~_Yuma

_Yuma
Semeador de feels
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Aniversário: 20 de Agosto
Idade: 19
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Não sei porque publiquei isso, mas enfim


Postado

Não faço a menor ideia de qual título colocar nesse jornal. Também não sei se vale realmente à pena postar isso ou se irei escrever e escrever e apagar tudo como das outras vezes. Eu só irei pedir uma coisa à você que estiver lendo isso: Olhe para as pessoas ao seu redor, não apenas para a máscara superficial que ela revela à tudo e todos. Pode ser tarde demais quando você perceber, mas pelo menos poderá fazer algo à respeito.

Já perdi as contas em que parei para pensar em mim mesmo, no meu estado. Na verdade, creio que não tenha um único segundo em que não pense nisso. Nunca me abri com alguém quando à isso, e por enquanto eu não tenho coragem. Iria me sentir ainda mais destruído se contasse aos meus pais que o filho deles não é a pessoa mais feliz do mundo, que sempre tem pensamentos estranhos - que estão mais frequentes ultimamente -, que se sente confortável com o escuro e a tristeza das coisas. Imagino o quão decepcionados eles ficariam se soubessem o quão preto e branco é o mundo para o filho que eles criaram com tanto zelo, como seria a expressão que fariam se lessem as coisas que escrevo, se conseguiriam ler nas entrelinhas.

Mas eu estou cansado de ouvir as mesmas coisas quando eu tento me abrir só um pouco, desabafar em forma de humor. Eu sei que eu não tenho motivos para isso, sei que as coisas acontecem do nada e não sei explicar, não é uma fase.

Estou vivendo uma batalha constante dentro da minha cabeça e isso está me levando à loucura a cada dia que se passa. Escrever é a única coisa que eu tenho de bom e que conquistei por mérito próprio, não quero perder isso para as vozes da minha mente, para as imagens que elas implantam ali. Eu sei que não sou o filho que eles pediram à Deus, mas eu tento agradá-los de milhares de formas diferentes. Sei que eu não faço nada direito, mas eu tento. Queria que isso contasse como um mérito pessoal, mas apenas me consome cada vez mais.

Perdi as contas das vezes em que forcei um sorriso, ou que me esforcei bastante para não chorar. Sempre achei que as lágrimas fossem patéticas, um símbolo de vergonha. Mas está cada vez mais difícil de segurá-las.

Eu sou tão patético que chego a sentir raiva de mim mesmo. Um fardo, apenas isso. Um peso que o mundo é obrigado à carregar. Um covarde, que não tem coragem de acabar com isso de uma vez por ter sido muito bem criado e que não quer arcar com as consequências com Deus quando fizer a passagem. Um fracassado, sem visão de futuro, estagnado nessa realidade tão podre e patética.

É tão horrível e cômico ao mesmo tempo. Acho que é por isso que eu olho para os lados e não vejo ninguém. Às vezes eu tenho a necessidade de que alguém me abrace, beije minha testa e diga que tudo vai ficar bem, que poderia contar com ele para o que fosse, que segurasse a minha mão e beijasse meus olhos quando me visse lacrimejar. É algo tão clichê, mas que também é tão importante. São gestos pequenos que nunca tive e tenho medo de nunca ter.

Afinal, quem vai querer alguém tão destruído assim? É da natureza humana fugir dos problemas e dificuldades, ninguém vai querer se responsabilizar por alguém tão instável.

É um sentimento ridículo, mas que me causa um medo imenso. Por isso às vezes eu penso que seria melhor estar sozinho, mas ao mesmo tempo eu não quero ser sozinho. É tão triste quando não se lembram de nós, quando somos esquecidos como um simples objeto, quando ninguém se importa. Isso me assusta.

Pode me chamar de infantil, talvez eu seja de um jeito ou de outro. Mas eu não acho que uma criança sinta dor com essas coisas. E céus, como dói em mim. A ansiedade vem como uma tempestade e a depressão como uma calmaria repentina. Duas coisas tão distintas e diferentes, que brigam entre si o tempo inteiro. Eu não queria sentir isso. Eu não queria ser isso.

Eu estou cansado de tudo.

Escutando: Big Girls Cry - Sia | Theme from Schindler's List

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