~ClownGirl

ClownGirl
"Why so serious?"
Nome: Letícia
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 7 de Maio
Idade: 17
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〽 Ficha (Outside the rules) - Kasai Fumetsu◽


Postado



🔥▫ Kasai Fumetsu ▫🔥


"No rules"


Ficha!


¤Nome completo:
Kasai Fumetsu - apelidos de acordo com os sufixos utilizados na língua japonesa, dependendo da proximidade existente entre os personagens. O nome e sobrenome lhe foram dados pela mãe, que corrompida pelo ódio e senso de justiça - ou ao menos o que restou dele - pelo óbito de seu amado marido na véspera do nascimento de seu filho. O sobrenome não possui nexo algum com sua família ou de seu falecido esposo, trazendo à criança um sobrenome fictício, que é capaz de ser traduzido juntamente com seu primeiro nome em diversas línguas ao redor do mundo, e juntos eles não deixarão o garoto esquecer-se pelo o quê luta, e jamais renegar seu passado, fazendo jus à aqueles que faleceram durante tal período, para que eles não morressem em vão.


¤Idade (12 a 19):
Dezoito anos.

¤Gênero:
Masculino.

¤Bandido ou policial?:
Bandido (of course, né mon amour?).

¤País:
Japão.

¤Personalidade:
Kasai é aquele tipo de garoto que se senta no fundão de uma sala de aula e - com proezas que nem mesmo ele sabe como - consegue arrancar boas gargalhadas até mesmo do mais ríspido e frio ser humano. Ele utiliza o humor e contextos cômicos como válvula de escape pelos seus intensos e extensos problemas. Apesar de conturbado por dentro, o ruivo sempre mantém um sorriso impecável no rosto, mesmo que para ele isso se torne exaustivo. Como se usasse uma máscara que camuflasse o verdadeiro pesar existente em sua alma. Nunca permite que alguém saiba seus reais sentimentos, demonstrando-se um mentiroso implacável e quase impossível de ser descoberto. Apesar de tudo isso, Kasai não pode ser considerado um traidor em potencial, mesmo tendo lapsos de confiança praticamente em todo o decorrer do tempo. É necessário um grande sacrifício em nome da lealdade para que o garoto se sinta seguro e protegido ao lado de alguém. Em vários momentos ele contraria suas próprias vontades e as dos outros, um perfeito bipolar. É como se em um dia ele acordasse inspirado para agir como Mahatma Gandhi, e no outro, o próprio Hitler. Mas isto não altera em nada sua noção de perigo e realidade. Ele é um tanto quanto insano, quando por sua vez, se diverte e sente prazer ao assistir o sangue de seus inimigos, gota a gota, ser derramado ao chão. É manipulador e enigmático, controlando qualquer pessoa que deseje por meio de sua fala, convencendo-a de tudo que queira, de modo que sempre consegue o que deseja. Essas características se desenvolveram neste nível principalmente pelo trauma que o ruivo passou em sua infância. É um estrategista genial, sendo que o próprio arquiteta seus planos e na maioria das vezes os executa com sucesso. Calculista e perfeccionista com os crimes que comete, para ele tudo tem que sair perfeito, porque seus crimes em si, são perfeitos. Ele nunca deixou sequer algum rastro que pudesse indica-lo como o culpado. Mas assim como qualquer outra pessoa, Kasai tem um lado bom. Nele ele se expressa como um garoto de sua idade comum, com características semelhantes as de qualquer pessoa de sua idade. A bondade que ocupa ao menos um pouco de espaço em seu coração é composta pelas seguintes características: Sua lealdade fora do comum, que quando possui total confiança em alguém, é capaz de entregar sua vida pela tal pessoa; A solidariedade que desempenha por criminosos que necessitam de ajuda no meio, podendo até treina-los para que se destaquem mais na "profissão"; Pode parecer incomum, mas até mesmo Kasai é capaz de se apaixonar ou se apegar à alguém, fazendo o possível ou o impossível para proteger tal pessoa; Como um homem em formação, o ruivo possui seus hormônios à flor da pele, e se sente incrivelmente atraído por garotas dotadas de beleza extrema e corpos esbeltos, e no processo torna-se galanteador ao extremo, dando o máximo de si para conquista-las, o que pode forçar situações ridículas. Seu alto conhecimento de piadas e humor negro em geral não pode ser desconsiderado, sendo que ele aplica vários trechos dos roteiros que ele escreve para uma peça de stand up - na qual ele almeja protagonizar em seu futuro - nos locais onde acontecem os crimes realizados por ele, somente para caçoar dos agentes da lei. Estas piadas são denominadas por ele como "mortais" e sempre contêm algum apelo que deixam os policias que as encontram aterrorizados, como uma vez em que ele colocou um explosivo em um bilhete destinado à um policial judeu, em que era possível ler: "Sabe qual é a diferença entre o judeu e a pizza? A pizza não grita quando é colocada no forno". E em seguida o bilhete foi consumido por chamas, que se alastraram por todo o corpo do policial e morreu carbonizado. Ele possui o QI elevado para sua idade, sendo assim, todos os seus atos são devidamente planejados e ele vigia os outros ao seu redor meticulosamente. Mas em certos momentos ele é imprevisível e pode causar muito estrago em poucas horas durante seus lapsos de fúria, por isso é considerado tão perigoso. Kasai é persistente e não desiste nunca de seus objetivos, e está sempre aprimorando suas habilidades, para surpreender seus inimigos quando se confrontarem novamente. Dentre suas principais metas está o imenso desejo de controlar toda a polícia do Japão - o que ele consegue pouco a pouco, e é o que o torna tão procurado pela polícia - tendo o poder de manipula-los, até que o crime governe todo o país, e ele nomeado como o rei de todo esse "império".


¤História (mínimo 5 linhas):



Kasai não nasceu em um dos melhores e mais carinhosos lares do mundo. O local é Kabukicho, um bairro perigoso e violento situado em uma zona menos favorecida da cidade de Tóquio, um subúrbio completo. Ainda por cima, sofria com fortes influência da máfia japonesa, os Yakuzá. Mas esta história se inicia antes do pequeno garoto de cabelos e olhos de fogo ter chegado à este mundo.


Tóquio, 1998.

Era uma noite fria de inverno, um homem reclinava seu corpo contra um poste que emitia uma luz fraca e fosca, e finalmente a pequena luz se apagou, como se aquele objeto metálico tivesse desistido de lutar para manter seu brilho aceso, e enfim, cedeu à escuridão que os envolvia. Porém ainda havia luminosidade o bastante para distinguir o rosto daquele homem, luminosidade essa que emana do próprio, vinda de suas madeixas curtas e bem aparadas, vermelhas como o sol que se põe ao fim da tarde, e de seus olhos, vermelhos como sangue fresco. Seu rosto tinha traços bem torneados, e facilmente atraiam mulheres com quem ele se dava ao luxo de deitar-se. Mesmo sobre o tecido fino e sedoso do terno que cobria seu corpo, era possível perceber que tinha um porte atlético e esbelto, típico de um criminoso. Sim, um criminoso. Tanaka Ōhashi, um dos integrantes mais valentes, perigosos e competentes da famigerada gangue japonesa, Yakuzá. Ele era um assassino implacável, nunca sequer havia errado um alvo em toda sua carreira de malfeitor, e isso fez com que adquirisse uma das patentes mais altas em seu bando, gerando um lucro absurdo para ele. Todos os policiais da cidade de Tóquio tinham ordens de captura-lo, mas Tanaka era mais ágil que eles, e sempre escapava de suas armadilhas. Mas o meio que mais o encantava era a comédia, era um completo aspirante a humorista, conseguia fazer com que até mesmo seus chefes dessem ótimas gargalhadas. Ainda parado com a parte traseira de seu corpo ainda apoiada no cabo metálico do poste de iluminação. O homem então, acirrou seus olhos, e pode observar uma figura feminina caminhado lentamente em sua direção. Quase não pôde impedir que um sorriso tomasse conta de seus lábios. Era ela, a única mulher por quem havia ousado se apaixonar, e enfim, ela havia aceitado seu pedido de unir-se a ele em um matrimônio. Mas aparentemente ele estava errado, a primeira coisa que recebeu foi uma bofetada, que atingiu-lhe em cheio o rosto, porém, feriu-lhe a alma. Tanaka sentiu seu sangue ferver, quem ela pensava que era para trata-lo daquela maneira?! Afinal, a mulher que havia conquistado seu coração, Akemi Hiraki, uma garota de programa, que vendia seu belo e escultural corpo em troca de míseros ienes para seu sustento. Não, ela não tinha o direito de opinar sobre o que achava certo ou errado, segundo Tanaka, sentindo um nó atar-se em sua garganta. Mas ele respirou fundo, para voltar ao seu normal, não podia se dar ao luxo de perder a compostura diante de sua amada, ainda mais mantendo o intuito de tê-la somente para si:

- Por favor, Akemi. - suplicou o homem, deixando com que a mágoa transparecesse em sua fala - eu te amo, case-se comigo, largarei essa vida criminosa e juntos, formaremos uma família.

As lágrimas insistiam em rolar pelos olhos brilhantes de Tanaka, vislumbrando o perfeito rosto da mulher à sua frente, que também já tinha os olhos marejados. Ela o amava, e ele sabia disso, os dois correspondiam-se e se ele havia prometido mudar, por que não dar-lhe a chance para que formassem um só elo? E foi o que ela fez. Num movimento inesperado, selou seus lábios aos dele. E enfim as mãos do homem vagaram pela extensão da pele tão macia de sua futura noiva, assim como os mais aconchegantes tufos de algodão. Aqueles toques causavam em Akemi calafrios na espinha, tão almejado por ambas as partes, tão suave e confortável, tão carinhoso e repleto de amor.Ela então decidiu, queria juntar-se a ele de uma vez por todas, para juntos, se tornassem um só. Os dois adentraram então, o luxuoso carro esportivo de Tanaka, onde seguiram para um hotel e lá, conceberam seu primeiro filho, Kasai. O fruto de um amor que driblava todos os tabus, todos os preconceitos, uma bela e criminosa paixão.

Nove meses depois.


Tudo corria perfeitamente,Tanaka e Akemi, já haviam se casado em uma cerimônia religiosa ocorrida num pequeno templo, e viviam juntos em uma linda casa comprada localizada em uma zona nobre de Tóquio, comprada com o dinheiro que o homem possuía no banco. Como prometido, ele havia renunciado a vida de marginal, e como era muito íntimo dos grande chefes da gangue, saiu ileso e preparado para mudar o rumo de seu destino. Havia conseguido um emprego como comediante para se apresentar em um dos mais populares teatros de Tóquio, ele mesmo escrevia seus roteiros sempre voltado para o humor negro, e continuamente dando o melhor de si e alcançando ótimos resultados. Tanaka tinha se tornado um homem de bem, ao menos pela visão dos demais civis, pois no profundo de sua alma, ele sempre fora um homem bom. Akemi por sua vez, havia deixado aquele profissão libidinosa e repleta de luxúria para trás, agora dedicava seu tempo sendo uma feliz guardiã do lar, zelando pela felicidade e saúde de seu marido a também a dela própria, para que o filho dos dois pudesse nascer forte e saudável. A realidade é que agora eles eram uma família, e o pequeno menino ainda no ventre de sua de sua mãe sentia o carinho que emanava deles, sentia os beijos, os toques e os abraços que sua mãe recebia de seu pai, e ele aceitava todo aquele amor, afinal, quem amava sua mãe, também o amaria. Tanaka e Akemi seriam os mulheres pais do mundo para seu bebê, a criança seria muito bem vinda por seus progenitores, tendo todo o suporte para que a alegria sempre permanecesse em seu coração, isso era o que eles pensavam, ao menos até aquele dia.

Era uma sexta-feira no final de tarde, o céu travava um conflito de cores, entre o alaranjado do período vespertino e o arroxeado da noite. O próprio se despedia do Sol para dar as boas vindas à Lua e suas companheiras estrelas, que naquele dia, estavam brilhantes como diamantes recém-lapidados. Dentro do tão famoso teatro Tanaka se encontrava em seu camarim, deleitando-se com o delicioso banquete de aperitivos feito especialmente para ele. De repente, fez se ouvir um estrondo, e Tanaka silenciou-se, mantendo seu corpo imóvel. Ele sabia de onde os barulho vinham, da porta de entrada do recinto. Fechou as pálpebras e pôde se concentrar, ao longe, o soar estridente de uma sirene policial era audível, droga, eles vieram lhe pegar. Mas por que justo agora? Por que quando havia encontrado encontrado a felicidade nas pequenas coisas? Por que enquanto era esposo, e principalmente, seria pai. Ah, seu filho, o pequeno que nem havia deixado o ventre materno era amado como se já existisse há décadas, os devaneios percorriam sua mente sem cessar, enquanto ele permanecia parado, incapaz de encontrar uma solução para seus problemas. E outro estrondo cortou aquele silêncio tempestuoso, a porta havia sido arrombada, da maneira mais brutal possível. Tanaka tinha a impressão que queriam tortura-lo pouco a pouco até que pedisse arrego e perdão, por seja lá o que tinha feito. O ruivo levantou-se mantendo a retaguarda, elevando ambos os punhos em posição defensiva. Mas foi em vão. Em uma fração de segundos uma bala - que aparentava ser composta por fragmentos de bronze, o que a deixa extremamente resistente a possíveis impactos - cortou o ar que a distanciava de seu alvo, o indefeso Tanaka. Que urrou ao sentir aquele item perfurar-lhe a coxa direita, desabando sobre o divã, aos prantos.

A dor estraçalhante fez com que a visão do ruivo se tornasse turva, tremulando cada vez que ele se movimentava. Quando o seu foco foi retornando aos poucos, pôde ver à sua frente dois homens. Ambos trajavam vestes azuladas e quepes em suas cabeças, o mais alto aparentava ser o chefe, já que por sua vez, dava ordens para o menor e ele sempre as cumpria de bom grado. Nas mãos do chefe, havia um revólver, qual Tanaka conseguiu identificar como um Calibre 38. O homem realizava pequenas acrobacias com a arma, jogando-a de mão em mão. Ao fim de sua performance, direcionou a boca do revólver para a cabeça de Tanaka e vociferou:

- Você não sabe o quanto eu esperei por esse momento - disse, com um sorriso doentio formando-se em seus lábios - Cara, você matou muitos, muitos dos meus homens... Eu queria ficar aqui torturando você por dias, mas infelizmente eu sigo ordens, e minhas ordens são de exterminar você, só que eu vou fazer isso o mais lentamente possível, pra que você sinta dor, uma dor tão grande, que você vai desejar estar morto.

O corpo de Tanaka sentiu suas células estremecerem, uma a uma. Ele não queria voltar a ser um criminoso, e pior, um assassino. Mas tinha de faze-lo, porque ele sabia que não importaria o quanto ele pedisse, o quanto ele esbravejasse, o quanto ele havia mudado, eles nunca o libertariam. Nunca mais veria sua família, perderia toda a criação de seu filho, e vê-lo dar seus primeiros passos, dizer suas primeiras palavras, era o que ele mais desejava em sua vida. Então ele respirou profundamente, focando em seu objetivo, como se sua vida dependesse disso, e realmente, dependia. Logo ele colocou-se de pé, ignorando a dor, por sua família ele seria capaz de superar qualquer dor, qualquer problema, qualquer coisa. Em poucos segundos o chefe de polícia se viu cercado, Tanaka havia nocauteado seu parceiro de missão, então olhou para o galão de gasolina em suas mãos, e por um momento, o ruivo sentiu seus músculos se paralisarem, qualquer movimento em falso poderia significar em sua morte. Tanaka então, tentou ao menos, dialogar com o provável incendiário:

- Cara, chega! - esbravejou, sentindo a adrenalina correr por suas veias e seus batimentos cardíacos acelerarem em uma frequência assustadora - Isso já foi longe demais, eu tenho uma família que eu amo muito, vamos esquecer tudo isso ou nós dois morreremos aqui.

O policial por sua vez, despejou todo o conteúdo do galão pelo solo em que os dois estavam presentes, e voltou a mirar com o Calibre 38 para a cabeça de Tanaka:

- Eu não quero saber! Essa é a missão da minha vida, e não é qualquer famíliazinha que vai estragar o meu êxito! Você é comediante, não é?! Então lá vem uma piada, você vai virar churrasquinho bem passado. Até pensei em um nome pra você, Palhaço do Fogo, ou melhor, Fire Clown!

Repentinamente ele alterou o destino de sua mira, em meio à gargalhadas insanas, puxou o gatilho e fez com que a bala de bronze rumasse à determinada área do piso, exarcada de gasolina. Pelo atrito criado entre os dois elementos causou-se um incêndio, precisamente, uma enorme explosão. Tanaka sentiu seu corpo ser lançado ao longe, e as chamas consumirem seu corpo, não tinha força nem mesmo para gritar por ajuda, suas vistas foram tornando-se mais negras e um último suspiro, a vida esvaiu-se de seu corpo. Passado alguns instantes, o fogo tomou conta de todo o prédio, matando diversas pessoas que estavam ali, inclusive os policias que haviam causado todo aquele tumulto. Mas o Departamento de Polícia de Tóquio encobriu todos os vestígios de que Tanaka Ōhashi era inocente, colocando-o em posição de culpado. Afinal, uma vez criminoso, sempre criminoso. Não, havia um sobrevivente, um faxineiro que conseguira escapar de todo aquele caos e presenciou o momento em que todo aquele holocausto aconteceu, inclusive era testemunha da inocência de de Takana, e da insanidade do chefe de polícia. Como era muito íntimo do ex-comediante, o homem foi às pressas ao hospital em que Akemi estava internada, pois naquele mesmo dia, estava previsto o nascimento de seu filho. O homem lembrou-se então na felicidade de Takana, quando comentava com ele sobre sua linda família, lembrou-se do quanto estava animado com o momento em que seu primogênito viria ao mundo, mas todo o sonho do ruivo havia desabado, e então as lágrimas inundaram os olhos do faxineiro.


Naquele mesmo dia, Central Hospital, Tóquio.

A sala de cirurgia era escura, solitária e fria. Mesmo com todos aqueles médicos e enfermeiras ao seu redor, Akemi sentia-se como se fosse a única no mundo, haviam lhe levado o único homem que amava, o único que já havia a feito feliz, e o pai de seu filho. Era como se houvessem roubado-lhe sua metade da laranja, e dor nenhuma no mundo poderia ser pior do que aquela. Um dilúvio fluía de seus olhos. Ela não tinha mais vontade de viver, havia até implorado para que os médicos realizassem a cesariana sem anestesia alguma - porque queria descobrir se o conflito de outra dor aliviaria a que mais lhe feria, a emocional - e eles o fizeram. Ela suportava tudo calada, quieta, sem expressar sequer algum gemido de dor. Tinha de ser forte, se não por ela mesma, pelo filho que estava prestes a dar às caras neste mundo cruel, e sombrio. Mas era mais difícil do que aparentava, sentia como se houvessem tomado alguma parte dela mesma, e sinceramente não sabia como prosseguir com sua vida e a do filho. Os bisturis ainda cortavam-lhe lhe a pele, o sangue ainda jorrava de seu ventre semi-aberto, quando som rompeu o silêncio daquela sala e fez com que ela silenciasse à força todos seus devaneios. A criança havia nascido, e seu choro acalentava o coração amargurado da mãe, que tomou-o das mãos da enfermeira assim que terminou de ceifar o cordão umbilical que ligava o menino ao seu útero. Ela ignorou o sangue que o envolvia, afinal, era seu sangue, e a criança era a única lembrança material da época feliz que havia vivido com Takana. Na falta de algum lenço para limpar o sangue que jazia sobre o pequeno rosto de seu filho, ela passou-lhe uma mecha de seus cabelos negros para limpar sua face, e então o pequeno pôde abrir os olhos, vislumbrando pela primeira vez a heroína que tinha o trazido à vida mesmo entre todo aquele caos, o choro do bebê cessou, e um pequenino sorriso tomou seus lábios, e ele levou as pequenas mãozinhas ao rosto da mãe, como se lhe fizesse um carinho para lhe confortar. Akemi então, avivou suas memórias, lembrou-se do simples toque de seu falecido, aquele toque, que lhe aconchegava, tão suave e macio, e percebeu então, que o toque de seu filho era idêntico ao de seu pai, e então seu coração acalmou-se e Akemi sentiu que tudo aquilo que havia passado, tinha valido a pena.

- Teu nome será Kasai, porque és forte como o fogo, e não levarás o mesmo sobrenome que eu e teu pai, mereces coisa melhor então, levarás o sobrenome de Fumetsu para que não seja caçado como eu e teu pai. Tu serás uma melhora de dois dois, com as habilidades de cada um, farás história, seja pelo bem ou pelo mal, não permita que ninguém te detenha e acredite, todos os seus sonhos podem se concretizar. Neste mundo cruel e insano não existe limitação de certo ou errado, só lembre-se do legado de teu pai, porque tu o continuará.


Tóquio, 2002 a diante.

Até completar seus quatro anos de idade, Kasai tinha sido criado com todo o carinho possível vindo de Akemi, sua querida e amada mãe. Ela havia lhe contado diversas vezes as histórias de Tanaka, seu pai, e para os ouvidos do ruivinho, aqueles contos vinham como a mais suave melodia e eram responsáveis por seu adormecer tranquilo. Sua mãe havia lhe ensinado também que não existia nenhuma definição do que era certo ou errado, e que se desejasse poderia seguir pelo mesmo caminho de seu pai, um criminoso, para que honrasse seus passos e alcançasse um destino glorioso caso se esforçasse bastante. Kasai renegou essas ideologias até as poucas economias que Akemi possuía se esgotaram, e ela se viu incapaz de sustentar a si própria e a seu filho. Então a polícia a capturou por sonegação de impostos, esta foi a gota d'água para o pequenino que se viu obrigado a residir em um orfanato na zona leste de Tóquio. Eles tinham levado-na, assim como levaram seu pai antes mesmo que viesse à esse mundo, um mundo cruel onde o mais forte domina o fraco, sem nenhum resquício de bondade ou solidariedade. Sim, mesmo tão pequeno ele entedia, entedia que o dinheiro fazia com que os homens perdessem a cabeça, que poucos eram bons em meio à multidões e multidões de alienados, então por que justo ele, que havia passado por tantas desgraças em tão pouco tempo de vida, deveria ser bom? Refletia ainda mais em seguir pelo outro caminho, o contrário ao que a sociedade obrigada todos a seguir, será que ser mau, era tão ruim assim? No orfanato tratavam-lhe com desprezo e indiferença, culpavam-no pelos erros que seus pais havia cometido, se é que realmente foram erros, porque agora já começava a entender o ponto de vista de seus progenitores. A sociedade havia tirado dele tudo o que amava, por que não poderia dar o troca nesta tão cruel e sem escrúpulos, sociedade? Kasai não queria mais adequar-se à aquele sistema desigual e segregador, ele queria conquistar seu próprio espaço, criar seu próprio mundo, um mundo baseado em seus ideias, um mundo, onde a vingança seria somente mais um meio de justiça. Onde aqui se faz, aqui se paga. Todos o viam como um criminoso, então ele daria motivos para que o enxergassem dessa maneira. Afinal, uma vez criminoso, sempre criminoso, mesmo que nunca tenha cometido sequer algum crime. Porque ser filho de pessoas que iam na direção contrária da imposta pela sociedade, já era considerado um crime. E mesmo tão pequeno, Kasai tinha uma mente tão genial e complexa, que nem mesmo um grande gênio seria capaz de entender.

Logo, o garotinho de madeixas avermelhadas como o pô do sol, iniciou suas façanhas criminosas, furtando pequenos objetos pertencentes ao orfanato, até ir evoluindo nível a nível, e aumentando sua periculosidade. Quando completou seus sete anos, Kasai aplicou um golpe - em que ele roubou todos os ienes em dinheiro dos cofres do orfanato - o que o permitiu realizar uma fuga com ótimas condições de se manter. Mas ele percebeu que nem tudo no mundo do crime era mil maravilhas, as ruas das cidade pareciam selva, onde o predador captura sua caça, no caso, os bandidos maiores e mais fortes abusavam dos mais fracos e indefesos. Mas em um e seus dias de peregrinação para encontrar um local seguro, o ruivo deparou-se com um homem. Seus cabelos grisalhos e despenteados indicavam o quanto o tempo havia afetado sua aparência, sua pele era bronzeada, desgastada devida a alta exposição ao sol, seu porte era magro, porém ele tinha alta habilidade em lutas de todos os tipos. Seu nome era Harune, um dos mais influentes bandidos de Tóquio, dominava todas as casas de luz vermelha e pontos de drogas. Ao invés de mostrar-se agressivo com o garotinho, ele ofereceu-se para treina-lo e fazer com que se tornasse um malfeitor tão bem sucedido como ele. Kasai aceitou a oferta de Harune, e o mais velho tornou-se seu mestre, deu-lhe moradia, comida, educação, e apesar de seu regime severo e regrado, deu-lhe também carinho. Então Harune treinou o ruivo durante muitos anos e em fim, o garoto atingiu a adolescência, e suas habilidades conseguiram ultrapassar as de seu mestre.


Tóquio, atualmente.


Agora o garoto de madeixas avermelhadas e olhos também vermelhos como sangue fresco cresceu, seu corpo evoluiu e com muito treino e esforço, suas habilidades foram aprimoradas ao máximo. Desde seus quinze anos de idade Kasai atua como um mercenário de aluguel, e seu mercado estende-se pelos quatro cantos do mundo. Ele realiza qualquer serviço - desde que seja pago com grandes quantias em dinheiro - e sempre os executa com perfeição, trazendo total satisfação de seus clientes. Possui um enorme arsenal de armas, mantendo em evidencias armas de fogo de grande poder e lâminas em geral. O codinome criminal por qual optou usar é Fire Clown - em referência ao zombamento que o policial que matou seu pai lhe lançou - e a simples menção desse nome, causa arrepios até nos mais fortes guerreiros. Ninguém sabe qual seu real nome e rosto, e pelo fato de não ter sido cadastrado no cartório quando nascido, sua fuga é ainda mais facilitada. Ele usa uma máscara de oxigênio para camuflar seu rosto, daquelas fabricada o uso durante guerras químicas. Sua tonalidade é de um preto escuro e sombrio, que envolve toda sua extensão. Não há detalhe algum para embeleza-porém o ruivo acredita que ela seja bela por si só, impedindo de que ele respire o ar tóxico da alienação, que emana do sistema corrupto que circula pelas grandes cidades. É certamente um dos criminosos mais procurados pela justiça, se não o mais procurado. Ao longo de sua carreira adquiriu grande fama e fortuna, e hoje, mora em um luxuoso apartamento, cujo não se sabe sua localização, mas o apartamento também serve como esconderijo, por ser tão isolado da sociedade. Regressou ao Japão há pouco tempo, para enfim concretizar seu maior sonho, mergulhar o Japão no caos e tomar o controle de toda a cidade, sendo nomeado como rei de todo o "império do crime". Várias agências de forças especiais internacionais estão à sua procura mas nunca conseguiram encontra-lo. Seus crimes são impecavelmente perfeitos, não deixando nenhum vestígio que possa aponta-lo como culpado. Ele ainda alimenta um ódio muito grande de agentes da lei em geral, porque se acham melhores que os outros cidadãos, e por isso sempre causa destruição e tormentas perto de delegacias, como um passatempo. Muitos criminosos em geral devem respeito, pelo fato de que ele empresta dinheiro à eles que se afundem em dívidas e lhes cobre o valor devido com juros absurdos. No entanto vive essa vida dupla, agindo como um garoto bilionário quando está à paisana e encarnando o Fire Clown quando seus clientes solicitam seus serviços. Somente pessoas muito ricas - geralmente chefes de máfias, empresários bilionários e entre outros - fazem parte de sua clientela. Ele não completa seus serviços até que o cliente deposite o dinheiro em sua conta bancária, para evitar que seja tapeado. Matar para ele é um ato insignificante, já que ele acredita que a vida é como um jogo de xadrez, em que sempre poderá ocorrer um xeque-mate.

¤Aparência:
A pele de Kasai é pálida, mas não ao extremo, de modo que ele aparenta ser saudável, e macia como um tufo de algodão. Seus olhos são envoltos por uma tonalidade vermelho-sangue, acompanhando seus fios de cabelo, que também são avermelhados e apontam a personalidade explosiva de Kasai. Seu comprimento vai até o maxilar, e pelo calor, o garoto quase sempre mantém o cabelo preso em um rabo de cavalo frouxo. Seus dentes são o único fator que o deixam descontente, pois são mais afiados que o normal, e isto gerou diversos xingamentos em que lhe chamam, e isto o deixa em um estado de ódio profundo. Ele possui 1,75 de altura, sendo bastante alto, porém seu físico não deixa nada a desejar. Seus músculos são bastante definidos e acentuados, incentivando-o ainda mais na força que possui. É um alto conhecedor de artes marciais, e em um combate com apenas mãos livres, sem arma alguma, ele consegue se destacar dentre seus oponentes, podendo até mesmo, levar muitos à óbito. Já com as lâminas Kasai possui extrema perícia, e em um piscar de olhos consegue causar diversos cortes profundos em seu inimigo, já que como um intelectual, conhece a anatomia humana e seus pontos mais fracos como a palma de sua mão. A mira do garoto com armas de fogo também é excelente, tanto quanto nas armas de longa distância quanto nas de curta, ele consegue atingir diversos alvos em movimento, tudo em uma sequência extremamente rápida.














¤Gostos:
- Bebidas com alto teor energético que possibilitam que fique horas à fio acordado, elaborando e arquitetando suas estratégias sem que o cansaço lhe abata.

- A adrenalina que percorre suas veias quando está frente-a-frente com os homens da lei, juntamente com a expressão de pavor em seus semblantes ao serem provocados por ele.

- Deleitar-se com a cena em que o sangue de seus inimigos é derramado, gota por gota, e lentamente tinge o solo de tons avermelhados.

- Provocar uma gargalhada em algum companheiro que já não sorria há muito tempo.

- O sentimento de dever cumprido que preenche seu peito quando executa algum golpe planejado por ele mesmo.

¤Desgostos:
- O soar da sirene policial, que tanto incomoda e fere seus ouvidos, provocando a fúria e a ira presente em si.

- Um ato covarde, em que alguma autoridade agride aquele que não é capaz de defender-se e é explorado pelos mesmos.

- Os noticiários televisivos, onde exibem toda a trajetória de algum "criminoso" que finalmente fora apanhado pela polícia e em seguida debocham de tudo o que o tal já passou, como se não se importassem.

- Lembrar-se que por algumas vezes, mesmo que poucas, fora detido e impedido de realizar seus desejos.

- Alguém que subestima suas capacidades e ao perceber o quanto estava errada, volta atrás, bajulando-o.

¤Música que o define:
My Songs Know What You Did In The Dark (Light Em Up) - Fall Out Boy.



¤Arma:
Kasai como um grande mercenário, têm à sua disposição um grande arsenal de armas, onde estoca rifles, pistolas, escopetas, enfim, todo o tipo de armas que possuem grande poder bélico. Ele sempre dá prioridade à usar armas que condizem com seus tipo de tarefas, como em um assassinato silencioso utiliza um rifle de longo alcance com silenciador, e etc. Ele também tem uma grande paixão por lâminas em geral, com quais o seu manejo é excelente e permite que ele esfaqueia vários locais do corpo do oponente em poucos segundos. Sua habilidade com armas de fogo também é extrema, sendo que sua mira continua firme mesmo com o alvo se movimentando.



¤Elemento que pode controlar:
O fogo, porque como o fogo, Kasai não possui limites, barreiras não podem ser impostas contra ele, ele sempre conseguirá o que quer, utilizando de quaisquer meios que desejar. A cada segundo seu poder só aumenta e assim como essa força da natureza, seu atos são planejados, como uma perfeita orquestra comandada pelo mais talentoso maestro, no caso, Kasai é o maestro, e o resto seus musicistas, quais ele manipula, reproduzindo a melodia que vier em sua cabeça.



¤Usa máscara? (Se sim, imagem ou descrição, por favor):
Ele mascara seu rosto por ser um criminoso de alto escalão, procurado pelos quatro cantos do mundo. Mesmo assim, ele não utiliza qualquer adereço, até mesmo uma simples peça para camuflar o rosto deve ter um significado para Kasai. Uma máscara de oxigênio, daquelas fabricada o uso durante guerras químicas. Sua tonalidade é de um preto escuro e sombrio, que envolve toda sua extensão. Não há detalhe algum para embeleza-porém o ruivo acredita que ela seja bela por si só, impedindo de que ele respire o ar tóxico da alienação, que emana do sistema corrupto que circula pelas grandes cidade. A máscara virou uma marca do Fire Clown, a personalidade criminosa que Kasai incorpora, e somente de ser vista, causa arrepio até mesmo no mais corajoso soldado.



¤Observações:
Eu me inspirei muito no Coringa e no Pistoleiro pra criar o Kasai, então ele é meio que uma versão mais "leve" deles, mesmo sendo um tanto quanto excêntrico, mas sinta-se à vontade pra acrescentar demais personalidades ou habilidades, só quero deixar claro que ele é um mercenário conhecido no mundo inteiro, portanto, criminosos e até mesmo policias tem um enorme medo dele, pelo poder que ele possui e tamanha inteligencia capaz de manipular as pessoas em um piscar de olhos. Ele tem um certo nojo de sangue então não se dá ao trabalho de limpar a cena do crime, deixando tudo lá para provocar os policiais, e ainda deixa bilhetes que dizem escreve seu codinome de marginal "Fire Clown" para deixar claro que foi um feito seu.

¤Animal comparado:
O dragão, mesmo não sendo um animal em si, é um ser mítico, que assim como Kasai, é livre, não há hordas de valentes cavaleiros que sejam capazes de combater a imensidade de sua força, de seu fogo, e contudo, de sua liberdade. Com sua inteligencia fora do comum, seus atos são meticulosamente planejados e perfeitamente executados. Também é considerado um monstro, assim como Kasai. E seu senso de vingança é tão grandioso que é capaz de destruir cidades inteiras por meros caprichos, assim como Kasai. E quando alguém desperta sua fúria, os dois fazem com que o mundo desabe sobre ela. Dois seres que não podem ser detidos por meros mortais.






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