~EXO-G

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Namu Hengson


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Namu Hengson

Capítulo 1 - A árvore.

Era um dia lindo lá fora. Pássaros cantando, flores desabrochando... Os alunos da escola Abland Hills estavam indo para suas casas. Um grupo de três garotas em especial, às que damos um zoom em questão, as amigas Jessica, Tiffany e Morgana. As garotas se conheciam desde que se entendiam por gente, estudavam juntas desde sempre e eram as melhores amigas do mundo. Voltavam de uma exaustiva aula de educação física e combinavam comer algo no restaurante próximo à rua das mesmas. Jessica, uma garota ruiva, magra e alta; Tiffany era marcada por seus longos cabelos negros ondulados, os cabelos mais bem tratados que já se viu e, por fim, Morgana, cujos cabelos continham mechas verde-água e os olhos tinham um tom de azul escuro, confundível com um marrom.
- De tarde podemos ir no cinema? Queria muito ver Star Wars VII! - disse Jessica.
- Star Wars? - resmungou Tiffany.
- É! O mais esperado filme do século!
- Ah, meninas, eu adoraria, mas... - disse Morgana.
- "Mas"? Mas para Star Wars? - disse Jessica fazendo uma cara de repulsa, quase irônica.
- Estou exausta do teste físico, acho que vou para casa.
- Ela está certa, vamos para casa. - disse Tiffany.
- Vocês são as piores amigas do mundo.
As duas riram e Jessica cruzou os braços.
- Vai mesmo ficar em casa a tarde toda, Moggie? - perguntou Tiffany.
- Hoje? Vou. Amanhã podemos fazer algo...
E as três pararam de caminhar, chegando à casa de Morgana. A garota se despediu e foi para dentro de casa, deixando as amigas.
Entrou em casa e se viu sozinha ali, foi direto para os fundos da casa, a melhor parte do local, a maior árvore da vizinhança, a sua. Sentou debaixo da árvore e sorriu no local. As pessoas de sua família costumavam dizer que Morgana tinha jeito com as coisas, ela cuidava das crianças de sua família, gostava de animais e plantas, era organizada, sempre que chegava em um lugar, o caos que fosse, tudo ficava bem. Ela levava jeito para as coisas, de fato. A tal cuja árvore era seu maior projeto; cuidava desta árvore desde pequena e nunca deixou a desejar, graças à isso, era uma enorme e linda planta.
Fechou os olhos sorrindo e respirou fundo, o cheiro do local, a leve brisa que passava, tudo o que acontecia ao seu redor era harmonioso, era como se ela sentisse o próprio movimento da terra.
Após alguns minutos, decidiu voltar pra dentro de casa, assistir algo na TV e fazer seus deveres da escola.

--

Acordou estirada no sofá, não havia feito seus deveres de casa, nem mesmo havia comido algo. Apenas dormiu. Morgana odiava dormir, lhe parecia que era tempo útil gasto inutilmente, sempre tentava acordar mais cedo que o horário das aulas apenas para ler algo ou coisa do tipo. Mas lá estava ela, jogada no sofá com a televisão ligada, às seis horas da tarde.
Decidiu comer alguma coisa e foi até a cozinha, pegando uma maçã e passando em sua roupa para limpar, foi quando ouviu uma conversa em andamento e o pior; nos fundos de sua casa. Se aproximou para ter certeza e sim, era realmente alguém nos fundos de sua casa, no pátio de trás, onde ficava sua árvore. Correu para o quarto de seus pais e pegou um taco de beisebol de seu pai, indo devagar até a porta dos fundos, espiou pela maçaneta e viu dois garotos, vestiam roupas estranhas e, por incrível que pareça, não faziam nada além de observar as folhas da árvore e colher algumas.
- Vamos rápido, Liam. A garota pode nos encontrar. - o mais baixo falou, apressado.
- Não me apresse, Caio. Precisam ser as folhas certas! - o outro falou pegando mais uma folha.
O mais baixo bufou e cruzou os braços. Foi nessa hora que Morgana ia se aproximar mais um pouco e acabou tropeçando, caindo sobre a porta e a abrindo. Shit.
Os dois garotos a olharam, o mais alto chegou a derrubar umas folhas. A garota levantou-se e os olhou, não sabendo o que fazer, apesar de estar com um taco de beisebol, eles podiam a atacar. Mas aliás, como eles entraram ali?
- Liam...
- Caio...
- O-o que vocês estão fazendo na minha casa? - perguntou temerosa.
Os garotos se olharam e olharam ela, se olhando novamente.
- Liam. Corre. Só corre.
Foi quando os dois simplesmente pegaram as folhas caídas no chão e começaram a correr em direção do muro de trás da casa - então foi dali que vieram?
Por instinto, ela correu atrás dos garotos que pularam o muro e acabaram caindo na casa de seu vizinho de trás. Pulando murous e muros, chegaram na rua, correndo no meio desta sem um destino certo. Algumas folhas caíram no meio do caminho e o maior parou para junta-las, era sua chance, Morgana conseguia enfim se aproximar dos garotos.
- LIAM! QUAL É O SEU PROBLEMA? - o menor gritou.
- EU PRECISO DAS FOLHAS!
Quando a garota tocou o garoto ajoelhado no chão, o menor dos dois também o alcançou. Foi aí que as coisas ficaram mais estranhas do que já estavam.
Ela fechou os olhos pois um clarão veio em sua direção, parecia que foram horas mas não foi mais que dois segundos e quando abriu os olhos, estava em um lugar completamente diferente do que de quando os fechou. Pra começar, ela um lugar lindo, tinha campos de grama com árvores de cores variadas, estradas de tijolos e algumas casinhas pequenas. Não haviam carros, nenhum carro, na verdade, nada nas ruas além de algumas poucas pessoas na frente de suas casas. Um silêncio.
- CAIO, CÉUS, OLHA O QUE VOCÊ FEZ! - o maior gritou.
- Calma, é só leva-la de volta!
- "É só leva-la de volta" - ele debochou e deu um tapa na cabeça do menor - Agora ela já viu tudo!
- A culpa é toda sua! Eu disse para se apressar!
- Ei, olhem aqui, vocês dois. - quando conseguiu enfim articular palavra, a garota falou - Eu não sei o que vocês querem com as folhas da minha árvore e nem que lugar é esse mas eu quero uma explicação. Agora.
Os dois garotos se olharam e suspiraram.
- Eu vou te levar de volta pra casa, okay? - o menor falou - Prazer, me chamo Caio e este é o Liam.
- Prazer... - a garota murmurou - Me chamo Morgana.
- Morgana, segure na minha mão e vamos voltar pra casa, okay?
- Pode ao menos me explicar o que está acontecendo? Aonde estamos?!
- Estamos em Namu Hengson. - Liam disse arrumando as folhas em suas mãos - Caio, a leve para casa, estou indo para o hospital. - e disse saindo dali.
- Certo. Venha. - ele pegou a mão da menor.
A garota que esperava aquele clarão cegador novamente, fechou os olhos e esperou os tais dois segundos que havia demorado da outra vez, mas quando abriu os olhos, estava no mesmo lugar.
- O que...
Ela olhou o garoto ao seu lado, que parecia fazer esforço, bateu o pé no chão e suspirou.
- Eu devo estar doente...
- Como assim? - perguntou, não contendo mais a curiosidade sobre tudo o que estava acontecendo.
Foi quando Caio pareceu enfim perceber sua presença.
- Não posso te levar pra casa.
- O que? E agora?
- Vamos... Vamos para o hospital.
Ele puxou sua mão e a puxou para uma caminhada em ritmo acelerado. Foi aí que ela pode ter uma visão melhor do tal lugar onde estava. Haviam alguns pequenos animais que lembravam esquilos, pássaros estranhos no céu voavam em V, algumas crianças brincavam com uma bola colorida. À primeira vista, o local muito se parecia com os bairros de sua cidade, mesmo sem carros ou sem o cheiro insuportável dos mesmos. Passaram por um parque enorme que ali havia, com inúmeras árvores e flores roxas e azuis que cresciam abundantemente. Após um tempo, chegaram em um estabelecimento enorme, o tal do hospital. Entraram no local, havia muita gente ali, algumas brancas e tossindo desesperadamente, mas a maioria ali parecia extremamente doente. Chegaram no balcão e Caio soltou então a mão da garota.
- Preciso falar com o doutor Liam. - o garoto disse rápido.
- Lamento, o doutor Liam está atendendo. - a recepcionista disse.
- Você não está entendendo, isso aqui é uma emergência.
- Querido, todos aqui são uma emergência.
Caio bufou e puxou Morgana para fora do hospital, parecia não saber o que fazer.
- Desculpa te interromper mas... - Morgana se aproximou e tentou olhar seu rosto - O que aquelas pessoas tem?
- É uma nova epidemia que alavancou todo o planeta.
- Desculpa, planeta? - ela olhou com um olhar surpreso.
- Ah, é. Você não é daqui... - ele olhou para a menor e a puxou, novamente, para uma caminhada, desta vez mais calma.
- Olha, isso tudo é uma brincadeira? Por que eu odeio esse tipo de brincadeira.
- Por que vocês humanos nunca acreditam em coisas novas? Parecem eternas crianças incapazes de aceitar o que não conhecem. - Caio revirou os olhos e logo eles chegaram no mesmo parque que haviam passado antes, onde sentaram em um banco.
- Pode me explicar agora?
- Okay. - ele parecia se preparar para contar aquilo, como se fosse um grande segredo - Estamos em um outro planeta, fora do seu sistema solar, chamado Namu Hengson. Este planeta é governado por doze elementos que o mantém em equilíbrio, mas estes elementos não estão mais em equilíbrio, o que causou uma nova epidemia que está pegando todas as pessoas daqui e aparentemente, pegou à mim também.
- Doze? Achei que só existissem quatro elementos.
- Sim, na verdade são quatro elementos e oito subelementos, oito poderes originados dos elementos.
- Ta, e o que a minha árvore tem a ver com isso?
O garoto suspirou.
- É uma longa história, não tenho tempo de te contar tudo agora. Mas pra resumir, talvez sua árvore cure a epidemia.
- Minha árvore?
- Sim. O que você fez pra ela crescer? Usou algum produto especial?
- Não... Eu apenas dei água. Sempre fui eu a cuidar dela, apenas eu.
- Entendo... Bom, não posso te levar pra casa até me tratar da epidemia.
- E-e isso pode levar quanto tempo?
- Ninguém sabe, a epidemia não tem cura.
- Então eu não vou ir pra casa?
Ela o olhou preocupada. Ela precisava voltar para Abland Hills, precisava ir ao cinema com Tiffany e Jessica, precisava fazer seu dever de casa, precisava comer alguma coisa e precisava cuidar de sua árvore. Não podia ficar em outro planeta do qual nem sabia a história ou onde diabos se encontrava. Seus pais deveriam estar preocupados com ela e tudo o que ela tinha de seu planeta Terra era um taco de beisebol.
Mas a questão não era essa. Pessoas estavam morrendo naquele local por uma epidemia da qual nem mesmo tinham controle. Foi quando começou a se perguntar; e se ela pegasse a tal epidemia? Todos no tal Namu Hengson se pareciam com seres humanos, eram iguais, na verdade. E se ela pegasse essa epidemia e voltasse para casa doente, contaminando pessoas que nem mesmo conheciam tal doença. Ela precisava se certificar de voltar saudável para casa.
- Caio... Você é um desses elementos? Digo, você consegue... Sabe...
- Me teletransportar. Sim, eu sou um dos poderes.
Depois disso, se fez um silêncio, talvez para se refletir sobre o que estava acontecendo. Após alguns minutos naquela situação, o maior murmurou.
- Você deve estar com fome ou cansada, podes passar na minha casa essa noite.
Foi quando ela parou para reparar; noite? Não era a Terra e não tinha um sistema solar, mas havia duas luas ao leste do céu e um planeta brilhante sim. Talvez esse planeta fosse outro perdido no vasto universo. Talvez fosse um asteroide viajando pelo universo e dividindo sois com outros planetas. Foi aí que a história toda pareceu mais real.
- É gentileza sua. - ela, enfim, depois de tudo o que aconteceu na última hora, esboçou um sorriso doce.
Eles levantaram e foram caminhando pela pequena cidade mais uma vez, logo chegando em uma casa azul claro, com um gramado bonito na frente. Entraram na casinha e Caio preparou algo para comerem, fez dois sanduíches com condimentos estranhos porém gostosos e aquele pouco matou sua fome.
- Eu vou fazer uma cama na sala e deixo você dormir na minha cama. - disse Caio comendo.
- O que? Não, não. Faz uma cama pra mim na sala e durma na sua cama.
- Não posso fazer isso com você, vai ficar desconfortável.
- E você também. Eu insisto. - ela disse e Caio acabou rindo soprado.
- Okay, teimosa.

--






















Deitada no chão de uma casa à bilhões e bilhões de quilômetros de sua casa. Seus pais deviam estar preocupados consigo e ela ao menos tinha um relógio para saber que horas seriam na Terra naquele momento.
Olhou pela janela da sala e viu o sol nascendo. Ela quase não dormira de noite em ansiedade. Não tardou a ouvir um bater na porta, a fazendo levantar. Foi até o quarto e chamou Caio.
- Caio, tem alguém na porta.
- Cinco minutos...
- Caio.
- Já vou...
- CAIO!
- O QUE?!
- Tem alguém na porta.
Caio prontamente se levantou e foi até a porta, abrindo e revelando um Liam com uma aparência exausta. Ele logo foi entrando na casa e indo até a sala.
- O dia de ontem foi terrível lá no hospital, duas mortes para a epidemia, ainda não fiz os testes com as folhas. - disse se aproximando da menor - Bom dia, Morgana. Como eu ia dizendo, eu acho que se eu misturar a essência das folhas com... - olhou para a garota novamente - Caio...
- Sim?
- Caio, por que a garota ainda está aqui? - perguntou calmo.
- Pois é, então. Liam, eu não consegui a leva.
- Como não conseguiu?
- Acho que estou ficando doente... Não consigo me teletransportar.
Liam se aproximou e pôs a mão na testa do garoto, logo jogou sua cabeça para trás e abriu sua boca, olhando o interior, puxou a cabeça novamente e puxou a pálpebra de um dos olhos para cima, olhando atentamente.
- É, talvez você esteja com a epidemia.
- Espera, isso é contagioso? - Morgana perguntou dando um passo pra trás.
- É a peste mais contagiosa que já atacou Namu. - Liam disse calmo.
- Oh...
- Calma, depois eu examino você. Por hora, Caio, use uma máscara e tente se manter em casa, se piorar vá para o hospital.
- Como você não pegou a epidemia, Liam? - a menor murmurou.
- Eu sou um dos doze, sou a cura, não pego doenças.
- A cura?
- Já ouviu falar em unicórnios? Unicórnios são a cura e, há muito tempo, meus ancestrais...
- Ta, chega de história. Vamos levar Morgana no castelo e ver o que os reis farão. - disse Caio.
- É uma boa ideia...
- Então vamos. Morgana, pegue seu taco.
- Pra que um taco? - Liam perguntou vendo a menor pegar o instrumento.
- Caso a gente precise, ora.

--

A caminhada fora agradável com da outra vez. Morgana precisava admitir que andar por aquele lugar, mesmo atacado de uma peste epidêmica, era agradável e leve. Eles chegaram à frente de enorme portões negros, ladeados por muros com videiras caindo e subindo sobre os mesmos. Atrás do portão, um enorme castelo em um tom de amarelo bem claro, um jardim com algumas flores vermelhas e laranjas de um lado, azuis e verdes do outro e um caminho de cascalho que calçava seus pés.
A miragem do castelo à frente era um vislumbre; enorme e cheio de detalhes delicados. Janelas com detalhes em tons variados de laranja e verde escuro, tudo aleatório mas perfeitamente planejado.
Um homem bem trajado se dirigiu ao portão.
- Quem vós sois? - perguntou de forma pomposa.
- Este é o primeiro guarda do castelo, - disse Caio - Senhor Watson, sou eu, Caio e Liam, trazemos uma convidada.
- O que desejais fazer aqui?
- Por que ele fala assim? - Morgana perguntou risonha.
- Eles aqui são tudo pago pra ser certinho. - disse Caio - Senhor Watson, precisamos falar com os quatro irmãos.
- Hm... Certo, porque confio e vos conheço, os deixarei passar. Que não vire costume.
O guarda abriu os enormes portões e os três entraram naquele jardim. O aroma das flores se manifestou de imediato, de forma rápida e sagaz, não deixando os três pensarem direito.
Caminharam por aquela extensão até chegarem à enorme porta, aberta com um rangido antigo. Adentraram o local e olharam em volta. A decoração oscilava entre tons de azul claro até o mais escuro dos laranjas, em detalhes vívidos e calmos. Móveis perfeitamente arrumados, a sala era um charme.
- Vos levarei à sala do trono. - disse um outro garoto que se aproximava, o segundo guarda do castelo.
Andaram por aquele salão até chegarem à uma escadaria, subindo a mesma e chegando à um outro salão, maior em tamanho e mais vaidoso. Quatro pessoas sentadas encima de um altar com poltronas que indicavam serem da nobreza, usavam coroas e túnicas em cores variadas.
O primeiro da esquerda usava vestes azuis claríssimas, cabelos claros quase loiros e possuía uma expressão vaga. O segundo daquela ordem trajava roupas escarlate com laranja, cabelos ruivos e olhos escuros, um olhar preso e decidido, olhava diretamente para a mais nova da sala. O terceiro da ordem usava uma túnica azul mais escuro, tinha cabelos escuros e olhos claríssimos, de um azul tão puro que se podia ver sua própria alma. O último, por fim, trajava vestes verde e marrons, cabelos escuros e pés descalços.
- Vos apresento, vossas majestades, reis; Samuel, o vento. Charles, o fogo. John, a água e Dion, a terra. - apresentou o guarda.
Os três fizeram uma reverencia e o olhar do tal rei Charles parecia arder sobre Morgana, não apenas no modo de dizer.
- O que os trás aqui? - perguntou John.
- Vossa majestade, - iniciou Liam, um tanto nervoso, mas logo foi interrompido por Caio.
- Vossa alteza, acontece que...
- Vocês trazem uma humana. - Charles disse simples. Sua voz entrou nos ouvidos de Morgana e se impregnaram lá, uma voz rouca e grave até demais.
Ele dizia aquilo com uma calma excessiva, no fundo parecia estar explodindo e seus olhos não desviavam da menor do grupo.
- Bom, então... - Caio disse gaguejando - Acontece que...
- Eu precisava ir para a Terra, senhores, precisava testar minha ideia para a cura da epidemia. - disse Liam
Os quatro arregalaram os olhos, olharam espantados para Liam e o garoto acabou por se encolher em si mesmo.
- Existe uma árvore na Terra que possui uma energia muito forte, eu fui atraído por ela! Imaginei que fosse a resposta.
- E onde a humana entra na história? - perguntou Charles.
- Ela habita a casa onde a árvore está. Ela nos viu e entrou no meio de nós quando fui nos teletransportar. - disse Caio.
Os homens em seus tronos suspiraram e pareceram irritados.
- Vocês sabem que a nossa existência está ameaçada por essa garota? - se pronunciou John.
- Senhor, é só uma garota, não tem poder de fala nem aqui nem na Terra. - disse Liam.
- Isso não importa! E a cura? Está pronta? - perguntou Dion, com pressa.
- Infelizmente não, senhor.
- Então isso tudo foi por nada. - Charles revirou os olhos.
- Não! - Liam se aproximou - Eu ainda não tive tempo de fazer os testes, mas os farei assim que sair daqui.
- Em suma, precisam levar a garota daqui. - disse Charles.
- Não posso senhor, estou doente. - Caio baixou a cabeça.
Ouviu-se um resmungo baixo por parte dos quatro e Charles se levantou, descendo os degraus que levavam até os tronos e seguiu até Liam. Ele era muito maior que os três do grupo de visitantes, parecia ter quase dois metros de altura e tinha um olhar oponente e poderoso.
- Liam, não é? - disse baixo e olhou apenas para o garoto em questão, com um olhar que botaria medo em qualquer um - É melhor que você esteja certo sobre essa cura e é melhor que a faça logo. Você sabe o que vai te acontecer se falhar.
- S-sim, senhor... Eu sei!
Charles se virou e seguiu até as escadas, virou para trás rapidamente e viu os três ali paralisados.
- O que ainda estão fazendo aqui? Saiam!
- Sim, senhor! - os três disseram rápido e saíram do castelo.

--

- O que faremos agora?
Foi a primeira pronunciação desde o caminho do castelo até a casa de Caio.
Liam fora para o hospital e os dois voltaram para a casa do garoto, que mostrava os sintomas da tal epidemia, começando a tossir de forma mais assídua. O caminho todo foi silencioso porque todos estavam com medo.
Ao chegarem na casa de Caio, Morgana deixou seu taco encima da mesa e sentou no sofá.
- É hora de comer, está com fome? - perguntou o maior.
- O que vai acontecer com o Liam se essa não for a cura?
Caio suspirou e sentou ao seu lado.
- Bom... Primeiro vão jogar o Liam nas masmorras, depois todos teram um colapso com a epidemia e o planeta não será capaz de se recuperar.
- Vocês vão... Morrer?
- Provavelmente.
- Não há outra saída?
- O que pode haver?
- Bom... - a menor olhou para o chão - Na Terra, nós temos cientistas, pessoas que se formam em uma determinada área para cuidar de algumas doenças ou outros problemas? E se buscássemos ajuda na Terra?
- O quê? Claro que não. Só você aqui já é um risco muito grande, você pode estragar tudo.
- Mas, por quê?... - murmurou, ela admitia ser irritante mas não era pra tanto.
- Porque, Morgana, os terraqueos não podem saber da gente de maneira alguma! Já percebeu como eles tratam seus visitantes? Chega qualquer pessoa de outro planeta na Terra eles fazem uma repercussão enorme, querem estudar os visitantes, usar suas naves, abusar de suas tecnologias, sempre achando que os caras não vão em paz. Imagina se descobrem que temos poderes! Iria ser o fim, isso sim.
Ela se manteve quieta no momento, admitindo que era verdade. Os seres humanos não sabem apenas ajudar, querem estudar. Não sabem admirar, querem ter. Se passa algo no céuI, pode ser só um avião diferente, eles fazem um fuzuê, não conseguem tratar como algo normal, mas é preciso não os querer mal, apesar de algo ruim, é a maior virtude dos humanos: a curiosidade.

- É hora de comer, está com fome? - repetiu apos alguns minutos.
- Claro...


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