Não ligue, são só... Palavras


Postado

Não ligue, são só... Palavras

Eu não aguento mais isso. Eu só quero ir para um lugar onde não haja ninguém para dizer-me o certo e o errado. Eu quero poder ser eu mesmo. Sem ninguém que me julgue, julgue meus pensamentos, minhas ideias, a minha visão do mundo, a minha aparência ou meus sentimentos. Eu quero poder fazer o que me faz feliz, sem se preocupar com o dinheiro, a fama ou qualquer outra coisa que dizem ser a felicidade, pelo contrário. A felicidade é quando você tem a liberdade para fazer o que te faz bem, e não o que os outros pensam ou acham que faz bem. Dinheiro compra tudo, tudo. Menos o que eu mais quero. Dinheiro não compra felicidade. Mas essa sociedade ingênua e burra, insiste em ser convencida de que dinheiro compra tudo. E mesmo assim, há quem ainda tenha o sonho de ser rico.

Tem gente que opta em cursar medicina, advocacia, engenharia ou alguma outra faculdade desse nicho, porque os pais querem, ou por que acha que vai ganhar dinheiro. Não julgo quem escolhe alguma dessas profissões porque realmente gosta e tem vocação. Também não posso negar que essas profissões dão sim muito dinheiro, mas se é algo que você não gosta de fazer, é muito difícil conseguir ser bom nisso, e ainda o mais importante ser feliz com isso. Eu em lembro muito bem quando disse para a mãe de um amigo que cursaria música, e a mesma disse “Tá, mas... E para ganhar dinheiro? O que você vai fazer? ”. Confesso que senti muita raiva naquele momento. Mas como a sociedade pede, a educação vem em primeiro lugar. Tudo bem. Nisso eu concordo, mas só nisso. Não posso esquecer da cara feia que fazem para mim quando digo que quero trabalhar para ser feliz, e não para ganhar dinheiro. Lembro também quando a minha professora contou que quando perguntavam a profissão dela, ela dizia que era professora, e mesmo assim perguntavam o que ela fazia para ganhar dinheiro. As pessoas não pensam que sem professores, ninguém seria um médico de sucesso, um advogado procuradíssimo ou um engenheiro renomado. Consegue me dizer o que seria da sociedade sem uma educação básica?

Eu sei muito bem onde é esse lugar que pretendo ir. E para você que acha que sou apenas mais uma daquelas pessoas depressivas planejando em suicidar, está enganado. Não é da morte que eu falo. E sim da arte de ignorar. Ignorar o que as pessoas dizem de mim, de minhas escolhas, para elas julgadas como erradas. Não digo ignorar tudo, mas saber o que se deve ignorar e o que não se deve jogar fora, como uma boa crítica construtiva. É como um filtro. Separa as coisas úteis e as inúteis, joga fora.

Aqui, fui sincera. E não em arrependo do que disse agora. Espero que você também não tenha se arrependido de ler minhas singelas e sinceras palavras de uma pessoa nova, porém experiente.


Escutando: Loser

Gostou da Jornal? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...