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Resenha - Cartas de Amor aos Mortos


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Já devo ter comentado que amo livros em forma de cartas. A carta consegue passar uma intimidade, leveza e inocência deslumbrantes e, por mais que a carta não seja para você, é como se fosse. Esse livro, Cartas de Amor aos Mortos é um exemplo perfeito de tudo isso que falei. Mas antes de começar a elogiar louca e cegamente o livro, vamos para aquela introduçãozinha que eu sempre faço ;)

Para ser bem sincera, eu me atrapalhei e pus uma leitura em cima da outra e fiz a maior confusão... Então, não lembro com certeza quantos dias levei para ler o livro, mas acho que foram uns dois ou três. Admito que, quando não estava lendo, estava sofrendo.

Peguei esse emprestado da minha amiga logo depois de terminar Por Isso A Gente Acabou (eu peguei esse emprestado dela também) e o dialogo foi mais ou menos assim:

- O que achou de Por Isso A Gente Acabou, Elisa?
- PERFEITO! MARAVILHOSO! ÍNCRIVEL! Mas meu coração está partido em milhares de pedaços...
- Têm certeza de que quer ler Cartas de Amor aos Mortos agora? Vai te detonar mais ainda...
- Nhaaa, eu sou forte. Vou aguentar.
- Tem certeza?
- Tudo bem... Eu leio alguma outra coisa feliz antes.


Ainda bem que fiz isso :V

O livro de Ava Dellaira conta a história de uma menina chamada Laurel que, após perder sua irmã, May, se muda para outra escola a fim de recomeçar. O livro inteiro relata a história de uma garota completamente perdida que, para lidar melhor com a perda de sua irmã e o desastre que sua família virou, começa a querer ser como ela. E é nessa parte que tudo começa a dar certo e errado ao mesmo tempo.

O livro é incrível. Laurel conversa com o leitor por meio de cartas que começaram como uma atividade de inglês na qual os alunos deveriam escrever cartas para alguém que já morreu e acabaram se tornando um desabafo. Os famosos a quem Laurel escreve tornam-se seus confidentes. Nas páginas do livro pode-se sentir o desespero de Laurel e todos os sonhos e lembranças que tem.

Mesmo que não sejam endereçadas ao leitor, parece que Laurel fala com você nas cartas. E é exatamente por isso que você percebe, por mais que ela não diga, que há algo muito errado com a garota. Mesmo quando tudo está bem e ela diz estar feliz, existe algo de melancólico nas entrelinhas. É tudo muito profundo e ao mesmo tempo muito simples. É isso que torna a leitura tão leve, arrebatadora e ao mesmo tempo tão melancólica. Como eu disse antes: “A carta consegue passar uma intimidade, leveza e inocência deslumbrantes e, por mais que a carta não seja para você, é como se fosse. Esse livro, Cartas de Amor aos Mortos é um exemplo perfeito de tudo isso que falei”.

Antes de encerrar essa resenha (que ficou mais curta que o normal ^^”) vou deixar com vocês uma das minhas partes preferidas no livro todo:

“- Mas e minha irmã? Por que não consegui salvá-la? – Minha voz oscilou, e eu me encolhi por dentro. Talvez por fora também. Eu nunca dizia coisas assim em voz alta.
Tristan parou por um segundo e ficou muito sério. Mas não da maneira como a maioria das pessoas fica com essas coisas. Ele olhou para mim e disse:
- Eu estava errado.
- Sobre o quê?
- O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante. Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar.”


Achei tão forte, tão direto, tão... Verdade. E essa é só uma das partes magnificas desse livro magnifico repleto de sonhos e formas diferentes de ver o mundo, analises sobre os famosos e lembranças distantes. Ava criou um estilo próprio tão magnifico que não há como descrever. E não é preciso ler mais que algumas páginas para já estar mergulhado de cabeça na história e sentindo-se preso num redemoinho de emoções e sentimentos destruidores.

Mesmo com um final tão perfeito e simples, chorei horrores, ainda sentindo um vazio dentro do meu peito. E preciso dizer que, depois desse livro, voltei a escrever cartas.

P.S.: Não posso fazer uma recomendação melhor do que: LEIAM.

Lendo: Terminei Cartas de Amor aos Mortos T^T

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