~gabbyxx

gabbyxx
Protótipo de Rockeira
Nome: Gabriela Ribeiro
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Guaiba, Rio Grande do Sul, Brasil
Aniversário: 9 de Julho
Idade: 16
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My Story


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My Story

Desde que me conheço por gente o sobrenatural esteve presente na minha vida. Quando era bem pequena lembro-me de ver um senhor todo de preto que usava uma cartola, ele aparentava ser bem velho e me seguia onde eu ia. Onde eu olhava quando eu menos esperava lá estava ele. Algumas vezes, quando tinha um 3 anos (conta minha mãe), eu falava sozinha e ficava apontando para lugares vazios dizendo que ali estava o "Pai da Igreja", eu não sei do que eu estava falando porque eu era muito pequena na época, mas tenho certeza que era desse mesmo velhinho. Eu tinha medo de ficar sozinha por causa dele, mas essa visão foi apenas mais uma das muitas que lembro-me de ter ou que contam-me que eu tinha.
Minha mãe diz que eu já vi o tio meu pai que já havia falecido quando eu nasci, pois uma vez ela me mostrou uma foto dele e eu o reconheci. Eu era muito nova, não lembro-me disso ou mesmo de o ver, mas eu acredito no que minha mãe me disse.
Uma vez, não tenho certeza se foi sonho, ou o que foi, mas eu lembro de que estava doente, com bastante febre, quando digo isso a maioria pensa que eu estava delirando ou coisa do tipo, mas o que vi foi bem real: havia muitas sombras de todos os lados de meu quarto, elas se agitavam, pareciam dançar ou fazer algum tipo de ritual, apenas sei que a cena foi de fato macabra. Eu tinha cinco anos, ainda não estava na escola.
Embora minhas experiências não ajudassem, o sobrenatural sempre me fascinou, eu adorava lendas urbanas, eu e minha melhor amiga de jardim que é minha melhor amiga até hoje, passávamos horas e horas contando histórias de fantasmas, lobisomens, vampiros e bruxas. Fizemos varias travessuras na escola relacionadas a essas coisas, tentamos chamar por Blood Mary (creio que seja assim que escreva o nome da bruxa) no espelho do banheiro, uma vez entupimos as privadas tentando chamar a Loura do Banheiro, ou a coisa toda de chamar Maria Degolada a meia noite com uma vela na frente do espelho. (não sei se conhecem a lenda, ela é conhecida aqui na minha região, sou do Rio Grande do Sul e é uma moça que de fato existiu e foi degolada por seu marido, há relatos de pessoas que viram ela realmente).
Anos mais tarde, quando tinha 11 anos foi a ultima vez que vi o velho que me seguia, eu estava no sitio do meu avô e era dia de ano novo. Eu realmente detestava ir para esse sítio, nunca havia visto nada de sobrenatural lá, mas meus tios contavam histórias sobre chupa-cabra, lobisomens mortos por meu bisavô (que eles diziam ser caçador de lobisomens, até que ponto a história é verdade, eu não sei, mas há uma árvore com correntes onde eles dizem que ele prendia os lobisomens e um crânio de um lobo meio grande demais no galpão que há no sítio) e o homem de olhos de fogo que minha tia viu na janela de casa e desmaiou.
A questão é que, no momento em que vi o homem da cartola no portão naquela noite, ouvi uma voz que disse em minha mente "muita coisa vai mudar" ou "está para mudar", não lembro bem, apenas tinha o sentido de mudança. E então eu nunca mais vi o velho.
A voz estava certa, de fato as coisas estavam para mudar.
Por um período de um ano, não vi nada sobrenatural, no entanto, no inicio de 2012, uma estranha figura visitou meu quarto. Até hoje não sei se eu estava sonhando, mas toda a vez que penso na possibilidade de ser um sonho... A imagem em minha cabeça me diz que não era.
Uma moça de pele muito branca visitou meu quarto, ela tinha cabelos negros que se assemelhavam a penas de corvos, suas unhas eram relativamente grandes e estavam imundas, assim como o resto de seu corpo que era coberto por rachaduras, sua pele parecia ser feita de cera e ela estava nua. Ela tinha olhos completamente brancos, e eu me lembro perfeitamente do sorriso malicioso em seu rosto. Ela me encarava com curiosidade, como se esperasse que eu dissesse alguma coisa, mas eu me sentia muito fraca, com uma falta de ar tão grande que tentava gritar por ajuda, mas não conseguia, nada saia de minha garganta e eu estava em pânico. Lembro que pensei no que minha mãe me disse, que toda a vez que visse alguma coisa desse tipo deveria orar a Deus para que Ele mandasse a coisa embora, e eu orei e de fato Ele a mandou embora, pois quando clamei a Ele em minha mente, imediatamente a coisa saiu de cima de mim com uma velocidade sobre-humana que apenas vi um vulto saindo pela porta do quarto.
A partir desse dia algo estranho começou a acontecer, uma voz passou a atormentar minha cabeça (a voz era feminina, mas era forte, sibilante como uma cobra e cortante como uma faca, toda a vez que ela falava eu me sentia mal, com dor de cabeça e cansada fisicamente), ela me dizia coisas ruins sobre mim mesma e me induzia a fazer coisas ruins com as pessoas, muitas vezes a ignorava o máximo que podia, mas outras, não era tão forte quanto sou agora, naquela época eu clamava por um Deus que eu não conhecia.
Dei o nome de Nightmare a voz que eu ouvia, por causa do Nightmare da franquia de jogos de luta Soul Calibur. No jogo, Nightmare é como a personificação do lado mau de Siegfried criado pela espada maldita e demoníaca, Soul Edge. E além disso, o nome lhe caía muito bem: pesadelo. Era isso que ela era, me assombrava dia e noite, em lucidez e em sonho. Quase todas as noites sonhava com a moça que vira, pois creio que a ela que a voz pertencia. Muitas vezes pensei vê-la em meu reflexo, mas sempre que olhei novamente, lá ela não estava mais.
As coisas apenas iam piorando e um ano se passou, em meados dele conheci uma garota que se tornou minha melhor amiga na época, ela era tão problemática quanto eu, pensava em suicídio toda a hora, cortava os pulsos e também tinha dons, ela foi mais que uma amiga, pois eu gostava dela na época e ela gostava de mim como algo mais, mas tínhamos apenas 13 anos, e além de acharmo-nos muito jovens, ela era evangélica, então nós duas concordávamos que ficarmos juntas não seria algo... “Natural”. O que importa é que eu me abria muito com ela, falava muito sobre as vozes em minha mente, por isso ela foi a pessoa que mais me conhecia e entendia naquela época.
Um dia ela me convidou para ir a igreja e eu fui com ela, as pessoas me olhavam de jeito estranho, pois antigamente costumava me vestir de roqueira da forma mais expressiva possível da coisa, e todo o momento, eu não prestei atenção em uma palavra do que a pregação dizia (essa época foi a mais sombria de minha vida, pois meus demônios a conduziam e eu acreditava em Deus, mas era indiferente a Ele), mas depois do culto, falando com o baixista da banda da igreja... O que ele me disse, seja o que tenha sido, o amor que ele tinha por Deus, mesmo eu sabendo que ele não era a pessoa mais santa do mundo, pelas coisas que minha amiga havia me falado... Eu não sei, eu apenas sei que tive inveja da esperança que ele tinha em Deus... E então desde aquele dia, eu passei a orar a Deus todas as noites. Não houve uma exceção.
Eu acreditava em Deus, realmente acreditava, mas não tinha curiosidade de conhecê-lo ou mesmo interesse em viver uma vida por Ele. Quando eu era criança eu admira as freiras, pois achava muito bonito o ato de dedicar sua vida inteira a causa de Deus, mas nunca achei que isso fosse ser algo pra mim. Eu estava em pecado, sabia que estava, mas não queria mudar. Eu ouvia The Pretty Reckless e achava que eu era como Taylor, eu sabia que iria pro inferno, mas não dava a mínima para isso. Era mais confortável continuar pecando do que mudar completamente de vida.
Mesmo sem ser cristã naquela época, eu me envergonhava bastante de meus pecados, mas principalmente de meus desejos pelo mesmo sexo. Lembro-me que às vezes passava horas e horas vendo shows da The Pretty Reckless só para ver o peitos da Taylor, isso é estranho de se admitir e um pouco assustador, pois eu tinha só 13 anos.
No ano seguinte, acabei perdendo o contado com ela, pois mudei-me de escola, minha vida não estava melhor, na verdade, cada vez mais me afundava em pecado e iniquidade, mas eu acreditava que Deus queria alguma coisa de mim e embora ainda as vozes estivessem em minha cabeça apenas me convencendo de minha maldade, eu acreditava que talvez ele pudesse me oferecer uma salvação, que talvez Ele pudesse salvar-me de mim mesma. No entanto, eu nunca o busquei de verdade.
Na nova escola conheci um garoto (que agora é meu namorado), ele pregava para mim sobre Cristo, naquela época ele também era evangélico, e de algum modo suas palavras me tocavam e aos poucos eu melhorava, querendo buscar a Deus de verdade.
Nisso eu comecei a escrever um livro que denominei Inside My Mind, que se baseava em meus sonhos com Nightmare. A história continha diversos personagens que de fato existiam, eu, meus amigos, cantores de bandas que gostava na época e a própria Nightmare que assombrava a personagem da mesma maneira que a mim.
No início o livro era uma coisa libertadora, pois nele eu podia ser quem eu quisesse, porém, a coisa passou a ser uma escravidão, eu me sentia obrigada a escrever, e toda vez que escrevia me sentia profundamente mal, pois cada vez sentia ela mais perto de mim, possuindo minha carne, tomando conta de minha mente.
O ano foi passado, meu amigo/namorado ficava cada vez mais perto de mim, ele pregava para mim a palavra, se importava, eu me abria com ele, ele me entendia, a ele eu contava coisas que nunca contei a ninguém, ele me contava coisas que nunca havia contado para ninguém também... Eu o considerava meu irmão mais velho.
Um dia ele convidou-me para ir na igreja dele, e eu fui, só que nesse dia ele não pode ir. Eu me senti tão sozinha e desesperada que comecei a chorar, mas naquele momento, uma voz, uma voz diferente de todas as que já tinha ouvido me disse: "Está tudo bem, você não está sozinha. Eu estou com você, você pertence a mim, porque Eu lhe escolhi para ser minha" e nesse momento... Eu acreditei, era a voz de Deus falando comigo, e eu que sempre estive procurando meu lugar onde não encontraria (fandons e grupos de escola e outras tribos urbanas e ideológicas) finalmente o encontrara, não falo da igreja, pois hoje com tudo que aprendi sobre Cristo sei que a verdadeira igreja é o corpo de Cristo (aqueles que crêem nEle e tem Seu Espírito habitando em seus corpos), mas sim a Deus, era a Ele que eu pertencia e por Ele que eu queria viver.
Depois disso fiz com meu amigo a chamada oração de entrega, e em meados desse ano me batizei, entregando de vez minha vida a Cristo. Desde aquela época ouço Deus falando comigo quando oro a Ele.
Parei de escrever o livro que escrevia, pois apenas achava que ele me trazia coisas ruins e passei a ouvir bem menos a voz de Nightmare em minha cabeça, mas ela ainda me atacava frequentemente em sonhos em que me torturava tentando-me fazer negar a Cristo.
Lembro-me de uma vez em que voltei para casa depois da escola e havia um sujeito parado na frente da minha casa, ele estava todo ensanguentado e olhava fixamente para cá, ninguém mais parecia vê-lo além de mim, na hora soube que era um espírito. Eu fiquei com medo e entrei pra dentro de casa, mas não tirava os olhos daquele ser. Porém, uma voz, a voz de Deus falou para mim "Está tudo bem, eles não podem entrar aqui", aquilo me tranquilizou bastante... No entanto, era uma realidade que estava para mudar.
Dizem que o pecado profana solo sagrado, e de fato acredito nisso.
As férias chegaram, e minha mãe descobriu que meu pai a estava traindo, nesse mesmo período de tempo, meu melhor amigo/namorado estava passando por coisas terríveis e eu ficava muito mal por ele, algumas vezes cheguei a beber para tentar esquecer todas essas coisas a ponto de ficar bêbada, foi realmente horrível. A maioria das duvidas pelas quais ele passava eram coisas que pra mim sempre foram verdades. Eu nunca cri em templos de pedra em madeira, nunca dei muito credito as igrejas atuais, pois enxergava todas as suas mentiras e a maneira que distorciam o evangelho ou mesmo o modo que manipulavam o povo para tentar tirar vantagem sobre ele. No entanto, para meu amigo/namorado isso era novidade e foi um choque pra ele, pois ele já era evangélico a muito tempo. Eu nunca considerei-me de nenhuma religião, sempre disse depois de minha conversão que era apenas cristã, e nessa época foi como ele passou a denominar-se apenas assim também.
Nightmare voltou com muita força nessa época, eu pensara que fora a pior quando isso aconteceu, mas eu estava enganada. Então em uma noite, eu travei com ela a batalha final, terminei de escrever o livro que não escrevia ha meses, foi algo meio automático, até hoje não sei explicar muito bem. Apenas sei que comecei as duas da manhã e terminei pelas seis da manhã quase automaticamente.
Depois desse dia, tive um período de muita paz e aprendizado em Deus, não ouvia mais Nightmare, não via mais nada, não tinha sonhos ruins, apenas ouvia a voz de Deus e a cada dia o conhecia mais, pois nessa época foi quando consegui ler boa parte do Novo Testamento.
Nesse período comecei a namorar com meu melhor amigo, não demorou muito para que começássemos a ter relações um com o outro, eu tinha 15 e ele 16 anos, e nós dois já nos conhecíamos muito bem e confiávamos um no outro para isso. E foi aí que as vozes novamente começaram, Nightmare se aproveitava de nossas dúvidas, por sermos cristãos sempre nos perguntamos se isso não era errado aos olhos de Deus por sermos tão jovens e não sermos casados ainda. Ela se aproveitava de minha culpa e me atormentava com sonhos, nos quais muitas vezes ela me amarava e fazia sexo oral em mim. Sempre assimilei a coisa a meu passado meio “lésbico", porque sempre lutei contra desejos pelo mesmo sexo até mesmo quando não era cristã e ela usava disso também para me atingir, tipo "O que você está fazendo com esse cara? Eu sei que você prefere um par de seios".
Lembro-me de uma vez em que eu e ele estávamos apenas nos beijando, sentados na cadeira do meu computador que fica de frente para o corredor e de relance eu vi o mesmo homem ensanguentado que vira aquela vez na rua nos observando. Eu logo chamei a atenção dele, mas ele disse que não viu nada.
O tempo foi passando e os sonhos com Nightmare foram piorando, cada vez pareciam mais reais, e algumas vezes eu acordava nua e com hematomas pelo corpo. Querendo me livrar disso eu passei a cada vez pesquisar mais, eu tinha certeza que ela era um demônio por meus conhecimentos bíblicos, então encontrei dois tipos de criaturas que me lembravam muito a ela: Súcubos, demônios femininos sexuais, mas o que me deixava com o pé atrás nisso era o fato de que súcubos, pelos relatos atacam apenas homens, pensei que ela poderia ser um íncubo também, mas para isso sua forma teria que ser masculina. A outra criatura eram os raven mockers, os conheci através de um livro que estava lendo que citava a lenda pertencente a cultura indígena norte-americana (pela qual sou igualmente fascinada). Na lenda dizia que eles eram filhos de um deus que tinha forma de corvo com humanos, mas em outras, também dizia que esse deus era um anjo caído, ou seja, seus filhos, eram demônios com formas de penas negras misturadas a imagem humana. Exatamente como Nightmare. O que me intrigou é que igualmente na lenda dizia que eles tinham o poder de falar por meio de pensamentos e de induzir as pessoas a fazerem o que eles queriam. Dizia também que eram violentos e tudo de fato se encaixava com Nightmare.
Saber essas coisas não me ajudou, até hoje eu ainda ouço Nightmare e às vezes ainda sonho com ela, no entanto, quanto mais perto de Deus me sinto, menos perto dela eu fico. Estar perto dEle me ajuda a enfrentá-la, pois apenas nEle encontrei forças pra vencê-la e eu agradeço muito a Ele por Ele ter entrado na minha vida e me livrado dela.
Nessa época de trevas Nightmare muitas vezes convencia-me de me masturbar e em uma dessas noites depois de pecar muito, eu simplesmente adormeci pelo cansaço, ou pelo menos pareço ter adormecido, eu não lembro muito bem. Mas seja como for, eu sei que fui transportada para algum lugar em outro plano.
Tudo a minha volta era branco, eu estava nua e me sentia muito suja, me encolhia tentando esconder minha nudeza e minha vergonha, a vergonha por ter pecado. Foi então que um homem se aproximou de mim e eu soube que era um anjo. Ele tentou me acalmar, tentou me convencer que eu podia ser perdoada e que eu podia mudar, mas eu não acreditava nele, eu acreditava que Deus havia me abandonado. Mas então Ele surgiu e mandou o anjo embora, porque não era mais necessário um anjo para me consolar, pois Ele mesmo havia vindo pessoalmente. Deus estava bem a minha frente (eu não sei escrever a aparência dele, apenas sei que Ele dava muita paz e tranquilidade e eu sentia que devia respeitá-lo e temê-lo), Ele se sentou ao meu lado e ficou conversando comigo, me acalmando e dizendo que não havia desistido de mim. Que iria me ajudar e que eu faria grandes coisas por Ele. Mas principalmente que Ele nunca me deixaria. Então eu vi sua face mudar, e quem estava ali agora era Cristo Jesus, da mesma forma não saberia descrevê-lo se me perguntassem, mas eu sei que era Ele, e Ele me abraçou e me deu sua capa para mim vestir e me cobrir, pois tudo que eu precisava vinha apenas dele. Ele disse para me levantar e me convidou para caminhar com Ele, e eu aceitei e começamos a caminhar, Ele dizendo que eu ainda precisava mudar muito, e precisava conhecê-lo mais e eu estava disposta a fazer tudo que Ele disse. No meio do caminho da longa estrada que seguíamos eu encontrei meu namorado, meus amigos e toda a minha família, todos eles caminhavam lado a lado da gente, seguindo o caminho da verdade, alguns mais devagar que outros, mas de fato todos seguiam. Meu namorado estava do lado de Jesus assim como eu e em certo ponto, nos transformamos em crianças e Jesus citou aquela passagem que diz que devemos ser como crianças para entrar no reino dos céus. Ele disse que lá seria tudo diferente, que não haveria física como a humana ou nada semelhante e meu namorado disse que apostava que eu havia gostado de não haver física e Jesus riu. Ele riu. Seu sorriso era tão bonito e indescritível, eu nunca irei esquecer. Depois disso... Ele me mandou de volta e eu acordei. Foi o sonho mais lindo que eu tive. Eu abracei Jesus e meu namorado fez Ele sorrir.
Depois desse sonho as coisas melhoraram um pouco, e no inicio desse ano eu comecei o projeto do Souls On Ten. Foi ideia do meu namorado, pois ele queria pregar a palavra a nossos amigos e eu tomei a iniciativa de começarmos de fato a fazer isso, criando o grupo no WhatsApp e organizando pequenas reuniões nas quais pregávamos no recreio pra nossos amigos. Era uma coisa mais fechado no inicio, no entanto, eu queria ir mais longe e acabei criando o projeto de expandir o Souls On Ten pra escola toda, porque eu realmente fico triste vendo a juventude de hoje, vendo aqueles que eram como eu era e que sofriam como eu sofria. Eu consegui encontrar a paz apenas em Cristo, então queria ajudar mais pessoas a encontrá-lo. Expandi o projeto também para internet no social spirit, o que foi bem legal porque todos foram bem receptivos com o projeto.
Eu não sei bem, mas durante uns meses desse ano, eu estava realmente muito depressiva por pensar em todas as merdas que tem por aí no mundo e que cada vez pioram mais, pois cada vez mais as pessoas se esquecem de Deus, cada vez mais elas endeusam a si mesmas e o pecado, endurecendo seus corações e não dando o devido valor as coisas que realmente importam. E isso estava me deixando maluca porque eu sabia que eu não era tão diferente daqueles que eu odiava, porque eu igualmente erro e igualmente peco, mas assim como Hamlet eu não quero me tornar como os que eu odeio, eu quero trazer o mundo de volta aos seus eixos por ver tudo aquilo de errado que há nele e em mim.
Mas eu só consegui de fato me levantar e lutar quando eu vi que nunca se tratou do que eu podia fazer para mudar o mundo, mas sim do que Deus podia fazer. Desde então eu tenho sido bem mais feliz, pois agora sei que eu sou quem eu sou porque Cristo é quem Ele é, e porque Ele é quem Ele é que Ele faz o que Ele faz e eu faço o que eu faço por Ele. Por isso eu sempre digo que é Ele que deve ser admirado, pois tudo que eu faço é pra Ele e vem dele e de ninguém mais. Diariamente eu agradeço a Ele por quem Ele está me tornando e por permitir eu conhecê-lo cada vez mais e por continuar me mudando e trabalhando em mim, para que eu possa ser cada vez melhor por Ele e por aqueles que eu amo.
Já sofri muito preconceito por ser cristã e ouvir rock, pois as pessoas tem a mania de dizer que rock é do capeta sem mesmo se preocuparem em conhecer de fato o estilo musical. Uma das próprias influencias do rock é a musica gospel, e música que adora o diabo e endeusa o pecado tem em todos os estilos musicais, não é só no rock, assim como em todos também há aquelas músicas muito boas e com mensagens realmente positvas e as que honram e adoram de verdade a Deus. Mas não é por causa de preconceito ou por causa do que dizem que eu vou deixar de seguir a Cristo, se fosse por isso eu já tinha abandonado o barco há muito tempo. Eu perdi amigos por me tornar cristã e muitos leitores aqui no spirit também, porque meus livros sempre, mesmo que indiretamente falam sobre Cristo e não são todos que estão dispostos a ouvir. Porém, isso não faz com que eu tenha vontade de desistir de todas as minhas lutas, pelo contrario, isso me motiva ainda mais a seguir em frente com tudo isso.
Atualmente eu estou reescrevendo o livro de Inside My Mind com o nome de A Terra do Céu Cinza, reescrever o livro é algo igualmente simbólico na minha vida, pois desde que aceitei a Cristo comecei uma nova vida, uma nova história, a diferença é que quem agora dita as palavras é Cristo e não meus demônios internos.
É simplesmente incrível pertencer a Cristo e a única coisa que sei é que quero fazer minha vida valer a pena, não só para mim mesma, mas principalmente para Cristo. Saber que estou de fato unida com Ele e vivendo por Ele e ajudando mais pessoas a encontrá-lo é simplesmente indescritível e a minha razão de viver, aquilo pelo o que eu luto diariamente e aquilo pelo qual sempre irei lutar até devolver o mundo ao seus eixos.
Obrigado Deus, por ser tudo que eu preciso.

Escutando: On My Own - Ashes Remain: https://www.youtube.com/watch?v=FmgQAFbXk0E
Lendo: Cidades de Papel e a Bíblia
Assistindo: O mundo ruir em pecado
Jogando: the same sick little games
Comendo: tortinhas de chocolate suíço
Bebendo: cappucino

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