com gola alta e os cabelos arrumados minuciosamente, tudo aquilo sendo analisado e reanalisado na frente do espelho. Quando a campainha tocou, KyungSoo usou todo o desodorante spray que tinha no tubo e correu como a luz até a porta, respirando fundo antes de abri-la.
Quando o menor abriu, Kris conseguiu sentir o cheiro do menor, ele sentiu uma batida do coração falhar e piscou os olhos algumas vezes.
- Bom dia... - KyungSoo olhou sorrindo para Kris, levemente corado.
- Bom dia, baixinho... - Kris sorriu.
- Alô. - LuHan disse.
- LuHannie! - KyungSoo o abraçou com força e o grupo riu.
- Bom, vamos?
- Vamos...
O grupo começou a caminhar pela cidade, alguns floquinhos inofencivos de neve estavam caindo e pintando a rua de branco. Kris passou os dedos pelo cabelo de KyungSoo tirando os flocos brancos de seu cabelo e o menor sorriu, logo fazendo o mesmo, só que ele precisava ficar na ponta dos pés, o maior riu e ameaçou o pegar no colo, os dois riram e LuHan estava procurando algum canto do espaço que estivesse pegando sinal.
Eles se sentaram num banco de uma praça onde havia uma enorme fila, sentaram em sequencia KyungSoo, Kris e LuHan. Lris passou o braço pelo pescoço de KyungSoo, que apoiou sua cabeça no ombro do maior, foi quando Kris olhou para o lado e viu que havia uma cafeteria ali.
- Quer chocolate quente, KyungSoo? - Kris perguntou.
- Chocolate quente? V-você faria isso? - o menor sorriu.
- Claro, fique aqui, eu volto em um segundo.
- Ah, eu vou junto, talvez lá tenha wifi. - LuHan disse e os mais velhos se levantaram e foram até a cafeteria.
KyungSoo sorriu de lado e assoprou as próprias mãos, tentando aquece-las. Quando viu uma sombra a sua frente, e sorriu de lado.
- Você foi ráp... - ele olhou pra cima e deu de cara com ele, Paek ChanYeol.
- O que está fazendo aqui nesse frio? - KyungSoo arregalou os olhos.
- O que?! O que você está fazendo aqui! - ChanYeol desviou o olhar.
- Esperando na fila com JongIn...
- Ótimo saber disso, agora se você me der licença... - KyungSoo se levantou e começou a caminhar em direção à cafeteria, mas seu braço foi segurado pelo mais velho.
- KyungSoo, por favor...
- ChanYeol eu não sou a criança que você acha que eu sou.
- Eu sei que você não é. - ele fez uma pausa e logo puxou KyungSoo para os seus braços, roubando um beijo profundo, do menor.
KyungSoo arregalou os olhos e até se permitiu fecha-los, mas logo que sentiu o gosto de ChanYeol e se deu conta da situação, ele o empurrou, separando seus lábios. ChanYeol continuou segurando os ombros de KyungSoo e votou à aproximar seus lábios.
- N-não me toque... - ele sussurrou sem forças de se soltar do aperto.
KyungSoo virou o o rosto e ChanYeol o puxou para si, recebendo uma voadora na cara por um certo loiro que já havia feito karatê.
- O QUE PORRAS... - ChanYeol gritou ao cair no chão com o chute, sentindo seu rosto dormente.
KyungSoo estava com os olhos fora das orbes.
Kris puxou KyungSoo para trás de si e encarou ChanYeol.
- Eu ouvi ele pedindo para que não o tocasse.
- Seu pedaço de merda, não se intrometa nisso! - ChanYeol se levantou e armou o punho para dar um soco no rosto de Kris.
- Imagine que louco... "BaekHyun, seu namorado estava violando seu irmão no meio da rua, e ele havia pedido para parar".
ChanYeol arregalou os olhos e logo sentiu uma rajada forte de vento, cortante. Ele tapou o rosto e voltou para o seu lugar na fila, onde ouviu uma torcida à favor da voadora de Kris.











ChanYeol bateu na porta e, segundos depois, foi atendido por BaekHyun, que sorria.
- Bom dia, ChanYeollie! - ele riu.
- Bom dia... Finalmente sábado de novo. - o menor o convidou para entrar - Acho que vou chamar o JongIn pra ir numa gamehouse no centro, eles vão fazer compeonato de Battlefront online e eu não posso perder!
BaekHyun riu e foi para a cozinha acompanhado do maior.
- Hyung, eu posso convidar o Kris e o LuHan hyung pra vir aqui em casa? Eu queria... - KyungSoo fixou os olhos em ChanYeol e, por dois segundos, ele sentiu o seu coração acelerar e seu corpo suar.
ChanYeol gelou.
- O que houve? Parece que não se vêem à décadas. - BaekHyun riu e foi até o balcão, preparando um cafe para si.
- Podiam ter sido. - KyungSoo murmurou o mais baixo que conseguiu e saiu da cozinha. ChanYeol suspirou.
- Ora, - BaekHyun olhou para a janela da cozinha - se quiser ir à algum lugar com JongIn, sugiro que não demore, acho que vai ter uma tempestade de neve.
- Ah, claro que não.
Ele pegou o telefone e mandou uma mensagem pra JongIn - Acha que água congelada vai me deter de ir para o maior campeonato de Star Wars da cidade? - disse.
- Mesmo assim, Yeol, não se gripe... - ele beijou a bochecha do namorado e sorriu.
- Eu vou indo lá... Até mais tarde, amorzinho.
ChanYeol se afastou indo pra sala, onde acabou batendo de prente com KyungSoo, que caiu no chão.
- KyungSoo-ah! - ele prontamente o levantou, mas KyungSoo recuou ao toque, se afastando.
- Eu sei me levantar.
- E-eu só quis ajudar. - ChanYeol murmurou.
- Ah, é que o adulto muito maduro acha que precisa ajudar a criancinha?
ChanYeol ficou boquiaberto.
- Não se preocupe, mamãe me ensinou à andar muito bem. - ele saiu indo em direção ao quarto.
ChanYeol, como estava, ficou. Após longos segundos angustiantes, ele saiu de casa e foi em direção da casa de JongIn.



- Lu-Geeee! Lu-Ge Lu-Ge Lu-Ge Lu-Ge! Luuuuuuuuuuuuuu-Geeeeeeeeeee!!!
LUHAN-GE!

- O QUE É?
- BaekHyun disse que KyungSoo nos convidou para ir passear com ele!
LuHan abriu o maior sorriso que conseguiu e segurou as mãos do maior.
- E você está feliz assim pra passear ou para ver KyungSoo?
Kris corou mas não escondeu o sorriso que tinha.
- Olha aqui, não é como se eu gostasse dele!
- Ahh não! Imagina...
- Não mesmo!
- Você está louquinho por ele.
Kris acabou por rir e olhar para baixo. Ele não conseguia parar de pensar no sonho que tivera com o menor e agora ele iria vê-lo, inevitavelmente, sem o uniforme apertado da escola, um encontro marcado... Ele não estava nem um pouco afim de esperar. Ligou para BaekHyun e perguntou a hora que poderiam buscar o menor e logo desligou o telefone, correndo até seu quarto e pegando uma calça jeans escura e uma camiseta polo azul não tão escuro. Ele tomou um bom banho e se vestiu. Ao voltar para o quarto, LuHan estava usando um casaco enorme e uma touca que tapava até seus olhos.
- O que. Diabos. É isso? - Kris falou pausado.
- Hoje vai ter nevasca e você sabe como eu sou com frio.
Kris voltou para o roupeiro e pegou um casaco sobretudo de lã bem quente e pôs sobre os ombros.
E assim saíram.

KyungSoo tomou um longo banho, esfregou tudo que ele conseguiu esfregar, lavou os cabelos, passou oleo hidratante no corpo, se secou minuciosamente. Foi até o quarto e vestiu uma calça de abrigo escura que imitava jeans e uma camisa de manga cumprida cinza com as mangas falsas vermelho escuro. Uma jaqueta de abrigo com gola alta e os cabelos arrumados minuciosamente, tudo aquilo sendo analisado e reanalisado na frente do espelho. Quando a campainha tocou, KyungSoo usou todo o desodorante spray que tinha no tubo e correu como a luz até a porta, respirando fundo antes de abri-la.
Quando o menor abriu, Kris conseguiu sentir o cheiro do menor, ele sentiu uma batida do coração falhar e piscou os olhos algumas vezes.
- Bom dia... - KyungSoo olhou sorrindo para Kris, levemente corado.
- Bom dia, baixinho... - Kris sorriu.
- Alô. - LuHan disse.
- LuHannie! - KyungSoo o abraçou com força e o grupo riu.
- Bom, vamos?
- Vamos...
O grupo começou a caminhar pela cidade, alguns floquinhos inofencivos de neve estavam caindo e pintando a rua de branco. Kris passou os dedos pelo cabelo de KyungSoo tirando os flocos brancos de seu cabelo e o menor sorriu, logo fazendo o mesmo, só que ele precisava ficar na ponta dos pés, o maior riu e ameaçou o pegar no colo, os dois riram e LuHan estava procurando algum canto do espaço que estivesse pegando sinal.
Eles se sentaram num banco de uma praça onde havia uma enorme fila, sentaram em sequencia KyungSoo, Kris e LuHan. Lris passou o braço pelo pescoço de KyungSoo, que apoiou sua cabeça no ombro do maior, foi quando Kris olhou para o lado e viu que havia uma cafeteria ali.
- Quer chocolate quente, KyungSoo? - Kris perguntou.
- Chocolate quente? V-você faria isso? - o menor sorriu.
- Claro, fique aqui, eu volto em um segundo.
- Ah, eu vou junto, talvez lá tenha wifi. - LuHan disse e os mais velhos se levantaram e foram até a cafeteria.
KyungSoo sorriu de lado e assoprou as próprias mãos, tentando aquece-las. Quando viu uma sombra a sua frente, e sorriu de lado.
- Você foi ráp... - ele olhou pra cima e deu de cara com ele, Paek ChanYeol.
- O que está fazendo aqui nesse frio? - KyungSoo arregalou os olhos.
- O que?! O que você está fazendo aqui! - ChanYeol desviou o olhar.
- Esperando na fila com JongIn...
- Ótimo saber disso, agora se você me der licença... - KyungSoo se levantou e começou a caminhar em direção à cafeteria, mas seu braço foi segurado pelo mais velho.
- KyungSoo, por favor...
- ChanYeol eu não sou a criança que você acha que eu sou.
- Eu sei que você não é. - ele fez uma pausa e logo puxou KyungSoo para os seus braços, roubando um beijo profundo, do menor.
KyungSoo arregalou os olhos e até se permitiu fecha-los, mas logo que sentiu o gosto de ChanYeol e se deu conta da situação, ele o empurrou, separando seus lábios. ChanYeol continuou segurando os ombros de KyungSoo e votou à aproximar seus lábios.
- N-não me toque... - ele sussurrou sem forças de se soltar do aperto.
KyungSoo virou o o rosto e ChanYeol o puxou para si, recebendo uma voadora na cara por um certo loiro que já havia feito karatê.
- O QUE PORRAS... - ChanYeol gritou ao cair no chão com o chute, sentindo seu rosto dormente.
KyungSoo estava com os olhos fora das orbes.
Kris puxou KyungSoo para trás de si e encarou ChanYeol.
- Eu ouvi ele pedindo para que não o tocasse.
- Seu pedaço de merda, não se intrometa nisso! - ChanYeol se levantou e armou o punho para dar um soco no rosto de Kris.
- Imagine que louco... "BaekHyun, seu namorado estava violando seu irmão no meio da rua, e ele havia pedido para parar".
ChanYeol arregalou os olhos e logo sentiu uma rajada forte de vento, cortante. Ele tapou o rosto e voltou para o seu lugar na fila, onde ouviu uma torcida à favor da voadora de Kris.
KyungSoo se agarrou à Kris e escondeu o rosto em seu casaco.
- Obrigado, hyung... - ele sussurrou.
- Aconteceu algo? - LuHan perguntou destapando os olhos e devolvendo o chocolate quente para Kris, que pegou e afastou KyungSoo de si.
- Desculpe a demora...
KyungSoo sorriu e pegou a bebida de sua mão, o abraçando apertado.
- Obrigado por estar aqui.
Kris sorriu e correspondeu ao abraço.
- Alguém poderia me explicar mas tudo bem... - LuHan disse se sentando no banco.
O céu ficou escuro e a neve que caia levemente ganhou intensidade. Kris puxou KyungSoo e LuHan para dentro de um restaurante que havia ali perto, olhando pela janela a tempestade que se formava
KyungSoo sentou em uma cadeira e tomou um gole do chocolate, não estava sendo o dia bom que havia planejado. Kris sentou-se ao seu lado e sorriu minimamente.
- Ei, está tudo bem... Ele te machucou?
KyungSoo, hesitante, assentiu, fazendo Kris arquear as sobrancelhas.
- Onde?
- Aqui... - o menor apontou para o seu peito e baixou a cabeça.
Kris desfez qualquer vestígio de sorriso que tinha em seu rosto e baixou a cabeça, mas logo se abaixou e aproximou o rosto do peito de KyungSoo e beijou o local, de forma demorada. KyungSoo arregalou os olhos e continuou olhando para o loiro, que levantou a cabeça e segurou seu rosto.
- Foi só ali?
KyungSoo corou e sentiu os olhos lacrimejarem, logo apontou para o seu nariz, onde Kris direcionou os lábios e beijou a ponta do mesmo.
- Onde mais?
O menor sorriu sentindo uma lagrima escorrer e apontou timidamente para os lábios. Kris sorriu e segurou seu rosto, tocando seus lábios levemente, KyungSoo suspirou e fechou os olhos, recebendo o carinho. O maior introduziu sua lingua no interior da boca do menor e explorou todos os cantos do local, fazendo o garoto apoiar as mão em seus ombros e corresponder ao beijo. Kris puxou KyungSoo para mais perto e o mesmo tentou aprofundar o contato.
- Charram... Não queria interromper esse lindo momento, mas vocês são dois homens se beijando em um restaurante público no meio de uma nevasca do capeta. - LuHan disse, fazendo Kris cessar o beijo completamente vermelho.
Ele olhou para o menor ofegante à sua frente e sorriu de lado, o mesmo correspondendo aquele olhar, sem malícia ou desejo, não havia nem o mínimo de romance, havia um sentimento estranho, nenhum dos dois já havia sentido aquilo e eles estavam com os corações acelerados um pelo outro.

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- O que diabos você foi fazer pra conseguir esse roxo enorme na fuça? - JongIn disse segurando o controle de XBOX firme - E onde é o quadrado disso aqui disso aqui? - sussurrou.
- EU?! Eu fui é agredido em injusta causa, estava apenas demonstrando afeto público para com o meu cunhado. - ele deu "play".
- Ah, aquele que você pegou. - JongIn disse irônico.
- Deixa de ser idiota.
- Idiota? - ele desviou de um carro na corrida em que estavam jogando, automaticamente se jogando um pouco para o lado.
- É sim, não é da sua conta as merdas que eu faço... PORRA JAMELÃO! - ele gritou ao ser ultrapassado por um garoto que estava jogando junto.
- Cara, eu sou seu melhor amigo.
- E aí? - ChanYeol bufou após o cavalinho de pau que havia dado graças ao mesmo jogador.
- E aí que eu to contigo e não abro. Não to te julgando cara. - JongIn joga o controle para cima ao ganhar a corrida, sorrindo animado.
- Eu sei, mas...
- De novo! Vamos no hard agora! - alguém gritou, dando play de novo.
- É que está sendo difícil para ele também, né. - JongIn acelera.
- É mas... Sei lá cara. - ChanYeol sorri ao ver que estava em primeiro lugar.
Logo a luz cai e os jogos e televisões de todo o local desligam ao mesmo tempo.
- PORRA SÓ PORQUE EU TAVA EM PRIMEIRO! - bufou.
O vendo estava mais forte e os dois amigos saíram do local com pressa, olhando da rua uma nevasca com vento fprte fazer as árvores quase deitarem no asfalto.
- Acho melhor irmos embora. - o maior falou.
- Ta louco? Não podemos sair com isso assim...
- Então o que vamos fazer?
- Esperar é o mais sensato.
- Mas JongIn... O BaekHyun está sozinho...
O maior ao men os esperou uma resposta, apenas saiu correndo no meio da tempestade. Pegou o telefone ao chegar em um ponto de ônibus e ligou para BaekHyun.
"Alô...?"
- BaekHyun! Você está bem?!
"ChanYeol! Onde você está?"
- Estou saindo da gamehouse, estou indo aí.
"O que?! Não, ChanYeol, fique aí até a tempestade acabar!"
Um barulho alto no telefone pode ser ouvido.
- BaekHyun? B-BaekHyun!
Não houve mais resposta.
ChanYeol correu tudo o que pode, indo em direção da casa de BaekHyun.


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- CHANYEOL! - o telefone caiu.
Havia uma árvore que separava metade da casa de BaekHyun, por sorte o garoto de encontrava em uma das extremidades desta, mantendo-se completamente seguro. Ele olhou assustado e tentou subir as escadas que levavam ao segundo piso da casa, mas após os primeiros degraus ela estava completamente arruinada. Segurou-se no galho à sua direita e subiu sobre o tronco da árvore, escalando-a até o segundo piso, dirigiu-se ao quarto dele e do irmão e suspirou aliviado ao vê-lo... "Acessível". Foi até o guarda-roupas, pegou uma mala e simplesmente socou todas as suas roupas dentro, pegando outra mala e dedicando-a às roupas do irmão mais novo, no bolsinho de fora ele colocava o desodorante, as escovas de dentes e os demais pertences pessoais dos dois. Ele saiu do quarto deixando as malas na porta, subiu no tronco e deu dois largos passos, o terceiro sendo um salto até o outro lado da árvore caída. O quarto do casal teve o pico da árvore como destino, completamente destruído, BaekHyun engoliu em seco que aquilo não seria algo fácil de aturar, e a culpa provavelmente seria sua, a culpa sempre era sua. Uma rajada forte de vento bateu em seu corpo que mal possuía o casaco fino da escola, sendo forte ao ponto de fazer seu corpo fraquejar, ele arregalou os olhos sentindo a perda do controle e balançou os braços para frente, gritou alto sentindo seu pé vacilar e seu corpo se arremessado contra os galhos pontudos que estavam baixo à si. Por sorte seu namorado havia chegado naquele exato momento, conseguindo pegar o menor no colo, mas o impacto da queda o derrubou.
- BaekHyun, céus! Você está bem?! - ele perguntou em prantos.
- ChanYeol... - BaekHyun olhava em choque.
- Baek-BaekHyun...? - ele viu os olhos do menor se fecharem aos poucos.
Ele arregalou os olhos e gritou o nome do menor, quando procurou o pulso do mesmo, sentiu as batidas cardíacas aceleradas e suspirou aliviado, ele estava apenas em estado de choque, ele acordaria em algumas horas. ChanYeol o colocou em suas costas e subiu a árvore lentamente para não derrubar o garoto, pegou as malas que vira anteriormente e saiu da casa demolida, indo de encontro à um carro que parava frente à uma faixa para pedestres, batendo no vodro da janela, esta sendo aberta e um homem com expressão preocupada aparecer.
- P-por favor, pode nos levar até a praça que tem no centro? É uma emergência... - o homem arqueou as sobrancelhas.
- Você não prefere que eu os leve à uma unidade de saúde pública? - perguntou abrindo a porta traseira do carro.
- É que temos alguns amigos que estão presos em uma gamehouse no centro.
Ele entrou com o menor adormecido e o homem prontamente os levou em direção ao mesmo.


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LuHan sentou-se na cadeira mais próxima e olhava pela janela com medo, Kris e KyungSoo estavam na porta olhando o temporal se agravar. A luz piscou.
- Ah não... AH NÃO...! - LuHan gritou, fazendo Kris ir até o mesmo e o abraçar. Ele parecia desesperado e Kris parecia entender.
KyungSoo apenas continuou ali, os olhando com uma expressão preocupada. Faltou luz e um silêncio predominou no estabelecimento. LuHan começou a chorar baixinho e KyungSoo sentiu um calor incomum, era a adrenalina o alertando que ele não aguentaria esse nervosismo por muito tempo. Seus olhos praticamente brilharam ao ver JongIn surgir no meio daquela neve toda, ele agarrou o garoto antes mesmo de que o maior o visse, suspirou e o apertou.
- N-Nini... Estou com medo... - ele murmurou.
JongIn percebeu que era o menor e o apertou em um abraço forte.
- Calma, Soo, isso tudo tem fim...
Afagou os cabelos do menor e logo o pegou no colo, sentando-se sobre o degrau da entrada do restaurante. O choro de LuHan se tornava mais alto à medida que o vento piorava, ele se comparava ao choro de duas ou três crianças naquele lugar. KyungSoo ouviu o mais velho dizer frases entre sus soluços desesperados, mas não prestou a devida atenção para entende-las. ChanYeol chegou com BaekHyun em suas costas e KyungSoo arregalou os olhos em preocupação, levantando-se rapidamente.
- Nós não podemos ficar aqui esperando essa tempestade piorar, vamos sair daqui. - disse o maior do grupo.
- Yeol, não podemos simplesmente ir embora, Kris e LuHan estão aqui e mesmo que quiséssemos, não tem nenhum ônibus funcionando.
- Não importa, precisamos sair daqui, a casa de BaekHyun foi partida ao meio por uma árvore e o mesmo pode acontecer aqui. Vamos embora.
JongIn estava relutante mas concordou, ele entrou com KyungSoo e chamou os dois chineses, o grupo saiu as pressas do lugar e correram em direção da estação de metro, que ficava ao subsolo da cidade. Eles chegaram e desceram as escadas com pressa, ChanYeol foi até o quiosque de uma das lojinhas da estação e pegou as caixas de produtos, abrindo-as no chão e pondo BaekHyun sobre. Ele pegou uma pequena coberta que tinha na mala do garoto e o cobriu, pondo ainda seu casaco por cima. Kris levou LuHan até a parede e sentou-se no chão apoiado na mesma, o choro do garoto se enfraquecia e seus olhos pesavam, Kris afagou seus cabelos enquanto o mesmo caia em um sono sem previsão de volta. Ao lado dos dois chineses, JongIn se sentou e puxou KyungSoo para seu colo, o menor se abrigou no mesmo e suspirou aliviado por estar protegido daquele caos.

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Era noite, 23h para ser mais exato. O grupo estava todo junto próximo ao quiosque onde BaekHyun dormia e o único acordado em toda a estação era ChanYeol. Eles não eram os únicos; haviam famílias inteiras ali. BaekHyun abriu os lhos e ChanYeol sorriu animado,
- Você me assustou. - o maior disse, beijando a testa do garoto deitado.
BaekHyun levou alguns segundos para processar tudo aquilo, e ao perceber a situação, ele sentou rapidamente e olhou assustado.
- Onde está KyungSoo?!
- Calma, calma, deita. - ChanYeol o fez deitar - Ele está aqui atrás no colo do JongIn.
- Onde estamos?
- Na estação do metro... O temporal foi feio.
- Você precisa dormir, Yeollie...
ChanYeol sorriu e puxou o menor para deitar a cabeça em seu colo.
- Não se preocupe comigo, amor, apenas descanse porque você teve um dia longo.
- Mas, Yeol...
- Vamos, feche os olhinhos e volte à dormir.
BaekHyun estava contrariado, mas o cafuné que o maior começara o convenceu. Ele fechou os olhos e deixou o sono chegar.
ChanYeol olhou envolta, cuidando até o mínimo movimento de qualquer pessoa, ele estava de guarda por ali, já que o susto levou todos naquele local ao sono em um nível extremamente profundo. Ele era útil para alguma coisa, afinal.
"Pequeno ChanYeol, perdido em uma ilha de esperança no meio do mar de sua existência."
- Pode me deixar em paz, só hoje...?
Ouve-se um riso ao fundo de seus pensamentos. Sua cabeça era um lugar sombrio, onde nem mesmo ele conseguia desvendar o que pensar, como agir, o que sentir... Ele perdia-se em meio à sua própria loucura como alguém se afoga em seu choro, perdendo para um sentimento primário que todos temos dentro de nós mesmos. Alguns de nós nascemos com o som de os aceitar e fazer escolhas, mas, como uma foto é uma composição numérica entre o sim e o não, o existe e o não existe, o verdadeiro e o falso, dosi dígitos que moldam nossa tecnologia atual limitados à "0" e "1", toda escolha é feita de uma composição complexa dentro de nós, o mais complicado e conseguir toma-las. Pessoas como ChanYeol têm um dom incomum; eles não fazem escolhas sozinhos. Na cabeça de ChanYeol, seus sentimentos s/ao como bytes, se assim posso resumir, cada byte possui 8 bits, e cada sentimento de ChanYeol possui diversas mascaras e formas de sentir. Amor na verdade talvez não há, mas os traumas de um passado doloroso tornam seu byte de dores mais extenso que seu byte de felicidades.
Mas a linguagem tecnológica não está ajudando a exemplificar tudo isso, não é? É exatamente porque a nossa mente não é um processador de computador que armazena dados em dígitos limitados e primários, somos bem mais complexos que isso, na verdade. Uma voz na cabeça de um individuo simboliza um sentimento encoberto que o mesmo nunca pode sentir, na maioria dos casos esse sentimento é bom e puro, como felicidade e amor, por isso presumimos que pessoas que tenham essa deficiência sejam maus de berço, mas não são. São os seres mais puros que existem, porque por não conhecerem os bons sentidos da vida, eles os inventaram com suas capacidades limitadas, eles inventaram a felicidade onde não havia, amaram quando não sabiam e agora o amor de verdade os bate de frente, como quem pergunta "acha que pode se virar sem mim?", eles chegam avassaladores e destroem tudo dentro das pessoas, destroem a invenção de amor que eles sentem e tentam enfiar o amor propriamente dito dentro deles, mas por ser um sentimento nunca antes explorado, o amor se torna ódio e o individuo perde seus dons naturais.
ChanYeol escuta as emoções inventadas por deus, ou algum outro maluco qualquer, dizerem que elas são as certas naquilo tudo, mas a sua forma de dizer isso é o menosprezando, assim ele deve entender que o que ele criou é um fracasso e isso o torna um fracasso.
Ou será que isso tudo é apenas algo que a sua cabeça acabou de criar para encobrir a loucura de ChanYeol e de como ele é um fracasso? A mente humana sempre tenta achar uma forma de encobrir as pessoas que amamos, precisamos tomar cuidado com isso. Talvez isso seja a causa do primeiro olhar profundo de ChanYeol para KyungSoo e talvez seja isso que causou toda essa confusão.

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O dia amanheceu escuro. KyungSoo foi o primeiro a abrir os olhos no grupo, junto à outras crianças mais ao longe. Levantou lentamente para não acordar JongIn e foi até ChanYeol, que havia fechado os olhos fazia apenas uma hora, deitando ao lado do irmão. Sentiu a mão do menor tocar seus cabelos e se assustou, olhando para cima, recebeu um sorriso cansado em troca e suspirou aliviado.
- Me desculpa por te acordar. - KyungSoo murmurou.
- Estamos quites. - ChanYeol riu baixinho.
KyungSoo sorriu e fechou os olhos, ele cedeu e apenas tentava esquecer que algum dia tentou conquistar o namorado de seu irmão, ele o queria apenas como hyung e amigo, como o maior sabia ser. Algumas horas se passavam e o dia firmava, às oito horas o grupo estava de pé, Kris ainda abraçava LuHan com força e o menor continuava um pouco frágil, sendo olhado por todo o grupo. ChanYeol andava abraçado à BaekHyun e KyungSoo segurava suas malas, eles então saíram do local, subindo as escadas e vendo a cidade abaixo da neve. Quem via aquilo não acreditaria que há poucas horas atrás havia sido um inferno, mas é como dizem, primeiro vem a chuva, depois o arco-íris.
- Vocês querem ir para a nossa casa? - Kris perguntou.
- Como assim "nossa"? - JongIn perguntou arqueando as sobrancelhas.
- Eu e LuHan moramos juntos em uma casa de aluguel no outro bairro. Lá não deve ter sido tão afetado quanto aqui.
- N-nós podemos? - BaekHyun perguntou quase chorando de alívio.
- Claro, vai ser um prazer. Mas acho que teremos que ir à pé.
- Não deve haver nem um único ônibus funcionando hoje, olha essas ruas. - JongIn suspirou, seu prédio ficava longe dali.
- Mas a nossa casa não é muito longe, podemos ir à pé e talvez cheguemos em meia hora. - Kris completou.
- Então vamos começar a caminhar agora e quando chegarmos poderemos descansar melhor. - ChanYeol sugeriu.
- E comer algo... - KyungSoo murmurou, sendo abraçado pelo irmão.
O grupo começou a caminhada em direção à casa dos dois chineses, tentando manter um assunto, mas os seis queriam apenas ficar em silêncio, em reflexão sobre aquela noite. Os pais de BaekHyun presumiriam que seus filhos estivessem mortos e iriam até algum motel passar uma semana sem sair da cama, presumiu o garoto, então ele poderia ficar fora sem arrumar confusão. A escola não abriria para reparo e a maioria dos comércios teria o mesmo destino. Era apenas esperar para ver.

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- Fiquem à vontade. - disse Kris, levando LuHan até o quarto dos dois e subindo o beliche para deitar o menor ali.
- Kris...
- Shh... LuHan, fique aqui deitadinho, okay? Depois conversaremos, descanse.
- Obrigado... - o menor murmurou em mandarim, "xiexie".
ChanYeol apenas deitou no sofá e fechou os olhos, se entregando à um sono profundo que não tardou à alcança-lo. BaekHyun foi atrás de Kris, junto à suas malas e o encontrando na porta do quarto.
- Oh, Kris, bom... Se não for pedir demais, tem algum lugar onde eu possa guarda-las? - ele referia-se às malas.
- Claro, Baek, olha, o quarto não é muito grande mas eu tenho alguns colchonetes que acho que podem ser o suficiente para todos. Suas malas podem ficar no cantinho ali, - apontou - ao lado da cama.
- Wow, esse beliche era de vocês antes? - o menor dirigiu as malas ao local indicado.
- Veio junto com nossa mudança da china, nós planejávamos morar juntos desde pequenos. - sorriu.
- Vocês dois são uns fofos! Se KyungSoo não estivesse apaixonado por você, eu shipparia vocês dois. - ele riu.
O chão de Kris caiu.
- C-como é...? - Kris sentiu seu rosto ganhar uma nova coloração de vermelho, arregalando os olhos.
- O que foi? - BaekHyun riu alto - Eu só acho que está na hora de alguém chegar nele desse jeito, e não seria nada mal se fosse você. - ele piscou.
- Você diz... - Kris pensou bem antes de falar, suas próximas palavras decidiriam seu futuro naquele planeta - Você acha que ele gosta de mim? Assim?
- Claro! Senso de irmão mais velho nunca falha. - ele sorriu para o maior - Se eu fosse você, tentaria investir no baixinho.
Kris sorriu de lado e baixou a cabeça, seu rosto estava quente e ele não queria que o vissem vermelho - você já viu um chinês vermelho? Eles ficam reluzentes!










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Dois meses depois

"Eu já estou saindo."
"Não se atrase, Romeu kkk" respondeu LuHan.
Kris não respondeu depois disso.
Deu a última olhada no espelho e arrumou o cabelo novamente, ele havia feito isso aproximadamente oito vezes, sempre que olhava para o espelho ele arrumava algo. Vestia uma calça jeans escura, quase cinza, era um azul realmente escuro com exceção dos joelhos, onde a calça era mais clara. Grandes bolsos, onde planejou esconder as mãos. Vestia uma blusa azul claro, cor que ouvira KyungSoo dizer que combinava com seus olho - ele não entendia e nem almejava entender -, por cima um casaco de couro - falso, obvio - preto. Ele escolheu à dedo até mesmo o sapato que usaria, um tênis converse low vermelho - "bonito, mas descontraído, mostra que eu não pensei muito no que escolher mas que também não peguei outro tênis 'adidas' qualquer" - e LuHan fez questão de o fazer usar uma cueca boxer branca do Calvin Klein, o maior não entendeu exatamente e na verdade nem quis entender.
Pegou sua carteira e saiu de casa, guardou a carteira e o telefone nos bolsos da calça, o da jaqueta estava ocupado. Ele caminhou até a parada de ônibus e pegou um, levemente vazio, sentou no meio e começou a observar as pessoas à sua volta; estudantes, casais e idosas senhoras acima do peso carregando suas bolsas de cachorrinho. Falavam em um coreano rápido, que ele mal conseguia acompanhar e se atreveu a falar algumas frases baixinho, para ver se sua pronúncia havia melhorado. Desceu numa quadra cuja rua perpendicular tinha uma praça, era uma das maiores praças do bairro, em quesito "tamanho", tinha muitas árvores para crianças subirem, bancos para casais namorarem e muita, muita grama onde famílias sentavam em seus lençóis estampados. Num desses bancos, um garoto pequeno sentava, seu tamanho se comparava ao de uma criança, trajava um casaco moletom roxo e uma calça jeans azul escura. De pequeno, balançava seus pés que não tocavam o chão, sentado ao banco, enquanto olhava para o céu.
Dia de frio, mas dia de sol.
Kris olhou o menor antes de atravessar a rua, mesmo de longe, podia ver que este havia arrumado detalhadamente seus cabelos, ele devia os ter lavado, pois estavam brilhantes, quase que refletindo a luz daquele dia. E mesmo de longe, podia ver seu sorriso.
Atravessou a rua, pondo as mãos no bolso da calça, tentando parecer descontraído, antes de olhar diretamente para o garoto onde estava indo em direção, ele olhou para os lados, tentando parecer distraído e, por fim, assobiou ao se aproximar, tentanto parecer qualquer coisa que tenha feito KyungSoo soltar um riso.
- Boa tarde, hyung. - o menor disse.
Kris sentou-se e o olhou com um sorriso.
- Bom dia, meu bem. Como foi na escola?
- Tive um teste surpresa de educação física, tive que correr mais do que eu previa pra semana toda. - fez bico.
- Não se machucou? - Kris perguntou meio baixo.
- Ah, bom... Eu torci meu tornozelo, mas já está parando de doer. - ele sorriu.
- Ah sim...
- E você, hyung? Como foi a sua manhã?
- Nada especial, prova de mandarim.
- Oh, será que você foi bem? - o menor riu.
- Ah... Acho que não. - ele disse irônico, em mandarim. Pelo tempo que passavam juntos e conversavam, KyungSoo entendeu sem que ele traduzisse.
- Creio que minhas notas em mandarim andaram aumentando. - KyungSoo disse.
- Me pergunto o por quê. - Kris riu - Mas, como estão seu irmão e ChanYeol? Parece que eles estão... Mais "sérios". - Kris referia-se ao relacionamento dos coreanos, que de meses pra cá, parecia ter se acentuado.
- Eles estão bem, acho.
Havia um tom sério na fala do menor. Kris não entenderia, talvez, mas KyungSoo nunca daria o braço à torcer pelos dois, ele queria seu irmão só pra ele e "vomitaria" quantas vezes forem necessárias pra isso.
Mas não era ChanYeol que cercava seu pensamento, fazia já algum tempo.
- Entendo... - Kris olhou para frente, não sabendo se era um bom assunto, já que sabia de algum envolvimento dos dois no passado - Mas eu os acho fofos, queria ter um relacionamento assim, estão juntos à quanto tempo? Um ano?
- É, acho que uns dois anos, não lembro, na verdade. - disse KyungSoo parando pra pensar.
- Está durando bastante, parece que as coisas estão indo bem para eles.
- É.
- E para você? - Kris perguntou tão rápido que o menor nem conseguiu digerir a pergunta direito.
Ele poderia dizer que estava a "uns dois anos" odiando o irmão por, sempre que sente alguma necessidade especial - que ele não sabia exatamente o que era - procurar o namorado - mal sabia ele que o irmão já havia cessado suas necessidades com o menor.
- Bom... Bem, acho.
- Entendo.
- E pra você, hyung?
Kris também teve que pensar no assunto, mas foi mais rápido.
- Bem... Poderiam estar melhores.
- Por quê? - KyungSoo arqueou as sobrancelhas - Algo errado?
- Não, tudo certo, mas acho que algumas coisas certas poderiam se acertar um pouco mais.
Tanta generalidade deixava o menor confuso.
- Do que você está falando?
Kris pensou nas palavras.
- De história.
- Que tipo de história?
- Bom... - ele sorriu corado - Eu tenho uma história que gosto muito, sabe? Tem... Um cenário, um super-herói, uma situação...
- Parece que está indo tudo bem. - KyungSoo murmurou quando Kris ficou quieto.
- Mas eu não tenho o mocinho, que se encaixaria na situação, no cenário junto com o super-herói.
- Oh... - KyungSoo não entendeu, mas achou triste.
- Quer ser o mocinho?
Um silêncio se fez.
KyungSoo olhou para Kris com os olhos um pouco maiores que o normal, os lábios entreabertos, não sabendo no que pensar primeiro. BaekHyun talvez surtasse, o xingasse e xingasse Kris, ele poderia até fazer os dois não se falarem mais... Na verdade, essa era só uma pressão do momento, porque, pensando melhor, BaekHyun nunca o xingou nem o privou de falar com ninguém. Tem ChanYeol, que ficaria puto, sem dívidas, mas ele não devia satisfações para ChanYeol. Tinham seus pais, eles não deixariam nada, nunca, eles sim o proibiriam de ver Kris, pra sempre.
Mas era muito chato pensar naquilo.
KyungSoo sorriu e, antes que fizesse ou falasse algo, Kris entendeu o sorriso como um sinal de que poderia prosseguir e retirou uma caixinha do bolso, abrindo-a e revelando dois aneis de cor prateada. O menor não era um típico anel feminino - que seria o papel do menor naquilo tudo, afinal -, não possuía joia e a única coisa diferente nele era um escrito marcado na parte "de dentro dele", era o nome do menor em romanizado. KyungSoo apenas deixou o sorriso aumentar um pouco enquanto olhava o pequeno objeto, assentindo levemente, com as bochechas extremamente vermelhas. Kris então pegou o anel e segurou a mão do garoto, encaixando em seu dedo e sorriu quando o menor segurou sua própria mão com o mesmo sorriso bobo. O mesmo pegou a aliança que sobrava e puxou a mão do chines, encaixando em seu anelar. Seus lábios, ainda boquiabertos, tinham um grande sorriso quando ele voltou a olhar o maior. Kris apenas aproximou seus lábios dos do menor e, fechando os olhos, encaixou os seus nos dele. Os lábios volumosos de KyungSoo envolveram os do chines, que levou uma mão à sua nuca, puxando sue rosto para mais perto e suspirando antes de qualquer outra coisa. Ele mordeu o inferior de KyungSoo e puxou, aproveitando a deixa para introduzir sua lingua na boca do menor, circulando sua lingua na do mesmo, que correspondia aos movimentos da forma que podia - imitando. Quando KyungSoo sentiu a lingua do chines ao fundo de sua cavidade bocal, ele deixou um murmúrio baixinho escapar, fazendo Kris parar seus movimentos e se afastar minimamente. Ele não queria que sua cabeça de baixo saísse pensando mais alto que a de cima então apenas beijou o canto dos lábios de KyungSoo.
- P-por que parou? - KyungSoo fez uma pausa - Tava tão bom... - o maior sorriu.
- Aqui não. - ele apontou para algumas crianças que brincavam por perto.
- Então onde?
O maior arqueou uma sobrancelha e, talvez, pudesse se sair bem.
- Bom, num lugar mais... Vazio.
- Sua casa...? - KyungSoo murmurou, levando sua mão até o rosto do maior, que sorriu.
- Meu quarto. - KyungSoo correspondeu àquele sorriso.
- Então, por que o super-herói não leva seu mocinho para a sua casa, no seu quarto?
Os dois tinham em mente exatamente a mesma coisa, a sintonia de suspiros e olhares era perfeita. Kris levantou-se e puxou KyungSoo para que se levantasse, o menor grunhiu.
- Okay, talvez o super-herói precise levar seu mocinho,que machucou o pé, no colo.
Kris riu baixo e pegou o menor em suas costas. Ele pensou em pegar um ônibus mas,não estava afim de esperar um destes chegar na parada, então apenas começou a caminhar, rápido. Em dez minutos - agitados - estavam na casa do chines. Ele destrancou a porta e KyungSoo desceu de seu colo para que eles pudessem entrar - a altura não ajudava muito -, mas após a porta fechada, Kris pegou o menor no colo novamente e voltou a tomar seus lábios. Um beijo bem mais hábil que o anterior, não houve introdução, eles foram direto ao ponto, Kris levou a lingua ao fundo da boca de KyungSoo, que soltou um gemido mais alto, nem tão tímido quanto parecia antes. O loiro andou à passos largos até seu quarto, onde sentou na cama com o menor no colo e puxou seus cabelos para trás, deixando uma trilha de beijos por seu pescoço, fazendo KyungSoo fechar os olhos e deixar os gemidos saírem com cada mordida que prosseguia. O menor se desfez de seu casaco, o calor dos dois estava o aquecendo o suficiente. Kris retirou sua blusa e seguiu beijos por seu ombro, o menor apertou seus ombros sorrindo com os beijos, ele aproximou os lábios do ouvido do maior, selando-o com os lábios molhados.
- Tira essas roupas pesadas, eu quero te sentir melhor.
Kris apertou os olhos e mordeu o próprio lábio, tirando, rapidamente seu casaco e camisa. KyungSoo passou a mão por seu peito e abdomen, admirando o físico definido do maior, logo voltando a segurar seus ombros e aproximar seus lábios dos do maior, retomando aquele beijo intenso e empurrando-o na cama para que deitasse na cama atrás de si. KyungSoo fez sua parte, desceu os lábios ao pescoço longo do maior e mordeu com força, mais forte do que as mordidas em si. Chupou a pele mordida em seguida e arrancou um gemido rouco do maior, passou a lingua pelo local, subindo-a até o lóbulo de seu ouvido, chupando o local e soltando um riso ao ouvir os sons do maior. Ele lembrou das "lições" que já havia aprendido e, sorrindo, rebolou com força sobre os quadris de Kris, que apertou os olhos antes de gemer mais alto. Abriu os botões da calça do maior e abriu o zíper, puxando a calça para baixo e esperando que o maior tirasse-a, feito isso, ele abriu a própria calça e a retirou, novamente sentando sobre o membro já ereto de Kris e rebolando rapidamente. Kris, por sua vez, levou as mãos às nádegas do menor e apertou-as com suas mãos grandes, que quase cobriam sua bunda inteira, aquilo fez KyungSoo gemer junto, proporcionando prazer à ambos. Kris puxou a cueca do menor e tentou retira-la, sendo essa tarefa terminada pelo garoto, que retirou sua própria cueca e a boxer do maior, que, por branca, deixava bem amostra seu volume. Retiradas as ultimas peças das roupas, KyungSoo segurou o membro d maior, com um sorriso maldoso, e começou a masturba-lo rapidamente, ele via na expressão do maior que ele estava necessitado e excluiu a ideia de descer a garganta no membro dele. Sentou-se na frente do membro do maior e esfregou-o entre suas nádegas, fazendo o maior gemer alto, o membro rijo deixar o pré-gozo sair, o menor esfregou suas mãos na glande do garoto uma ultima vez antes de subir seus joelhos e, lentamente, penetrar-se com o membro do mesmo.
Ele não fez a menor questão de "se fingir de santinho", de parecer que não sabia o que estava fazendo, ele apenas começou os movimentos lentos, gemendo alto cada vez que descia. Ele subia rapidamente, descia devagar e, ao chegar embaixo, rebolava mais lentamente ainda. Kris estava ficando louco com aqueles movimentos, ele segurava a cintura do menor e mordia o lábio inferior enquanto forçava-o a fazer movimentos mais rápidos. Após uma estocada forte, KyungSoo moveu seu pé machucado e soltou um grunhido baixo, Kris então o segurou e o deitou na cama e começou a se mover rapidamente. KyungSoo segurou seus ombros com força, logo passou as mãos por suas costas, arranhando com força enquanto gemia alto o nome do maior. Kris começou movimentos lentos novamente, fazendo KyungSoo se contorcer na cama por mais.
- Eu não quero que termine tão rápido, Kyunggie... - ele murmurou próximo ao uvido de KyungSoo e o mesmo sorriu.
Kris o colocou de quatro na cama, posicionou suas pernas apoiadas nos joelhos e deitou seu peito. De primeira, passou a mão por suas costas, até sua cintura, sorriu e desceu mais um pouco até suas nádegas, apertou e deu um tapa forte, fazendo o garoto soltar um grunhido alto. Kris sorriu. Ele voltou a posicionar-se atrás de KyungSoo e segurando seu membro, voltou a penetra-lo com força. Os movimentos de Kris se tornavam cada vez mais rápidos e gostosos, KyungSoo não custou à chegar ao seu orgasmo, acompanhado de um grito de prazer que vinha, um espasmo forte que o fez se contrair por completo e apertar o lençol nas mãos e morder o travesseiro para não deixar o som sair.
Kris continuou naquele ritmo até chegar ao orgasmo, se movendo mais duas ou três vezes para prolongar seu prazer. Logo deitou ao lado do menor, olhos fechados e mente vazia. Os dois estavam assim. KyungSoo se deitou virado para o mesmo e analisou seu rosto suado. Ofegante e com batimentos descompassados, Kris o puxou para deitar a cabça em seu peito.
Nenhuma palavra foi dita.
.
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--x--
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ChanYeol suspirou pesado ao abrir os olhos, logo os fechando novamente. Situou-se de onde estava apenas pelo tato, tocando o chão frio e logo batendo a cabeça em algo tudo.
- Ai!
Abriu os olhos de vez e se viu de baixo da mesa da cozinha, ele nem se esforçou por lembrar da noite passada ao ver seu vidro de remédios espatifado no chão, os cacos misturavam-se às capsulas, ele inclusive percebeu um pequeno sangramento em seus lábios, talvez tivesse-os machucado por isso. Levantou dali e olhou por volta, no teto principalmente.
- Vocês ainda estão aí? Calaram-se?
As vozes de ChanYeol eram bem específicas, ele tinha certeza de as ouvir no teto e, se ele se escondesse debaixo da mesa do quarto ou da cozinha, eles não o viam e calavam a boca. Muitas noites acordou ali naquela mesa, já havia até considerado deixar uma almofada ali. Ao levantar, pegou uma maça que estava no chão, mordeu-a preguiçosamente e sentou-se à mesa.
Seu telefone tocava ao fundo, já fazia tempo, mas ele só percebeu naquela hora. Como se atingido por um raio, correu até o aparelho e o atendeu sem ver quem era.
- Alô? Bom dia? - disse apressado.
- "Bom dia"? O que é isso, ChanYeol? São dez da noite, o que estava fazendo?
A voz quase inaudível aos seus ouvidos parecia distante e abafada. Ainda havia algo extra falando consigo.
- D-desculpe, quem é?
- "Quem é"? Que raio de pergunta é essa? Não reconhece mais seu namorado?
- B-BaekHyun?
- Bingo, pelo menos o nome você acerta... - a voz murchou.
- Me desculpe, amor, eu... Você ta bem?
- ChanYeol, o que houve? Você está bem?
Após um suspiro, ChanYeol apenas fechou os olhos e tentou se concentrar.
- Eu passei mal, dormi a tarde toda, me desculpe,
- ChanYeol, me responda, você está bem?
- Es-estou...
- Eu vou aí na sua casa junto com KyungSoo daqui a pouco, lembra? - o menor disse como se fosse uma pergunta retórica, mas o silêncio o convenceu do contrario - ChanYeol, você lembra?
- Sim, sim, lembro... Acho... Bom, eu vou arrumar as coisas aqui.
- Quer passar num hospital, amor?
- Não, não precisa, Baek.
- Okay... Boa sorte aí.
Ele desligou a ligação e suspirou fundo, deveria por-se a limpar toda aquela bagunça e esconder seus remédios.
Ao direcionar-se ao banheiro, percebeu seus olhos inchados. BaekHyun o incomodaria demais por isso, nem ele mesmo se lembrava de ter chorado.
É tão confuso, o país das lágrimas!










.













Assim passou um mês.
Havia uma rotina silenciosa pelos dias; KyungSoo e BaekHyun iam para a escola juntos, KyungSoo voltava com Kris até sua casa e BaekHyun saia com ChanYeol e JongIn. Era normal e todos já estavam acostumados com Kris bajulando KyungSoo como se esta fosse uma criança - nada novo.
ChanYeol passou o pior mês de sua vida; ele via KyungSoo e Kris juntos e isso o deixava triste, ele tinha esse direito, não? Algo mais forte que ele o fazia sentir isso, duas, três vezes por dia parava e pensava como teria sido se ele nunca tivesse falado aquilo para o menor, como a vida estaria agora, como eles esconderiam o que tinham, o que teriam.
Caiu uma gota de água na ponta do nariz dele.
- Hã? - olhou para cima - Chuva?
O céu estava realmente escuro, mas ele não se mexeu quando outras gotas, ainda dispersas, começaram a cair. ChanYeol gostava bastante da chuva, ainda mais de temporais terríveis, onde faltava luz e o mundo parecia acabar. Ele estava esperando KyungSoo para devolver as roupas de KyungSoo enquanto pensava em KyungSoo - é, não estava fácil de arrepender -, o menor havia deixado uma muda de roupas em sua casa para caso saísse de casa e fosse para a casa do maior com BaekHyun, um pijama de My Little Pony, mas ele precisava desse pijama ridículo para uma maratona de filmes de terror que faria com o namorado - ele precisava da Rainbow Dash para o proteger.
Viu o menor ao fundo, mas voltou a baixar a cabeça, fingindo que não. Logo KyungSoo, que estava ao longe, se encolhendo de frio, se tornou à sua frente e ele levantou a cabeça, olhando um baixinho sorridente.
- Bom dia, Channie.
- Oi.
Ele levantou e deixou o menor entrar, indo até o seu quarto - Fique à vontade. - gritou do quarto.
- Obrigado.
KyungSoo olhou por volta e viu alguns copos descartáveis de cappuccino pela casa, ChanYeol becomes like a Psychoccino?
O maior voltou com a roupa dobrada e deu um sorriso carente.
- Aqui.
- Obrigado, hyung~
Pegou a roupa e deu um beijo na bochecha de ChanYeol. o maior pode sentir o cheiro de Kris impregnado em seu pescoço, suspirou cansado e apenas baixou a cabeça, não podendo conter a tristeza.
- Você está bem, ChanYeol-ah?
- Eu... - ChanYeol pensou e suspirou profundamente - Não.
- O que houve?
- E se... - ele olhou o menor nos olhos, aqueles olhos grandes e brilhantes - E se eu nunca tivesse dito aquilo? Se tivesse visto você dançar pra mim e ter te enchido de beijos depois?
KyungSoo corou com a pergunta.
- Por que diz isso...? - murmurou.
- Porque eu imagino... E KyungSoo... Eu me arrependo. Me perdoe por ter dito aquelas coisas.
- Certo, ChanYeol. Não tem problema mais.
- Tem sim.
- O quê? - arqueou as sobrancelhas.
ChanYeol se aproximou, deslizando o dedo pelo pescoço do menor, onde estava marcado um chupão roxo vivo, KyungSoo corou mais ainda e baixou o olhar e ChanYeol segurou seu rosto.
- Você era meu...
- Mas você não era meu. - o menor suspirou e olhou firme, como se aquilo estivesse preso e difícil de sair.
ChanYeol baixou a cabeça, mas tornou a olhar o menor e aproximou se rosto, beijando a testa do menor. O cheiro de Kris no corpo de KyungSoo, na pele, nos cabelos, em tudo, ChanYeol rangeu os dentes e puxou os cabelos do menor, o fazendo olha-lo nos olhos.
- Por quê?
- O que, ChanYeol?
KyungSoo apertou os olhos ao ver ChanYeol baixar o rosto e sentiu o nariz do maior roçar em seu pescoço. Suas pernas fraquejaram e a pele toda arrepiou. Mesmo todo toque maravilhoso de Kris não se comparava aos toques de ChanYeol, eram estes que o encantaram desde a primeira vez. O maior levou seus lábios até onde estava marcado e, como um ato de raiva, abriu os lábios e morder ali, com força, soltando um suspiro pesado do menor. KyungSoo sentiu uma pontada em seu coração, forte, logo ChanYeol deu um chupão forte no lugar, como se quisesse arrancar a marca de Kris e deixar a sua, soltando os cabelos do menor e subindo a língua, até o lóbulo do menor, onde disse rouco...
- Eu sei que eu ainda sou melhor.
Com isso, KyungSoo segurou os ombros dele, soltando o pijama no chão e se concentrando naquela sensação pela qual se apaixonara.
ChanYeol segurou seu rosto com as duas mãos e tomou seus lábios, ambos tinham seus olhos molhados e o coração acelerado, ambos pareciam esperar aquele momento mais que tudo, ambos queriam dizer como se amavam e como nunca poder dizer aquilo os machucava. E ambos cessaram o beijo, KyungSoo baixou a cabeça, a apoiando no ombro do maior e chorando, tudo o que ele já queria ter chorado antes.
Ali eles ficaram , detidos em um abraço completamente livre de quaisquer segundas intenções. Apenas amor.

--

JongIn corria como um louco, ganhara o cargo de gerente no cinema onde trabalhava, foi muito trabalho duro para chegar lá e lá estava ele, correndo para o seu novo cargo, completamente ansioso. Ligou para BaekHyun, ansioso demais para parar de correr e pegar um ônibus.
- Alô?
- Baek! Eu consegui! Vamos comemorar de noite! Chame Kris, KyungSoo, ChanYeol e até aquele seu amigo dos lábios bonitos, o LuHan. - JongIn riu debochado.
- Sério?! Céus! Vamos sim, de noite, uma bebida na casa de ChanYeol, o que acha?
- Perfeito! Preciso ir, até de noite. Ah, avise ChanYeol quando puder, não consigo falar com ele.
- Okay, eu aviso, bom trabalho!
E desligou.
BaekHyun também estava preocupado com ChanYeol, fazia um mês que o maior havia caído e se machucado em casa e não queria contar o que havia acontecido, ele estava sempre se preocupando com ChanYeol, à toa, o maior "sabia se virar sozinho".
Mas havia um problema maior na hora. Haviam dois javalis gemendo como nabos morrendo em sua parede. Os pais do garoto voltaram para casa de uma viagem e foi assim que comemoraram. A única certa conclusão que tirara foi que os pais transavam mais que ele e isso era extremamente triste. Decidiu ir para a casa do namorado, para contar a novidade de JongIn e, talvez, tirar a seca do corpo.

--

- O quê? - LuHan virou na cadeira e olhou para o chão com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso descrente - Lábios bonitos? Esse foi o melhor que ele pode? - ouviu-se um riso alto do outro lado da linha da ligação - Eu não acredito que esse coreano ta me zoando assim! Kris, JongIn disse que tenho lábios bonitos.
- Calma, LuHan, não sai espalhando! - BaekHyun disse pelo telefone.
- Lábios bonitos? Tsc. - Kris riu.
- Foi o que eu pensei! Tsc!
- LuHan, quem reclama é porque gosta. - BaekHyun disse rindo.
- Gostar? Eu só estou confirmando que eu sou todo bonito, e precisa de muito mais para conquistar uma dama. - girou-se na cadeira como uma garotinha.
- É verdade, LuHan, você ta gostando dele. - Kris disse arrumando os cabelos.
- Eu não estou, gente, acorda. - disse pegando um batom vermelho escuro e passando em seus lábios de frente para o espelho - Só acho que, se é pra elogiar, deveria elogiar direito.
- Ah, avise Kris que a maratona dele e KyungSoo vai ter que esperar, vamos comemorar de noite o novo cargo de JongIn, na casa de ChanYeol.
- Kris, larga a jiromba que hoje não tem.
- LUHAN!
- O QUÊ?
- NÃO FALE ASSIM! - gritou BaekHyun.
- Como assim? - Kris olhou-o.
- Vamos comemorar de noite o novo cargo de JongIn, na casa de ChanYeol. - disse imitando a voz de BaekHyun.
- Ah...
- Ele ficou triste.
- Ah, vocês podem fazer isso outro dia, Kris. - BaekHyun disse doce.
- Ah, vocês podem fazer isso outro dia, Kris. - copiou LuHan.
- Eu sei, mas sei lá. Ah, tudo bem, é importante.
- Sim... Olha! Realmente, meus lábios são bonitos!
- Aff LuHan. - disse BaekHyun. LuHan caiu na gargalhada.
- LuHan, você é uma criança mimada. - disse Kris.

--

De noite, todos se encontravam na casa de ChanYeol, estavam: ChanYeol, BaekHyun e KyungSoo sentados no sofá, JongIn sentado em uma poltrona ao lado e Kris e LuHan no chão.
- Tem bolo. - disse ChanYeol junto com os atores de uma novela qualquer na TV.
- Essa é a melhor comemoração que já se viu, socorro. - disse LuHan.
- Para com isso, LuHan. - disse BaekHyun - Tadinho do ChanYeol, não soube o que fazer. - e deu um beijinho no maior ao seu lado.
- Quem sabe um pouco de música? - sugeriu KyungSoo.
- Música é uma boa, vamos colocar uma. - disse LuHan.
- Que musica?
- KyngSoo pode cantar! - sugeriu Kris.
- Isso! - JongIn bateu palmas.
- O que? Não, não mesmo! - KyungSoo falou.
- Vamos, Soo, vai ser otimo!~ - murmurou JongIn.
- É verdade! KyungSoo canta muito bem! - disse BaekHyun.
- Vamos Soo~~~~ - disse ChanYeol.
- Okay, okay...
ChanYeol levantou e pegou seu violão, começando a tocar uma melodia lenta que logo se transformou em My Answer. KyungSoo cantou a música, de olhos fechados. Ouvir a voz de KyungSoo em tom tão melodioso era a melhor coisa do mundo para ChanYeol, ele fechou os olhos e apenas ouviu, imaginando que estivessem apenas os dois naquela sala. A música teve fim e todos aplaudiram o mais novo da sala, que corou pelos aplausos.

Escutando: A GOT7
Lendo: Sim, sim. Vou ler escrevendo ^^

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