Desculpa não sou bom com títulos


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Antes de realmente começar só gostaria de dizer que estou postando hoje porque estava muito inseguro quanto a isso, bem espero que gostem. Não vou pedir por comentários nem nada assim porque não sei como funciona postar um jornal, nunca postei um antes, nem li nenhum. Bem obrigado pela atenção de vocês e se quiserem podem vir falar comigo, sou legal, meio estranho ás vezes, mas em geral sou legal.
Bem, como começar quando nem se sabe se queres escrever? Sinceramente não tenho um motivo particular para estar fazendo isso, mas no que isso importa? Ninguém lerá. Sinto que isso soa muito casual para um texto/livro/paragrafo/ palavras jogadas ao caso seguindo apenas uma linha psicológica cheia de digressões e pensamentos aleatórios, mas talvez soe formal demais para um conversa. Não sei porque estou escrevendo dessa maneira, talvez apenas esteja imaginando estar falando sobre assuntos desse tipo com meu amigo, casual em relação a coesão dos períodos, mas talvez muito formal em relação as palavras que digo,isso soa sem sentido, mas tudo nesse momento parece soar meio sem sentido.
Acho que exagerei dizendo que isso pode ser um livro, parece não apenas uma supervalorização da minha criatividade, mas também uma desvalorização dos verdadeiros escritores, mas sei lá. Talvez exista uma ínfima chance (percebeu como eu uso palavras difíceis, talvez apenas para soar mais inteligente, acho q eu talvez faça muito isso, mas certos costumes são difíceis de mudar) de grandes escritores terem pensado da mesma forma sobre suas obras. Apenas histórias, contos, relatos, apenas seguindo o fluxo como no Modernismo. Não quero me comparar a eles, a habilidade de escrita deles é milhões de anos-luz á frente da minha, mas não sabemos como eram as mentes dos artistas, mesmo que ao passar do tempo tenha se acreditado que a arte seja uma interpretação da natureza feita pelo artista (aprendi isso hoje em filosofia) obras, pinturas, as representações, uma imagem da visão de alguém não é o suficiente para saber tudo sobre ela, hoje na aula falamos sobre Fernando Pessoa, e sobre seu amigo: Alguma-coisa de Sá Carneiro (eu acho) e como ele era depressivo e cometeu suicídio aos 26 anos, e agora percebo que talvez isso não seja verdade(não o suicídio, mas o fato dele ser depressivo) sei que não estudei sobre ele, e não sei tanto quanto minha professora, mas levando em conta que ao estudar Fernando Pessoa estudamos seus heterônimos ( são como personagens que ele criava e que se tornavam os autores das obras, diferente de pseudônimos, eles eram como pessoas diferentes mostrando diferentes jeitos de ser e de pensar) porque o Sá Carneiro que conheço como um cara deprê não seria apenas uma de suas inúmeras facetas? Na aula vimos a imagem de um dado que representava as inúmeras facetas de Fernando Pessoa e a de todos, mas não acredito que seja isso. Fernando chegou a criar mais de 100 heterônimos que representavam seus sonhos, amarguras ou o simplesmente querer escrever com outro ponto de vista, então talvez devamos nos comparar á tentativa de Aristóteles de descobrir o valor de pi (acho que foi ele, se não, desculpa aí) que tentou descobrir fazendo inúmeros Triângulos cada vez menores dentro de um circulo, mas não importa o número de triângulos, elas não podem montar a complexidade de um círculo, dessa forma eu nos vejo, não importa o número de faces vistas pelos outros e por nós mesmos não eh possível entender a complexidade da psique humana.
Percebi agora que deveria colocar uma data, isso não tem um intuito e por isso não sei onde vai chegar então para constar hoje é: 31/08/2016, hora: 18:36. Bem vou jantar e talvez volte ao assunto que estava falando antes de falar de Fernando Pessoa.
Voltei, agora são 18:45. Bem, eu tive muitas reflexões durante a janta, mas me esqueci delas. Percebi que com a data tudo isso pareça uma biografia ou um diário, mas acho que talvez só seja relatos de uma mente (não sei se digo que sou eu ou minha mente, não parecem mais a mesma coisa), mas não sei se é algo que retrate a realidade da mente de todos, ou da maioria, não fiz nem tenho interesse em fazer psicologia, por isso não sei se é comum fazer tantos questionamentos, pensar na existência alem de se questionar o sentido dela, mas a veracidade da mesma, mas mesmo assim tenho esses questionamentos. Talvez a mente seja como o fogo (pensei nisso durante a janta), que só existe com três coisas: oxigênio, combustível e um estopim (uma faísca), nesse exemplo a faísca é o começo de tudo, talvez você comece a se questionar sobre essas coisas porque leu um livro, viu um filme ou conversou com um amigo, talvez se questione sobre questões mais cotidianas, porém uma conversa, um assunto, uma discussão inicia você nesse mundo de reflexão. Porém para o fogo manter é necessário combustível, que nesse caso são infinitos, mas nem sempre alcançáveis, existem tantas questões sem respostas que parecem apenas com o intuito de te fazer pensar, mas nem sempre eles parecem ser sequer reais questionamentos, talvez na sua opinião a resposta seja muito claro para haver sequer uma dúvida sobre isso, por isso o combustível pode ser inalcançável, mesmo sendo existente. Por fim o oxigênio, que seria algo natural, a vontade consciente ou inconsciente, nem sempre nos questionamentos porque queremos, mas quando você simplesmente viaja sobre essas questões do nada, é porque é natural, inerente a você.
Durante esse pensamento percebi que nem sempre nossa mente é totalmente concentrada, fazer duas coisas ao mesmo tempo parece muito mais simples do que pensar em duas coisas ao mesmo tempo, mas mesmo inconscientemente fazemos isso o tempo todo. Durante um exemplo que se assemelha á metalinguística (não entendo até hoje a definição de metafísica, por isso não usarei essa palavra) eu lembrei que "briguei" com uma colega, isso não tem um porquê, mas mesmo assim ficou na minha mente enquanto tentava demonstrar o que estava pensando.
Bem depois dessas inúmeras digressões acho que vou reler o que estava escrevendo antes delas, e terminarei o assunto para que então possa continuar nessa contínua digressão de pensamentos que é o nosso ser.
Pois bem só irei terminar o assunto da minha não-comparação com grandes escritores, não acredito que isso que estou fazendo será algum dia lido por alguém, pois não tenho nem a certeza se isso sairá da tela do meu computador, mas caso alguém leia só espero que saiba que não quero teorias sobre mim, não quero que as pessoas achem que sabem quem eu sou, a própria arte é a representação de uma fração de quem nós somos, nada, nem ninguém pode ser simplificado em um livro, uma dança, ou sequer 70 anos de uma carreira com vida pública extremamente aberta, pois as vezes nem mesmo nós sabemos quem somos. E da mesma forma uma análise disso que estou fazendo também é inútil, pois ela apenas é o que é, sem mais nem menos, não estou criticando nada, pois quando eu estiver vocês saberão, pois eu estarei deixando bem claro (como estou fazendo agora aos estudantes de autores. Respeito eles pois é um trabalho difícil, mas muitas vezes tornam difícil o que é simples, e alguns acabam não entendendo a Relatividade da análise de uma obra) não quero fazer disso uma biografia, só estou escrevendo por escrever, e então termino a minha não-comparação com os grandes autores: quem poderá me dizer que na verdade eles também não pensavam assim? Com certeza houve aqueles que criticavam, mas o que move alguém a querer escrever, além dos problemas sociais ou pessoais,além de uma ideia incrível, é a vontade de escrever, algo que ninguém lhe põe ou tira, algo que pode durar anos, ou um dia.
Lembrei que ia colocar o que era digressão porque acho que esqueci de colocar anteriormente. Eu aprendi esse termo em português na aula de literatura, ao estudarmos Machado de Assis é deixado bem claro que ele faz isso. Digressão é como um rio e os rios menores que saem dele, existe um foco principal, mas durante isso vai mostrando inúmeras histórias paralelas, que vão mostrando o livro com um tempo psicológico (tempo de escrita que não é cronológico, segue a linha de pensamento do eu lírico (é o ser que escreve, não o autor, é como o "narrador" (desculpa não sou bom em explicar termos))). Percebi agora que dessa forma flui nossos pensamentos, mas nem sempre voltamos ao curso do rio. Tipo quando você está conversando com seu amigo sobre a escola, mas antes de concluir o assunto você muda o tema da conversa e isso acontece continuamente até você perceber que está falando sobre elefantes.
Bem acho que talvez seja isso por hoje, não sei, que aparecem muitas coisas a serem pensadas e ditas na minha cabeça, mas não como se eu quisesse pensá-las direito antes de escrever, mas sei lá, não acho que seja hora para escrever sobre isso, falando nisso já até esqueci qual era o assunto, pera, ,lembrei algo que queria falar no começo, mas deixei para depois e esqueci: por que queremos escrever bonito? Queremos escrever bonito para que as pessoas possam entender ou admirar, mas quando você escreve para si mesmo isso tem algum sentido? Talvez lá no fundo eu esteja gritando por atenção e queira muito mostrar isso para alguém, ou apenas goste de fazer as coisas do jeito certo, aposto mais na primeira opção. Acredito que agora tenha sido a última reflexão do dia, pelo menos a que eu escreverei. São 19:25.

Escutando: Sei lá, minha irmã está escutando uma música que não sei o nome
Comendo: Comi miojo há uma hora atrás

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