~Yuro_

Yuro_
Aspirante a escritora
Nome: Caty
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: Indisponivel
Aniversário: 24 de Agosto
Idade: 15
Cadastro:

Ficha Him


Postado

https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-a-selecao-him--interativa-5887594

Nome & sobrenome — Rayssa Maryana Praskoviya. É chamada pela maioria das pessoas pelo seu nome, por seu jeito que não instiga uma intimidade instantânea, mas os poucos que a chamam por apelidos usam "Ray", mas alguns mais brincalhões podem a chamar por alguma de suas caraterísticas físicas e de personalidade, ela não se importa.

Idade & data de nascimento — 20 anos, embora não pareça.

Casta — 3, é uma bibliotecária.

Aparência —











A primeira impressão que se tem de Rayssa é que é uma garotinha ingênua, que acredita que vai se casar com um príncipe montado num cavalo branco. Seja por seus traços suaves e gentis, seja pelas roupas antiquadas e que pouco mostram que ela usa.
O formato de seu rosto é redondo e tem as bochechas fofas, o que a faz parecer mais nova do que realmente é. Sua pele é avermelhada, com sardas sutis na área do nariz e nas maçãs do rosto. Seus traços são suaves e transbordam de doçura, isso sendo apenas quebrado pelo olhar curioso de seus grande olhos claros, apenas podendo ser quase cruelmente impessoal dependendo da situação. Seus olhos, por sua vez, só podem ser definidos como claros, não conseguindo-se ter maior exatidão que essa, já que em algumas luzes parecem azuis, outras esverdeados e na maioria, cinzas. Pesando sobre suas pálpebras, estão longos e volumosos cílios negros e acima desses, um par de sobrancelhas pouco cheias e sem arqueação.
Seu nariz é arrebitado e delicado, estando entre os olhos curiosos e a boca que mais sorri do que fala. É larga e de lábios pouco carnudos, acostumada a se dobrar em sorrisos tímidos e de canto. Seu cabelo é bem curto, as madeixas de um loiro levemente castanho e ondulado apenas roçando em sua nuca, sem cobri-la por completo. Não é magra, tendo uns quilinhos a mais, que são bem distribuídos pelo corpo, a dando uma aparência saudável e fofa.

Photo Player: Alma Garcia

Personalidade —

Como se deve viver para se ter uma boa vida?
Há muitas respostas para isso por parte dos adultos.
Agora, como uma criança imatura responderia essa pergunta?
Essa resposta estaria errada?
- Annarasumara (mangá)

O olhar do espirito não pode encontrar em lugar algum, mais deslumbramentos e mais trevas do que o homem; nem fixar-se em nada mais temível, complicado, misterioso e infinito. Há um espetáculo mais grandioso que o mar, é o céu; e há outro mais grandioso que o céu, é o interior da alma.- Os miseráveis, Victor Hugo.



Rayssa é uma pessoa à frente de seu tempo. É uma pessoa completamente livre das correntes que a ligam a Terra, não possui algo como uma ética firme. A única coisa que tem certeza absoluta é "Questione tudo, os outros, você mesmo, questione o questionamento". Essa é a lei que dita Rayssa. Nada é mais comum ou ordinário aos seus olhos, em tudo há algo para se admirar, algo para se reparar, algo para se questionar.
É introvertida, de certo modo, por não sentir necessidade de convívio social direto com as outras pessoas. Costuma ser uma observadora doce e serena, se vê uma pessoa sorrindo sinceramente, independente de quem seja, fica feliz também. Por que? Nem ela mesmo sabe. O mesmo vale para outros sentimentos, como tristeza e raiva. Rayssa parece ter uma conexão estranha com as pessoas, as conhecendo ou não, muitas vezes sente muita mais compaixão do que a pessoa ao lado do sofredor. E isso assusta muita gente.
Muitas vezes apontam para ela e dizem "Seus olhos são estranhos, eles te olham, te vêm, mas parecem ver muito além". Talvez seu sorriso de canto, que parece dizer "Pode me achar tola, mas eu sei o sentido dessa vida muito melhor que você, pobre seguidor do senso comum", contribuía para essa ideia sobre ela seja formada na cabeça das pessoas.
Seu pensamento pode ser comparado ao de uma criança, ela é uma criança eterna, para falar a verdade.R i e se deslumbra e impressiona diante de coisas banais para todo o resto do mundo. Parece exalar por todo seu ser uma alegria imensa por apenas existir, apenas por viver, apenas por poder pensar. Essa descrição a faz parecer uma garotinha inocente, mas ela não o é. Mas para viver como ela vive, é necessário abdicar de certas coisas, como a indiferença e a aceitação do "não sei". Embora pareça inocente, sabe muito bem reconhecer pessoas com más-intenções, só não tem o costume de julgá-las apressadamente, faz sempre perguntas como "Mas por que ela faz isso?" ou "Isso é algo mau por que?" e isso a faz parecer ingênua aos olhos de muitos.
É de poucas palavras, sempre observando mais do que falando, já que aprendeu há muito tempo que poucos compreendem seus pensamentos peculiares. Essa é uma contradição nela, ao mesmo tempo que quer entender o ser humano, acaba se distanciando (fisicamente falando) dele.
Seu temperamento é calmo, doce, gentil e curioso. É envolta de uma aura de mistério que instiga alguns, mas sua falta de competência em falar com as outras pessoas de um modo informal (ela odeia conversas banais, só consegue ter conversas que sinta que são realmente significativas) acaba afastando as pessoas.
É uma incógnita inconstante, pois pode te olhar e dizer que você é tudo de mais genérico e ordinário, não a surpreendendo em nada, ao mesmo tempo que pode lhe dizer que cada pessoa é um ser único, uma verdadeira magia. Sua natureza é um mistério até mesma para si própria, e não é raro vê-la afundando dentro de si própria, tentando entender como responder a pergunta "Quem é você?" da maneira menos superficial possível. Essa inconstância e profundidade de personalidade pode perturbar e irritar muitos que a tentam entender completamente, por se encontrarem num fracasso frustrante. O melhor é aceitar que ela é uma incógnita e não tentar entendê-la completamente, deixando-se admirar pelo seu mistério.
Seu jeito aparentemente infantil para as outras pessoas é apenas aumentando pelo fato dela acreditar em magia. Quando questionada do por que, sem hesitação responde "Olhe à sua volta, todo esse mundo foi criado do nada, todas essas cores, todas essas formas. Você ter nascido foi uma coincidência enorme entre os milhares de espermatozóides que poderiam ter nascido. Dentro de algo de você há algo chamado vida, que te faz pensar, amar e questionar. Alguém conseguir fazer coisas desaparecerem, tirar coelhos do chapéu, parece bem mais ínfimo e fácil do que essas coisas, não é?".
Sua franqueza pode ser considerada cruel, mas está mais para infantil. Apenas fala o que pensa, mas seu espírito profundo a impede de dizer as coisas por palavras fúteis, assim aumentando sua fala com uma profundidade intelectual que pode se assemelhar ao sarcasmo zombeteiro, por mais que esteja bem longe disso. Basicamente considera a outra pessoa um ser interessante, como um animal de zoológico, posto a sua frente para ela observá-lo e estudar seu comportamento. Se for criticar alguém, não irá hesitar em usar palavras como estas "Nunca vi um retrato mais fiel da parte podre da natureza humana do que você: arrogância, covardia, inveja, infidelidade, futilidade, orgulho, tudo misturado em sua face. Posso ver os piores sentimentos humanos em seus olhos, todos juntos, formando uma poça nojenta. Que belo objeto de estudo você é!", e realmente se põem a admirar a pessoa, com sinceridade.

História —
Rayssa costuma dizer que boa parte de sua vida foi ordinária por sua própria escolha. Não que coisas extraordinárias tenham acontecido com ela em algum ponto, como salvar uma vida ou algo assim, ela simplesmente começou a ver tudo novo no que antes era ordinário.
Filha de pais um tanto obcecados pelo trabalho, sua infância solitária foi basicamente ela entediada sentada no degrau da casa observando as pessoas passarem pela rua. Sempre as mesmas pessoas, nos mesmos horários... seus olhos infantis, que ainda deviam ter a capacidade de se encantar com tudo, eram seu brilho e não se surpreendiam mais com nada.
Foi ela encontrou um livro velho no lixo. Era um livro de introdução a filosofia. Explicava que os filósofos eram pessoas que tinham os olhos limpos todas as manhãs do tédio, e viam tudo como algo estranho e que devia ser questionado. Lendo-o descobriu que as pessoas que decidiam não se admirar a todo momento com a vida, simplesmente por que era mais fácil se acomodar e ignorar a vastidão de questionamentos a ser feitos.
A partir daquele momento, a pequena de 12 anos começou a se fazer perguntas maduras demais para sua idade. Por que existimos? Por que humanos tem consciência? Esse mundo, ele não é muito estranho? A alma, ela realmente existe? Se existe, do que é feita? Por que os homens amam? E por que odeiam? O que é o bem e o mal? De onde surgiram? O conceito deles é tão bem definido na prática quanto no dicionário?
Quando fazia essas perguntas aos pais, eles não sabiam o que responder. Começaram a estranhar a filha, mas acabaram por achar que a Rayssa apenas tinha chegado numa segunda fase de "por que?". No entanto não notaram que suas perguntas eram muito mais profundas do que as típicas "Por que o céu é azul?" ou "Como eu nasci?". Suas respostas impacientes de "Por que sim, oras" irritava profundamente Rayssa. Como alguém pode viver não fazendo grandes perguntas e não tentando achar uma resposta? Aos 15, já havia aceito um fato. Os adultos são, em sua maioria, ignorantes que perderam à muito a verdadeira visão dos olhos.
Já estava dado o primeiro passo, não podia mais voltar atrás, tornara-se uma questionadora, uma filosofa. Agora sentava-se sobre o degrau de olhos arregalados, nublados pelos complexos pensamentos que tentavam se encaixar na imatura mente, mas límpidos pela juventude, tanto de espírito quanto de corpo. Analisava a natureza e os humanos, anotava seus questionamentos e suas respostas. Com o tempo, finalmente percebeu que tinha muitas mais perguntas que respostas. Relacionou o fato a nunca ter saído para analisar mais ambientes, mais pessoas, do que aquela rua em Moscou.
Aquela observação criou uma ideia na cabeça de Rayssa. Todos os humanos são diferentes, isso é um fato. Mas há algo que conecta todos. Mais que o fato de termos duas pernas e dois braços, algo mais que físico. Talvez seja um sentimento, talvez tenha algo a ver com a tão misteriosa "alma" ou com a tão insolucionável "consciência". De qualquer forma, Rayssa queria descobrir isso. E não conseguiria vendo só as pessoas russas.
Assim sendo, quando fez 18 anos, revelou aos pais sua paixão e seu desejo de estudar filosofia em algum país estrangeiro. Eles rejeitaram essa ideia enfaticamente. Sorte da jovem que ela tinha isso em mente e já havia feito uma poupança. Não era muito, mas era o bastante para uma passagem e os primeiros meses de um aluguel modesto.
Isso foi o suficiente para jogá-la em Illeá. Agora, sua personalidade intrigante e excêntrica a faz ser julgada pela vizinhança como uma estranha. Vive compartilhando um apartamento em cima de uma biblioteca com uma velha, antiga bibliotecária, e tomou seu lugar.
Se inscreveu na seleção por um motivo bem estranho. Observar e estudar as pessoas com tanta pressão sobre si. Com um reino inteiro sobre si. Ver com seus próprios olhos a falsidade humana em seus níveis mais baixos. A falta de compaixão daqueles que jogariam centenas de vidas fora para continuarem a ter luxo e regalias.

Gostos & Desgostos —

Gosta:
Poemas
Psicologia
Psiquiatria
A mente humana, com todos seus defeitos e qualidades
Apenas parar e observar as pessoas a sua volta, ver suas similaridades e diferenças
Procurar novos questionamentos e respostas
Pessoas criativas, gentis, dispostas a perguntar e a observar com ela as estranhezas do mundo

Desgosta:
Pessoas guiadas unicamente pelo senso-comum e sem opinião
Monotonia
Pessoas que vêem tudo ordinária, que acham que nada mais é uma surpresa
Pressa
Preconceito
Lutas sem sentido
Frieza
Papo furado

Hobbies —
Passear sem rumo
Olhar o céu, esteja de dia ou de noite
Fazer anotações em se caderno
Discutir com as pessoas sobre filosofia

Medos/Fobias —
Que algum dia, algo aconteça e ela vire uma pessoa que não faz questionamentos, que não se encanta com cada segundo da vida
A morte da velha que mora com ela
Que os pais a busquem

OPINIÕES
O que ela pensa sobre o príncipe e a seleção? — Príncipe: Um homem aparentemente bom, que deve ter sobre si uma pressão incrível. Um ser interessante para se conhecer e observar. Seleção: "Um sistema conveniente feito para fazer com que as pessoas achem que o príncipe tem poder de escolha e que as castas mais baixas podem se erguer. Nenhuma das duas coisas é real, claro. Mas é uma bela e admirável ilusão, não?", em suas palavras.

Está pela coroa ou o príncipe? — Nenhum dos dois, falando no sentido literal. Se fosse colocar na balança, estaria pendendo para o lado do príncipe. Não que almeje o trono, de maneira alguma, mas deseja observar quem governa e a corte. Tem certo desejo de conhecer melhor o príncipe, mas não tem intuito de se apaixonar ou seduzí-lo, pelo contrário, busca muito mais uma amizade.

RELAÇÕES

Com as outras selecionadas — É considerada uma (ou a única) excentrica do grupo, então pode ser facilmente excluída. Mas sua simpatia e sorriso simpático certamente atraem as de coração mais aberto e temperamento bondoso. Não busca encrenca, e trata todas com educação e gentileza (mas é capaz de soltar seus comentários sinceros, mas não vê isso como uma falta de educação).

Com o príncipe — Irá buscar tem conversas mais profundas com ele, já que desgosta de papo furado. Irá indagar sobre suas opiniões sobre assuntos sérios e complexos, que fazem com que ambos tenham longas conversas de teor filosófico. Terá prazer em discutir com ele sobre Sócrates, Demócrito, Platão, Aristóteles, e os demais filósofos da antiguidade e atualidade.

Chave — if this is love, then love is easy

Algo mais? —

Carrega sempre um caderno velho consigo, na primeira página vê-se a citação "A única coisa que necessitamos para ser filósofos é a capacidade de os admirarmos com as coisas. - O mundo de Sofia", em seguida há páginas com diversas citações de músicas, poemas, livros, escritores, cantores e diversos. Aqui está uma lista das favoritas de Rayssa:

Há gestos para que nem sempre se pode encontrar uma explicação fácil, algumas vezes nem a difícil pode ser encontrada.- Ensaio sobre a cegueira, José Saramago

Ainda está para nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoismo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra. - Idem

Uma coisa que não tem nome, essa coisa é que somos.- Idem

Em determinadas situações supremas, já não aconteceu a todos nós de, após fazer uma pergunta, tapar os ouvidos pra não ouvir a resposta? - Os miseráveis, Victor Hugo

Humanidade é identidade. Os homens são todos do mesmo barro. (...) Mesma escuridão antes, mesma carne durante, mesma cinza depois. - Idem

O homem ainda vive mais de afirmação do que de pãp.- Idem

As realidades da alma não deixam de ser realidade por não serem visíveis e palpáveis.- Idem

Nenhum trapaceiro na face da terra nos engana tão bem quanto o trapaceiro que existe em nós.- Grandes esperanças, Charles Dickens

Conheça todas as teorias, domine todas as tecnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. - Caril Jung

Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontagem presente, não pensa o que daí algum tempo pode resultar dela.- Nicolau Maquiavel

Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade. - Albert Einstein



Depois das inúmeras citações, cujo número não para de crescer, há várias páginas de estudos sobre o pensamento de diversos de vários filósofos, com as interpretações de Rayssa. Há também pensamentos dela própria, feitos enquanto ela observava as pessoas.

O modo de andar e sorrir, assim como seu olhar, podem ser bem vistos no curta metragem "Lila", que me inspirou, em parte, a fazer essa personagem.



Gostou da Jornal? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...