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B.J. Evanxx
Nome: B.J. Evanxx
Status: Usuário
Sexo: Feminino
Localização: São Paulo, São Paulo, Brasil
Aniversário: 14 de Novembro
Idade: 24
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50 tons de reflexão: deixando o preconceito de lado e analisando os fatos


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50 tons de reflexão: deixando o preconceito de lado e analisando os fatos

E então, fui assistir ao tão especulado 50 Tons de Cinza. Aliás, eu não fui ao cinema como a maioria — só para deixar claro àqueles que me chamaram e eu tive que recusar o convite por motivos maiores. E sabe mais o que me surpreendeu? Que não era NADA daquilo que eu pensei que fosse. Eu fui uma preconceituosa, engolindo e aceitando argumentos alheios. Só para não ficar “atrás” da maioria, acabei vestindo a camisa do filme-porcaria-do-ano, coisa que quem fala — a maioria, veja bem — é homem. Agora, vamos pensar um pouquinho juntos: por que só os homens — ou a grande maioria, que seja — falam mal do livro? Eu tenho várias hipóteses, mas primeiro quero deixar claro uma coisa, e uma delas é que eu A-M-E-I.
“Ah, mas é sexo explícito, ela acaba aceitando ser a submissa dele. Só porque ele é rico, gostoso, playboy, se fosse pobre, gordo — ou magrelo — e feio, duvido que você ia gostar.” Ok, chega desses argumentos idiotas. Isso pra mim é coisa de recalcado. De verdade. Muitos criticaram em um nível completamente baixo as atitudes da protagonista (Anastasia Steele, pra quem não sabe) por ser sem graça, sem sal, sem açúcar e etc., mas sequer prestaram atenção que A-MAIORIA-DAS-MULHERES-SÃO-ASSIM. A graça nela — da mulher que você se relaciona, respectivamente —, queridos (as), está nos seus olhos.
Agora eu fico pensando o seguinte: por que homem pode fantasiar com uma Panicat e nós não podemos fantasiar com um Christian Grey? Conseguem observar o paradoxo? Infelizmente ainda estamos em um universo machista. E não, não é nenhum argumento feminista, veja bem. Penso que tudo que seja ao extremo, é patético. Sou a favor, inclusive, do bom senso e acho extremamente RI-DÍ-CU-LO o ponto de vista de muitos ao tentarem se engrandecer prejudicando e — ou — difamando desejos, vontades e fantasias alheias.
“Ah, mas o livro é uma apologia à violência a mulher.” What? Primeiramente, você NUNCA vai saber se é ou não apologia. Sabe por quê? Você não escreveu o livro. Apenas o autor deste pode revelar se foi ou não apologia. Não é porque você lê tramas incestuosas que você é a favor daquilo. Pode simplesmente achar o conteúdo interessante e acabar estudando, lendo, pesquisando sobre o assunto. Parem de generalizar as coisas!
E quer saber mais? Vejo muitas mulheres em Anastasia Steele. Ou na Isabella Swan. Pelo menos em alguma fase da sua vida, você teve um lado Bella ou Ana. Não adianta negar e fazer a linha sou-durona-desde-sempre que não vai colar. Conheço mil mulheres que já fantasiaram com um príncipe encantado — tipo eu — e se decepcionaram quando o galã virou sapo. E não é apenas aquelas que conheço, mas sim a grande maioria. E se você ainda não teve essa fase, um dia terá. É a vida.
Respeito, entretanto, os gostos alheios. Se a trama realmente não te atrai, tudo bem. Não tem problema não gostar, só não banque o fodão-machista-preconceituoso para conseguir respeito de babacas como você. Afinal de contas, duvido muito que seja o transão-do-ano ou consiga uma Panicat da vida, assim como nós nunca encontramos — infelizmente mesmo — um Christian Grey.


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