~EXO-G

EXO-G
Falling: 76%
Nome: Allen
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Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 23 de Julho
Idade: 19
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Somewhere Only My Mind Knows


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Somewhere Only My Mind Knows

Um líder branquelo;
Um manda-chuva sexy;
Um baixinho irritante;
Um orelhudo confuso;
E, claro, rabanetes.

Esses foram os personagens principais desta história. Uma história que acabou há dois meses, mas quando eu terminar de contar, e quando você, querido leitor, ler, com certeza terá bem mais tempo.
Eu aviso de princípio, é ridículo. Alias, eu sou ridículo. Eu realmente quero compartilhar isso, com muito azar algum deles lerá, isso seria terrível mas, como eu disse, acabou há dois meses, não há mais magoas que eu possa proporcionar para aquelas pessoas.



Era um inicio de vida. Doze grandes amigos que se conheciam há muito tempo decidiram morar juntos. Cada um cumprindo seu papel único de personalidade, sendo amado individualmente, na casa nunca ocorreu discórdia, eramos doze irmãos. Eu, segundo meu papel, não era mais que um orelhudo alto pra caralho, retardado que não falava coisa com coisa e que tentava ao máximo cuidar de todos.
Mas, como toda boa girafa orelhuda, retardada e demente, eu tinha um grande problema - sim, mais um - que me tornava alguém ruim: Eu era um mal decidido da vida. Nunca na vida consegui me contentar com apenas uma coisa e, na verdade, é sobre isso que quero falar aqui. Desde que era uma criança retardada eu nunca me contentei com o que tinha, mas ao contrário de outras crianças, eu pedia que meus pais comprassem mais coisas, eu fazia algo brilhante: Eu juntava tudo. Se eu gostava de dois carrinhos eu tirava as rodas de um e as portas do outro, montava em algum outro qualquer e aquele carrinho era o meu próprio carrinho. Sempre que tive duas coisas que gostava muito, eu misturava. E, bom, sempre funcionou. Quando você tem dois carrinhos você pode fazer o que quiser; um dia brinca com um e outro dia com outro, sempre tem o carrinho que você gosta mais, mas sempre pode aparecer alguém com um melhor.
Você pode tratar carrinhos assim.
Mas não pode tratar pessoas assim.
Foi da maneira mais difícil que eu aprendi isso. Acima de tudo, você não pode guardar as -pessoas como guarda carrinhos ou desmonta-las esperando muda-las. Você apenas convive com elas aceitando seus defeitos, assim são as pessoas. Infelizmente eu brincava muito com carrinhos quando era menor, eu não sabia como viver com pessoas então brinquei com elas.
No final eu estraguei a vida de quatro pessoas maravilhosas e, claro, a minha. Mas a minha não importa. Dizem os sábios que a sua vida vale menos que as dos outros, isso continuamente com todas as pessoas, dando para cada pessoa uma importância superior-inferior que não otimiza ninguém, ainda mais quem não merece, assim como eu. Eu também perdi amigos maravilhosos em um tempo tão curto quanto alguns minutos.
Eu sou uma pessoa piegas quando me convém. Eu realmente não vou idealizar perguntas frágeis e desesperadas e começar com uma maldita auto-piedade porque eu sou um bosta e não tem discussão quanto á isso.





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Eu tinha onze amigos. Todos nós decidimos morar juntos e então compramos uma casa em um bairro bom. A casa era grande, tinha dois andares e abrigava todos com bastante espaço. Seis quartos bem contados, o meu era o último do corredor do segundo piso, de frente para o banheiro. Todos dividíamos quarto com alguém exceto eu, porque apenas onze de nós fomos nos mudar, então recebi a dádiva de dormir sozinho - considerado por mim, na época, uma dádiva. Meu quarto era grande e meio escuro, a cor das paredes era um tom de cinza, minha cama ficava bem no meio, tinha uma janela, um roupeiro, uma mesinha com um computador, um armário com algumas roupas, cuecas, bonés, caixas (Ah sim, detalhe, sou um amante compulsivo de caixas; caixas são coisas perfeitas, imagine só, com uma caixa você pode guardar outra caixa, e outra e assim consecutivamente e se elas forem grandes, dentro você pode colocar algo muito maravilhoso como uma capivara, rabanetes ou um balão. Conclusão: caixas são perfeitas)... Esse era meu quarto.

No dia da mudança houve muita conversa, todos estavam felizes de estarem juntos e queríamos daquele dia em diante compartilhar todos os nossos melhores momentos, foi por isso que nos mudamos. Chen, LuHan e XiuMin conversavam entre si, SeHun comia bolo na cozinha, SuHo lia algum livro, Tao e Kris trocavam risadinhas ridículas, KyungSoo e JongIn estavam, fazendo palhaçada - coisa que, se devo citar, era a única ação que cabia à eles fazer, eles só faziam merda e não serviam pra falar sério, realmente não levavam nada a sério além de serem bons amigos. YiXing estava sentado no sofá rindo de todos, estava do meu lado, eu estava jogando no telefone. Eram todos, estávamos todos ali, era o nosso momento.
Mas eu fiquei entediado porque, bom, eu sou o tipo anti-social chato, entende? Sai de casa para dar uma volta, o tempo estava muito fechado, nuvens carregadas. Pus meus fones e comecei a escutar uma das músicas que passou a me acompanhar deste dia até hoje, Goodbye Rain (Jeon MinJoo). Eu cantava enquanto virava pelas ruas desertas, caminhei até certo ponto que era difícil encontrar alguém por conta do mau tempo. Logo, de longe, pude ver alguém, Era minusculo como uma criança e branco como um fantasma, era SuHo hyung. Nos aproximamos e ele estava abraçando os próprios braços, talvez estivesse frio demais para uma simples blusa fina, eu estava de casaco e boné, sempre de boné.
- ChanYeol! - disse sorrindo e mexendo os braços em sinal de frio - O que faz aqui?
- Estou caminhando. - olho pra baixo para encara-lo.
- Ah... - ele sorri sem graça - Estou com frio... - voltou a me encarar sorrindo como alguém puxa assunto.
- Você é rico, compra um casaco pra você. - disse direto.
- Aish, ChanYeol, por que você não me empresta o seu?
- Não, ai eu vou ficar com frio. - disse ainda sem demonstrar alguma expressão, ele bufou.
- Vamos para algum lugar quente? - sugeriu.
- Tudo bem. Onde?
Neste momento começou a chover, chover forte. Pus meu capuz sobre o boné e SuHo começou a tremer de frio.
- ChanYeol... Estou com frio... - disse tremendo. Eu o abracei na tentativa de aquecê-lo. Abri meu casaco e o tapei em um abraço com as abas deste. Ele estava completamente gelado.
- Vamos para uma cafeteria quentinha, hyung. - sugeri.
- Isso, vamos.
Caminhamos rapidamente até uma cafeteria onde sentamos em uma mesa bem no fundo, perto da cozinha e onde era mais quente por conta das máquinas. SuHo parava de tremer aos poucos e pediu um cappuccino para ele. Eu não pedi nada, só fiquei o encarando.
- Então... O que está achando? - ele perguntou sorrindo.
- Do quê? Da cafeteria?
- Não né ChanYeol, da mudança.
- Ah... Bom... É boa...
- O que houve?
- Ah SuHo você sabe como eu sou... Eu estou apenas com medo de não me enturmar como antigamente.
- Channie-ah, eu estou aqui pra você. - sorriu fofo - Você não está sozinho, entendeu?
O sorriso de SuHo era muito bonito, era realmente apaixonante. Eu sorri de volta e concordei com a cabeça.
Nossa conversa foi bem além da mudança, nossa conversa foi para o nosso passado, nós conversamos sobre tudo.
Quando a chuva passou, SuHo sugeriu que voltassemos para casa,


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