Ajudando a Organizar as Ideias - Parte 2 de 1


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Ajudando a Organizar as Ideias - Parte 2 de 1

Oi minhas delícias ambulantes!
Como estão com a vida de vocês?

Antes de mais nada, quero agradecer à @Tayfofanms e a A. C. Lyoko pelo apoio, pela paciência de ler tudo o que eu escrevi, de dar opiniões e ainda corrigir meus erros - até porque cansa ser linda, maravilhosa e sem imperfeições! Brincadeirinha! - Obrigada mesmo por tudo, meninas!
Agora, vamos ao que interessa!

Minha postagem sobre PERSONAGENS ajudou um pouco? Espero que sim, porque agora o bicho pega de verdade, já que é aqui que eu espero que consigam desenvolver direito a história de vocês. Claro que, ao longo dos jornais, vou falar de estilos de escrita, mas por enquanto vamos organizar as ideias, pode ser?
Agora, se você acha que o importante é construir a história e depois o personagem, então considere essa postagem a primeira e a outra a segunda! É que eu acho mais fácil criar os personagens e depois encaixá-los num mundo do que o contrário, mas daí vai de pessoa pra pessoa, ok?
Por isso veja o que te faz melhor e o que será bom pra você!

Então vamos lá, porque é hora de anotar!





* SEGUNDO PASSO: CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA*

ETAPA UM: DEFININDO O NARRADOR


Vale lembrar, galera linda do meu Heart, que essa coisa de construir uma história é algo além da escrita: é pesquisa. Só que vou por partes ou dou um nó no cérebro de vocês. Vocês por um acaso se lembram do exemplo que eu dei no Jornal anterior sobre o romance onde o menino se apaixona pela menina, que agora se chama Sofia?
Então, pra que eu pudesse escrever esse romance, antes de tudo, eu teria que escolher como ele vai ser escrito: Primeira, segunda ou terceira pessoa? “Meu Deus Gabi, vai com calma! Como assim?”, daí eu te respondo, meus pequeninos gafanhotos, com mais exemplos toscos que só eu sou capaz de dar.

PRIMEIRA PESSOA: Eu estava andando de bicicleta, feliz da vida, até me lembrar de que eu não sabia andar com aquela coisa e caí!
SEGUNDA PESSOA: Pense que você está andando de bicicleta muito feliz e se lembra de que não sabe andar, então você cai!
TERCEIRA PESSOA: Lá estava a garota em sua bicicleta, pedalando feliz quando se lembrou de que não sabia andar e veio a cair.

Sentiu?
Não, não é o desespero pela frase idiota que eu criei, mas você vê que a história é a mesma, o que muda é jeito de narrar, só que eu vou dizer uma coisa: narrar em Segunda Pessoa é um problema.
Não sei se deu pra notar, mas ela soa como uma ordem para o leitor, forçando-o a imaginar as coisas, a se colocar no lugar da personagem quase como uma história interativa e isso acaba gerando problema pra você narrar cenas complexas.
Claro que pra quem está acostumado a jogar RPG sabe bem do que estou falando, porque Segunda pessoa nada mais é do que interação direta do leitor com o protagonista! Então se quiser escrever em Segunda Pessoa, faça uma Crônica ou um Conto, mas não uma história longa demais!
Eu achei um exemplo de um livro inteiro em segunda pessoa, Star-crossed,que estava disponível no blog Open Page:

Terça-feira. Você está no meio de um grupo de garotas nervosas do segundo ano do ensino médio, à espera do teste para o papel de Julieta. Estão todas esperançosas – um tanto pálidas, mãos suadas... Você praticamente ouve as pulsações aceleradas, no espaço apertado. Mas se mantém calma. Uma espécie de tremor familiar começa a tomar conta do seu corpo. Isso sempre lhe acontece antes de subir no palco. Você sorri. Tem as palmas das mãos secas, o pulso normal e o texto decorado tão fresco na memória como se tivesse acabado de escrevê-lo. Sente que o papel é seu... [Jen – página sete]”


Vê?
Isso é um exemplo de Segunda pessoa que você pode seguir o estilo, mas se não é isso que procura, então vamos achar outro jeito!

O estilo de NARRADOR em PRIMEIRA PESSOA, algo que virou comum em fanfics e até mesmo em Best Sellers, é bem fácil de um lado e difícil do outro!
Vamos ver todos os PONTOS POSITIVOS em primeira pessoa: acho que o mais legal de se escrever com esse estilo é que assim você pode mostrar tudo o que se passa na cabeça da sua personagem.
Assim, o leitor pode saber o que ela pensa e o que ela acha sobre determinada situação, até mesmo se ela gosta daquilo; ouve seu reclamar, seu pensar e acaba por transformar o leitor numa espécie de Diário ou Consciência. O leitor é aquele que passa a ver o outro lado da sua personagem que os outros personagens não veem, porque essa personagem conta tudo o que ela acha da vida e dela mesma para ninguém menos que o leitor.
É aí que você pode trabalhar com isso ao seu favor, fazendo com que sua heroína ou herói ganhe um fã clube, que vai te amar ou te odiar dependendo do que vai acontecer na história.
Por que eu digo isso? Lembra da Capitu em Dom Casmurro? Até hoje não se sabe se ela traiu Bentinho, mas tudo indica que sim, por quê? Porque é o próprio Bentinho quem narra e te mostra o que ele vê, assim ele induz o leitor a crer no que ele fez e viu.
Olha, vou dar outro exemplo imbecil estilo Gabi:

“Estranhei o silêncio na casa, ele não era o tipo de garoto que ficava dormindo em pleno sábado à tarde, já que seus amigos sempre estavam ali com ele. Porém eu, como uma boa namorada, decidi verificar se tudo estava bem e se ele não havia passado mal de tanto comer Sucrilhos. Subi as escadas e estava no corredor ainda, quando ouvi leves gemidos e risos baixos, fazendo meu coração acelerar e as pernas travarem. Até que vi ao longe, pela fresta da porta entreaberta, meu namorado com minha amiga na cama, apenas aos beijos! Como eles puderam fazer isso comigo? Logo eu, tão boa e tão prestativa, a pessoa que mais gosta de ajudar?”

Beleza: quem garante que a namorada era mesmo boa e super prestativa?
Ela mesma, já que ela afirmou isso, mas como você pode provar? Não pode, porque você tem só o ponto de vista dela, da namorada, que te dá uma alternativa: acredite nela e tudo estará certo. Então, se quer criar confusão no leitor para que só no fim da história seja tudo esclarecido, a escrita em primeira pessoa é perfeita!
Só que o PONTO NEGATIVOque fique bem claro que isso é o meu ponto de vista – é que você acaba por faltar em detalhes, certos acontecimentos somem e deixam o leitor com aquela cara de perdido esperando o resto.
Alguns escritores, para não deixar isso passar, criaram o POINT OF VIEW (Ponto de Vista) ou o famoso POV, onde muitos personagens narram o assunto para mostrar pontos que não podemos ver, sendo que até o narrador tem vez nessa ferramenta!

~Pausa~

A galera que gosta de usar essa sigla precisa aprender que não se pode colocar Gabi POV’s, porque o apóstrofo (‘) é usado no inglês para indicar posse, ou seja, Gabi’s House significa a Casa da Gabi. Então se quer usar o POV, coloque Gabi’s POV, entendido?
~Play~


Minha opinião sobre esse escape é um pouco crítica.
Não sou contra quem usa, por favor, não me levem à mal, mas isso acaba por cortar o clima da história de tanto Gabi’s POV ON e Gabi’s POV OFFe...Sei lá, minha amiga disse uma coisa que é verdade: quando colocam ON e OFF eu não sei o que quer dizer, se é LIGADO e DESLIGADO ou outra coisa qualquer!
Mentira, eu sei, só estou tentando descontrair porque o clima vai pesar!

~joga Spray Anti-Tensão no ar~


Pra quem acompanha as minhas histórias já notaram que não uso isso, porque acho que a partir do momento em que você coloca o nome do personagem, o conteúdo e depois pula algumas linhas e troca de nome, mostra que houve troca de pensamentos, que não é mais a mesma pessoa.
O fato de você indicar com o tal do POV que um personagem se foi e outro tomou o lugar, acaba por mostrar uma coisa: – que foi o que eu senti quando li minha primeira fanfic – que o leitor não tem capacidade de entender que houve uma mudança de personagem!
Então ligar e desligar o personagem só torna o texto mais confuso pra quem não está acostumado, acaba por criar um ambiente hostil sem dar a característica de uma história estilo livro!
“Ah Gabi, então se eu quiser usar Primeira Pessoa não vou poder? Você me deixou confuso”. Claro que pode, contando que torne as coisas visualmente mais bonitas, entende? Não precisa sair atirando POV pra todo o lado, mas coloque algo como:

Sofia


Ele não parava de me encarar, eu devia ser muito esquisita sendo uma atendente risonha e palhaça com as crianças, mas elas são as coisas que mais amo na vida além daquele emprego – que podia ser uma ponte para que eu me tornasse dentista quando acabasse a faculdade!


Vitor


Ela tinha o sorriso mais lindo que já vi na vida, não era a primeira vez que eu a observava com cara de imbecil! Só que nunca tinha visto alguém agir de maneira tão natural com as crianças naquela clínica que frequento desde que me entendo por gente!


Viram? Assim a coisa pode ser narrada de pontos até via satélite se vocês quiserem, deixa a coisa fácil de trabalhar ainda fica visualmente mais bonito!
Mas se tem um ponto de vista que, bem trabalhado, é melhor que o primeiro, é a escrita do narrador em TERCEIRA PESSOA! Essa é uma escrita que,a meu ver, faz milagres: você pode cortar uma ideia no meio do clímax e jogar o leitor do outro lado do mundo sem contar o que rolou naquele trecho.
Por exemplo:

Vitor deixou um bilhete embaixo do celular de Sofia, temendo que ela o visse atrás do balcão, porém o garoto só pensava na expressão que ela faria quando achasse o bilhete do admirador secreto.
Foi então que, ao esbarrar na agenda da garota, notou uma foto cair ao chão com a face para baixo; segurou o papel e o virou, vendo ali a foto que eles tiraram ao se encontrar no evento de anime daquela semana.Sofia, entretanto, estava concentrada no serviço que a doutora lhe impôs, fazendo com que seus esforços para mostrar seu valor valessem a pena e não notasse que seu segredo fora revelado.


Nesse caso, ninguém sabe o que rolou com o Vitor – nome que acabou de surgir para o menino que vai se apaixonar pela Sofia – que viu uma foto deles dois nas coisas dela, e assim o leitor se pergunta “Será que a Sofia vai sair dali e ver o que aconteceu?”e “Que segredo Sofia esconde? Será que ela o ama?”.
Então, se quer mesmo escrever uma história, depois de definir os personagens pense: a história será escrita com narrador em primeira ou terceira pessoa? Quando decidir isso, pode partir para a próxima etapa, mas vale lembrar uma coisa: NEM SEMPRE O NARRADOR EM PRIMEIRA PESSOA É O PRINCIPAL!
Você pode ser diferente na hora de escrever e colocar a irmã da principal pra narrar a história, daí será uma espécie de biografia pelos olhos de outra pessoa. É igual aquela sua amiga que te conta um super babado e você, que apenas quer compartilhar, conta para sua outra amiga: isso é você contando a história de outro a partir do seu entendimento.
Por isso, na hora de escolher pense bem em como você quer sua história: quer detalhar porque assim dá um tom de realidade e acha que o narrador em terceira pessoa vai bem? Ótimo! Quer esconder detalhes e deixar a coisa mais cômica ou até mais dramática e acha que a primeira pessoa vai bem? Beleza!
Mas faça apenas aquilo que vai te deixar confortável, porque não sou eu nem sua amiga que vai ditar o que é bom ou ruim pra você, mas apenas você mesmo!

Escutando: Do you Know? - Jo Sung Mo
Lendo: O Caçado - Viviane Fair
Assistindo: -
Jogando: -
Comendo: Pipoca
Bebendo: Água

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