Torre de Babel


Postado

Eis-me aqui com o primeiro especial de 200 capítulos!

Vocês podem ler como quiserem, né, e já vão entender o que estou dizendo, mas eu gostaria que vocês seguissem duas regrinhas:
1 - leia pela primeira vez sem a ajuda de um dicionário. Ao final, me diga o quanto da história você entendeu.
2 - na segunda vez, use dicionários, peça ajuda aos universitários ou o escambau ♥ Só peço que não use os comentários para isso. (E boa sorte tentando entender os japoneses, eles usam dialeto 70% do tempo ♥)

Caso tenha algo que você não entendeu, sinta-se livre para perguntar por mensagem, mas evite perguntar aqui, pra não estragar a "brincadeira" para os próximos.

Ah, e se você manjar se uma língua que eu não manjo, e encontrar algum erro, por favor, me avise... Sr. Google Tradutor comete muito erro imbecil às vezes >.>

Agora chega de lenga-lenga, que a zoeira comece (/owo)/

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As luzes se acenderam, e Sachiko aproximou-se do palco e pegou o microfone.
– んなぁ、はいたーい!ちゅうやわん- いや、我々のスペシャルエピソードを発表いたしまーす!…いたします?なさいます?アイ、なー、尊敬語と謙譲語はむちかさんもんさー!
Elisa apareceu por trás da coxia, sussurrando para Sachiko:
– Sachiko, unless you speak in proper English, no one will be able to tell what you are talking about!
– アイっ!?ちゃんと英語をあびってんやしが?
– Sachiko, stop that.
– なんばーたい、エリザちゃん!わんねエ・イ・ゴをあびってもわかってくれねーらんぐゎしぃー?
Era o momento do ensaio final da grande apresentação do Especial de 200 Capítulos de UVENC. Entretanto, por alguma razão não identificável, Elisa e Sachiko não conseguiam entender uma a outra. Extremamente irritada, ao menos para seus padrões, Anette aproximou-se do palco e cruzou os braços.
– Was passiert hier...?
– Oh, no, Anette, you too?!
– Was? Was habe ich gemacht?
– Can someone, for the Queen’s sake, speak English here?!
– No, Thompson, no one can – disse John, levantando-se da plateia, onde Anette também estivera. – At least, no one whose mother language isn’t English…
– What? – Elisa deixou-se cair de joelhos no chão. – What the bloody hell is happening...?
Ajeitando seus óculos, John fez a sugestão mais provável para os acontecimentos.
– Have you ever heard of the Tower of Babel?
– Babel…?
– バベルの塔み?ウーウー、わん、意外と知ってまーす!
– Sachiko, shut up, will you?
– んれー…!
– The Tower of Babel was a tower partially constructed by ancient men in order to reach the sky and, consequentially, God. However, God wasn’t fond of the idea, so he tore the tower down and spread the men all around the world, giving each one of them a different language to speak. It’s important to note that, before said event, everybody on Earth spoke the same language.
Sentindo-se extremamente derrotada, Elisa abraçou as próprias pernas, sem saber o que fazer.
– So, John, what are we to do?
– I haven’t the foggiest, Thompson.
Repentinamente, Elisa teve uma ideia, e levantou-se.
– I know who can help us! – ela exclamou. – Though I hate saying that out loud…
– So you mean…?
– Yes, we’ve got to talk to him.
– たー?やっぱ、イギリス君ばーたいね?ウー、きっとイギリス君さー!
Ignorando a pobre Sachiko, Elisa abandonou o auditório e rumou até a sala daquele Clube, onde ele provavelmente estaria (afinal, poucas pessoas estariam presentes no ensaio final; as outras estariam onde bem entendessem). Mesmo nessa situação estranha, ela não podia se dar ao luxo de revelar a existência dele, então era ir sozinha ou nada.
– England...? – Elisa chamou por ele. – Are you in here...?
No interior do Clube de Magia, no entanto, não havia nenhum Inglaterra. Apenas os gêmeos Volkov, Natalya e Erik.
– Oh, hello, Natalya, Erik! – Elisa acenou, e os gêmeos sorriram levemente em resposta. – Have you seen England around? We’re kind in a- Okay; we’re buried deep down in a HUGE problem. I hate saying this out loud, and I’m repeating myself, but I really need to-
– Nei – disse Natalya.
– Нет – disse Erik, ao mesmo tempo.
Elisa arquejou, e então soltou todo o ar de uma só vez.
– I should’ve known that you wouldn’t be speaking English either… But are you speaking different languages or…?
– Erik liker ikke å snakke norsk – disse Natalya.
– И Натий не любит говорить по-русски – disse Erik – Вот только так оно и есть.
– Det er bare slik det er – Natalya completou junto com o irmão.
– Even when speaking different languages you still speak in unison?! – Elisa suspirou. – You see, that’s exactly why I find the bond between both of you too eerie and…Wait, wait a minute! Do you actually understand each other?! Moreover, do both of you understand me?
– Я могу говорить по-норвежски – explicou Erik.
– Og jeg kan snakke russisk – explicou Natalya – Vi har aldri sagt noe annet.
– Мы никогда не иначе сказал – Erik completou junto com a irmã. – Кроме того, мы можем понять вас.
– Selv om du sannsynligvis ikke kan forstå oss, kan du? – Natalya perguntou.
– I’ve got no idea what you’re saying… But I’ll take it that you can understand each other, and me, as you’re clearly answering my questions…
Enquanto isso, os japoneses estavam tendo uma discussão própria, em outro canto do colégio.
– とあびるわけで – disse Sachiko –, わったーや日本語しかあびれねーらんらしい!
– 僕、沖縄口が話せねーれー!– reclamou Tarou, levando as mãos à cabeça. – 村雨さん、意味がわかるかい?
– えと… – Hana escondeu o rosto atrás das mãos, as bochechas vermelhas de vergonha. – ちょっとしこ… ごめんなさい…
– 俺らはみんな日本人やのに互いがわからへんなんてしゃーないや – Kensuke, que até então aparentemente não prestara atenção em nada, comentou com escárnio.
– アイっ! – exclamou Sachiko de repente. – 思い出せました!私はちゃんと敬語を使いますから、みんなも敬語を使ってみたらどうですか。大変ですけど。
– いまさら敬語を使えってゆーな!
– そう…そうしましょう、幸子さん…
– あね、太郎君!– exclamou Sachiko, cruzando os braços. – 花ちゃんは文句を言っていません!
– だって、村雨さんはもともと敬語しか話せねーだろ?なんも変わってねーれー!
Indignado com toda aquela conversa sem sentido, Kensuke levantou-se, pronto para ir embora.
– あかんや。お前らアホ連中はワイワイしてもええけど、俺はここにおってもたまらんやで。
– 待って、健介君!– Sachiko exclamou, estendendo o braço na direção de Kensuke.
– 誰が待つか!
Sem ser abalado pelos apelos de Sachiko, Kensuke saiu do recinto, sem nem ao menos olhar para trás. Tarou, por sua vez, pôs uma mão no ombro da Sachiko, em uma tentativa de reconfortá-la.
– 放っておけ、黒側さん。健介さんはああいう人だからー。
Não muito longe, uma dupla de brasileiros caminhava, embora em um clima não muito amigável.
– Eu não acredito que eu tô presa nesse colégio falando apenas essa língua nojenta! – Alice exclamou.
– Você sabe que o português veio de Portugal, né? – Júlio comentou.
– S-sim, claro que sei! – Alice emendou. – Mas isso significa que eu tô aqui, podendo me comunicar apenas com pessoas como você!
– Se não quer falar comigo, sempre tem o Roberto.
– Mas ele é brasileiro também!
– Tem o Brasil...
– Qual a parte do “brasileiro” cê não entendeu, Júlio?!
– Nesse caso, tem o Raul.
– Ah, mas eu não entendo as gírias angolanas dele...
– O Pedro?
– Mas ele fica tirando uma com a minha cara...
– E que tal a Serena? Ela é garota, e é portuguesa, nem tem desculpa.
– Sério mesmo que cê vai ficar fazendo referências a personagens que nem estrearam ainda?
– Sério mesmo que cê vai quebrar a quarta parede?
Alice suspirou e revirou os olhos, deixando a pergunta retórica de Júlio no ar.
– Enfim – Júlio retomou a conversa. – E quanto ao Portugal?
– Ah, mas ele tá em outro nível, né-
– ¿Portugal?
Júlio e Alice olharam para trás, tentando identificar de quem seria a terceira voz.
– ¿Algú va dir Portugal? – disse Roser, com um sorriso.
– Roser? – Alice ergueu uma sobrancelha. – Que diacho de língua cê... Ah, é, né, cê fala catalão...
– Cê consegue entender a gente, Roser?
– Sí!
– Aê, eu entendo catalão! – Júlio exclamou. – Isso foi um “sim”, né?
– Me poupe, né, Júlio, isso foi bem óbvio! – Alice revirou os olhos, e depois se virou para Roser. – Fala devagar pra gente entender, Roser. Por que cê tá procurando o Portugal?
Roser respirou fundo, procurando usar as palavras catalãs que mais se parecessem com o português.
– Ja que només parlem la nostra llengua materna, crec que Porty parla mirandés!
– Mirandês? – Alice ecoou. – Tem certeza disso? Tipo, ele pode falar o português normal, né.
– Ah, puc esperar que així sigui, oi?
– Oi – cumprimentou Júlio. – Mas por que cê tá dando oi só agora?
– Esperar que... Assim...? Assim segue...? Arre! – Alice levou as mãos à cabeça. – Desculpa, Roser, não entendi não.
– Està bé – Roser sorriu. – Per cert, ¿vostès han vist a Porty?
– Se a gente viu o Portugal? – Alice perguntou, e Roser confirmou com a cabeça. – Ih, vimos não. Só falamos no nome dele mesmo.
– Oh... – Roser pareceu deprimir completamente. – Bé, si vostès ho veus, no dic que estic a la recerca d'ell!
Roser despediu-se e saiu mais uma vez em busca de Portugal.
– O que que aconteceu aqui...? – Júlio perguntou algum tempo depois. – E desde quando cê entende catalão?
– Des que eu sou esperta o bastante pra reconhecer palavras parecidas, né!
Mais ou menos na mesma hora, um grupo de alunos estava reunido embaixo de uma das árvores do pátio.
– Pensez-vous qu'il est arrivé quelque chose de grave? – Marie perguntou.
– Je pense que rien de tout cela n'a de sens... – comentou Jean, sarcástico.
– Il doit être de ma faute... – disse Malory, a metros de distância.
– Ne soyez pas comme ça, Malory! – exclamou Marie, tentando encorajar a moça.
– Oui! – Jean sorriu. – Pas tout est de votre faute...!
– Pierre! – Marie o repreendeu.
– Oh, just as I thought – disse uma voz melodiosa. – We can understand them. Isn’t that great, Lady Lilian?
– God bless the one who decided Canadians should learn both English and French!
Os três franceses olharam para trás, e perceberam que Henry e Lily haviam se aproximado.
– Donc, vous parlez anglais? – Jean perguntou o óbvio.
– Yes, I’m afraid – disse Henry. – Though we don’t really know why.
– I’m really sorry; I should have warned everyone when I dreamed of that insanely high tower…! – disse Lily, em tom apologético.
– Il est vraiment bizarre – disse Marie. – Parce que Akie parle français.
Marie apontou com o polegar para a árvore, atrás da qual Akie se escondia com o Nekotama.
– Is that so, Lady Akie? – Henry perguntou, embora soubesse que a garota provavelmente não o responderia. – At least all of us can communicate with each other… It has become pretty hectic around the Academy, especially when it comes to people who, unfortunately, can only understand one language…
– Autrement dit, qui ne parle que l'anglais – Akie atreveu-se a dizer. – Toute autre personne parlerait au moins deux langues.
– You’ve a point – disse Lily. – I pity these people. Even though everybody can understand what they’re saying, they simply can’t…
– Je pense toujours que cela n'a aucun sens – disse Jean. – Quelqu'un doit avoir réveillé avec une vis desserrée...! Pour décider de faire une telle chose...! Les filles ne me comprennent pas...!
– Ah, merci beaucoup, Pierre... – Marie revirou os olhos. – Je ne savais pas que nous étions garçons. Akie, Malory, Lily et moi.
– Moi!
Lançando mão de um trocadilho que só é possível porque isso é uma história escrita, e não se está levando em consideração a pronúncia gritantemente diferente, Hannes surgiu de repente.
– Hi, Sir Hannes – Henry o cumprimentou, e virou-se para os outros. – Sir Hannes was saying “hi” in Finnish. Unfortunately, that’s how far my knowledge goes on this language...
– Älä kerro kenellekään olin täällä! – disse Hannes.
Todos se entreolharam; ninguém havia entendido uma só palavra do que Hannes dissera.
– Lähden nyt. Moi moi!
Dito isso, Hannes sumiu como apareceu: de repente, acenando enquanto corria.
– I believe that “moi moi” means “goodbye” in Finnish – disse Henry. – Or that’s what I was taught…
– Nous avons compris qu'il... – disse Jean.
– Once is “hi”, but twice is “bye”? That’s so… Confusing – disse Lily.
Em algum canto do colégio, porque aparentemente todos se reuniram em grupos tendo em vista a língua que conseguiam falar, um grupo um tanto quanto heterogêneo se reuniu.
– Så, Vänne gik efter Hannes? – perguntou Torill.
– Ja – Anette respondeu. – Und Ljúfurson möchten hier nicht geblieben.
– De er altid sådan... Det er derfor, livet stinker – Torill revirou os olhos.
– Was haben Sie gesagt? – perguntou Anette. – Ich habe Sie nicht verstanden.
– Vi gjorde en ganske god jobb på å forstå hverandre, skjønt – disse Natalya.
– Хотя немецкий не так похожи как мы думали – comentou Erik.
– “Selv om tysk er ikke så like som vi trodde” – traduziu Natalya.
– Tja, jeg forstår tysk, men Anette kan ikke forstå nogen af os... – Torill suspirou.
– Ich sollte in meinem Zimmer geblieben – Anette revirou os olhos.
– Jeg ville ønske jeg kunne sige "nej", men... – Torill emitiu um pequeno grunhido. – Jeg hader denne dag.
– Uansett, vi drar nå – disse Natalya, ao mesmo tempo em que Erik dizia “Во всяком случае, мы уходим”. – Farvel.
– Farvel, Natalya, Erik – respondeu Torill, com seu entusiasmo inexistente de sempre.
– Auf wiedersehen, Geschwister Løkken Volkov – Anette respondeu, pensando seriamente se se levantava para ir embora também.
Antes que outras pessoas debandassem da sala dos nórdicos (mais germânicos), os gêmeos Volkov saíram apressadamente, tentando isolar-se de todas as pessoas que pareciam perambular como moscas presas em um vidro...
Mas não tiveram tanta sorte assim.
– Смотри кто здесь! – disse uma voz familiar. – Братья Волков!
– Здравствуйте, братья Богомолов – Erik os cumprimentou.
– Это приятно видеть кого-то другого говорящего по-русски – disse Vladimir, com um sorriso. – Вещи получили грубый здесь.
– Vi vet det – disse Natalya.
– Она сказала, что “мы знаем это” – Erik traduziu. – Натий не в состоянии говорить по-русски прямо сейчас.
– Понимаю... – Vladimir suspirou. – Тем не менее, мы будем рады говорить по-русски с кем-то. Петя также счастлив, но он не будет сказать.
– Я не! Оставь меня в покое, Володя!
Mesmo sendo conhecedores dos apelidos russos (especialmente a pobre Natalya...), os gêmeos Volkov precisaram usar de suas sempre presentes forças para manterem-se impassíveis nas horas mais improváveis para não esboçar qualquer reação aos apelidos “carinhosos” que os irmãos Bogomolov usavam entre si.
Ainda querendo se afastar das outras pessoas, embora tivessem encontrado com quem conversar, os gêmeos rapidamente se despediram, continuando seu caminho para fora da escola.
E, com isso, a narração volta para os japoneses... Ou melhor, os asiáticos.
– 你好!
Enquanto os três japoneses restantes tentavam não enlouquecer, Mei aparecera repentinamente na sala onde eles estavam.
– アイエナー! – Na empolgação, Sachiko até se esqueceu de usar a linguagem padrão. – こんにちは、美ちゃん!
– 幸子姫,你能理解我吗? – Mei perguntou.
– アイ?– Sachiko exclamou, confusa. – ねぇ、ねぇ、中国語が話せる人はいますか。
– いないに決まってるだろー!– Tarou revirou os olhos.
– ニーハオなら私は解りますが…– Hana começou a responder, mas interrompeu-se: – あっ!
– ぬーみ? – Sachiko novamente errou o dialeto. – アイ、あらん、あらん!今のは何ですか、花ちゃん?
– 美さんが紙にでも書いてくれたら、中国語でも私達には理解できる言葉もある筈で… – Ao perceber o que estava dizendo, Hana parou imediatamente. – ご、ごめんなさい!悪い意味では言っていないので、ご安心を…!ばっ、たいぎゃはずかしか…!
Os olhos de Sachiko se arregalaram.
– アイ!花ちゃんがペラペラ喋りました!
– ってゆーか、熊本弁か、それ!村雨さんは弁も使えるじゃねーらー! – Tarou também estava eufórico com a pequena demonstração de Hana. – でもまあ、いいアイデアだれー、黒側さん!
– そう、そう! – Sachiko pulava de felicidade em direção à Hana. – おめでとう、花ちゃん!今、美ちゃんの恩人になったかもしれません!
– ちょっと、恩人?! – retorquiu Tarou.
Sachiko entregou uma caneta e uma folha de seu caderno à Mei, esperando que ela entendesse o que deveria fazer. Para a alegria de todos, Mei escreveu uma frase: “你能理解中国话?”.
– ほら!これ、これ! – Tarou apontou para o segundo ideograma. – 「可能」の「能」!
– それに、「理解」と「中国」! – Sachiko exclamou.
– 「中国語が解りますか」でしょうか…? – Hana deduziu.
– あぁ… – Sachiko suspirou. – ごめんなさい、美ちゃん、わかりません…
– 나는 올 수 있습니까?
A porta se abriu vagarosamente, e uma certa coreana com um coque alto apareceu por detrás dela.
– アイ? – Sachiko exclamou. – その子は誰ですかな…
– スーキーさん…! – Hana exclamou em uma espécie de murmúrio. – こんにちは…
– 知り合いか、村雨さん? – Tarou perguntou.
– はい、同級生のナムスーキーさんです。 – Hana apresentou a recém-chegada.
Ao ouvir seu nome sendo pronunciado com aquele sotaque japonês, Seul-ki sorriu e tratou de apresentar-se propriamente.
– 그래,내 이름은 남 슬기。그것은 당신이 모든 만나서 반가워요!
Sachiko suspirou.
– Kポップは聴いたことがありますが、やっぱり韓国語が全然わかりません…
– 僕もさっぱり… – Tarou uniu-se à Sachiko no suspiro.
– このままだと、私達は私達以外と会話が出来ないじゃないですか! – exclamou Sachiko. – 島国の日本のコミュニケーションのハードルが高すぎますよね…
– そうだれー… – Foi quando uma pequena lâmpada se acendeu em Tarou. – って、待ってよ、黒側さん!
– アイ? – Sachiko exclamou, pega de surpresa. – 何なんですか?
– 今、ちょうど今! – Tarou estava empolgado. – 英語を話したんだろー?
– 英語…? – Após pensar por uns instantes, a ficha de Sachiko caiu. – あっ!そうですね!「コミュニケーション」も「ハードル」も英語の単語ですね!
– そう言えば、私… – Mais uma vez, Hana refreou-se. – あっ、ごめんなさい…失礼なんですが、私は先ほど「ニーハオ」も言えました…
– イーフタイナー!
– 黒側さん、言語、言語。 – Tarou repreendeu Sachiko.
– アイ! – Sachiko bateu em sua própria testa. – おかしいね、と言いたいところです。
– ひとつの言葉は言えても、外国語で会話はできない… – Tarou ponderou.
– 書いて…書いてみたらどうですか。 – Hana sugeriu timidamente.
– おぉ! – Tarou abriu um sorriso. – ナイス、村雨さん!
Empolgado, Tarou pegou o caderno e a caneta de Sachiko e tentou escrever qualquer coisa em inglês. Contudo, por mais que tentasse, sua mão não se mexia conforme e ele queria, e tudo o que saía eram hiragana e katakana.
– チキショー、頑張って書いてみても、手が思う通りに動かねー!
– これはエリザちゃんが喜びそうな魔法ね… – Sachiko disse com escárnio.
– 단지 나는 그들이 무슨 말을하는지 이해할 수 있다면 ... – Seul-ki suspirou.
Enquanto isso, em uma sala no outro canto do colégio...
– Entonces, ¿ustedes no han visto a Roser? – Pietra perguntou.
– Não, Pietra... – Alice respondeu. – Quer dizer, não agora. A última vez que eu vi ela, ela estava procurando pelo Portugal...
– Grande Alice – disse Júlio. – Não era pra contar, lembra?
– Não era pra contar pro Portugal, ninguém disse que era segredo de Estado!
– Bom, teoricamente... – Yara se intrometeu. – Não pode ser considerado segredo de Estado, já que estamos a lidar com a República Portuguesa, ou o seu representante...?
– Se o segredo é da Baptista, então nem teoricamente é segredo de Estado – argumentou Roberto, cruzando os braços.
– Mas por que cê tá procurando a Roser, Pietra? – Alice perguntou.
– Bien, Catalán es muy parecido con Castellano, entonces... Yo pensé que ella podría sentirse mejor hablando con nosotros.
– Isso não dá para negar – comentou Pedro. – Já agora, por que a Roser faz aulas de Português conosco, em vez de Castelhano...?
– Porque a família dela é metade portuguesa – Alice explicou. – E fato, Catalão é tipo meio termo entre Português e Espanhol, então...
– Castellano – Pietra corrigiu. – No me gusta la idea de decir que nosotros hablamos español. Eso es... Mal, ya sabes.
– Ah, Pietra, cê sabe que no fim das contas dá na mesma.
– No, no es lo mismo, Alice...
– Mais alguém acha incrível que a gente entende Espanhol sem falar bulhufas de Espanhol? – Júlio perguntou com um sorriso.
– ¡Castellano...!
Roberto revirou os olhos.
– Mais alguém acha que esse dia de hoje não faz o menor sentido, e que tudo o que está acontecendo aqui é basicamente uma forma estúpida de prender a atenção das pessoas por uma quantidade ridiculamente grande de tempo?
– Epa, pera lá, Beto, vamos manter a quarta parede de pé, cara!
– Disse Santos, quebrando a dita parede...
– Roberto, cê tá bancando o narrador...? – Alice perguntou.
– Não – respondeu Roberto. – Só estou apontando os fatos.
Ao mesmo tempo em que os brasileiros não davam a mínima para o conceito de “quarta parede”, um grupo tanto homo quanto heterogêneo conversava no jardim.
– ما كنا نناقش مرة أخرى...? – Isis perguntou, meio que para si mesma.
– حول كيف يمكننا التحدث باللغة العربية فقط, الزهراء – Hassid respondeu.
– למרות שאני יכול לדבר רק עברית... – David suspirou.
– لا تقلق, ديفيد – Hassid colocou uma mão sobre o ombro direito de David –, سنرى ما يمكننا القيام به.
– "ماذا نستطيع ان نفعل"? – Qadir ecoou. – انا اقول لكم ما يمكننا القيام به! لا شى!
– قادر...? – Hassid percebeu a presença do libanês.
– لا تتذكر قصة برج بابل؟ كيف يعاقب الله على الرجال بجعل يتحدثون لغات مختلفة! هذه ليست سوى الخطوة الأولى! في المرة القادمة التي ترى، وأنها سوف تكون يقسم الناس الذين في الواقع يمكن أن نفهم بعضنا البعض، ومن ثم القبض على كل واحد منا، وبعد ذلك ...! أنا لا أريد أن أعرف ما سأفعل القادم!
– قادر, توقف عن ذلك. كنت أعرف أن هناك أشياء التي هي أفضل لا يمكن أن يقال هنا. – disse Hassid. – أيضا، لم يكن لديك دليل على ذلك.
– كنت أعرف أنني على صواب, حاسد – Qadir cuspiu as palavras. – لذلك يصمت.
O silêncio reinou na rodinha. Até que...
– أنا آسف ,من أنت? – perguntou Isis.
Após muito percorrerem o colégio, os falantes de inglês se reuniram no refeitório, o único lugar grande o bastante para abrigar tanta gente assim. Incluindo até os que estiveram em outros grupos, como os canadenses, porque as pessoas precisavam trocar ideias, não?
– So, does anyone have any idea of what we should do? – Elisa perguntou.
– I thought we’ve already made that clear enough, Thompson – John ajeitou seus óculos. – No, we don’t.
– But we could’ve had new ideas in the meantime… – William comentou.
– Haven’t we found out whose butt I’m supposed to kick until they undo whatever they did yet? – Paige estralou os dedos.
– Woah, calm down, girl! – pediu Lily. – Violence won’t get us anywhere!
– Lady Lilian is right – disse Henry, com um sorriso. – Until we find out what’s happening, we should refrain from using violence.
– Can someone tell me why I’m stuck here with all of… you? – Hale revirou os olhos.
– I’m afraid there’s nowhere else for us to go, Sir Hale – disse Henry. – Although, I believe, no one can stop you from leaving, if that’s what you want to do.
– I’ll… I guess I’ll stay here for a couple of minutes more – Hale conformou-se. – Until we get any clues.
– We won’t get clues if we don’t move – disse Alexander. – Can’t anyone here… Oh, forget it.
– What were you going to say, man? – William perguntou.
– Ní raibh sé ag dul a rá rud! – Eilynn exclamou. – Ceart, Alex, a stór?
– Eilynn, you know we can’t understand you, don’t you? – Elisa ergueu uma sobrancelha.
– Tha mi a 'dèanamh mo dhìcheall, ach chan urrainn dhomh a thuigsinn thu aon chuid gu... – Melissa suspirou.
– We’re really sorry, ladies – disse Henry –, but, as you’re the only ones to speak some form of Gaelic in the whole school, we thought it would be better to have you with us.
– Ba mhaith liom a bás seachas a bheith anseo – Eilynn sorriu, disfarçando seus sentimentos.
– Bàs...? – Melissa assustou-se. – Chan eil sin ag ràdh, Eilynn! Tha sin mì-mhodhail!
– Cad? – Eilynn exclamou, atônita. – Anois go dtuigeann tú mé...?
Não muito longe, porque parece que nenhum grupo está tão longe assim um do outro, outro grupo de pessoas passava por um problema semelhante...
– Di chi è stata l'idea di rimanere con il latino? – Telma perguntou.
– Il mio, naturalmente – Giovani sorriu. – Buona idea, vero?
– Chiaramente... No.
– ¡Estoy de vuelta! – Pietra anunciou, entrando na sala. – Pero sin Roser. No la encontré...
Outros latinos deram prosseguimento à conversa. Porém, como eles ainda não estrearam e isso vai contra as regras do especial, a história segue para um grupo que... Bem, dificilmente é um grupo.
– Adakah anda fikir kita hanya di sini mengisi ruang? – Amiya perguntou.
– Hampir dipastikan – Harley respondeu. – Tapi aku senang bahwa kami setidaknya bisa saling memahami.
– Apa...? – Amiya perguntou.
– Για όλους τους θεούς του Ολύμπου, όπου είναι Βεασλευ όταν τον χρειάζεσαι? – Cassandra exasperou.
– Весли? – Oliver percebeu um nome sendo mencionado. – Да ли је неко позива на њихово дечка?
– Γιατί να σημειωθεί Βεασλευ...? – Cassandra ergueu uma sobrancelha, mas logo em seguida descartou o assunto: – Καλά, δεν πειράζει. Εύχομαι κάποιος θα μου πει ακριβώς γιατί η κόλαση Δελβι δεν μου προειδοποιήσει σχετικά με αυτό το είδος των πραγμάτων... Στην πραγματικότητα, κανείς δεν θα με πιστέψετε έτσι κι αλλιώς.
O caos dominara toda a Sekai W Gakuen. Poucas eram as pessoas que se entendiam mutuamente, sem quaisquer dificuldades. Mas todos tinham dois pontos em comum:
1 – Ninguém sabia o que estava acontecendo.
2 – Ninguém sabia o que fazer em seguida.
– Okay, I’ve had enough of this! – Elisa exclamou de repente, em meio aos anglófonos no refeitório.
– Wait, Elisa! – Lily exclamou. – What do you plan on doing, anyway?
– I don’t know! – Elisa exclamou. – I don’t really know, but I can’t stand here doing nothing!
Batendo os pés, Elisa saiu do refeitório. Por coincidência, ou não, Sachiko estava se encaminhando para o refeitório naquele mesmo instante.
– エリザちゃん! – Sachiko a chamou.
– Not now, Sachiko – Elisa mostrou a mão espalmada para Sachiko, em um claro sinal de “pare”. – I’m busy marching furiously.
– アイ…? – Sachiko estancou, confusa. – なんで?
– You know I can’t understand you, Sachiko, so don’t bother talking.
– んれー! – Sachiko fez um muxoxo. – わったや… いや、いや、いや、違う、違う、違う。ウィーファウンドアウトサムシングリアリーストレンジ!
Dessa vez, Elisa parou de caminhar. Ela só podia ter ouvido errado...!
– ... What? – Elisa perguntou mesmo assim. – Sachiko, what did you say?
– アイ?わん? – Sachiko não havia percebido o que havia acontecido... Até que sua ficha caiu. – …おっ!英語やみ!Engurisshu jan!
Elisa sorriu, sem graça.
– That’s hardly English, but… That’s English, somehow?
– Ai! I think so?
Ao ouvir aquelas três palavras, Elisa abriu um enorme sorriso.
– Oh, Sachiko! Você finalmente está falando inglês outra vez!
– Eu estou...? – Então, Sachiko também sorriu. – Eu estou! Quer dizer, eu estou, né? Não parece que nada tenha mudado...
– Eu sei lá o que aconteceu, mas... Sachiko, pelo amor da Rainha, não se esqueça mais de como se fala inglês, ouviu?
– Eu acho mais válido você aprender uma segunda língua, Elisa-chan...
Ambas as garotas riram e se abraçaram. O pesadelo conhecido como “Torre de Babel” havia acabado.

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Em um dos recônditos da Academia Sekai W Gakuen, uma jovem morena recolou o capuz de sua longa túnica preta como uma noite sem luar. Seus olhos castanhos e sádicos brilhavam, e um meio sorriso brotou em seus lábios, como alguém que acabara de aproveitar imensamente o que vira.
Seus dedos pararam de circundar um grande botão vermelho escrito “SAP” e finalmente fecharam o compartimento secreto na parede.
No instante seguinte, a jovem já havia tomado seu rumo, de volta para o lugar de onde viera, para jamais retornar, desaparecendo no horizonte sem fim.
Ninguém sabe de sua identidade. Ninguém a viu, ninguém a verá.
Se a culpa desse delicioso pesadelo foi dela? Talvez.
Onde ela está agora? Dentro de uma garrafa.


Capítulo S01 – Torre de Babel – FairyInABottle


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