~LiaHyuuga

LiaHyuuga
Little Fickle Girl
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Reconstrua-se


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Reconstrua-se

Levante o seu astral.

Quando acordei, ele não estava mais do meu lado. Apenas o seu cheiro. Estava em toda parte.

Havia deixado um bilhete, dizendo que precisava trabalhar hoje de novo.

Sorri e joguei-me para trás na cama, brincando com um anel ruivo de meus cachos. Me sentia feliz, havia sido a melhor noite da minha vida.

Quando levantei me vi vestida com sua camisa larga. Se eu pudesse, ficaria assim o dia todo, só para senti-lo mais perto de mim. Porém era sábado, e mamãe estava em casa.

Após ter lavado o cabelo e enfrentado uma série de repreensões por pisar na calçada molhada – dia de faxina – finalmente consegui sair.

Pretendia comprar algo pra ele no caminho. Cumprimentei todo mundo na rua, acenei para o carrancudo e antipático senhor Higgins, até ajudei uma garotinha a atravessar a avenida.

Adentrei a loja de penhores com uma barra de chocolate em mãos. Perguntei por ele, mas seu chefe avisara que ele não precisava trabalhar naquele dia. O sorriso sumiu do meu rosto e mal o agradeci, saindo para a rua.

A preocupação domou meu semblante, andei rapidamente até sua casa. Ao chegar lá, sua mãe me recebeu sorridente, dizendo “Que bom que veio, querida. Ele está lá em cima.” Estranhei sua atitude, pensei em falar-lhe que ele me dissera estar no trabalho. Porém ignorei esse pensamento e me dirigi às escadas.

Mal adentrei seu quarto, flagrei-o com outra garota, na cama, prestes a erguer a blusa dela. Mas ele não teve tempo de olhar para mim, eu já estava correndo para longe dali.

Que traste! Que inútil! Eu jamais imaginava que perderia a virgindade com meu melhor amigo, mas também não previa que ele fosse fazer algo assim! Era pra ser o melhor dia! Era pra ele ter assumido que me amava!

Mas não aconteceu. E agora estou no banheiro, comendo o chocolate e me lamuriando por todas as coisas boas que já fiz a ele. Já está escuro. Desde que cheguei em casa estou aqui. E não me importo de permanecer aqui pelo resto da minha vida.

Ele nem se prestou para se desculpar, nem para explicar o motivo de tudo isso. Simplesmente correu pelo quarteirão até me perder de vista. As coisas estão mudando. Estão piorando. E eu não sei se vou conseguir superar essa dor.

Mamãe já disse que as coisas sempre acontecem por um motivo. Se ele me amasse, meu dia teria sido perfeito como eu previa. Mas ele não me ama, e nunca me amou.

Detesto ser a adolescente imatura da história, detesto me dar mal nesse negócio de relacionamento. Mas eu preciso aprender com as pessoas. Preciso ser forte. E preciso levantar o meu astral.

Ser forte não significa esquecer o passado, e sim fingir que o esqueceu. Agir como se nunca houvesse conhecido aquela pessoa. Isso sim é ser forte. É fingir ser alguém que você não é.

Levantar o astral não significa sair com todas as pessoas que se intitulam seus amigos e ficar bebendo por horas até se sentir melhor. Levantar o astral é provar aquele doce que você nunca provou, é escutar aquela música antiga que te faz lembrar dos bons tempos, onde tudo era belo, onde você era feliz. Levantar o astral é crer que você é mais forte do que pensa. É ficar perto de quem realmente te valoriza.

Então, seja forte. Levante o seu astral.

Escutando: Move Your Little Self On - Avril Lavigne

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