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Gabi-lu
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Sobre Clichês


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Sobre Clichês

Olá queridos, estou aqui fazendo esse jornal para falar sobre um assunto um pouco “instigante”: clichês, uns amam outros não suportam. Ou você ama ou você odeia. Mas o que realmente é clichê? O que ter um clichê na sua história (pra quem aqui escreve histórias) muda? Afinal de contas, o “clichê” é o vilão ou o mocinho? Ele ajuda ou atrapalha? É isso o que quero discutir.

Primeiramente quero ir para um lado mais neutro e responder: “o que é clichê?”, segundo nosso querido pai dos burros, o dicionário Aurélio, clichê tem o seguinte significado: “1. Placa gravada em relevo sobre metal, para a impressão de imagens e textos por meio de prensa tipográfica. 2. A imagem ou o texto assim impresso. 3. V. Lugar-comum”. No caso do sentido que eu estou usando para falar com vocês eu pegaria apenas o significado 3, que no caso é um conselho para que o leitor olhe a expressão “lugar-comum”, já que o “V” significa “veja”.

Quando você segue o que o Aurélio manda que você faça chega ao significado que todos conhecemos, ou a maioria conhece, “sm.(abreviatura para substantivo masculino) Argumento, ideia ou expressão muito conhecida e reprisada; Chavão, clichê.” Outro significado que encontrei para a palavra clichê é o seguinte: “É uma expressão idiomática que de tão utilizada, se torna previsível. Desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim, algo cansativo em vez de dar o efeito esperado ou simplesmente repetitivo.”

Encontrei, também na internet, esse pequeno histórico da palavra: “O sentido hoje corrente da palavra clichê – “lugar-comum, chavão” – surgiu por uma extensão figurada de seu significado original. A princípio, no francês do início do século 19, o termo era tecnicamente preciso e pertencia ao vocabulário das artes gráficas: o verbo clicher, do qual saiu mais tarde o particípio clichê, queria dizer produzir um estereótipo, ou seja, uma placa inteiriça de metal, geralmente de zinco, gravada em relevo a partir de uma matriz e destinada à impressão de textos e imagens.

Tudo indica que a palavra francesa nasceu com inspiração onomatopaica, como imitação do som (clichhh) que fazia a matriz ao cair no metal fundido. No entanto, oTrésor de la Langue Française não recomenda descartar a influência – menos provável, mas nunca se sabe – de uma palavra também onomatopaica do alemão medieval, Klitsch, “massa mole”.”
Alguns exemplos de clichês são: A princesa termina com o príncipe no final, o mocinho vence o vilão, o protagonista não morre mesmo depois de levar mais pancada do que todos os outros amigos dele (lê-se Seya cof cof), o rapaz guardar o lenço da mulher para encontra-la depois ou cata o lenço e devolve-o (clichê mega antigo haha)... Coisas desse tipo.

Agora que já sabemos (ou temos uma ideia do que é) clichê podemos discutir o próximo tópico: O que colocar ou não um clichê (ou um monte) na sua história vai mudar? O que muda quanto lemos uma história com ou sem clichês?
O primeiro ponto aqui é reconhecermos que ler uma história ou criar uma que não tenha nenhum clichê de nenhum tipo é algo realmente difícil e desafiador. Eu mesma não considero que tenha alguma vez lido um livro ou algum tipo de texto que não continha nenhum clichê. Esse texto mesmo está cheio deles e eu não estava tentando coloca-los aí, mas você os leu (eu presumo que tenha lido ao menos o “Ou você ama ou você odeia” entre outros).

Fugir do clichê é algo praticamente impossível (digo praticamente porque não duvido da capacidade do ser humano). Porém há uma diferença quase palpável entre um texto/história baseada em clichês em demasia e aquelas que tentam não usá-las ou evitar que sejam muitas e essa diferença é expressa em apenas uma palavra: previsibilidade.

Quando uma história tem muitos clichês, ou é pautada somente em clichês, é fácil saber o que vai acontecer logo depois porque o leitor, normalmente, já teve aquela experiência, ele já foi condicionado àquilo que está lendo mais de uma vez, muitas vezes muito mais de uma vez.

Quando a história tem poucos clichês, ou tem uma quebra de um clichê, como um momento cômico bem na hora em que o clima do casal estava no auge ou uma piada ridícula do herói quando ele dá o golpe final no vilão, a história se torna menos previsível e mais “leve”, já que muitos clichês deviam ser usados no clímax do capítulo e não indiscriminadamente e tornam o texto “pesado” ou cheio demais de coisas importantes no mesmo capítulo.

Percebendo que não podemos basear cada frase de nossas histórias em um clichê diferente chegamos ao último ponto. No final das contas o clichê é vilão ou herói? É bom ou ruim? Ascenção ou queda?
A única pessoa que pode responder à essa pergunta é você caro leitor/autor!
É você quem escolhe gostar ou não de clichês, é algo que você deve descobrir se é favorável ou contrário.

Muitos dizem não gostar de clichês porque eles tiram a originalidade do texto, dão um caráter engessado e previsível capaz de tornar o texto desagradável ou genérico demais. Bem eles tem alguma razão, porém a minha opinião é diferente.

Minha opinião sobre clichês é bastante favorável na verdade. Eu acredito que o segredo é saber fazer o clichê sem engessar seu texto em uma fôrma desagradável, acho que o uso do clichê é importante, principalmente se falamos de amor em nossos textos.
O clichê deve aparecer no texto como algo natural, não deve ter caráter forçado, deve aparecer sempre com algo novo, ou algo bem característico das personagens que torne o momento singular, mesmo que o momento seja totalmente clichê e batido o fato de ter sido bem trabalhado dá uma maior capacidade de alcançarmos a empatia do leitor tanto pela história quanto pelas personagens desta.

Tem mais um motivo, e o principal motivo, pelo qual eu amo usar clichês em histórias românticas: Eles são lindos! São agradáveis e leves (se usados de forma sábia, não que eu pense que sempre uso eles bem kkkk) se tornam uma poderosa arma para o desenvolvimento de personagens e da história em si. Pensem comigo, se clichê é algo batido, que já foi repetido tantas vezes, porque as pessoas continuam repetindo-os? A resposta é simples: é porque eles são bons! Se algo fosse ruim não seria repetido, é o que eu sempre digo quando me perguntam se eu gosto de clichês: “Se clichê não fosse bom não seria clichê”. Por isso em minha opinião o clichê bem trabalhado é agradável e indispensável numa história de amor. Além disso, viver uma situação denominada clichê é realmente bom!

Agora que chegamos ao final desse jornal, gostaria de pedir a vocês que me digam o que acham de clichês. Acham eles algo natural e belo? Ou vocês pensam neles como uma forma de engessamento da criatividade do autor?

Fontes:
Essa que vos fala e suas opiniões pessoais (haha)
Mini Aurélio - 8ª edição - Impressão de setembro de 2010.
significado do dicionário online
Pequeno histórico
Imagem


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