~LiaHyuuga

LiaHyuuga
Little Fickle Girl
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Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 6 de Setembro
Idade: 16
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Ponderações


Postado

Às vezes penso que não pareço ter a idade que tenho.

Haha, muitas pessoas também pensam assim, e eu sou só mais uma delas. Mas já pensei muito sobre isso, sabe?
Minhas colegas são diferentes de mim, em vários aspectos, mas às vezes penso que sou mais infantil que elas. Talvez porque tenho hábitos que elas não têm. Ou só pelo meu jeito de ser, mesmo. Rio de idiotices, brinco, às vezes chego a ser tão boba a ponto de me atirar no chão e rir por causa de algo idiota, como o jeito do meu cachorro comer. Já tive um ataque de riso por isso. Minha mãe derrubou a salada de frutas sem querer e teve que dá-la ao meu cachorro. Sim, fazemos isso aqui em casa. Damos tudo pro cachorro. E como ele nunca havia comido salada de frutas, quando eu o vi fazendo isso, achei engraçado e comecei a ter um ataque de riso.

Minhas colegas e outras garotas da minha idade que conheço e são minhas amigas, por exemplo. Elas podem até ser bobas às vezes, mas não tanto quanto eu sou. Depende com o que e com quem.

Minhas colegas são estudiosas, zoeiras, e seus namorados são a razão de sua felicidade.

Elas são normais. Como toda adolescente.

Eu não sou muito diferente. Sou estudiosa, zoeira, mas não tenho namorado. E mesmo que tivesse, ele não seria a razão da minha felicidade.

Quando nos apaixonamos mudamos tanto assim?

A razão da minha felicidade... Minha família, meus amigos, a música. Sem eles eu não seria feliz. Mas parece que agora todo mundo precisa ter alguém pra ser feliz. Precisa dizer “Tenho namorado(a), sou feliz! Sem ele(a) eu não vivo!” Mas será que namoro é assim mesmo como as pessoas dizem? Será que significa tanto assim?

É por isso que, quando as pessoas terminam o relacionamento, ficam tão pra baixo. Mas eu não serei assim. De modo algum.

Há muito mais a ser valorizado! E se você perdesse seu amigo? Aquele que sempre te ouve e que te ajuda? E se perdesse a família? Hein? O que faria? Como recomeçaria do zero?

Às vezes eu pondero sobre as coisas mais comuns e sobre as mais absurdas também. Como por exemplo, há horas atrás eu estava pensando sobre o porquê de os professores insistirem tanto nesse negócio de estudar como se fosse a coisa mais importante do mundo. Às vezes eles parecem agir como se vida de estudante fosse fácil, apesar de saberem que não é. Eu sei que sabem. Mas eles não podem fazer nada. Têm que continuar desempenhando sua função para garantir seu dinheiro.

É que nem todo mundo vai se formar em química. Nem todo mundo precisa saber cálculos estequiométricos e coisas do tipo. Assim é com as outras matérias. Penso que deveríamos estudar tudo só até a oitava série (ou nono ano, atualmente). Depois, decidiríamos o que estudaremos a seguir.

Afinal, todos vamos morrer! Temos que fazer coisas que gostamos e não prezar tanto assim o estudo!

Claro que temos que ser dedicados, mas devemos equilibrar as coisas. Estudar demais faz mal!
Bem, eu estava pensando nisso, sabe, e às vezes, quando pondero assim, eu tenho que falar com alguém. Dividir minhas ideias. Então comecei a falar com minha mãe sobre isso. Mas sempre que começo a falar com ela e minha irmã está por perto, ela se distrai. Ou porque minha irmã atrai sua atenção ou porque ela mesma nota algo que não deveria estar acontecendo.

Pensa o seguinte: numa situação em que estamos almoçando, e eu começo a conversar com minha mãe. Então, do nada, ela percebe que minha irmã poderia estar comendo feijão também, e ordena que ela faça isso. Depois, minha irmã deixa cair a faca ou algo assim e minha mãe a repreende por isso. Após muitas distrações, uma discussão entre elas começa, eu já tinha desistido de continuar falando – porque facilmente percebo que minha mãe realmente não está mais prestando atenção em mim – e tudo acaba sem ninguém lembrar que eu estava falando!

Ok, isso dá muita raiva. Muita mesmo.

Quando converso com minhas amigas, elas não se distraem. Elas participam. Elas me interrompem, mas participam. E eu gosto disso. Conversas verdadeiras são assim. Alguém te interrompe, você ouve. Então chega a vez de você interromper e o outro escutar. Eu não sei se é o certo, mas nossas conversas são assim.

Eu gostaria muito de ter alguém que me dissesse que eu sou como toda adolescente. Sou louca, mas não tanto. Sou infantil, mas não tanto. E se eu me dou conta das minhas infantilidades e das minhas loucuras, não devo ser tão anormal assim. E espero ser incomum na medida certa.

Há grande diferença entre ser normal e ser comum.

Se você é normal, você é consciente do que faz, sabe o que é certo e errado.

Se você é comum, você é só mais uma daquelas pessoas que não costumam tentar algo novo, que não saem da rotina.

Fico me perguntando quem sou eu e como as pessoas me veem. Espero não estar ficando louca.

Assistindo: Gravity Falls

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